Esteticare
  • Alimentação
  • Cabelos
  • Corpo
  • Estética
  • Mente
  • Rosto
Categoria:

Negócios

Wellness imobiliário leva autocuidado e bem-estar para dentro de casa
Negócios

Wellness imobiliário leva autocuidado e bem-estar para dentro de casa

por Esteticare 10 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

O conceito de bem-estar está ganhando novos espaços dentro das cidades. Nos empreendimentos imobiliários de alto padrão, cuidados relacionados à saúde, relaxamento e qualidade de vida começam a fazer parte da própria concepção das residências. A mudança acompanha uma demanda por ambientes que ajudem a tornar a rotina mais confortável e reduzam tarefas do cotidiano.

Conhecida como wellness imobiliário, a tendência combina arquitetura, hospitalidade, serviços e experiências sensoriais. Em vez de concentrar o lazer em uma área comum tradicional, os novos projetos procuram criar estruturas voltadas ao descanso, à recuperação física e ao autocuidado.

Um exemplo está em Curitiba. O Ícaro Casa-Térrea, lançado em 2024 pela incorporadora AG7, reúne residências de quase 1,5 mil metros quadrados em uma área cercada por Mata Atlântica preservada. O projeto conta com spa, água aquecida, iluminação planejada e elementos naturais.

O condomínio também oferece concierge e serviços destinados a facilitar a vida dos moradores. Compras de mercado, manutenção doméstica, governança durante viagens e outras tarefas podem ser organizadas pela operação do empreendimento.

Arquitetura passa a considerar o bem-estar

A proposta de wellness modifica a forma como áreas residenciais são planejadas. Academias, piscinas aquecidas e spas continuam entre os recursos oferecidos pelos condomínios de luxo, mas passam a dividir espaço com soluções relacionadas ao conforto e à recuperação.

Entre elas estão iluminação natural, conforto acústico, biofilia, ambientes contemplativos e espaços destinados à recuperação física. A ideia é integrar esses elementos à rotina, criando uma experiência que ultrapassa a estrutura tradicional de lazer.

A AG7 avançou nessa proposta nos últimos anos. De acordo com Melissa Barbosa, diretora de sucesso do cliente da empresa, a incorporadora não começou sua atuação com o wellness como foco principal. A inovação, porém, já fazia parte da estratégia da companhia.

Há 15 anos, a empresa lançou seus primeiros empreendimentos em Curitiba e incorporou soluções consideradas pouco usuais no mercado brasileiro naquele momento, como infraestrutura para carregamento de carros elétricos.

A mudança mais significativa veio em 2019, com o lançamento do Ícaro Jardins do Graciosa. O projeto levou em consideração comportamentos, rotinas e necessidades relacionadas ao bem-estar.

“Foi um projeto desenvolvido com o ser humano no centro. Mapeamos comportamentos, rotinas e necessidades ligadas ao bem-estar para desenhar cada detalhe do empreendimento”, conta Barbosa.

Depois desse projeto, a incorporadora lançou empreendimentos como AGE360 e Pace. O Ícaro Casa-Térrea, por sua vez, consolidou a estratégia sob o conceito “Building Wellness”.

“A gente costuma dizer que não vende metro quadrado, mas tempo de qualidade. O objetivo é eliminar fricções do dia a dia”, afirma Barbosa.

O empreendimento também está entre os projetos que possuem a certificação internacional Fitwel, voltada a edifícios focados em saúde e bem-estar. Para sua elaboração, foram necessárias consultorias internacionais especializadas em spa, hospitalidade, saúde e academias.

Serviços de hotelaria chegam aos condomínios

Em São Paulo, a Lindenberg também passou a incorporar o wellness em novos projetos localizados em Moema. A proposta inclui recursos destinados ao relaxamento, à recuperação e à atividade física.

Piscinas de recovery, saunas, salas de massagem, academias de alta performance e iluminação planejada para momentos de relaxamento fazem parte desse modelo. As áreas comuns são organizadas com uma proposta semelhante à de resorts privados.

“Hoje, o cliente quer exclusividade e conveniência. Quanto menos ele precisar sair do prédio, melhor”, afirma Adolpho Lindenberg, CEO da empresa.

O novo Edifício Adolpho Lindenberg tem VGV estimado em R$ 1,2 bilhão, com 75 unidades de 330 a 875 metros quadrados. Os preços começam em R$ 14 milhões por unidade. O projeto tinha lançamento previsto para agosto deste ano.

O modelo, entretanto, permanece concentrado no mercado de altíssimo padrão. O Ícaro Casa-Térrea, por exemplo, tem VGV estimado em cerca de R$ 600 milhões para 38 residências distribuídas em quatro torres, em um terreno de 20 mil metros quadrados.

Wellness enfrenta limite de espaço

A necessidade de grandes áreas também representa um desafio para a expansão desse tipo de empreendimento nas capitais. São Paulo e Rio de Janeiro possuem terrenos cada vez mais disputados, justamente em regiões onde existe demanda por espaços residenciais que ofereçam serviços e experiências de bem-estar.

O empreendimento da Lindenberg ocupa aproximadamente 30 mil metros quadrados, uma área considerada rara na capital paulista.

Uma das alternativas avaliadas pelo mercado é aproximar os empreendimentos residenciais da estrutura de hotéis boutique. Para Fábio Tadeu Araújo, CEO da consultoria Brain Inteligência Estratégica, o modelo permite compartilhar estruturas e serviços.

“Quando o empreendimento incorpora uma operação de hotel boutique, ele consegue compartilhar estruturas de spa, wellness, gastronomia, hospitalidade e serviços que exigiriam áreas muito maiores dentro de um condomínio tradicional”, afirma.

Com isso, o wellness imobiliário amplia sua presença para além das academias e áreas de lazer. O conceito passa a envolver a forma como os moradores descansam, cuidam do corpo, organizam a rotina e utilizam os espaços onde vivem.

Fonte: Forbes
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/um-centro-de-spa-moderno-numa-linda-sala_253136277.htm

10 de setembro de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Turismo wellness ganha espaço e transforma hábitos de viagem
Negócios

Turismo wellness ganha espaço e transforma hábitos de viagem

por Esteticare 2 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

Viajar tem assumido um significado diferente para parte do público. Muitos viajantes passaram a procurar experiências que ajudem a desacelerar e recuperar o equilíbrio. O movimento fortalece o turismo wellness em diferentes destinos internacionais.

O conceito de wellness vai além de exercícios, spas ou alimentação saudável. A proposta envolve cuidado físico, emocional, mental e social. O foco está na qualidade de vida e na prevenção.

Segundo o Global Wellness Institute (GWI), a economia mundial do wellness movimenta trilhões de dólares, enquanto o turismo de bem-estar aparece entre os segmentos de maior expansão da indústria de viagens. A pandemia acelerou essa procura e levou muitas pessoas a rever prioridades.

Experiências ampliam os roteiros

Entre as opções estão hospedagens na natureza, spas, retiros, trilhas, yoga, respiração e terapias integrativas.

Os conceitos não são sinônimos. O turismo religioso está ligado a uma religião específica, com peregrinações, celebrações e locais sagrados. Já o turismo espiritual não exige vínculo com uma doutrina. A proposta é favorecer autoconhecimento e conexão individual.

A especialista em viagens de experiência Rayani Immediato organiza grupos para destinos como Machu Picchu, no Peru, e Monte Shasta, nos Estados Unidos.

“A saúde emocional passou a ser entendida como tão importante quanto a saúde física. Viajar já proporciona benefícios emocionais por si só, mas quando a pessoa escolhe um destino com a intenção de desacelerar, viver o momento presente e se conectar com a natureza, essa experiência ganha um significado ainda maior. Quanto mais tecnologia, inteligência artificial e dispositivos eletrônicos fizerem parte da nossa rotina, maior será a necessidade das pessoas de buscar experiências simples, silenciosas e em contato com a natureza.”

Rayani relaciona o avanço desse tipo de viagem às reflexões provocadas pela pandemia.

“Durante o isolamento, muita gente começou a se perguntar: ‘O que estou fazendo com a minha vida? Qual é o meu propósito?’. Quem vivia apenas para trabalhar percebeu que precisava viver experiências e não apenas acumular bens. Essa busca por propósito continuará crescendo.”

Natureza e autoconhecimento

Ao diferenciar turismo espiritual e religioso, a especialista reforça que a primeira modalidade não está presa a uma crença determinada.

“O turismo religioso parte de uma religião, de dogmas e tradições. Já o turismo espiritual oferece liberdade para que cada pessoa viva sua própria experiência de conexão, independentemente da sua fé. O objetivo é proporcionar autoconhecimento e uma conexão individual com algo maior, seja Deus, o universo, a natureza ou a força criadora, conforme a visão de cada participante.”

Muitos roteiros acontecem em ambientes naturais, com silêncio e contemplação. Machu Picchu, Monte Shasta, Sedona, no Arizona, e Saqqara, no Egito, estão entre os destinos citados por Rayani.

O público interessado também se diversificou.

“Hoje temos participantes de 26 até 76 anos viajando juntos. O que une essas pessoas não é a idade, mas o propósito de viver uma experiência transformadora. As novas gerações passaram a questionar seus hábitos, sua rotina e o sentido da vida muito mais cedo.”

“Quem procura esse tipo de viagem normalmente deseja evoluir como ser humano, ampliar sua visão de mundo, trabalhar crenças limitantes e viver algo que vá além da rotina de trabalhar, pagar contas e repetir sempre o mesmo ciclo.”

Nos roteiros organizados por Rayani, as atividades incluem meditação guiada, respiração, contemplação da natureza, visualizações, sound healing e períodos de silêncio.

“Não existe alguém dizendo ao participante o que ele deve sentir. Cada pessoa vive a experiência da sua própria maneira. Nós apenas criamos um ambiente para que ela possa se conectar consigo mesma.”

“Quando terminamos uma meditação em um desses lugares, as pessoas costumam dizer que passaram a enxergar aquele ambiente de outra forma. Estar presente significa unir mente, coração e corpo no mesmo instante.”

Com isso, o turismo wellness ganha espaço entre viajantes que desejam associar deslocamentos a práticas de autocuidado e reflexão. A busca também mostra uma valorização maior da saúde emocional, do tempo e das experiências pessoais. A viagem passa a incluir uma dimensão de autoconhecimento.

Fonte: IG
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/vista-traseira-do-corredor-feminino-com-belo-corpo-atletico-e-tranca-alongamento-dos-musculos-levantando-os-bracos-enquanto-se-aquece-no-parque-antes-da-sessao-de-treino-matinal_9660735.htm

2 de setembro de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Casamento wellness ganha espaço ao unir celebração, descanso e bem-estar
Negócios

Casamento wellness ganha espaço ao unir celebração, descanso e bem-estar

por Esteticare 1 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

Os destination weddings, conhecidos por levar cerimônias para cenários especiais e reunir convidados durante períodos mais longos, passam por uma mudança de conceito. O casamento wellness surge como uma proposta que combina celebração, hospitalidade e práticas de bem-estar. A ideia é fazer da ocasião uma experiência mais ampla, com tempo para descanso, convivência e cuidados físicos e emocionais.

O movimento acompanha o crescimento do turismo de bem-estar. De acordo com o Global Wellness Institute, o segmento deverá ultrapassar US$ 1,4 trilhão até 2027. Dentro desse mercado, os casamentos que incorporam atividades de wellness ganham espaço ao propor uma programação que ultrapassa o momento da cerimônia e transforma a viagem em uma experiência imersiva.

Em vez de concentrar todos os acontecimentos em poucas horas, o casamento wellness pode ocupar um fim de semana inteiro ou até mais dias. A programação inclui atividades voltadas ao relaxamento e à conexão dos participantes. Entre as possibilidades estão aulas de ioga ao nascer do sol, exercícios de respiração consciente, meditação guiada, massagens, caminhadas contemplativas, sound healing e terapias de contraste.

A proposta também acompanha uma transformação na maneira de compreender o luxo. Para muitos casais, a sofisticação não está apenas no tamanho da festa, na decoração ou na quantidade de convidados. Privacidade, contato com a natureza, tempo de qualidade e experiências personalizadas passam a ter peso na escolha do destino e no formato da celebração.

Terapia de contraste entra na programação

Uma das experiências associadas a esse conceito é a terapia de contraste, prática que alterna a exposição ao calor da sauna com a imersão em água gelada. Popularizada pelas culturas nórdicas, a atividade é apresentada como um ritual de renovação e pode fazer parte de uma programação de descanso durante a viagem.

No contexto de um casamento, a terapia de contraste pode ser incorporada como uma experiência para os convidados antes ou depois das principais celebrações. A prática é relacionada à circulação sanguínea, à recuperação muscular e à sensação de relaxamento e vitalidade. Assim, o roteiro ganha um momento de pausa que se diferencia da agenda tradicional de festas e cerimônias.

A busca por celebrações mais intimistas também favorece destinos com áreas naturais preservadas. O cenário passa a participar da experiência, não apenas como pano de fundo para fotografias, mas como parte da programação oferecida aos convidados.

Sibaúma combina natureza e privacidade

No litoral do Rio Grande do Norte, próximo a Pipa, Sibaúma reúne características que se aproximam dessa proposta. A região tem extensos trechos de areia, falésias avermelhadas, coqueirais e águas que apresentam diferentes tons de azul e verde. O local mantém uma atmosfera de exclusividade e contato direto com a paisagem.

Nesse cenário está o Kilombo Villas, hotel boutique instalado diante da praia de Sibaúma. O empreendimento possui dez villas distribuídas em meio à vegetação nativa, uma configuração que favorece a privacidade dos hóspedes. A arquitetura valoriza a iluminação natural, a ventilação cruzada e a integração entre os ambientes internos e externos.

Para casais que escolhem esse formato, o destino pode funcionar como um retiro durante os dias de celebração. Os convidados podem começar a manhã com vista para o mar, participar de práticas de wellness e compartilhar refeições preparadas com ingredientes frescos e regionais. Ao fim do dia, a própria paisagem contribui para uma experiência marcada pelo ritmo mais tranquilo.

Esse modelo modifica a lógica do casamento tradicional. A cerimônia continua sendo o centro da celebração, mas deixa de concentrar toda a experiência. O período de hospedagem passa a ter importância semelhante, criando oportunidades para convivência entre familiares e amigos e para atividades planejadas ao longo da viagem.

A escolha do destino considera conforto, privacidade e o ritmo dos convidados. O casamento wellness também reflete uma procura por experiências com maior significado emocional. Em vez de priorizar apenas a grandiosidade, os casais encontram valor em momentos de descanso, proximidade e cuidado compartilhado. A tendência, portanto, amplia o conceito de destination wedding e transforma a celebração em uma experiência de bem-estar que pode permanecer na memória dos participantes.

Fonte: Bazaar Noiva
Foto: https://www.magnific.com/free-photo/african-american-women-hold-their-hands-together-sitting-dinner-table_3983100.htm

1 de setembro de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Menor oferta de diesel russo aumenta pressão sobre preços internacionais
Negócios

Menor oferta de diesel russo aumenta pressão sobre preços internacionais

por Esteticare 27 de agosto de 2026
escrito por Esteticare

A redução da oferta de diesel da Rússia passou a exercer maior pressão sobre o mercado internacional de combustíveis. O país enfrenta problemas em parte de suas refinarias, ao mesmo tempo em que mantém restrições às exportações para garantir o abastecimento doméstico.

Embora a crise esteja concentrada no setor de energia, seus efeitos podem alcançar diferentes áreas da economia. O diesel é fundamental para o transporte de mercadorias e para a logística de produtos. Quando a oferta diminui e os preços sobem, os custos podem avançar ao longo das cadeias de distribuição.

No Brasil, o cenário merece atenção porque o país utiliza importações para complementar a oferta doméstica. A Rússia ganhou participação nesse mercado nos últimos anos e se tornou uma importante origem do diesel comprado no exterior.

Dados da Kpler citados pela Reuters mostram que os embarques russos caíram significativamente. Em 2025, a Rússia exportou uma média de 817 mil barris por dia de diesel e gasóleo. O volume recuou para aproximadamente 400 mil barris diários em junho. Nos dez primeiros dias de julho, ficou em cerca de 234 mil barris por dia.

A governança corporativa deixou de ser um aspecto secundário para se tornar um dos pilares fundamentais da sustentabilidade empresarial de longo prazo. De acordo com o economista Paulo Narcélio, graduado pela UERJ, com MBA em Finanças e especializações internacionais, ter uma governança sólida deixou de representar um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência indispensável do mercado.

Refinarias enfrentam dificuldades

A origem da redução está principalmente no setor de refino. A Rússia continua produzindo petróleo, mas enfrenta dificuldades para transformar parte dessa matéria-prima em combustíveis. Ataques de drones ucranianos, paralisações operacionais e aumento da demanda interna afetaram a produção de derivados.

Como resposta, o governo russo restringiu as exportações e priorizou o mercado doméstico. As limitações foram prorrogadas até 31 de janeiro de 2027. Produtores diretos, porém, poderão retomar a partir de setembro algumas exportações de diesel, combustível marítimo e gasóleos.

A questão central para o mercado internacional é saber quanto combustível russo continuará disponível para compradores estrangeiros. Mesmo sem receber diretamente derivados russos por via marítima desde 2023, a Europa também sente os efeitos dessa redução.

Quando países como Brasil e Turquia recebem menos diesel da Rússia, precisam buscar cargas em outros mercados. Estados Unidos, Índia e outros centros de refino passam a atender parte dessa demanda. Ao mesmo tempo, esses fornecedores também abastecem consumidores europeus.

A consequência é uma competição maior por volumes disponíveis.

Preços internacionais sob pressão

O mercado europeu já apresenta sinais de forte valorização. Em 30 de julho, segundo dados citados pela Reuters, o prêmio do gasóleo europeu de baixo teor de enxofre sobre o petróleo alcançou o recorde de US$ 74,66 por barril.

A Reuters também estimou que os preços europeus do diesel acumulavam alta superior a 70% desde fevereiro. A menor oferta russa não é a única causa dessa valorização. Problemas em refinarias e questões relacionadas ao abastecimento no Oriente Médio também contribuem para o cenário.

Ainda assim, a redução dos embarques russos funciona como um fator adicional de pressão. Cada carga retirada do mercado internacional aumenta a disputa entre os compradores que precisam repor seus estoques.

Em 10 de agosto, o contrato futuro americano de diesel com ultrabaixo teor de enxofre avançou 7,4%, para US$ 4,19 por galão. Na mesma sessão, as margens europeias de refino subiram quase 10%, conforme informações citadas pela Reuters.

Brasil busca novas fontes de abastecimento

O Brasil está diretamente exposto a essa mudança. Em 2025, o país importou 17,09 milhões de metros cúbicos de diesel. Desse total, 8,04 milhões de metros cúbicos vieram da Rússia, aproximadamente 47% das compras externas.

Com a menor disponibilidade russa, os importadores brasileiros precisam ampliar a procura por combustíveis de outras origens. Estados Unidos e países asiáticos estão entre as alternativas, mas também enfrentam maior procura internacional.

A substituição pode aumentar os custos de aquisição. O impacto sobre os preços brasileiros, porém, depende de fatores adicionais, como câmbio, tributos, logística, oferta doméstica e política comercial da Petrobras.

A estatal reduziu em 85,2% suas importações de diesel no segundo trimestre e registrou produção recorde de 3,903 bilhões de litros em julho. O resultado ajuda a reduzir a exposição imediata do país ao mercado externo.

Ainda assim, o Brasil continua dependendo das importações para complementar sua oferta. Por isso, uma redução prolongada dos embarques russos pode manter o mercado nacional sujeito às oscilações internacionais.

O cenário mostra como mudanças na produção e no refino de um grande exportador podem repercutir em mercados distantes. Para o Brasil, a diversificação dos fornecedores e a capacidade nacional de produção permanecem importantes para reduzir os efeitos de eventuais novas restrições no comércio internacional de diesel.

Fonte: CNN Brasil
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/proximo-plano-do-medidor-de-nivel-de-combustivel-no-veiculo_94965612.htm

27 de agosto de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Marcas internacionais que deixaram de operar no Brasil e mudaram suas estratégias
Negócios

Marcas internacionais que deixaram de operar no Brasil e mudaram suas estratégias

por Esteticare 26 de agosto de 2026
escrito por Esteticare

A saída de marcas internacionais do mercado brasileiro ocorre por diferentes razões. Em alguns casos, a empresa encerra completamente suas atividades. Em outros, mantém negócios no país, mas abandona fábricas, lojas ou determinadas categorias de produtos. A Häagen-Dazs é o exemplo mais recente dessa movimentação.

A General Mills anunciou o fim da distribuição da marca de sorvetes no Brasil, encerrando uma trajetória iniciada em 1997. Segundo a companhia, a decisão está relacionada a um plano de reformulação de portfólio. Antes disso, em 2018, a empresa havia fechado as lojas próprias da Häagen-Dazs no país.

Com a transformação digital do consumo no Brasil, o processo de pagamento passou por grandes mudanças. Segundo o especialista em meios de pagamento e empresário Paulo César Lemes, a etapa de transação financeira evoluiu e já não representa somente o término da jornada de compra.

Empresas mudaram operações no mercado brasileiro

A história da Häagen-Dazs se aproxima de outros casos registrados no Brasil. A Haribo, conhecida pelos doces em formato de ursinho, iniciou a produção nacional em 2016, em Bauru, no interior de São Paulo. A unidade foi a primeira fábrica da companhia fora da Europa.

Em abril deste ano, a empresa anunciou o encerramento da operação fabril brasileira. A fábrica permaneceu funcionando até julho. A Haribo justificou a decisão diante de “cenário de competitividade e de fatores externos que impactaram o ambiente de negócios”.

No setor automotivo, Ford e Mercedes-Benz também reduziram suas operações industriais. A Ford, que atua no Brasil desde 1919, encerrou a produção de veículos no país em 2021. As fábricas de Camaçari, na Bahia, Taubaté, em São Paulo, e a unidade da Troller, no Ceará, foram fechadas.

A montadora citou capacidade ociosa, queda nas vendas, perdas acumuladas, ambiente econômico desfavorável e impactos da pandemia. Apesar do fim da produção nacional, a Ford continuou atendendo o mercado brasileiro com veículos importados.

A Mercedes-Benz anunciou em 2020 o encerramento da produção de automóveis em Iracemápolis, no interior paulista. A unidade fabricava os modelos Classe C e GLA. A empresa relacionou a decisão à situação econômica, à queda nas vendas de veículos premium, aos efeitos da pandemia e à reestruturação global. A produção de caminhões e chassis de ônibus permaneceu no Brasil.

Varejo também registrou saídas

A Forever 21 encerrou sua operação de lojas no Brasil em 2022. A rede americana chegou ao país em 2014 e alcançou 15 unidades. Segundo a empresa, dificuldades financeiras, custos elevados, baixa escala e forte concorrência de varejistas asiáticas influenciaram a decisão.

A Fnac teve trajetória semelhante. A rede francesa chegou ao Brasil em 2000 e chegou a operar 12 lojas. Em 2017, a Livraria Cultura comprou a operação brasileira. No ano seguinte, todas as unidades foram fechadas, com a última loja, em Goiânia, encerrada em outubro.

A empresa afirmou que precisava atingir um “tamanho crítico” para fortalecer sua presença no mercado. A controladora também mencionou queda nas vendas, maior concorrência e crise econômica.

Outro caso conhecido foi o Walmart. A rede entrou no Brasil em 1995 e, em 2018, teve 80% da operação brasileira adquirida pelo fundo Advent International. Depois da mudança de controle, as lojas passaram por reestruturação e começaram a adotar outras bandeiras. A partir de 2019, a operação passou a utilizar a marca Grupo BIG.

Tecnologia e indústria farmacêutica

A Sony anunciou em 2020 o fechamento da fábrica de Manaus e o fim da produção de televisores, câmeras e equipamentos de áudio no Brasil. Em março de 2021, confirmou que deixaria de vender esses produtos no mercado nacional. A companhia, porém, manteve negócios como PlayStation, soluções profissionais, música e entretenimento.

A Nikon também encerrou sua operação direta. Em 2017, anunciou que deixaria de comercializar diretamente câmeras, lentes e acessórios no país. No ano seguinte, confirmou o encerramento das atividades brasileiras, atribuído a uma reestruturação global.

Na indústria farmacêutica, a Roche anunciou em 2019 o fechamento da fábrica de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A unidade produzia medicamentos como Bactrim, Lexotan e Rivotril. O encerramento produtivo foi concluído em 2024. A empresa, contudo, manteve atividades comerciais no Brasil.

Marcas encerraram lojas, mas não necessariamente o negócio

A Topshop fechou sua última loja brasileira em 2016, no shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A marca havia chegado ao país em 2012 e chegou a ter quatro endereços no estado.

Os casos mostram que o fim de uma marca, fábrica ou loja não significa necessariamente a retirada completa de uma empresa do Brasil. As decisões podem envolver revisão de portfólio, mudanças de controle, custos, concorrência, desempenho das vendas ou reorganização internacional.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/closeup-tiro-de-um-alfinete-preto-no-pais-brasil-no-mapa_9076594.htm

26 de agosto de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail

Postagns Recentes

  • Wellness imobiliário leva autocuidado e bem-estar para dentro de casa

    10 de setembro de 2026
  • Prêmio Glamour de Beleza 2026 destaca produtos que renovam a rotina de maquiagem

    9 de setembro de 2026
  • Bruna Tavares completa 10 anos de marca e mira expansão internacional

    8 de setembro de 2026
  • Beleza metabólica amplia debate sobre prevenção do envelhecimento da pele

    3 de setembro de 2026
  • Turismo wellness ganha espaço e transforma hábitos de viagem

    2 de setembro de 2026

Categorias

  • Alimentação (55)
  • Cabelos (59)
  • Corpo (65)
  • Cuidados com a pele (5)
  • Estética (75)
  • Mente (61)
  • Moda (17)
  • Negócios (5)
  • Rosto (53)
  • Saúde (9)

Esteticare

O portal Esteticare reúne informação qualificada para profissionais de estética, beleza e bem-estar. A cobertura acompanha tendências, técnicas e cuidados que impactam a rotina do setor. Alimentação, cabelos, corpo, mente e rosto são abordados com foco prático e atualizado. Um espaço pensado para quem trabalha com cuidado, saúde e imagem no dia a dia.

  • Contato
  • Política de privacidade

© Esteticare. Todos os direitos reservados 2021.

Esteticare
  • Alimentação
  • Cabelos
  • Corpo
  • Estética
  • Mente
  • Rosto