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Vinícola Aurora projeta receber 90 mil turistas no inverno e reforça recuperação do enoturismo na Serra Gaúcha
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Vinícola Aurora projeta receber 90 mil turistas no inverno e reforça recuperação do enoturismo na Serra Gaúcha

por Esteticare 7 de julho de 2026
escrito por Esteticare

A Cooperativa Vinícola Aurora estima receber cerca de 90 mil turistas durante a alta temporada de inverno, entre os meses de junho e agosto, em suas três unidades localizadas na Serra Gaúcha. A expectativa representa um crescimento de 10% em comparação com o mesmo período do ano passado e sinaliza a continuidade da recuperação do turismo na região após os prejuízos provocados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.

O inverno costuma concentrar uma das maiores movimentações de visitantes na Serra Gaúcha, impulsionado pelas temperaturas mais baixas, pela gastronomia regional e pelas experiências ligadas ao enoturismo. Para a cooperativa, o aumento previsto reforça a retomada das atividades turísticas e o interesse crescente pelos roteiros relacionados à produção de vinhos.

Os visitantes encontram diferentes opções de experiências nas unidades da Aurora, incluindo degustações harmonizadas, visitas guiadas e passeios voltados ao contato com a cultura vitivinícola da região.

Fluxo de visitantes cresce em 2026

Os primeiros meses deste ano já indicam um cenário favorável para o turismo na vinícola. Entre janeiro e maio de 2026, aproximadamente 90 mil pessoas passaram pelas unidades da cooperativa.

Segundo a Aurora, os turistas vindos do estado de São Paulo formaram o principal grupo de visitantes nesse período. Também houve participação significativa de viajantes de Santa Catarina e de diferentes estados do Nordeste, demonstrando que a Serra Gaúcha continua atraindo turistas de diversas regiões do país.

A expectativa é que o movimento permaneça aquecido durante os meses mais frios do ano, tradicionalmente considerados o período de maior procura pelas experiências oferecidas pelas vinícolas da região.

Entre as atrações disponíveis estão degustações harmonizadas de vinhos com queijos e chocolates, além de passeios realizados entre os parreirais, atividades que figuram entre as mais procuradas pelos visitantes.

Recuperação após as enchentes

Os resultados recentes refletem a recuperação do setor depois das enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024, que afetaram municípios da Serra Gaúcha e impactaram diretamente o turismo local.

Em 2025, a Cooperativa Vinícola Aurora contabilizou aproximadamente 261 mil visitantes ao longo do ano. O volume representou um crescimento de 55% em relação a 2024, quando o fluxo turístico foi prejudicado pelos efeitos do desastre climático.

Com a retomada gradual da infraestrutura turística e a normalização das atividades econômicas, o enoturismo voltou a registrar aumento na procura, favorecendo tanto as vinícolas quanto hotéis, restaurantes e demais estabelecimentos ligados à cadeia do turismo regional.

A projeção para o inverno de 2026 reforça esse cenário de recuperação e consolida o retorno dos visitantes aos principais destinos da Serra Gaúcha.

Cooperativa lidera mercado nacional

Além da atuação no turismo, a Vinícola Aurora ocupa posição de destaque na produção de vinhos no Brasil. A cooperativa reúne atualmente cerca de 1.100 famílias associadas, responsáveis pelo cultivo de aproximadamente 3.000 hectares distribuídos em 11 municípios da Serra Gaúcha.

A estrutura faz da Aurora a principal cooperativa vitivinícola do país, reunindo produtores que participam de toda a cadeia de produção das bebidas elaboradas pela empresa.

No mercado brasileiro, a cooperativa lidera três segmentos importantes. Nos vinhos finos nacionais, detém cerca de 40% de participação. No segmento de suco de uva integral, responde por aproximadamente 36% do mercado. Já na categoria de coolers, a participação alcança 76%.

O desempenho comercial também aparece nos resultados financeiros. Em 2025, o faturamento da cooperativa chegou a R$ 874 milhões.

Vale dos Vinhedos segue como referência do enoturismo

A movimentação turística registrada pela Aurora acompanha a relevância do Vale dos Vinhedos para o turismo brasileiro. De acordo com a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, aproximadamente 450 mil pessoas visitam a região todos os anos.

O fluxo de turistas transforma o enoturismo em um dos principais motores da economia local, beneficiando vinícolas, hotéis, pousadas, restaurantes, comércios e serviços ligados ao setor.

Com a expectativa de crescimento durante a temporada de inverno e os números registrados desde o início de 2026, a Cooperativa Vinícola Aurora aposta na consolidação da recuperação do turismo na Serra Gaúcha, fortalecendo um segmento que exerce papel relevante para a economia regional e para a valorização da produção brasileira de vinhos.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/copo-de-vinho-tinto-e-garrafa-no-balcao-de-bar_8405671.htm

7 de julho de 2026 0 comentário
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Melhores regiões de vinhos em Portugal: roteiro pelos terroirs que definem a identidade do país
Alimentação

Melhores regiões de vinhos em Portugal: roteiro pelos terroirs que definem a identidade do país

por Esteticare 4 de junho de 2026
escrito por Esteticare

Portugal é um dos países mais tradicionais quando o assunto é vinho. Com uma história ligada à vitivinicultura há cerca de dois mil anos, o território português reúne condições geográficas e climáticas que favorecem a produção de rótulos variados, reconhecidos tanto no mercado europeu quanto internacional.

Ao longo do país, são 13 regiões demarcadas dedicadas à produção de vinhos. Cada uma delas possui características próprias de solo, altitude, clima e castas, fatores que influenciam diretamente o perfil das bebidas. Essa diversidade faz com que Portugal produza desde vinhos leves e refrescantes até tintos estruturados e fortificados de longa guarda.

Outro diferencial está na enorme variedade de uvas nativas. Com mais de 250 castas identificadas, os produtores portugueses desenvolveram uma tradição baseada na combinação de diferentes variedades, criando vinhos complexos e cheios de personalidade.

Conhecer as principais regiões produtoras é uma forma de entender por que os vinhos portugueses conquistaram espaço entre consumidores e especialistas de diferentes partes do mundo.

Alentejo se consolidou como potência da produção portuguesa

O Alentejo ocupa uma extensa área no sul de Portugal e é responsável por parte significativa da produção nacional. A região ganhou notoriedade principalmente pelos vinhos tintos elaborados com castas como Alicante Bouschet e Aragonez.

Os rótulos costumam apresentar corpo amplo, taninos macios e aromas intensos de frutas maduras. Já os vinhos brancos produzidos com variedades como Antão Vaz, Arinto e Encruzado se destacam pelo frescor e pela expressão aromática.

A transformação da região ocorreu especialmente a partir dos anos 1980, quando produtores passaram a investir em tecnologia e modernização dos vinhedos. Entre os nomes mais conhecidos está João Portugal Ramos, responsável por alguns dos rótulos mais emblemáticos do Alentejo.

A região também abriga a Carmim, cooperativa reconhecida pela produção de vinhos com boa relação entre qualidade e preço. Seus rótulos ajudam a consolidar a reputação do Alentejo como um dos polos mais importantes da vitivinicultura portuguesa.

Bairrada une tradição gastronômica e vinhos de personalidade

No centro-oeste de Portugal, a Bairrada construiu sua reputação em torno dos espumantes e dos vinhos tintos produzidos com a uva Baga.

A influência atlântica é uma das marcas da região. O clima mais úmido e as temperaturas moderadas favorecem o desenvolvimento das vinhas e contribuem para a acidez característica dos vinhos locais.

A gastronomia também desempenha papel importante na identidade regional. O tradicional leitão à Bairrada é considerado uma das harmonizações clássicas da culinária portuguesa.

A produção de espumantes encontra na Caves Messias uma de suas principais referências. Os vinhos são elaborados pelo método tradicional, que realiza a segunda fermentação dentro da própria garrafa.

Já a Baga, considerada uma variedade exigente no cultivo, origina vinhos de grande estrutura, taninos marcantes e excelente capacidade de envelhecimento. Entre os destaques da região está o trabalho da enóloga Filipa Pato, reconhecida internacionalmente por sua abordagem sustentável e pela valorização do terroir local.

Dão produz alguns dos vinhos mais elegantes do país

Protegida por montanhas que cercam a região, a área do Dão apresenta condições ideais para a elaboração de vinhos equilibrados e sofisticados.

A Touriga Nacional é uma das castas mais representativas dos tintos produzidos ali. Os vinhos costumam reunir aromas de frutas, estrutura moderada e perfil elegante. Nos brancos, a Encruzado se destaca pela capacidade de gerar rótulos aromáticos e com potencial de envelhecimento.

O Quinta do Penedo Colheita DOC exemplifica o estilo regional. Produzido com técnicas tradicionais, como a pisa a pé, o vinho reúne notas minerais e frutadas que refletem as características do terroir do Dão.

Douro combina patrimônio histórico e vinhos de prestígio

Poucas regiões vinícolas são tão associadas à história do vinho quanto o Douro. Situada no norte de Portugal, a área é marcada por encostas íngremes, solos xistosos e pelo curso do rio Douro.

Os vinhedos plantados em socalcos formam uma das paisagens mais emblemáticas do país, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco. Além dos vinhos tranquilos, a região fornece as uvas utilizadas na elaboração do famoso Vinho do Porto.

Entre os exemplares mais conhecidos está o Porto Messias 10 anos, vinho fortificado que passa por longo período de envelhecimento em barricas. O resultado é uma bebida de aromas complexos e grande persistência.

Madeira e Setúbal preservam tradições históricas

A Ilha da Madeira abriga uma das produções mais singulares de Portugal. O relevo acidentado exige o cultivo das vinhas em pequenos terraços e torna muitas etapas da produção essencialmente manuais.

Dessa região nasce o vinho Madeira, um fortificado reconhecido pela elevada acidez e pela capacidade de envelhecer durante décadas. A Justino’s está entre as vinícolas mais importantes da ilha e exporta seus produtos para diversos países.

Já na Península de Setúbal, ao sul de Lisboa, o destaque é o Moscatel de Setúbal. O vinho doce e licoroso apresenta aromas que remetem a frutas secas, mel e casca de laranja. Sua fama ultrapassou fronteiras e ajudou a consolidar a imagem da região no cenário internacional.

Vinho Verde representa frescor e leveza

No extremo norte do país está a região dos Vinhos Verdes, uma das mais conhecidas entre os consumidores estrangeiros.

Apesar do nome, a expressão não se refere à cor da bebida. O termo está relacionado ao estilo jovem e refrescante dos vinhos produzidos no Minho.

Brancos, rosés e tintos compartilham características como baixo teor alcoólico, acidez elevada e uma leve sensação de efervescência. Essas qualidades transformaram os Vinhos Verdes em uma das portas de entrada para quem deseja conhecer a diversidade dos vinhos portugueses.

A soma dessas regiões demonstra como Portugal conseguiu transformar tradição, variedade de castas e identidade territorial em uma das produções vinícolas mais respeitadas do mundo.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/vinho-vermelho-em-copo-com-garrafa_7786056.htm

4 de junho de 2026 0 comentário
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