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Conselhos médicos de inteligência artificial exigem cautela, apontam estudos sobre chatbots
Saúde

Conselhos médicos de inteligência artificial exigem cautela, apontam estudos sobre chatbots

por Esteticare 11 de junho de 2026
escrito por Esteticare

A inteligência artificial vem assumindo um papel cada vez mais presente na rotina das pessoas. Entre as diversas aplicações da tecnologia, uma das que mais avançam é a busca por informações relacionadas à saúde. Diante de sintomas, dúvidas sobre medicamentos ou preocupações com possíveis doenças, muitos usuários passaram a recorrer a chatbots antes de procurar um profissional.

A facilidade de acesso ajuda a explicar esse movimento. Enquanto consultas médicas podem exigir dias ou semanas de espera, plataformas de IA estão disponíveis a qualquer momento e oferecem respostas em poucos segundos.

Mas a praticidade tem levantado uma questão importante entre pesquisadores e médicos: até que ponto é seguro confiar em orientações fornecidas por sistemas de inteligência artificial?

A experiência de Abi, moradora de Manchester, na Inglaterra, mostra como essas ferramentas podem ser úteis, mas também falhar de maneira significativa.

Ao longo do último ano, ela passou a utilizar o ChatGPT para esclarecer dúvidas sobre sua saúde. Segundo Abi, a principal vantagem está na sensação de receber respostas mais personalizadas do que aquelas encontradas em buscas tradicionais na internet.

“Ele meio que permite resolver problemas em conjunto”, afirma. “É quase como conversar com o seu médico.”

Para alguém que convive com ansiedade relacionada à saúde, o chatbot se tornou uma alternativa às pesquisas convencionais, que muitas vezes direcionam o usuário para hipóteses mais alarmantes.

Em um dos episódios relatados por ela, a ferramenta ajudou a identificar a necessidade de buscar atendimento. Após suspeitar de uma infecção urinária, Abi descreveu os sintomas e recebeu a recomendação de procurar um farmacêutico. A orientação acabou levando ao tratamento correto.

Ela afirma que a experiência facilitou a tomada de decisão e evitou a necessidade de procurar imediatamente o NHS, o sistema público de saúde britânico.

O erro que levou ao pronto atendimento

Nem todas as interações tiveram o mesmo resultado.

Em janeiro, Abi sofreu uma queda durante uma caminhada. Ao escorregar, bateu as costas em uma rocha e começou a sentir uma pressão intensa que se espalhava para o abdômen.

Preocupada com o quadro, decidiu consultar novamente a inteligência artificial.

“O ChatGPT me disse que eu havia perfurado um órgão e precisava ir ao pronto atendimento imediatamente”, relata.

A recomendação fez com que ela procurasse atendimento hospitalar. No entanto, após algumas horas de observação, a dor diminuiu e ela percebeu que não se tratava de uma condição grave.

Na avaliação de Abi, a ferramenta interpretou incorretamente os sintomas apresentados.

Situações desse tipo ajudam a explicar por que especialistas demonstram preocupação com o crescimento do uso de chatbots como fonte de aconselhamento médico.

No início deste ano, o diretor médico da Inglaterra, Chris Whitty, alertou que as respostas produzidas pela inteligência artificial ainda não apresentam confiabilidade suficiente em diversas situações clínicas.

Segundo ele, existe um agravante importante: informações incorretas costumam ser apresentadas com elevada convicção, o que pode levar usuários a acreditar que receberam uma orientação segura.

Resultados mudam quando entram pessoas na conversa

Pesquisadores da Universidade de Oxford decidiram avaliar o desempenho dos chatbots em cenários relacionados à saúde.

Para isso, médicos criaram casos detalhados envolvendo desde problemas simples até emergências médicas graves. O objetivo era verificar se as ferramentas conseguiam identificar corretamente a gravidade de cada situação.

Quando os sistemas recebiam todas as informações necessárias de forma organizada, os resultados impressionaram. A taxa de precisão chegou a 95%.

“Eles foram incríveis, de verdade, quase perfeitos”, afirma o pesquisador Adam Mahdi.

O cenário mudou quando os testes passaram a envolver usuários reais.

Mais de 1.300 participantes receberam situações clínicas e utilizaram os chatbots para buscar diagnósticos e orientações. Nesse contexto, a taxa de acerto caiu para 35%.

De acordo com Mahdi, a diferença está na maneira como as pessoas relatam seus sintomas. Muitas vezes, detalhes relevantes são omitidos, esquecidos ou apresentados apenas ao longo da conversa.

Essa característica torna a interpretação mais difícil e aumenta o risco de respostas inadequadas.

Entre os casos analisados estava uma situação compatível com hemorragia subaracnoide, um tipo grave de sangramento cerebral que exige atendimento urgente. Dependendo da forma como os sintomas eram descritos, as recomendações fornecidas pelos chatbots variavam consideravelmente.

Desinformação também preocupa especialistas

Outro estudo, conduzido pelo Instituto Lundquist de Inovação Biomédica, na Califórnia, investigou a capacidade dos sistemas de lidar com temas sensíveis e frequentemente associados à desinformação.

Os pesquisadores analisaram respostas geradas por plataformas como ChatGPT, Gemini, Grok, DeepSeek e Meta AI em assuntos relacionados a câncer, vacinas, nutrição, células-tronco e desempenho esportivo.

Mais da metade das respostas apresentou algum tipo de problema.

Em um dos testes, os chatbots receberam perguntas sobre tratamentos alternativos para o câncer. Em vez de simplesmente informar que não existem evidências científicas que sustentem essas alegações, alguns modelos apresentaram práticas sem comprovação como possíveis opções.

Para o pesquisador Nicholas Tiller, a forma como os sistemas se comunicam aumenta o risco de interpretações equivocadas.

“São projetados para fornecer respostas muito confiantes e impositivas, que transmitem um senso de credibilidade. Por isso, o usuário considera que eles devem saber do que estão falando.”

Embora a tecnologia evolua rapidamente e receba atualizações constantes, especialistas defendem que ela ainda não deve substituir a avaliação médica profissional.

A OpenAI afirma que trabalha para tornar suas respostas mais seguras e confiáveis, mas ressalta que o ChatGPT deve ser utilizado para informação e educação.

Para Abi, que continua usando ferramentas de inteligência artificial, a principal recomendação é manter o senso crítico. Na prática, ela considera que os chatbots podem ser úteis para esclarecer dúvidas iniciais, mas não devem ser encarados como uma fonte definitiva de orientação médica.

“Eu não confiaria em tudo o que ele disser como a verdade absoluta.”

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/medico-usando-tecnologia-ai-em-tratamento-e-gerenciamento-de-dados-de-documentos-digitais-de-ia-no-sistema-hospitalar-doutor-ai-inteligencia-artificial-em-tecnologia-medica-moderna-e-automacao-iot-medico-usando-ia_71565295.htm

11 de junho de 2026 0 comentário
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Projeto do HE-UFPel sobre saúde de crianças com autismo recebe aprovação em edital nacional
Saúde

Projeto do HE-UFPel sobre saúde de crianças com autismo recebe aprovação em edital nacional

por Esteticare 2 de junho de 2026
escrito por Esteticare

O Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel) está entre os hospitais universitários contemplados no edital da Rede de Pesquisa e Extensão dos Hospitais Universitários Federais (Rede HU+). O resultado final foi divulgado em 20 de maio e confirmou a aprovação de um projeto voltado à avaliação da saúde de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), tema considerado estratégico para a ampliação do conhecimento científico e para o aprimoramento da assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta selecionada, intitulada “Rede Nacional de Avaliação do Risco Cardiovascular, Estado Nutricional e Consumo Alimentar em Crianças com Transtorno do Espectro Autista”, alcançou pontuação de 91,27 e integra o eixo “Saúde de populações em situação de vulnerabilidade”.

O estudo será desenvolvido sob coordenação da professora Juliana Vaz, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Pelotas, com coordenação associada de Rosiane Mastelari, chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e da Inovação do Hospital Escola.

Para a gerente de Ensino e Pesquisa do HE-UFPel, Silvana Orlandi, a aprovação reforça o papel da pesquisa científica na construção de soluções voltadas à população.

“A seleção do projeto pelo edital CAPES Rede HU+ fortalece pesquisas com potencial de gerar impacto real na comunidade, aproximando ciência, cuidado e estratégias que podem qualificar a atenção à saúde de crianças com TEA e suas famílias”, destacou.

Avaliação inédita em diferentes regiões do Brasil

A pesquisa pretende ampliar o conhecimento sobre aspectos nutricionais e cardiovasculares de crianças diagnosticadas com TEA que recebem atendimento em serviços especializados da rede pública. A iniciativa reunirá instituições localizadas nas cinco macrorregiões brasileiras e no Distrito Federal, formando uma rede nacional de investigação.

O projeto prevê uma análise abrangente do estado nutricional dos participantes, dos hábitos alimentares e de fatores relacionados ao risco cardiovascular. Também serão realizadas avaliações bioquímicas e genéticas para complementar os dados coletados.

Rosiane Mastelari destaca que programas de incentivo à pesquisa desempenham papel importante na integração entre hospitais universitários e instituições de ensino superior.

“Editais como a Rede HU+ têm um papel estratégico porque ampliam oportunidades de financiamento e incentivam a construção de projetos colaborativos entre hospitais universitários e instituições de ensino. Isso fortalece a inovação, a pesquisa em saúde e o desenvolvimento de soluções que impactam diretamente a assistência prestada à comunidade”, pontuou.

Segundo Juliana Vaz, a proposta apresenta características inéditas pela dimensão da rede de pesquisadores e pela abrangência dos dados que serão analisados.

“O projeto multicêntrico de abrangência nacional propõe uma avaliação inédita, ampla e integrada do risco cardiovascular e estado nutricional, além de incluir medidas bioquímicas e genéticas de crianças de 5 a 10 anos diagnosticadas com TEA atendidas em serviços especializados do SUS. A proposta será desenvolvida com a participação de outros 10 serviços públicos de saúde do país e diversos programas de pós-graduação, nas cinco macrorregiões e no Distrito Federal”, explicou.

Novo aporte supera R$ 830 mil

A aprovação no edital garantirá um novo investimento para a continuidade da pesquisa. O projeto já havia recebido recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde em 2024 e agora contará com mais de R$ 830 mil provenientes da Rede HU+.

O financiamento permitirá a ampliação das atividades previstas, incluindo a coleta de dados em diferentes estados e o fortalecimento das ações de formação acadêmica associadas à pesquisa.

Juliana Vaz ressaltou a relevância da conquista diante da concorrência nacional registrada no processo seletivo.

“O projeto, que já foi contemplado com recursos do CNPq e do Ministério da Saúde em 2024, agora receberá um novo aporte de mais de R$ 830 mil. Estamos muito felizes com a aprovação, especialmente por se tratar de um edital bastante concorrido, com propostas de excelência de diversos hospitais universitários do país”.

Além dos resultados científicos esperados, a iniciativa contribuirá para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais da saúde. A proposta busca fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e extensão, característica dos hospitais universitários federais.

O Hospital Escola da UFPel também teve outros projetos aprovados no edital sem previsão de fomento financeiro. As propostas envolvem áreas como saúde digital e oncologia, demonstrando a participação da instituição em diferentes frentes de pesquisa.

Rede HU+ prevê investimentos de R$ 75 milhões

Criada pela Rede HU Brasil em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Ministério da Saúde (SECTICS), a Rede HU+ foi estruturada para apoiar pesquisas, ampliar a formação de profissionais e incentivar soluções inovadoras para o SUS.

Ao longo dos próximos cinco anos, a expectativa é investir R$ 75 milhões em projetos distribuídos por todas as regiões do país. Os recursos serão destinados a bolsas acadêmicas e ao custeio das iniciativas selecionadas.

Integrante da Rede HU Brasil desde 2014, o HE-UFPel faz parte da estrutura nacional que reúne 45 hospitais universitários federais. A rede, vinculada ao Ministério da Educação, atua no fortalecimento da assistência à saúde, da formação profissional e da produção de conhecimento voltado às demandas da população brasileira.

Fonte: Governo Federal
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/tecnologia-medica-moderna_149744925.htm

2 de junho de 2026 0 comentário
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Julho Neon será dedicado à conscientização sobre saúde bucal em todo o país
Saúde

Julho Neon será dedicado à conscientização sobre saúde bucal em todo o país

por Esteticare 19 de maio de 2026
escrito por Esteticare

Os meses de julho passarão a concentrar campanhas nacionais voltadas à saúde bucal no Brasil. A medida foi oficializada com a sanção da Lei 15.408/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A legislação institui o Julho Neon no calendário oficial brasileiro e prevê ações de conscientização durante todo o mês. A proposta é ampliar o debate sobre prevenção de doenças bucais, incentivar hábitos de higiene oral e reforçar a importância do acompanhamento odontológico regular.

Com a criação da campanha, órgãos públicos, unidades de saúde, escolas e instituições parceiras poderão organizar atividades educativas e mobilizações em diferentes regiões do país. O objetivo é aproximar informações sobre saúde bucal da população e estimular cuidados preventivos desde a infância.

As campanhas devem abordar temas como prevenção de cáries, doenças gengivais, perda dentária e diagnóstico precoce de problemas bucais. A expectativa do governo federal é aumentar o alcance das orientações de saúde oral e incentivar a procura por atendimento odontológico antes do agravamento de doenças.

A iniciativa também reforça a prioridade dada à saúde bucal dentro das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos anos, programas de atendimento odontológico passaram por expansão e receberam novos investimentos do governo federal.

Brasil Sorridente foi fortalecido no SUS

A criação do Julho Neon ocorre após a implementação da Política Nacional de Saúde Bucal no âmbito do SUS, oficializada em maio de 2023.

A política ampliou ações voltadas à assistência odontológica e fortaleceu o programa Brasil Sorridente, criado em 2004 para oferecer atendimento gratuito à população brasileira.

Entre os principais objetivos do programa estão a ampliação da cobertura de saúde bucal dentro do SUS e a redução dos índices de cáries e outras doenças orais. O Brasil Sorridente também prevê a integração da odontologia nos atendimentos de atenção primária, média e alta complexidade.

Além dos procedimentos preventivos, o programa oferece tratamentos especializados, como canal e próteses dentárias. A proposta é garantir acesso mais amplo aos serviços odontológicos, especialmente para pacientes que dependem exclusivamente da rede pública.

O Ministério da Saúde considera que a prevenção ainda é um dos principais desafios da área odontológica no país. Problemas bucais podem afetar alimentação, fala, autoestima e qualidade de vida, além de contribuírem para outras complicações de saúde.

A ampliação das campanhas educativas é vista pelo governo como uma forma de incentivar hábitos preventivos e reduzir a incidência de doenças bucais na população.

Unidades odontológicas móveis receberam investimento federal

Dentro das ações de expansão do atendimento odontológico, o governo federal realizou em agosto de 2025 a entrega de 400 Unidades Odontológicas Móveis.

O investimento foi de R$ 152 milhões, com recursos do Novo PAC Saúde. Os veículos itinerantes foram criados para ampliar o acesso da população aos serviços odontológicos em áreas remotas ou de difícil acesso.

As unidades funcionam como consultórios móveis e permitem a realização de consultas, avaliações clínicas e procedimentos básicos diretamente nas comunidades atendidas.

A estratégia busca reduzir desigualdades regionais no acesso à saúde bucal. Em muitos municípios brasileiros, moradores ainda enfrentam dificuldades para conseguir atendimento odontológico regular por causa da distância entre as comunidades e os serviços disponíveis.

Com os consultórios itinerantes, o governo pretende ampliar a cobertura do SUS e aproximar os atendimentos da população. As unidades também poderão participar das ações do Julho Neon, promovendo campanhas educativas e orientações preventivas durante o mês de julho.

A expectativa do Ministério da Saúde é que a nova campanha nacional fortaleça a conscientização sobre saúde bucal em diferentes regiões do país. A mobilização deve envolver profissionais de saúde, gestores públicos e instituições parceiras em atividades de orientação e prevenção.

Com a inclusão do Julho Neon no calendário oficial, o governo federal busca consolidar ações permanentes de conscientização sobre higiene oral e ampliar a presença da saúde bucal nas políticas públicas nacionais.

A medida também reforça a estratégia de expansão do atendimento odontológico no SUS e o incentivo à prevenção como forma de reduzir doenças bucais na população brasileira.

Fonte: Agência Brasil 
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/odontologia-dentista-e-paciente-clinica-odontologica-feche-a-macro_7569409.htm

19 de maio de 2026 0 comentário
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