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Marcas internacionais ampliam presença no mercado de beleza brasileiro
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Marcas internacionais ampliam presença no mercado de beleza brasileiro

por Esteticare 7 de outubro de 2026
escrito por Esteticare

O mercado de beleza brasileiro ganhou novos nomes internacionais nos últimos meses. Marcas como Rare Beauty, e.l.f., Huda Beauty, Tom Ford, Clarins, The Ordinary, Color WOW e Laneige ampliaram sua presença no país, reforçando a importância do Brasil para a indústria de cosméticos.

“O Brasil combina escala e diversidade, tem consumidores muito interessados em beleza e abertos a experimentar. Temos uma variedade enorme de tons e tipos de pele, texturas de cabelo e condições climáticas. Para as marcas internacionais, isso representa uma oportunidade de negócio e de inovação: atender bem o Brasil exige entender necessidades muito diferentes em um mercado competitivo” – Vânia Goy, especialista em tendências e no mercado de beleza.

Dados e diversidade impulsionam o setor

Um levantamento divulgado em agosto de 2026 pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos aponta o Brasil como o terceiro maior mercado de consumo de produtos de beleza do mundo, atrás de Estados Unidos e China. O setor movimenta R$ 175 bilhões, valor equivalente a quase 1,4% do PIB brasileiro.

A força do consumo também aparece na relação das brasileiras com cabelo, corpo e fragrâncias.

“A beleza importa muito para as brasileiras. O cabelo, por exemplo, tem um peso enorme na nossa identidade, assim como a atenção com o corpo e a relação com perfumes. Somos o segundo maior mercado consumidor de fragrâncias do mundo, o que ajuda a dimensionar a força dessa relação. Para uma marca que chega ao país, entender os nossos hábitos e cultura é fundamental para se tornar relevante”, explica Goy.

A e.l.f. também identifica no Brasil uma comunidade relevante para sua estratégia internacional.

“O Brasil é uma das comunidades de beleza mais apaixonadas do mundo” – Kory Marchisotto, presidente da e.l.f.

Luxo e inovação ganham espaço

A Clarins retornou ao mercado brasileiro após cerca de dois anos. Para Ana Paula Magri, CEO do Grupo Vizcaya, o potencial está também no comportamento do consumidor diante das rotinas de cuidados.

“O segmento de skincare de luxo ainda é concentrado no país, mas justamente por isso apresenta um potencial importante de crescimento. Há espaço para marcas que combinem pesquisa, eficácia, tradição e uma identidade reconhecida internacionalmente”, diz Magri.

A Guerlain escolheu o Brasil para apresentar seu novo perfume, L’Heure Bleue, após uma década sem lançar uma nova fragrância.

“O mercado brasileiro é altamente estratégico para a Guerlain. Com o Brasil ocupando a 3ª posição global em beleza e cuidados pessoais e a 2ª em fragrâncias, o potencial de expansão é imenso”, diz Viviane Koyama, brand manager da marca no Brasil.

A Robertet, casa francesa de fragrâncias com 176 anos, também expandiu sua atuação no país.

“É um mercado pulsante. Lançar essa divisão no Brasil tem sinergia com a nossa estratégia de expansão”, diz Cynthia Cunha, Diretora de Fragrâncias da Robertet Brasil.

Brasil também busca exportar marcas

Marcas brasileiras também buscam ampliar sua presença internacional. Patrícia Lima, fundadora da Simple Organic, criou o movimento B-Beauty com esse objetivo.

“O Brasil começa a ser percebido também como um mercado que cria, inova e constrói marcas muito relevantes. Temos uma relação particular com beleza, uma diversidade enorme de consumidores, uma indústria madura e marcas que aprenderam a construir comunidade, desejo e produto de uma maneira própria. Precisamos agora transformar toda essa potência em reconhecimento internacional” – Patrícia Lima é fundadora da marca Simple Organic e criou o movimento B-Beauty.

O Brasil é o quarto país que mais lança produtos de beleza no mundo. Em 2025, foram 7.359 lançamentos, segundo o Banco de Dados Global de Novos Produtos, da Mintel, agência global de inteligência de mercado.

“Existe uma curiosidade crescente sobre o que está sendo criado aqui e, mais do que isso, um interesse real do mercado internacional em entender a nossa indústria”, reforça Lima.

O movimento também amplia a concorrência e aumenta a oferta disponível para o consumidor brasileiro, que passa a ter acesso a diferentes propostas de maquiagem, cuidados pessoais, cabelo e perfumaria dentro do próprio país.

Fonte: Uol
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/cena-de-spa-relaxante-com-velas-flores-e-pedras-em-mesa-de-madeira-no-centro-de-bem-estar_138156306.htm

7 de outubro de 2026 0 comentário
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Wellness redefine espaços de moradia e amplia conceito de qualidade de vida
Negócios

Wellness redefine espaços de moradia e amplia conceito de qualidade de vida

por Esteticare 6 de outubro de 2026
escrito por Esteticare

O conceito de wellness vem ganhando espaço no mercado imobiliário de alto padrão e modificando a forma como empreendimentos são planejados. Em vez de concentrar o bem-estar em academias ou áreas de lazer, novos projetos incorporam esporte, natureza, serviços e espaços de convivência à rotina dos moradores.

Em Porto Belo (SC), o All Resort, da All Wert, reúne essas características em uma área de 220 hectares. O complexo conta com campo de golfe, centro de tênis, mais de 25 quadras esportivas, pistas de caminhada, spas, hotel e shopping de serviços. A proposta coloca a qualidade de vida como parte da estrutura do empreendimento.

Para Henry Fuckner, diretor da Zireh Imóveis, que atua na comercialização do projeto no mercado paranaense, o movimento acompanha uma mudança na percepção dos compradores de alto padrão. “O bem-estar deixou de ser percebido apenas como uma estrutura adicional dentro do condomínio. Existe um comprador que analisa como aquele endereço pode contribuir para sua rotina, quanto acesso terá à natureza, ao esporte e aos serviços e quanto tempo poderá ganhar para si e para a família. Isso começa a ter peso na própria decisão patrimonial”, afirma.

Esporte, natureza e autocuidado

Concebido como um resort residencial, o All Resort foi organizado em quatro territórios integrados. Cada um tem uma modalidade esportiva como protagonista, aproximando atividade física, lazer e convivência da experiência cotidiana.

Entre as estruturas estão o campo de golfe, que abriga o primeiro campo iluminado da América Latina, uma academia dedicada à modalidade, 17 quadras de tênis e um centro de tênis desenvolvido em parceria com a Rafa Nadal Academy. O planejamento também prevê uma área dedicada aos esportes de areia.

Ao todo, o complexo terá mais de 25 quadras destinadas a diferentes modalidades. A infraestrutura já recebeu competições de golfe e foi planejada para receber eventos esportivos de maior porte, incluindo uma arena com capacidade aproximada para 1.500 espectadores junto ao centro de tênis.

A proposta de wellness, porém, não está restrita ao exercício físico. Pistas de caminhada, áreas de natureza e spas fazem parte da estrutura. A combinação desses espaços amplia as possibilidades de atividades ligadas ao cuidado com o corpo, ao lazer e à convivência.

Serviços próximos da rotina

Hotel e shopping de serviços completam a estrutura do complexo. A ideia é concentrar diferentes necessidades em um mesmo território, diminuindo a dependência de deslocamentos para atividades cotidianas.

Esse modelo também acompanha mudanças no uso dos imóveis de segunda residência. Para Henry Fuckner, a existência de uma estrutura mais ampla pode contribuir para que propriedades no litoral sejam utilizadas durante períodos maiores e, em determinadas situações, assumam a função de residência principal.

“O comprador está fazendo uma análise mais ampla. Ele continua observando localização, qualidade construtiva e potencial de valorização, mas passou a considerar com muito mais atenção o que aquele imóvel efetivamente acrescenta à sua vida. A possibilidade de ter esporte, natureza e serviços próximos passa a compor a percepção de valor do ativo”, avalia Fukner.

O projeto inclui ainda o Terra, condomínio vertical localizado próximo ao shopping de serviços. Serão duas torres com 150 apartamentos, assinadas pelos escritórios dos arquitetos Thiago Bernard e Miguel Pinto Guimarães.

Outra etapa prevista é o Beach, que reunirá apartamentos e lotes. Entre os elementos planejados está uma piscina com cerca de mil metros de borda contínua, concebida para criar um efeito visual semelhante ao de uma borda infinita integrada à paisagem.

Qualidade do tempo

De acordo com Guilherme Lacan, executivo de vendas da All Wert em Curitiba, a possibilidade de moradia permanente foi considerada na concepção do empreendimento. “A proposta é criar um destino completo. O morador encontra esporte, serviços, gastronomia, hotel, lazer e segurança sem precisar sair do condomínio. Hoje muitos clientes compram pensando na segunda residência, mas o projeto foi concebido para atender perfeitamente quem decidir viver ali em tempo integral”, afirma.

Para Fuckner, essa característica amplia as possibilidades relacionadas ao patrimônio. “Quando um empreendimento consegue reunir atributos de segunda residência e condições para uma vida cotidiana completa, o ativo passa a ter diferentes possibilidades de uso ao longo do tempo. Isso é relevante para um comprador que pensa não apenas na aquisição imediata, mas na função daquele patrimônio dentro da estratégia da família.”

Ana Wipel, gerente de Marketing da Zireh, relaciona esse movimento a uma mudança na compreensão do luxo. Metragem, arquitetura, acabamentos e localização continuam entre os fatores considerados, mas passam a conviver com aspectos como contato com a natureza, conveniência, acesso a experiências e disponibilidade de tempo.

No All Resort, a dimensão de 220 hectares permite distribuir esses elementos pelo complexo e aproximar diferentes atividades da rotina residencial.

“O luxo contemporâneo está cada vez mais relacionado à liberdade de escolha e à qualidade do tempo. Poder praticar diferentes esportes, caminhar, estar próximo da natureza e acessar serviços sem grandes deslocamentos muda a experiência de morar. Quando isso é pensado desde a concepção do empreendimento, o wellness deixa de ser um argumento comercial e passa a fazer parte do próprio produto imobiliário”, conclui Ana.

Fonte: Gazeta do Povo
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/modelo-arquitetonico-abrangente-de-um-complexo-habitacional-moderno_252367727.htm

6 de outubro de 2026 0 comentário
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“Tradwives” chegam ao cinema e à literatura em debate sobre feminilidade
Negócios

“Tradwives” chegam ao cinema e à literatura em debate sobre feminilidade

por Esteticare 29 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

As chamadas “tradwives”, mulheres que defendem uma divisão tradicional de papéis entre homens e mulheres, passaram a ocupar espaço também no cinema e na literatura. O fenômeno, impulsionado pelas redes sociais, apresenta a mulher dedicada à casa, ao marido e aos filhos, enquanto o homem aparece como provedor da família.

Esse universo é retratado em “Virtuosas”, filme dirigido por Cíntia Domit Bittar e protagonizado por Bruna Linzmeyer. A produção chegou aos cinemas na quinta-feira, dia 24, e apresenta uma leitura crítica sobre mulheres que seguem esse modelo de vida.

Na trama, Virgínia é uma influenciadora cristã e conservadora que ensina outras mulheres a cuidar da casa, do marido e dos filhos. Ela também orienta suas pupilas sobre como produzir conteúdo para as redes sociais.

Para Bittar, a ambiguidade dessas personagens contribui para o interesse cinematográfico. “As ‘tradwives’ são personagens ambíguas, algo sedutor para a dramaturgia. O cinema adora isso.”

Redes sociais ajudam a difundir o modelo

O crescimento das “tradwives” está relacionado à presença de mulheres que transformam a rotina doméstica em conteúdo para as plataformas digitais. A estética dessas publicações costuma valorizar organização, maternidade, cuidados com a casa e uma aparência cuidadosamente construída.

A diretora de “Virtuosas” pesquisa há quase 20 anos o avanço do conservadorismo e do fundamentalismo religioso no Brasil. Durante a pandemia, quando as “tradwives” ganharam visibilidade nas redes, Bittar identificou no fenômeno uma possibilidade para desenvolver seu primeiro longa-metragem.

O filme provocou reação entre mulheres conservadoras antes mesmo da estreia. A influenciadora e empresária Marina Lenk afirmou nas redes sociais que a produção teria sido feita para “ridicularizar as mulheres cristãs que estão em busca de sua melhor versão”.

Lenk, porém, não havia assistido ao longa quando publicou o vídeo. “Não vi nem vou ver”, afirma em entrevista. Ela não se identifica como “tradwife” e diz que ainda busca se tornar uma mulher virtuosa.

A expressão está relacionada ao capítulo 31 do livro dos Provérbios, no Antigo Testamento. A passagem descreve uma mulher dedicada à família, ao trabalho e à administração de atividades comerciais. A interpretação do texto varia conforme a versão da Bíblia.

A imagem da mulher virtuosa

Para Lenk, os ensinamentos bíblicos permitem conciliar submissão ao marido e trabalho fora de casa. Esse modelo apresenta uma diferença em relação à concepção mais difundida das “tradwives”, que prioriza a dedicação às tarefas domésticas.

Bittar identifica uma contradição nessa combinação. “Muitas virtuosas defendem as carreiras, mas isso é contraditório”, afirma a diretora de “Virtuosas”. “É importante ter dinheiro e sucesso, só que há um teto simbólico. O homem ainda precisa ser o provedor.”

A discussão também aparece em outras obras. “A Dona de Casa Perfeita”, escrita pela britânica Sarah Clarke sob o pseudônimo Liane Child, apresenta uma “tradwife” cuja imagem é colocada em dúvida quando outras mulheres investigam seu passado.

“Suspenses envolvem narradores não confiáveis, como as ‘tradwives’”, diz. “Elas vendem o estilo de vida como sendo fácil, mas há luzes, tripés e edição por trás dessa suposta simplicidade. Vivem uma mentira.”

O tema também dialoga com “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, publicado em 1985. Na obra, as mulheres perdem a autonomia e são submetidas a violência sexual para gerar filhos para famílias da elite. O livro deu origem às séries “The Handmaid’s Tale” e “Os Testamentos”.

No Brasil, “Mulheres Perfeitas”, de Ira Levin, publicado originalmente em 1972, foi relançado pela editora Darkside com referência ao fenômeno “tradwife”.

Cinema explora estética e comportamento

Em “Virtuosas”, a protagonista é construída como uma personagem persuasiva e rígida. Virgínia orienta suas pupilas a acordar às 5h30, preparar marmitas, colocar os bebês para dormir e organizar a mesa de jantar. No fim do dia, também ensina como gravar vídeos para as redes sociais.

A personagem ainda estabelece uma relação entre comportamento, aparência e exposição digital. “Se existissem dez Virgínias, o Brasil já teria endireitado”, afirma uma das personagens.

A atriz Bruna Linzmeyer pesquisou nas redes sociais referências sobre o comportamento das mulheres virtuosas para construir a personagem. Também observou figuras da política brasileira.

“Michelle não foi uma referência direta”, afirma Linzmeyer. “Mas o cinema dá imagens e você relaciona com seu repertório. Se as pessoas estão enxergando a Michele, isso diz algo.”

A própria diretora decidiu levar a alegoria ao extremo para apresentar sua interpretação sobre o movimento. O filme começa com uma palestra de Virgínia inspirada nos encontros entre mulheres virtuosas pesquisados por Bittar.

A produção, assim, coloca no centro da narrativa a relação entre crenças, comportamento, aparência e exposição nas redes sociais. A estética de uma vida organizada e dedicada à família passa a ser também objeto de investigação artística, especialmente quando essa imagem é transformada em conteúdo para o público.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/livros-transformados-em-filmes-conceito-de-cenario-na-mesa_40959890.htm

29 de setembro de 2026 0 comentário
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Wellness ganha espaço como novo conceito de luxo no mercado imobiliário
Negócios

Wellness ganha espaço como novo conceito de luxo no mercado imobiliário

por Esteticare 22 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

O mercado imobiliário de alto padrão está incorporando novos critérios para definir o que representa luxo. Se durante décadas metragem, localização e materiais sofisticados concentraram boa parte da atenção dos compradores, saúde e qualidade de vida passaram a ocupar espaço relevante nessa decisão.

O movimento é apontado pelo relatório 2026 Mid-Year Luxury Outlook, da Sotheby’s International Realty, que identifica o wellness como uma prioridade entre consumidores de diferentes gerações, da geração Z aos baby boomers. A mudança acompanha o crescimento da chamada economia da longevidade, mercado estimado em US$ 5,3 trilhões e com projeção de alcançar US$ 8 trilhões até 2030.

Mais do que uma tendência ligada à decoração ou às áreas de lazer, o wellness começa a interferir na maneira como os empreendimentos são concebidos, escolhidos e utilizados.

Localização passa a considerar qualidade de vida

A escolha do endereço também ganhou novos parâmetros. O bairro desejado não é definido somente pela proximidade de centros comerciais ou pela valorização imobiliária. Aspectos relacionados à rotina saudável passaram a fazer parte dessa avaliação.

Entre os atributos procurados estão ruas caminháveis, contato com áreas verdes, acesso a alimentos de qualidade e espaços que favoreçam a convivência. As chamadas Blue Zones, regiões reconhecidas pela concentração de pessoas longevas, são uma referência para essa discussão por reunirem características como mobilidade cotidiana, vínculos comunitários e alimentação adequada.

Com isso, a localização passa a representar também as possibilidades de uma rotina mais ativa. O entorno do imóvel deixa de ser apenas um elemento de prestígio e passa a integrar a experiência de moradia.

Áreas comuns incorporam o wellness

Dentro dos condomínios, a transformação aparece na própria configuração das áreas comuns. Piscinas e espaços tradicionais de lazer continuam presentes, mas passam a dividir espaço com estruturas voltadas ao cuidado físico e ao bem-estar.

Academias, salas de yoga e pilates, piscinas de raia, saunas, spas, ginásios esportivos e ambientes destinados à criação artística fazem parte desse novo repertório. A proposta é oferecer espaços efetivamente utilizados pelos moradores, em vez de ambientes criados apenas para compor a lista de amenidades do empreendimento.

Para Giulia Barsotti, arquiteta na Dreamis Incorporadora, a arquitetura precisa considerar os efeitos dos espaços sobre a rotina.

“Arquitetura não é apenas forma. É suporte para como as pessoas vivem. Quando projetamos áreas comuns, precisamos pensar em como cada espaço vai influenciar rotina, movimento, bem-estar de quem vai usar. Uma sala de yoga bem iluminada, com materiais naturais e proporções adequadas funciona diferente de um espaço genérico. Cada detalhe contribui para que a pessoa realmente use aquele espaço e colha benefícios. É arquitetura ativa, não passiva.”

A perspectiva amplia o entendimento sobre valor imobiliário. Nesse modelo, a infraestrutura de wellness passa a integrar a experiência cotidiana e pode contribuir para a percepção de qualidade do empreendimento.

Longevidade influencia novos projetos

O avanço desse conceito também chega ao Brasil em meio ao crescimento da economia da longevidade. Embora o envelhecimento da população seja parte importante dessa transformação, a procura por bem-estar não está restrita ao público sênior.

Para os compradores, a mudança representa a possibilidade de encontrar imóveis que facilitem hábitos relacionados ao movimento, à convivência e à qualidade de vida. Para incorporadoras, exige uma visão que vá além da inclusão de amenidades e considere o wellness desde as primeiras etapas do projeto.

No caso dos investidores, a tendência coloca a experiência do morador como um dos elementos observados na percepção de valor. A proposta é que o imóvel seja pensado para acompanhar diferentes necessidades ao longo do tempo.

Tauá aposta em wellness integrado

Um exemplo dessa abordagem é o Tauá, empreendimento lançado em dezembro de 2025 pela Dreamis Incorporadora, no bairro Juvevê. O projeto reúne mais de 3.000 m² de áreas comuns organizadas a partir de quatro pilares: movimento, contemplação, criação e conexão.

A proposta busca integrar o bem-estar à própria estrutura do edifício. O pé-direito generoso favorece a circulação natural de ar e contribui para a sensação de amplitude. As plantas foram desenvolvidas com foco no aproveitamento dos espaços, enquanto a localização em um bairro caminhável amplia as possibilidades de incorporar movimento à rotina.

Nesse contexto, o wellness deixa de aparecer como elemento complementar do mercado imobiliário de luxo. A saúde passa a influenciar decisões sobre localização, arquitetura, áreas comuns e experiência de moradia.

A transformação acompanha uma mudança mais ampla na relação entre casa e qualidade de vida. O imóvel de alto padrão começa a ser avaliado não apenas pelo que oferece visualmente, mas também pela maneira como seus espaços podem participar da rotina de quem vive ali.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/casa-ioga-e-mulher-com-pc-meditacao-e-paz-com-chakra-bem-estar-ou-calma-apartamento-pessoa-saudavel-ou-menina-com-laptop-lotus-ou-postura-com-rotina-de-aula-on-line-ou-exercicio-na-sala-de-estar_381878714.htm

22 de setembro de 2026 0 comentário
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Desenrola MEI amplia prazo para regularizar dívidas e prevê desconto de até 70%
Negócios

Desenrola MEI amplia prazo para regularizar dívidas e prevê desconto de até 70%

por Esteticare 17 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

Microempreendedores individuais com débitos inscritos em Dívida Ativa da União podem recorrer ao Desenrola MEI para negociar a regularização fiscal. Criado pelo Governo Federal, o programa prevê condições específicas para a categoria, incluindo descontos de até 70% sobre juros, multas e encargos legais, além de parcelamento que pode chegar a 145 meses, conforme a modalidade. A parcela mínima para o MEI é de R$ 25.

Segundo dados divulgados pelo Sebrae, cerca de 3,5 milhões de MEIs em todo o país podem ser alcançados pela iniciativa. Em Roraima, são 862 microempreendedores individuais com débitos inscritos em Dívida Ativa da União. O levantamento considera os registros de débitos na União.

Como funciona a negociação

A medida utiliza as regras de transação tributária da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O programa é destinado a MEIs com débitos inscritos em Dívida Ativa da União. As condições dependem do tipo, do valor e das características da dívida.

O Edital PGFN nº 9/2026 estabelece que os débitos de responsabilidade de MEIs podem ter desconto de até 100% sobre juros, multas e encargo legal, limitado a 70% do valor da inscrição. Para débitos de pequeno valor, há modalidades específicas, com regras próprias de desconto e parcelamento.

A analista do Sebrae Roraima, Marcelle Reis, orienta o empreendedor a verificar a situação antes de formalizar o acordo. “Na prática, o empreendedor deverá consultar sua situação fiscal nos canais oficiais e verificar quais débitos estão elegíveis para negociação. A adesão é realizada de forma digital, por meio dos sistemas oficiais da PGFN, especialmente o Portal Regularize, conforme as condições estabelecidas nos editais vigentes”, explicou.

Quem pode aderir

A participação depende do enquadramento do débito nas regras da PGFN. A dívida precisa se enquadrar nas regras da negociação.

Marcelle também reforça a necessidade de consultar os canais oficiais. “É fundamental que o empreendedor consulte sua situação nos canais oficiais, nas agências do Sebrae Roraima, e verifique as condições específicas aplicáveis ao seu caso antes de aderir à negociação”, ressaltou.

A adesão ocorre pelo Portal Regularize para acessar o sistema de negociações, selecionar a modalidade disponível e calcular as condições antes de confirmar o acordo. O portal funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, no horário de Brasília.

Renegociação exige organização financeira

Para o Sebrae, colocar os débitos em dia precisa estar acompanhado de mudanças na gestão do negócio. Entre os fatores que podem contribuir para o endividamento estão a ausência de planejamento financeiro, o controle insuficiente do fluxo de caixa, a mistura entre despesas pessoais e empresariais, erros na formação de preços e o uso excessivo de crédito.

Marcelle destaca a importância de avaliar a capacidade de assumir o novo compromisso. “Nossa equipe pode apoiar o empreendedor por meio de orientação empresarial e financeira, contribuindo para que ele compreenda sua situação, organize suas informações e avalie sua capacidade de assumir um novo compromisso financeiro”, explicou.

Depois da negociação, a recomendação é acompanhar receitas e despesas, separar as contas pessoais das empresariais, controlar o fluxo de caixa e evitar novas dívidas sem avaliar a capacidade de pagamento.

“A regularização pode contribuir para a recuperação da capacidade de acesso ao crédito, a melhoria do relacionamento com instituições financeiras e fornecedores e a retomada de investimentos no negócio. Também pode facilitar a busca por novos mercados e oportunidades comerciais”.

Principais dúvidas sobre o Desenrola MEI

O programa perdoa a dívida? Não. Os descontos incidem sobre juros, multas e encargos legais, dentro dos limites estabelecidos pela modalidade. O valor principal continua sendo considerado na negociação.

Qual é o desconto? O Desenrola MEI prevê até 70% de desconto sobre o valor da inscrição, considerando os limites aplicáveis. Para determinadas dívidas de pequeno valor, existem percentuais e prazos específicos.

Qual é o prazo? O parcelamento pode chegar a 145 meses, conforme a modalidade e as condições do débito. A parcela mínima para MEI é de R$ 25.

Como aderir? O empreendedor deve consultar sua situação e realizar a negociação digitalmente pelo Portal Regularize, da PGFN, usando os canais oficiais.

Fonte: Sebrae
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/empresario-economizando-dinheiro-analisando-graficos-de-investimento-e-pressionando-botoes-de-calculadora-sobre-documentos-conceito-de-contabilidade_417987010.htm

17 de setembro de 2026 0 comentário
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Wellness imobiliário leva autocuidado e bem-estar para dentro de casa
Negócios

Wellness imobiliário leva autocuidado e bem-estar para dentro de casa

por Esteticare 10 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

O conceito de bem-estar está ganhando novos espaços dentro das cidades. Nos empreendimentos imobiliários de alto padrão, cuidados relacionados à saúde, relaxamento e qualidade de vida começam a fazer parte da própria concepção das residências. A mudança acompanha uma demanda por ambientes que ajudem a tornar a rotina mais confortável e reduzam tarefas do cotidiano.

Conhecida como wellness imobiliário, a tendência combina arquitetura, hospitalidade, serviços e experiências sensoriais. Em vez de concentrar o lazer em uma área comum tradicional, os novos projetos procuram criar estruturas voltadas ao descanso, à recuperação física e ao autocuidado.

Um exemplo está em Curitiba. O Ícaro Casa-Térrea, lançado em 2024 pela incorporadora AG7, reúne residências de quase 1,5 mil metros quadrados em uma área cercada por Mata Atlântica preservada. O projeto conta com spa, água aquecida, iluminação planejada e elementos naturais.

O condomínio também oferece concierge e serviços destinados a facilitar a vida dos moradores. Compras de mercado, manutenção doméstica, governança durante viagens e outras tarefas podem ser organizadas pela operação do empreendimento.

Arquitetura passa a considerar o bem-estar

A proposta de wellness modifica a forma como áreas residenciais são planejadas. Academias, piscinas aquecidas e spas continuam entre os recursos oferecidos pelos condomínios de luxo, mas passam a dividir espaço com soluções relacionadas ao conforto e à recuperação.

Entre elas estão iluminação natural, conforto acústico, biofilia, ambientes contemplativos e espaços destinados à recuperação física. A ideia é integrar esses elementos à rotina, criando uma experiência que ultrapassa a estrutura tradicional de lazer.

A AG7 avançou nessa proposta nos últimos anos. De acordo com Melissa Barbosa, diretora de sucesso do cliente da empresa, a incorporadora não começou sua atuação com o wellness como foco principal. A inovação, porém, já fazia parte da estratégia da companhia.

Há 15 anos, a empresa lançou seus primeiros empreendimentos em Curitiba e incorporou soluções consideradas pouco usuais no mercado brasileiro naquele momento, como infraestrutura para carregamento de carros elétricos.

A mudança mais significativa veio em 2019, com o lançamento do Ícaro Jardins do Graciosa. O projeto levou em consideração comportamentos, rotinas e necessidades relacionadas ao bem-estar.

“Foi um projeto desenvolvido com o ser humano no centro. Mapeamos comportamentos, rotinas e necessidades ligadas ao bem-estar para desenhar cada detalhe do empreendimento”, conta Barbosa.

Depois desse projeto, a incorporadora lançou empreendimentos como AGE360 e Pace. O Ícaro Casa-Térrea, por sua vez, consolidou a estratégia sob o conceito “Building Wellness”.

“A gente costuma dizer que não vende metro quadrado, mas tempo de qualidade. O objetivo é eliminar fricções do dia a dia”, afirma Barbosa.

O empreendimento também está entre os projetos que possuem a certificação internacional Fitwel, voltada a edifícios focados em saúde e bem-estar. Para sua elaboração, foram necessárias consultorias internacionais especializadas em spa, hospitalidade, saúde e academias.

Serviços de hotelaria chegam aos condomínios

Em São Paulo, a Lindenberg também passou a incorporar o wellness em novos projetos localizados em Moema. A proposta inclui recursos destinados ao relaxamento, à recuperação e à atividade física.

Piscinas de recovery, saunas, salas de massagem, academias de alta performance e iluminação planejada para momentos de relaxamento fazem parte desse modelo. As áreas comuns são organizadas com uma proposta semelhante à de resorts privados.

“Hoje, o cliente quer exclusividade e conveniência. Quanto menos ele precisar sair do prédio, melhor”, afirma Adolpho Lindenberg, CEO da empresa.

O novo Edifício Adolpho Lindenberg tem VGV estimado em R$ 1,2 bilhão, com 75 unidades de 330 a 875 metros quadrados. Os preços começam em R$ 14 milhões por unidade. O projeto tinha lançamento previsto para agosto deste ano.

O modelo, entretanto, permanece concentrado no mercado de altíssimo padrão. O Ícaro Casa-Térrea, por exemplo, tem VGV estimado em cerca de R$ 600 milhões para 38 residências distribuídas em quatro torres, em um terreno de 20 mil metros quadrados.

Wellness enfrenta limite de espaço

A necessidade de grandes áreas também representa um desafio para a expansão desse tipo de empreendimento nas capitais. São Paulo e Rio de Janeiro possuem terrenos cada vez mais disputados, justamente em regiões onde existe demanda por espaços residenciais que ofereçam serviços e experiências de bem-estar.

O empreendimento da Lindenberg ocupa aproximadamente 30 mil metros quadrados, uma área considerada rara na capital paulista.

Uma das alternativas avaliadas pelo mercado é aproximar os empreendimentos residenciais da estrutura de hotéis boutique. Para Fábio Tadeu Araújo, CEO da consultoria Brain Inteligência Estratégica, o modelo permite compartilhar estruturas e serviços.

“Quando o empreendimento incorpora uma operação de hotel boutique, ele consegue compartilhar estruturas de spa, wellness, gastronomia, hospitalidade e serviços que exigiriam áreas muito maiores dentro de um condomínio tradicional”, afirma.

Com isso, o wellness imobiliário amplia sua presença para além das academias e áreas de lazer. O conceito passa a envolver a forma como os moradores descansam, cuidam do corpo, organizam a rotina e utilizam os espaços onde vivem.

Fonte: Forbes
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/um-centro-de-spa-moderno-numa-linda-sala_253136277.htm

10 de setembro de 2026 0 comentário
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Turismo wellness ganha espaço e transforma hábitos de viagem
Negócios

Turismo wellness ganha espaço e transforma hábitos de viagem

por Esteticare 2 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

Viajar tem assumido um significado diferente para parte do público. Muitos viajantes passaram a procurar experiências que ajudem a desacelerar e recuperar o equilíbrio. O movimento fortalece o turismo wellness em diferentes destinos internacionais.

O conceito de wellness vai além de exercícios, spas ou alimentação saudável. A proposta envolve cuidado físico, emocional, mental e social. O foco está na qualidade de vida e na prevenção.

Segundo o Global Wellness Institute (GWI), a economia mundial do wellness movimenta trilhões de dólares, enquanto o turismo de bem-estar aparece entre os segmentos de maior expansão da indústria de viagens. A pandemia acelerou essa procura e levou muitas pessoas a rever prioridades.

Experiências ampliam os roteiros

Entre as opções estão hospedagens na natureza, spas, retiros, trilhas, yoga, respiração e terapias integrativas.

Os conceitos não são sinônimos. O turismo religioso está ligado a uma religião específica, com peregrinações, celebrações e locais sagrados. Já o turismo espiritual não exige vínculo com uma doutrina. A proposta é favorecer autoconhecimento e conexão individual.

A especialista em viagens de experiência Rayani Immediato organiza grupos para destinos como Machu Picchu, no Peru, e Monte Shasta, nos Estados Unidos.

“A saúde emocional passou a ser entendida como tão importante quanto a saúde física. Viajar já proporciona benefícios emocionais por si só, mas quando a pessoa escolhe um destino com a intenção de desacelerar, viver o momento presente e se conectar com a natureza, essa experiência ganha um significado ainda maior. Quanto mais tecnologia, inteligência artificial e dispositivos eletrônicos fizerem parte da nossa rotina, maior será a necessidade das pessoas de buscar experiências simples, silenciosas e em contato com a natureza.”

Rayani relaciona o avanço desse tipo de viagem às reflexões provocadas pela pandemia.

“Durante o isolamento, muita gente começou a se perguntar: ‘O que estou fazendo com a minha vida? Qual é o meu propósito?’. Quem vivia apenas para trabalhar percebeu que precisava viver experiências e não apenas acumular bens. Essa busca por propósito continuará crescendo.”

Natureza e autoconhecimento

Ao diferenciar turismo espiritual e religioso, a especialista reforça que a primeira modalidade não está presa a uma crença determinada.

“O turismo religioso parte de uma religião, de dogmas e tradições. Já o turismo espiritual oferece liberdade para que cada pessoa viva sua própria experiência de conexão, independentemente da sua fé. O objetivo é proporcionar autoconhecimento e uma conexão individual com algo maior, seja Deus, o universo, a natureza ou a força criadora, conforme a visão de cada participante.”

Muitos roteiros acontecem em ambientes naturais, com silêncio e contemplação. Machu Picchu, Monte Shasta, Sedona, no Arizona, e Saqqara, no Egito, estão entre os destinos citados por Rayani.

O público interessado também se diversificou.

“Hoje temos participantes de 26 até 76 anos viajando juntos. O que une essas pessoas não é a idade, mas o propósito de viver uma experiência transformadora. As novas gerações passaram a questionar seus hábitos, sua rotina e o sentido da vida muito mais cedo.”

“Quem procura esse tipo de viagem normalmente deseja evoluir como ser humano, ampliar sua visão de mundo, trabalhar crenças limitantes e viver algo que vá além da rotina de trabalhar, pagar contas e repetir sempre o mesmo ciclo.”

Nos roteiros organizados por Rayani, as atividades incluem meditação guiada, respiração, contemplação da natureza, visualizações, sound healing e períodos de silêncio.

“Não existe alguém dizendo ao participante o que ele deve sentir. Cada pessoa vive a experiência da sua própria maneira. Nós apenas criamos um ambiente para que ela possa se conectar consigo mesma.”

“Quando terminamos uma meditação em um desses lugares, as pessoas costumam dizer que passaram a enxergar aquele ambiente de outra forma. Estar presente significa unir mente, coração e corpo no mesmo instante.”

Com isso, o turismo wellness ganha espaço entre viajantes que desejam associar deslocamentos a práticas de autocuidado e reflexão. A busca também mostra uma valorização maior da saúde emocional, do tempo e das experiências pessoais. A viagem passa a incluir uma dimensão de autoconhecimento.

Fonte: IG
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/vista-traseira-do-corredor-feminino-com-belo-corpo-atletico-e-tranca-alongamento-dos-musculos-levantando-os-bracos-enquanto-se-aquece-no-parque-antes-da-sessao-de-treino-matinal_9660735.htm

2 de setembro de 2026 0 comentário
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Casamento wellness ganha espaço ao unir celebração, descanso e bem-estar
Negócios

Casamento wellness ganha espaço ao unir celebração, descanso e bem-estar

por Esteticare 1 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

Os destination weddings, conhecidos por levar cerimônias para cenários especiais e reunir convidados durante períodos mais longos, passam por uma mudança de conceito. O casamento wellness surge como uma proposta que combina celebração, hospitalidade e práticas de bem-estar. A ideia é fazer da ocasião uma experiência mais ampla, com tempo para descanso, convivência e cuidados físicos e emocionais.

O movimento acompanha o crescimento do turismo de bem-estar. De acordo com o Global Wellness Institute, o segmento deverá ultrapassar US$ 1,4 trilhão até 2027. Dentro desse mercado, os casamentos que incorporam atividades de wellness ganham espaço ao propor uma programação que ultrapassa o momento da cerimônia e transforma a viagem em uma experiência imersiva.

Em vez de concentrar todos os acontecimentos em poucas horas, o casamento wellness pode ocupar um fim de semana inteiro ou até mais dias. A programação inclui atividades voltadas ao relaxamento e à conexão dos participantes. Entre as possibilidades estão aulas de ioga ao nascer do sol, exercícios de respiração consciente, meditação guiada, massagens, caminhadas contemplativas, sound healing e terapias de contraste.

A proposta também acompanha uma transformação na maneira de compreender o luxo. Para muitos casais, a sofisticação não está apenas no tamanho da festa, na decoração ou na quantidade de convidados. Privacidade, contato com a natureza, tempo de qualidade e experiências personalizadas passam a ter peso na escolha do destino e no formato da celebração.

Terapia de contraste entra na programação

Uma das experiências associadas a esse conceito é a terapia de contraste, prática que alterna a exposição ao calor da sauna com a imersão em água gelada. Popularizada pelas culturas nórdicas, a atividade é apresentada como um ritual de renovação e pode fazer parte de uma programação de descanso durante a viagem.

No contexto de um casamento, a terapia de contraste pode ser incorporada como uma experiência para os convidados antes ou depois das principais celebrações. A prática é relacionada à circulação sanguínea, à recuperação muscular e à sensação de relaxamento e vitalidade. Assim, o roteiro ganha um momento de pausa que se diferencia da agenda tradicional de festas e cerimônias.

A busca por celebrações mais intimistas também favorece destinos com áreas naturais preservadas. O cenário passa a participar da experiência, não apenas como pano de fundo para fotografias, mas como parte da programação oferecida aos convidados.

Sibaúma combina natureza e privacidade

No litoral do Rio Grande do Norte, próximo a Pipa, Sibaúma reúne características que se aproximam dessa proposta. A região tem extensos trechos de areia, falésias avermelhadas, coqueirais e águas que apresentam diferentes tons de azul e verde. O local mantém uma atmosfera de exclusividade e contato direto com a paisagem.

Nesse cenário está o Kilombo Villas, hotel boutique instalado diante da praia de Sibaúma. O empreendimento possui dez villas distribuídas em meio à vegetação nativa, uma configuração que favorece a privacidade dos hóspedes. A arquitetura valoriza a iluminação natural, a ventilação cruzada e a integração entre os ambientes internos e externos.

Para casais que escolhem esse formato, o destino pode funcionar como um retiro durante os dias de celebração. Os convidados podem começar a manhã com vista para o mar, participar de práticas de wellness e compartilhar refeições preparadas com ingredientes frescos e regionais. Ao fim do dia, a própria paisagem contribui para uma experiência marcada pelo ritmo mais tranquilo.

Esse modelo modifica a lógica do casamento tradicional. A cerimônia continua sendo o centro da celebração, mas deixa de concentrar toda a experiência. O período de hospedagem passa a ter importância semelhante, criando oportunidades para convivência entre familiares e amigos e para atividades planejadas ao longo da viagem.

A escolha do destino considera conforto, privacidade e o ritmo dos convidados. O casamento wellness também reflete uma procura por experiências com maior significado emocional. Em vez de priorizar apenas a grandiosidade, os casais encontram valor em momentos de descanso, proximidade e cuidado compartilhado. A tendência, portanto, amplia o conceito de destination wedding e transforma a celebração em uma experiência de bem-estar que pode permanecer na memória dos participantes.

Fonte: Bazaar Noiva
Foto: https://www.magnific.com/free-photo/african-american-women-hold-their-hands-together-sitting-dinner-table_3983100.htm

1 de setembro de 2026 0 comentário
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Menor oferta de diesel russo aumenta pressão sobre preços internacionais
Negócios

Menor oferta de diesel russo aumenta pressão sobre preços internacionais

por Esteticare 27 de agosto de 2026
escrito por Esteticare

A redução da oferta de diesel da Rússia passou a exercer maior pressão sobre o mercado internacional de combustíveis. O país enfrenta problemas em parte de suas refinarias, ao mesmo tempo em que mantém restrições às exportações para garantir o abastecimento doméstico.

Embora a crise esteja concentrada no setor de energia, seus efeitos podem alcançar diferentes áreas da economia. O diesel é fundamental para o transporte de mercadorias e para a logística de produtos. Quando a oferta diminui e os preços sobem, os custos podem avançar ao longo das cadeias de distribuição.

No Brasil, o cenário merece atenção porque o país utiliza importações para complementar a oferta doméstica. A Rússia ganhou participação nesse mercado nos últimos anos e se tornou uma importante origem do diesel comprado no exterior.

Dados da Kpler citados pela Reuters mostram que os embarques russos caíram significativamente. Em 2025, a Rússia exportou uma média de 817 mil barris por dia de diesel e gasóleo. O volume recuou para aproximadamente 400 mil barris diários em junho. Nos dez primeiros dias de julho, ficou em cerca de 234 mil barris por dia.

A governança corporativa deixou de ser um aspecto secundário para se tornar um dos pilares fundamentais da sustentabilidade empresarial de longo prazo. De acordo com o economista Paulo Narcélio, graduado pela UERJ, com MBA em Finanças e especializações internacionais, ter uma governança sólida deixou de representar um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência indispensável do mercado.

Refinarias enfrentam dificuldades

A origem da redução está principalmente no setor de refino. A Rússia continua produzindo petróleo, mas enfrenta dificuldades para transformar parte dessa matéria-prima em combustíveis. Ataques de drones ucranianos, paralisações operacionais e aumento da demanda interna afetaram a produção de derivados.

Como resposta, o governo russo restringiu as exportações e priorizou o mercado doméstico. As limitações foram prorrogadas até 31 de janeiro de 2027. Produtores diretos, porém, poderão retomar a partir de setembro algumas exportações de diesel, combustível marítimo e gasóleos.

A questão central para o mercado internacional é saber quanto combustível russo continuará disponível para compradores estrangeiros. Mesmo sem receber diretamente derivados russos por via marítima desde 2023, a Europa também sente os efeitos dessa redução.

Quando países como Brasil e Turquia recebem menos diesel da Rússia, precisam buscar cargas em outros mercados. Estados Unidos, Índia e outros centros de refino passam a atender parte dessa demanda. Ao mesmo tempo, esses fornecedores também abastecem consumidores europeus.

A consequência é uma competição maior por volumes disponíveis.

Preços internacionais sob pressão

O mercado europeu já apresenta sinais de forte valorização. Em 30 de julho, segundo dados citados pela Reuters, o prêmio do gasóleo europeu de baixo teor de enxofre sobre o petróleo alcançou o recorde de US$ 74,66 por barril.

A Reuters também estimou que os preços europeus do diesel acumulavam alta superior a 70% desde fevereiro. A menor oferta russa não é a única causa dessa valorização. Problemas em refinarias e questões relacionadas ao abastecimento no Oriente Médio também contribuem para o cenário.

Ainda assim, a redução dos embarques russos funciona como um fator adicional de pressão. Cada carga retirada do mercado internacional aumenta a disputa entre os compradores que precisam repor seus estoques.

Em 10 de agosto, o contrato futuro americano de diesel com ultrabaixo teor de enxofre avançou 7,4%, para US$ 4,19 por galão. Na mesma sessão, as margens europeias de refino subiram quase 10%, conforme informações citadas pela Reuters.

Brasil busca novas fontes de abastecimento

O Brasil está diretamente exposto a essa mudança. Em 2025, o país importou 17,09 milhões de metros cúbicos de diesel. Desse total, 8,04 milhões de metros cúbicos vieram da Rússia, aproximadamente 47% das compras externas.

Com a menor disponibilidade russa, os importadores brasileiros precisam ampliar a procura por combustíveis de outras origens. Estados Unidos e países asiáticos estão entre as alternativas, mas também enfrentam maior procura internacional.

A substituição pode aumentar os custos de aquisição. O impacto sobre os preços brasileiros, porém, depende de fatores adicionais, como câmbio, tributos, logística, oferta doméstica e política comercial da Petrobras.

A estatal reduziu em 85,2% suas importações de diesel no segundo trimestre e registrou produção recorde de 3,903 bilhões de litros em julho. O resultado ajuda a reduzir a exposição imediata do país ao mercado externo.

Ainda assim, o Brasil continua dependendo das importações para complementar sua oferta. Por isso, uma redução prolongada dos embarques russos pode manter o mercado nacional sujeito às oscilações internacionais.

O cenário mostra como mudanças na produção e no refino de um grande exportador podem repercutir em mercados distantes. Para o Brasil, a diversificação dos fornecedores e a capacidade nacional de produção permanecem importantes para reduzir os efeitos de eventuais novas restrições no comércio internacional de diesel.

Fonte: CNN Brasil
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/proximo-plano-do-medidor-de-nivel-de-combustivel-no-veiculo_94965612.htm

27 de agosto de 2026 0 comentário
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Marcas internacionais que deixaram de operar no Brasil e mudaram suas estratégias
Negócios

Marcas internacionais que deixaram de operar no Brasil e mudaram suas estratégias

por Esteticare 26 de agosto de 2026
escrito por Esteticare

A saída de marcas internacionais do mercado brasileiro ocorre por diferentes razões. Em alguns casos, a empresa encerra completamente suas atividades. Em outros, mantém negócios no país, mas abandona fábricas, lojas ou determinadas categorias de produtos. A Häagen-Dazs é o exemplo mais recente dessa movimentação.

A General Mills anunciou o fim da distribuição da marca de sorvetes no Brasil, encerrando uma trajetória iniciada em 1997. Segundo a companhia, a decisão está relacionada a um plano de reformulação de portfólio. Antes disso, em 2018, a empresa havia fechado as lojas próprias da Häagen-Dazs no país.

Com a transformação digital do consumo no Brasil, o processo de pagamento passou por grandes mudanças. Segundo o especialista em meios de pagamento e empresário Paulo César Lemes, a etapa de transação financeira evoluiu e já não representa somente o término da jornada de compra.

Empresas mudaram operações no mercado brasileiro

A história da Häagen-Dazs se aproxima de outros casos registrados no Brasil. A Haribo, conhecida pelos doces em formato de ursinho, iniciou a produção nacional em 2016, em Bauru, no interior de São Paulo. A unidade foi a primeira fábrica da companhia fora da Europa.

Em abril deste ano, a empresa anunciou o encerramento da operação fabril brasileira. A fábrica permaneceu funcionando até julho. A Haribo justificou a decisão diante de “cenário de competitividade e de fatores externos que impactaram o ambiente de negócios”.

No setor automotivo, Ford e Mercedes-Benz também reduziram suas operações industriais. A Ford, que atua no Brasil desde 1919, encerrou a produção de veículos no país em 2021. As fábricas de Camaçari, na Bahia, Taubaté, em São Paulo, e a unidade da Troller, no Ceará, foram fechadas.

A montadora citou capacidade ociosa, queda nas vendas, perdas acumuladas, ambiente econômico desfavorável e impactos da pandemia. Apesar do fim da produção nacional, a Ford continuou atendendo o mercado brasileiro com veículos importados.

A Mercedes-Benz anunciou em 2020 o encerramento da produção de automóveis em Iracemápolis, no interior paulista. A unidade fabricava os modelos Classe C e GLA. A empresa relacionou a decisão à situação econômica, à queda nas vendas de veículos premium, aos efeitos da pandemia e à reestruturação global. A produção de caminhões e chassis de ônibus permaneceu no Brasil.

Varejo também registrou saídas

A Forever 21 encerrou sua operação de lojas no Brasil em 2022. A rede americana chegou ao país em 2014 e alcançou 15 unidades. Segundo a empresa, dificuldades financeiras, custos elevados, baixa escala e forte concorrência de varejistas asiáticas influenciaram a decisão.

A Fnac teve trajetória semelhante. A rede francesa chegou ao Brasil em 2000 e chegou a operar 12 lojas. Em 2017, a Livraria Cultura comprou a operação brasileira. No ano seguinte, todas as unidades foram fechadas, com a última loja, em Goiânia, encerrada em outubro.

A empresa afirmou que precisava atingir um “tamanho crítico” para fortalecer sua presença no mercado. A controladora também mencionou queda nas vendas, maior concorrência e crise econômica.

Outro caso conhecido foi o Walmart. A rede entrou no Brasil em 1995 e, em 2018, teve 80% da operação brasileira adquirida pelo fundo Advent International. Depois da mudança de controle, as lojas passaram por reestruturação e começaram a adotar outras bandeiras. A partir de 2019, a operação passou a utilizar a marca Grupo BIG.

Tecnologia e indústria farmacêutica

A Sony anunciou em 2020 o fechamento da fábrica de Manaus e o fim da produção de televisores, câmeras e equipamentos de áudio no Brasil. Em março de 2021, confirmou que deixaria de vender esses produtos no mercado nacional. A companhia, porém, manteve negócios como PlayStation, soluções profissionais, música e entretenimento.

A Nikon também encerrou sua operação direta. Em 2017, anunciou que deixaria de comercializar diretamente câmeras, lentes e acessórios no país. No ano seguinte, confirmou o encerramento das atividades brasileiras, atribuído a uma reestruturação global.

Na indústria farmacêutica, a Roche anunciou em 2019 o fechamento da fábrica de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A unidade produzia medicamentos como Bactrim, Lexotan e Rivotril. O encerramento produtivo foi concluído em 2024. A empresa, contudo, manteve atividades comerciais no Brasil.

Marcas encerraram lojas, mas não necessariamente o negócio

A Topshop fechou sua última loja brasileira em 2016, no shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A marca havia chegado ao país em 2012 e chegou a ter quatro endereços no estado.

Os casos mostram que o fim de uma marca, fábrica ou loja não significa necessariamente a retirada completa de uma empresa do Brasil. As decisões podem envolver revisão de portfólio, mudanças de controle, custos, concorrência, desempenho das vendas ou reorganização internacional.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/closeup-tiro-de-um-alfinete-preto-no-pais-brasil-no-mapa_9076594.htm

26 de agosto de 2026 0 comentário
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