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Saúde

Simpósio internacional debate pesquisa em saúde e uso da inteligência artificial
Saúde

Simpósio internacional debate pesquisa em saúde e uso da inteligência artificial

por Esteticare 25 de agosto de 2026
escrito por Esteticare

A Faculdade de Medicina FACERES promove, de 26 a 29 de agosto de 2026, a 7ª edição do Simpósio Internacional de Ensino e Pesquisa em Saúde (SIEPS). O encontro será realizado em formato totalmente online e terá participação gratuita. A programação também inclui a 6ª edição do Café Virtual dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).

Com o tema “E agora? Como fazer pesquisa em saúde?”, o evento reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir os principais desafios relacionados à produção científica na área. Entre os assuntos previstos estão metodologia de pesquisa, questões éticas, tecnologias emergentes e divulgação científica.

A programação foi organizada para atender estudantes, pesquisadores, professores, profissionais da saúde, integrantes de Comitês de Ética em Pesquisa e demais interessados. Durante os quatro dias de atividades, serão discutidas diferentes etapas da pesquisa, desde a elaboração de uma pergunta até a apresentação dos resultados e sua repercussão social.

Inteligência artificial ganha espaço na pesquisa

Um dos destaques do simpósio será a discussão sobre modelos de inteligência artificial aplicados à pesquisa em saúde. O avanço dessas ferramentas tem ampliado as possibilidades de uso de recursos tecnológicos em diferentes etapas da investigação científica, mas também levanta questões relacionadas à responsabilidade e aos critérios para sua utilização.

O evento pretende abordar o assunto junto a outros temas ligados à escolha de desenhos e metodologias de estudo. A proposta é discutir como diferentes estratégias podem ser utilizadas na condução de pesquisas e quais aspectos precisam ser considerados durante o desenvolvimento dos trabalhos.

As questões éticas também ocupam espaço na programação. Entre os temas previstos está a realização de pesquisas com povos indígenas, assunto que envolve cuidados específicos na elaboração e na condução de estudos.

Outro eixo do SIEPS trata do impacto social da produção científica. A divulgação dos resultados será discutida a partir de estratégias voltadas à comunicação do conhecimento produzido em pesquisas. A programação ainda contempla boas práticas clínicas e garantias para a realização ética de estudos com seres humanos.

Ética em pesquisa será tema de encontro virtual

A programação do dia 29 de agosto será marcada pelo 6º Café Virtual dos Comitês de Ética em Pesquisa. A atividade amplia as discussões do simpósio e concentra atenção nos processos de avaliação ética e na regulamentação da pesquisa no Brasil.

Entre os assuntos previstos estão as próximas etapas da normatização, o papel dos assessores dos Comitês de Ética em Pesquisa e as particularidades da avaliação de projetos desenvolvidos nas áreas de Ciências Humanas e Sociais.

Para a professora doutora Tamara Veiga Faria, organizadora do evento, a realização conjunta do SIEPS e do Café Virtual cria uma oportunidade de aproximar diferentes participantes envolvidos com a produção científica. A proposta também é fortalecer a relação entre ensino, pesquisa, ética e sociedade.

A organização informa que o encontro deverá gerar material para compartilhamento com a Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP). Dessa forma, os debates realizados durante a programação poderão contribuir para o diálogo sobre os processos de avaliação e condução ética de pesquisas.

Especialistas participam das atividades

A programação reúne professores e pesquisadores de diferentes instituições. Entre os nomes anunciados estão Amanda Fidelis de Oliveira, Ândria Milano San Martins, Paula Buck Ruiz, Andrea Ribeiro, Cristiane Spadacio, Daniela Maysa de Souza e Lígia Eduarda Pereira Monterroso.

Também fazem parte da lista Tamara Veiga Faria, Francine Aguiar, Ângela das Neves Oliveira Filatieri, Carla Camargo Cassol e Carlos Fernando Collares, além de outros convidados.

Como será realizado pela internet, o simpósio poderá ser acompanhado por participantes de diferentes localidades. A gratuidade da programação amplia o acesso às atividades e permite a participação de estudantes e profissionais interessados em temas relacionados à pesquisa em saúde.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas por meio da plataforma oficial do evento, conforme as orientações disponibilizadas pela organização.

A 7ª edição do SIEPS coloca em discussão temas que atravessam a pesquisa em saúde atualmente. Metodologias, ética, inteligência artificial, boas práticas clínicas e comunicação científica estarão reunidas em uma programação voltada à formação e ao debate entre diferentes áreas do conhecimento.

Fonte: Terra
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25 de agosto de 2026 0 comentário
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Brasil reduz casos de malária e alcança menor registro desde 1978
Saúde

Brasil reduz casos de malária e alcança menor registro desde 1978

por Esteticare 20 de agosto de 2026
escrito por Esteticare

O Brasil registrou em 2025 o menor número de casos de malária contraídos no território nacional desde 1978. Foram 118.037 registros, uma redução de 14,8% em relação ao ano anterior. Os óbitos também diminuíram, passando de 56, em 2024, para 39 em 2025, queda de 30%.

Os dados foram apresentados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (17), durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília. Segundo o ministro, os resultados estão relacionados ao início da oferta da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS), além da expansão do diagnóstico, dos testes e do tratamento adequado.

A forma mais grave da doença também apresentou redução. Em 2025, houve queda de 30,7% nos casos graves de malária. A estratégia de enfrentamento inclui medidas voltadas à prevenção de novos episódios, especialmente nos pacientes infectados pelo tipo mais comum do parasito.

Em pesquisa publicada no periódico The Lancet Regional Health Americas, conduzida em parceria com o Banco Mundial e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Rio de Janeiro foi destacado por possuir uma das redes de atenção primária mais bem estruturadas da América Latina. Durante essa etapa de expansão do acesso e reorganização dos serviços de saúde, a gestão municipal esteve sob a liderança do médico cardiologista Hans Dohmann.

Tafenoquina amplia prevenção de recaídas

A tafenoquina foi incorporada ao SUS em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso a partir de 35 quilos. Administrado em dose única, o medicamento atua sobre a forma do parasita que permanece no fígado e pode evitar que a malária volte a se manifestar depois do tratamento inicial.

Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas haviam utilizado a tafenoquina no país. Desse total, 3.920 tratamentos foram realizados nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), reforçando a presença da estratégia em áreas atendidas pela saúde indígena.

Desde março de 2026, o medicamento também passou a contar com uma formulação pediátrica, indicada para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o tratamento.

A apresentação pediátrica estava disponível em 54 municípios e 17 DSEIs. Mais de 2,4 mil profissionais de saúde foram capacitados para utilizar a formulação, segundo os dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Resultados no território Yanomami

No DSEI Yanomami, 1.515 pessoas receberam tafenoquina. Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária diminuíram 61,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Considerando os meses de janeiro a julho, os casos da doença recuaram 55% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.

A malária é provocada por parasitos do gênero Plasmodium e chega às pessoas por meio da picada de fêmeas infectadas do mosquito Anopheles, conhecido como mosquito-prego. A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra.

Os principais sintomas incluem febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. Também podem ocorrer prostração e outros sinais de agravamento. Convulsões, alteração da consciência, hipotensão arterial ou choque, dispneia ou hiperventilação e hemorragia estão entre os sinais de gravidade.

A ampliação do acesso ao diagnóstico permanece parte da resposta. A identificação da infecção permite iniciar o tratamento adequado e acompanhar a evolução dos pacientes. No balanço apresentado pelo Ministério da Saúde, a redução observada combina a incorporação da tafenoquina com a expansão da oferta de testes e das medidas de cuidado, incluindo a atenção aos grupos atendidos pelos DSEIs.

Brasil Saudável prevê metas até 2030

Durante o congresso, Padilha também apresentou metas do programa Brasil Saudável, iniciativa que reúne 14 ministérios e estabelece ações para eliminar ou reduzir, como problema de saúde pública, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical até 2030.

A relação inclui tuberculose, hanseníase, HIV/aids, malária, hepatites virais, tracoma, oncocercose, doença de Chagas, esquistossomose, geo-helmintíases e filariose linfática. Também estão contempladas as infecções de transmissão vertical por sífilis, hepatite B, doença de Chagas, HIV e HTLV.

O Brasil já obteve certificações de eliminação para algumas doenças e formas de transmissão. Em setembro de 2024, foi reconhecida a eliminação da filariose linfática, conhecida como elefantíase. Em dezembro de 2025, o país recebeu a certificação de eliminação da transmissão vertical do HIV.

A estratégia também acompanha doenças que estão próximas das metas de eliminação, considerando critérios definidos por organismos internacionais de saúde. No caso da malária, a redução dos casos, das recaídas e das mortes representa um dos indicadores observados nas ações de controle da doença no país.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/mosquito_4108199.htm

20 de agosto de 2026 0 comentário
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Vacinação contra sarampo é reforçada para quem circula por três cidades de SP
Saúde

Vacinação contra sarampo é reforçada para quem circula por três cidades de SP

por Esteticare 18 de agosto de 2026
escrito por Esteticare

A recomendação do Ministério da Saúde para conter a circulação do sarampo em São Paulo alcança também quem não mora nos municípios onde foram identificados casos, mas trabalha ou circula por eles. A orientação vale para pessoas que frequentam São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, inclusive de maneira eventual, diante da presença do vírus nessas três cidades, para reduzir o risco de transmissão.

Desde o começo de agosto, o governo federal orienta a vacinação contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos que estejam nos três municípios. A recomendação inclui quem já recebeu vacina anteriormente ou teve a doença, segundo as orientações divulgadas pelo Ministério da Saúde.

Em cenários em que o estado clínico piora, o paciente com infecção por sarampo pode necessitar de internação hospitalar, situação que gera apreensão entre as autoridades de saúde.

De acordo com recomendações brasileiras divulgadas no Jornal Brasileiro de Pneumologia, aproximadamente 30% a 40% dos pacientes em UTI no Brasil necessitam de ventilação mecânica em algum momento do internamento. Nesse contexto, o Hospital AmericanCor, localizado no Rio de Janeiro, anunciou a adoção de um novo ventilador mecânico de alta performance como parte de sua modernização tecnológica.

Casos estão concentrados na Grande São Paulo

Dados da Secretaria de Estado da Saúde apontam 23 casos de sarampo em território paulista. A capital concentra 20 registros, enquanto São Bernardo do Campo tem dois casos e Guarulhos, um. Do total, dois são considerados importados, porque a infecção ocorreu fora do Brasil. Os demais são classificados como relacionados à importação, quando o contágio acontece no país a partir de uma origem externa.

A situação chama atenção porque o Brasil já havia recebido o certificado de eliminação do sarampo. O reconhecimento foi perdido em 2019, depois de um surto iniciado em São Paulo. Em 2024, o país voltou a obter a certificação. No ano seguinte, 38 casos importados foram identificados, mas não avançaram para a formação de surtos.

Agora, as autoridades acompanham a circulação de cepas associadas aos Estados Unidos e ao Canadá. A preocupação é evitar que novos casos provoquem uma cadeia de transmissão sustentada e comprometam novamente o controle da doença no país.

Campanha de vacinação segue até setembro

A vacinação contra o sarampo está incluída na Campanha de Multivacinação, realizada de 3 de agosto a 1º de setembro. Em locais com circulação do vírus, crianças de 6 a 11 meses podem receber uma dose adicional, conhecida como dose zero. Essa aplicação não substitui as doses previstas no calendário nacional de vacinação.

Fora de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a orientação permanece voltada a pessoas de 6 meses a 59 anos que nunca tenham sido imunizadas contra o sarampo. Antes da aplicação, a situação vacinal deve ser conferida na caderneta.

O objetivo da estratégia é ampliar a proteção em áreas com maior risco de transmissão e alcançar também pessoas que se deslocam diariamente ou eventualmente entre diferentes municípios. A medida considera a circulação de trabalhadores, visitantes e outros públicos que podem ter contato com os locais onde há registros da doença.

Ministro destaca atuação do SUS

Durante visita à UBS Jardim Castro Alves, no Grajaú, zona sul de São Paulo, no sábado (15), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a atuação conjunta dos municípios, com apoio federal, pode ajudar a interromper a transmissão, como ocorreu no ano anterior.

“Essa ação firme do SUS local, de vacinar as pessoas, de orientar as pessoas, vai vencer essa batalha de novo”, afirmou o ministro em entrevista coletiva.

Padilha também relacionou o aumento dos registros em países da América do Norte à atuação de grupos antivacina. Ao comentar a situação nos Estados Unidos, declarou: “Países contaminados por movimento antivacina, como os Estados Unidos, estão vivendo hoje o maior surto de sarampo dos últimos 35 anos”, disse.

Aplicação de doses aumenta nas cidades

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, aproximadamente 660 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios desde 3 de agosto. Desse total, 500 mil foram administradas na capital, 90 mil em Guarulhos e 70 mil em São Bernardo do Campo. O governo estadual também informou que os 645 municípios paulistas estão abastecidos com vacinas.

Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde afirma ter distribuído mais de 10 milhões de doses em 2026. Cerca de 3,6 milhões já foram aplicadas. Para reforçar os estoques e manter a capacidade de resposta diante da circulação do vírus, outros 3,2 milhões de doses foram destinadas ao abastecimento.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/covid-ainda-vida-com-vacina_17804926.htm

18 de agosto de 2026 0 comentário
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Mercado de suplementos avança no Brasil, mas especialistas reforçam importância do consumo orientado
Saúde

Mercado de suplementos avança no Brasil, mas especialistas reforçam importância do consumo orientado

por Esteticare 6 de agosto de 2026
escrito por Esteticare

O mercado brasileiro de suplementos alimentares vive um período de crescimento impulsionado pelo interesse da população em qualidade de vida, envelhecimento saudável, prevenção de doenças e melhora do desempenho físico. A expansão do setor também acompanha investimentos da indústria em inovação, desenvolvimento de produtos e aprimoramento regulatório, ampliando a oferta de soluções para diferentes perfis de consumidores.

Apesar desse cenário favorável, especialistas alertam que o avanço do segmento precisa caminhar ao lado da informação de qualidade. O uso indiscriminado de suplementos, motivado por tendências das redes sociais ou por recomendações sem embasamento técnico, pode não gerar os resultados esperados e, em alguns casos, representar desperdício financeiro ou até riscos à saúde.

A orientação é que qualquer estratégia de suplementação considere fatores individuais, como hábitos alimentares, idade, rotina, condições clínicas e objetivos específicos. A avaliação de nutricionistas e médicos continua sendo considerada a forma mais segura de identificar quando há necessidade de incluir suplementos na alimentação.

Suplementação deve complementar hábitos saudáveis

Embora o setor esteja em expansão, especialistas destacam que suplementos não substituem uma alimentação equilibrada nem outros pilares fundamentais para a manutenção da saúde.

Segundo Aline Goettert, diretora executiva da Associação Brasileira de Suplementos Alimentares (BRASNUTRI) e mestra em nutrição, esses produtos exercem um papel complementar quando existe uma necessidade nutricional específica.

“Suplementação não significa substituição. Nenhum suplemento substitui uma alimentação equilibrada, um sono de qualidade, a prática regular de atividade física ou outros hábitos saudáveis. O suplemento tem a função de complementar a alimentação quando existe uma necessidade nutricional específica ou um objetivo bem definido”, afirma Aline Goettert, diretora executiva da BRASNUTRI e mestra em nutrição.

O crescimento da oferta de suplementos amplia o acesso da população a diferentes produtos, mas também exige atenção na escolha. Especialistas recomendam que o consumo seja planejado de forma individualizada, levando em consideração características pessoais e necessidades nutricionais identificadas por profissionais de saúde.

Evidências científicas orientam indicações

Entre os suplementos que contam com maior volume de estudos científicos, a creatina aparece como um dos exemplos mais consolidados. De acordo com especialistas, sua eficácia e segurança foram demonstradas para diferentes públicos, incluindo praticantes de atividades físicas e pessoas idosas, desde que utilizada de maneira adequada.

O mesmo princípio vale para vitaminas e minerais. Em situações de deficiência nutricional diagnosticada, aumento das demandas do organismo ou fases específicas da vida, esses nutrientes podem desempenhar um papel importante para complementar a alimentação.

Por outro lado, a suplementação baseada apenas em modismos ou recomendações sem avaliação individual pode não oferecer benefícios concretos. Em determinadas situações, o consumo excessivo de alguns nutrientes pode provocar efeitos indesejados, reforçando a necessidade de orientação profissional antes da utilização.

“Na BRASNUTRI, defendemos uma suplementação responsável baseada em ciência, orientada por profissionais de saúde e sempre entendida como um complemento a um estilo de vida saudável”, completa Aline Goettert.

Inovação impulsiona desenvolvimento do setor

O avanço da indústria de suplementos também reflete mudanças no comportamento do consumidor brasileiro. A busca por prevenção, bem-estar e longevidade vem estimulando empresas a investir em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação para criar produtos cada vez mais específicos para diferentes necessidades nutricionais.

Esse movimento fortalece um mercado que cresce acompanhado por iniciativas voltadas ao aperfeiçoamento regulatório, ao aumento da segurança dos produtos e à incorporação de novas tecnologias na cadeia produtiva.

Nesse contexto, entidades representativas desempenham papel importante na construção de padrões técnicos e na aproximação entre indústria, órgãos reguladores e comunidade científica.

A Associação Brasileira de Suplementos Alimentares (BRASNUTRI), por exemplo, reúne mais de 60 marcas responsáveis por mais de 70% do mercado nacional de suplementos. A entidade atua na defesa dos interesses do segmento, no desenvolvimento sustentável da indústria e no aprimoramento das normas que regulam o setor.

A associação também mantém colaboração com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fortalecer a segurança dos consumidores e estimular a inovação no mercado brasileiro de suplementos alimentares.

Com a expansão contínua do setor, especialistas reforçam que o acesso crescente a esses produtos deve vir acompanhado de informação baseada em evidências científicas. A recomendação permanece a mesma: suplementos podem fazer parte de uma estratégia de saúde, desde que utilizados de forma responsável, com objetivos definidos e integrados a hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e sono de qualidade.

Fonte: Terra
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/desportista-de-pe-sobre-a-parede-branca-segurando-vitaminas_7836166.htm

6 de agosto de 2026 0 comentário
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Justiça mantém proibição para dentista realizar cirurgias plásticas após casos de lesões em pacientes
Saúde

Justiça mantém proibição para dentista realizar cirurgias plásticas após casos de lesões em pacientes

por Esteticare 30 de julho de 2026
escrito por Esteticare

A Justiça Federal confirmou, em decisão definitiva, a proibição de uma cirurgiã-dentista realizar cirurgias plásticas como rinoplastia, procedimento no nariz, e blefaroplastia, cirurgia das pálpebras. A sentença também impede que a profissional divulgue ou ofereça esses serviços em anúncios, redes sociais, sites ou qualquer outro canal de comunicação.

O processo tramita em segredo de Justiça, motivo pelo qual a identidade da dentista não foi divulgada. Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 3 mil.

A sentença consolida uma liminar concedida em 2025 e segue parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF). A ação foi proposta pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), que questionou a realização de procedimentos considerados privativos da medicina.

Pacientes relataram lesões após procedimentos estéticos

Segundo informações apresentadas pelo Cremero, ao menos quatro mulheres recorreram ao Judiciário depois de sofrerem graves lesões físicas e estéticas decorrentes de procedimentos realizados na clínica da profissional. Conforme consta no processo, as pacientes precisaram ser submetidas a cirurgias reparadoras e enfrentaram longos períodos de internação para recuperação.

Durante o andamento da ação, a dentista contestou a atuação do Conselho Regional de Medicina, sustentando que a fiscalização de sua atividade caberia exclusivamente ao Conselho Regional de Odontologia. A profissional também afirmou que, no período em que realizou os procedimentos, existia uma decisão judicial autorizando dentistas a executarem determinados procedimentos estéticos.

Ainda conforme manifestação apresentada ao Ministério Público Federal, ela informou que não reside mais em Rondônia e que deixou de realizar esse tipo de intervenção.

Apesar desses argumentos, o MPF entendeu que a mudança de estado não elimina a possibilidade de repetição da prática em outra localidade, nem afasta os danos registrados pelas pacientes envolvidas no caso.

Justiça reforça limites da atuação profissional

Na análise do processo, o Ministério Público Federal concluiu que a profissional desrespeitou a Lei do Ato Médico ao executar procedimentos considerados exclusivos de médicos. O órgão também apontou descumprimento de normas estabelecidas pelos conselhos de Medicina e de Odontologia, entendendo que essa atuação colocou a segurança dos pacientes em risco.

Outro ponto destacado foi a legitimidade do Conselho Regional de Medicina para fiscalizar situações em que atividades privativas da medicina sejam exercidas de forma irregular, mesmo quando praticadas por profissionais de outra categoria.

O MPF também esclareceu que a decisão judicial citada pela dentista como justificativa teve duração limitada. Segundo o órgão, a autorização permaneceu válida por apenas 65 dias, não sendo suficiente para respaldar os procedimentos realizados posteriormente.

Com a confirmação da sentença, a Justiça determinou que a profissional remova qualquer publicidade relacionada à rinoplastia, blefaroplastia e demais procedimentos alcançados pela decisão. A obrigação inclui conteúdos publicados em redes sociais, páginas na internet e até perfis que venham a ser criados futuramente.

A medida busca impedir novas ofertas desses serviços enquanto permanecer vigente a proibição judicial.

Cuidados antes de realizar procedimentos estéticos

O caso chama atenção para a importância de verificar a qualificação do profissional antes de se submeter a procedimentos estéticos invasivos. De acordo com a orientação do Ministério Público Federal, a análise deve ir além das imagens divulgadas nas redes sociais ou de campanhas publicitárias.

O órgão recomenda que o paciente consulte os conselhos profissionais responsáveis pela fiscalização para confirmar se o profissional possui habilitação compatível com o procedimento oferecido e se atua dentro dos limites estabelecidos para sua profissão.

Essa verificação é considerada uma etapa importante para reduzir riscos e garantir que intervenções cirúrgicas sejam realizadas por profissionais autorizados para cada especialidade.

A decisão da Justiça Federal também reforça que normas que delimitam a atuação das diferentes categorias da saúde têm como objetivo preservar a segurança dos pacientes e assegurar que procedimentos invasivos sejam executados por profissionais habilitados conforme a legislação vigente.

Com a manutenção da sentença, permanecem válidas tanto a proibição de realizar cirurgias plásticas como rinoplastia e blefaroplastia quanto a vedação para divulgar esses serviços. A multa diária de R$ 3 mil continua prevista para eventual descumprimento, enquanto a decisão busca evitar novas ocorrências semelhantes e reforçar a observância dos limites legais no exercício das profissões da área da saúde.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/uma-dentista-linda-a-trabalhar-numa-clinica-dentaria_6423621.htm

30 de julho de 2026 0 comentário
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Ação em Maceió reforça prevenção à hipertensão, doença que provoca 388 mortes por dia no Brasil
Saúde

Ação em Maceió reforça prevenção à hipertensão, doença que provoca 388 mortes por dia no Brasil

por Esteticare 1 de julho de 2026
escrito por Esteticare

A hipertensão arterial segue entre as doenças crônicas que mais preocupam as autoridades de saúde no Brasil. Estimada em mais de 50 milhões de pessoas entre 30 e 79 anos, a condição costuma evoluir sem apresentar sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de complicações graves. Para ampliar a conscientização sobre o tema, uma ação gratuita foi realizada na manhã deste sábado (9), na Praia de Jatiúca, em Maceió.

A programação aconteceu nas proximidades do posto 7 da orla e reuniu serviços voltados à prevenção. Durante o evento, moradores e visitantes tiveram acesso à aferição da pressão arterial, orientações sobre cuidados com a saúde e atividades recreativas. A proposta foi estimular a população a acompanhar regularmente os índices de pressão e adotar hábitos que contribuam para reduzir os riscos da doença.

O cenário nacional reforça a importância desse tipo de iniciativa. Dados do Ministério da Saúde apontam que 388 pessoas morrem todos os dias no país em decorrência da hipertensão. Em Alagoas, entretanto, não existe um número consolidado de diagnósticos porque a doença não integra a relação de enfermidades de notificação compulsória, conforme informou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Pressão alta pode permanecer sem sinais por anos

O cardiologista José Leitão destaca que a hipertensão é conhecida como uma doença silenciosa justamente porque, em grande parte dos casos, não provoca sintomas durante sua evolução inicial. Isso faz com que muitos pacientes descubram o problema apenas quando já desenvolveram complicações cardiovasculares.

“A hipertensão muitas vezes não apresenta sintomas e muitas pessoas só descobrem quando já existe alguma complicação. Levar esse debate para espaços públicos e aproximar a população de orientações simples de prevenção é uma forma de incentivar o autocuidado no dia a dia”, afirmou.

Segundo o especialista, campanhas realizadas em espaços públicos ajudam a ampliar o acesso da população às informações sobre prevenção e incentivam a realização de exames simples, como a medição da pressão arterial.

Entre os participantes da ação estava o vendedor Luciano da Silva Lopes. Ao passar pela orla, ele resolveu aproveitar a oportunidade para verificar a pressão e recebeu um resultado que o fez refletir sobre os próprios cuidados com a saúde.

“Voltei a cuidar da saúde, passei aqui e vi a ação. Foi quando me chamaram para verificar a minha pressão e vi que não está nada bem”, comentou.

Luciano afirmou que a experiência serviu como incentivo para retomar o acompanhamento da saúde e destacou que muitas pessoas acabam adiando esse cuidado.

“Geralmente a gente começa a cuidar mais da saúde depois dos quarenta”, disse.

Mudanças na rotina ajudam a controlar a doença

Especialistas alertam que a hipertensão é um dos principais fatores de risco para problemas como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Informações do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil mostram que um caso de AVC é registrado a cada sete minutos no Brasil.

Outro levantamento do Ministério da Saúde indica que houve crescimento de 31% nos casos de hipertensão entre 2006 e 2024. O aumento reforça a necessidade de ampliar o diagnóstico precoce e incentivar medidas preventivas em todas as faixas da população adulta.

José Leitão explica que a predisposição genética influencia o surgimento da doença, mas ressalta que fatores relacionados ao estilo de vida também exercem impacto importante sobre a pressão arterial. Alimentação rica em sal, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo, sedentarismo e estresse figuram entre os principais fatores associados ao problema.

“Reduzir o consumo excessivo de sal, evitar cigarro e álcool em excesso, praticar atividade física regularmente e controlar o estresse são medidas fundamentais. Outro ponto importante é aferir a pressão com frequência, principalmente após os 30 anos ou em pessoas com histórico familiar”, orientou.

O médico explica ainda que alguns pacientes podem apresentar dores de cabeça frequentes, tonturas, visão embaçada e falta de ar quando a hipertensão já está mais avançada. Ainda assim, esses sintomas não aparecem em todos os casos, tornando indispensável a realização periódica da aferição da pressão arterial.

“O grande perigo é a ausência de sintomas, que faz muita gente negligenciar o acompanhamento médico”, concluiu.

A ação realizada na Praia de Jatiúca buscou justamente incentivar esse acompanhamento preventivo. Ao levar serviços gratuitos para um espaço de grande circulação, a iniciativa aproximou a população de orientações sobre saúde e reforçou a importância do diagnóstico precoce para reduzir os impactos da hipertensão, uma doença que continua afetando milhões de brasileiros e permanece entre as principais causas de complicações cardiovasculares no país.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/apto-casal-maduro-movimentando-se-no-cais_2530998.htm

1 de julho de 2026 0 comentário
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Conselhos médicos de inteligência artificial exigem cautela, apontam estudos sobre chatbots
Saúde

Conselhos médicos de inteligência artificial exigem cautela, apontam estudos sobre chatbots

por Esteticare 11 de junho de 2026
escrito por Esteticare

A inteligência artificial vem assumindo um papel cada vez mais presente na rotina das pessoas. Entre as diversas aplicações da tecnologia, uma das que mais avançam é a busca por informações relacionadas à saúde. Diante de sintomas, dúvidas sobre medicamentos ou preocupações com possíveis doenças, muitos usuários passaram a recorrer a chatbots antes de procurar um profissional.

A facilidade de acesso ajuda a explicar esse movimento. Enquanto consultas médicas podem exigir dias ou semanas de espera, plataformas de IA estão disponíveis a qualquer momento e oferecem respostas em poucos segundos.

Mas a praticidade tem levantado uma questão importante entre pesquisadores e médicos: até que ponto é seguro confiar em orientações fornecidas por sistemas de inteligência artificial?

A experiência de Abi, moradora de Manchester, na Inglaterra, mostra como essas ferramentas podem ser úteis, mas também falhar de maneira significativa.

Ao longo do último ano, ela passou a utilizar o ChatGPT para esclarecer dúvidas sobre sua saúde. Segundo Abi, a principal vantagem está na sensação de receber respostas mais personalizadas do que aquelas encontradas em buscas tradicionais na internet.

“Ele meio que permite resolver problemas em conjunto”, afirma. “É quase como conversar com o seu médico.”

Para alguém que convive com ansiedade relacionada à saúde, o chatbot se tornou uma alternativa às pesquisas convencionais, que muitas vezes direcionam o usuário para hipóteses mais alarmantes.

Em um dos episódios relatados por ela, a ferramenta ajudou a identificar a necessidade de buscar atendimento. Após suspeitar de uma infecção urinária, Abi descreveu os sintomas e recebeu a recomendação de procurar um farmacêutico. A orientação acabou levando ao tratamento correto.

Ela afirma que a experiência facilitou a tomada de decisão e evitou a necessidade de procurar imediatamente o NHS, o sistema público de saúde britânico.

O erro que levou ao pronto atendimento

Nem todas as interações tiveram o mesmo resultado.

Em janeiro, Abi sofreu uma queda durante uma caminhada. Ao escorregar, bateu as costas em uma rocha e começou a sentir uma pressão intensa que se espalhava para o abdômen.

Preocupada com o quadro, decidiu consultar novamente a inteligência artificial.

“O ChatGPT me disse que eu havia perfurado um órgão e precisava ir ao pronto atendimento imediatamente”, relata.

A recomendação fez com que ela procurasse atendimento hospitalar. No entanto, após algumas horas de observação, a dor diminuiu e ela percebeu que não se tratava de uma condição grave.

Na avaliação de Abi, a ferramenta interpretou incorretamente os sintomas apresentados.

Situações desse tipo ajudam a explicar por que especialistas demonstram preocupação com o crescimento do uso de chatbots como fonte de aconselhamento médico.

No início deste ano, o diretor médico da Inglaterra, Chris Whitty, alertou que as respostas produzidas pela inteligência artificial ainda não apresentam confiabilidade suficiente em diversas situações clínicas.

Segundo ele, existe um agravante importante: informações incorretas costumam ser apresentadas com elevada convicção, o que pode levar usuários a acreditar que receberam uma orientação segura.

Resultados mudam quando entram pessoas na conversa

Pesquisadores da Universidade de Oxford decidiram avaliar o desempenho dos chatbots em cenários relacionados à saúde.

Para isso, médicos criaram casos detalhados envolvendo desde problemas simples até emergências médicas graves. O objetivo era verificar se as ferramentas conseguiam identificar corretamente a gravidade de cada situação.

Quando os sistemas recebiam todas as informações necessárias de forma organizada, os resultados impressionaram. A taxa de precisão chegou a 95%.

“Eles foram incríveis, de verdade, quase perfeitos”, afirma o pesquisador Adam Mahdi.

O cenário mudou quando os testes passaram a envolver usuários reais.

Mais de 1.300 participantes receberam situações clínicas e utilizaram os chatbots para buscar diagnósticos e orientações. Nesse contexto, a taxa de acerto caiu para 35%.

De acordo com Mahdi, a diferença está na maneira como as pessoas relatam seus sintomas. Muitas vezes, detalhes relevantes são omitidos, esquecidos ou apresentados apenas ao longo da conversa.

Essa característica torna a interpretação mais difícil e aumenta o risco de respostas inadequadas.

Entre os casos analisados estava uma situação compatível com hemorragia subaracnoide, um tipo grave de sangramento cerebral que exige atendimento urgente. Dependendo da forma como os sintomas eram descritos, as recomendações fornecidas pelos chatbots variavam consideravelmente.

Desinformação também preocupa especialistas

Outro estudo, conduzido pelo Instituto Lundquist de Inovação Biomédica, na Califórnia, investigou a capacidade dos sistemas de lidar com temas sensíveis e frequentemente associados à desinformação.

Os pesquisadores analisaram respostas geradas por plataformas como ChatGPT, Gemini, Grok, DeepSeek e Meta AI em assuntos relacionados a câncer, vacinas, nutrição, células-tronco e desempenho esportivo.

Mais da metade das respostas apresentou algum tipo de problema.

Em um dos testes, os chatbots receberam perguntas sobre tratamentos alternativos para o câncer. Em vez de simplesmente informar que não existem evidências científicas que sustentem essas alegações, alguns modelos apresentaram práticas sem comprovação como possíveis opções.

Para o pesquisador Nicholas Tiller, a forma como os sistemas se comunicam aumenta o risco de interpretações equivocadas.

“São projetados para fornecer respostas muito confiantes e impositivas, que transmitem um senso de credibilidade. Por isso, o usuário considera que eles devem saber do que estão falando.”

Embora a tecnologia evolua rapidamente e receba atualizações constantes, especialistas defendem que ela ainda não deve substituir a avaliação médica profissional.

A OpenAI afirma que trabalha para tornar suas respostas mais seguras e confiáveis, mas ressalta que o ChatGPT deve ser utilizado para informação e educação.

Para Abi, que continua usando ferramentas de inteligência artificial, a principal recomendação é manter o senso crítico. Na prática, ela considera que os chatbots podem ser úteis para esclarecer dúvidas iniciais, mas não devem ser encarados como uma fonte definitiva de orientação médica.

“Eu não confiaria em tudo o que ele disser como a verdade absoluta.”

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/medico-usando-tecnologia-ai-em-tratamento-e-gerenciamento-de-dados-de-documentos-digitais-de-ia-no-sistema-hospitalar-doutor-ai-inteligencia-artificial-em-tecnologia-medica-moderna-e-automacao-iot-medico-usando-ia_71565295.htm

11 de junho de 2026 0 comentário
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Projeto do HE-UFPel sobre saúde de crianças com autismo recebe aprovação em edital nacional
Saúde

Projeto do HE-UFPel sobre saúde de crianças com autismo recebe aprovação em edital nacional

por Esteticare 2 de junho de 2026
escrito por Esteticare

O Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel) está entre os hospitais universitários contemplados no edital da Rede de Pesquisa e Extensão dos Hospitais Universitários Federais (Rede HU+). O resultado final foi divulgado em 20 de maio e confirmou a aprovação de um projeto voltado à avaliação da saúde de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), tema considerado estratégico para a ampliação do conhecimento científico e para o aprimoramento da assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta selecionada, intitulada “Rede Nacional de Avaliação do Risco Cardiovascular, Estado Nutricional e Consumo Alimentar em Crianças com Transtorno do Espectro Autista”, alcançou pontuação de 91,27 e integra o eixo “Saúde de populações em situação de vulnerabilidade”.

O estudo será desenvolvido sob coordenação da professora Juliana Vaz, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Pelotas, com coordenação associada de Rosiane Mastelari, chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e da Inovação do Hospital Escola.

Para a gerente de Ensino e Pesquisa do HE-UFPel, Silvana Orlandi, a aprovação reforça o papel da pesquisa científica na construção de soluções voltadas à população.

“A seleção do projeto pelo edital CAPES Rede HU+ fortalece pesquisas com potencial de gerar impacto real na comunidade, aproximando ciência, cuidado e estratégias que podem qualificar a atenção à saúde de crianças com TEA e suas famílias”, destacou.

Avaliação inédita em diferentes regiões do Brasil

A pesquisa pretende ampliar o conhecimento sobre aspectos nutricionais e cardiovasculares de crianças diagnosticadas com TEA que recebem atendimento em serviços especializados da rede pública. A iniciativa reunirá instituições localizadas nas cinco macrorregiões brasileiras e no Distrito Federal, formando uma rede nacional de investigação.

O projeto prevê uma análise abrangente do estado nutricional dos participantes, dos hábitos alimentares e de fatores relacionados ao risco cardiovascular. Também serão realizadas avaliações bioquímicas e genéticas para complementar os dados coletados.

Rosiane Mastelari destaca que programas de incentivo à pesquisa desempenham papel importante na integração entre hospitais universitários e instituições de ensino superior.

“Editais como a Rede HU+ têm um papel estratégico porque ampliam oportunidades de financiamento e incentivam a construção de projetos colaborativos entre hospitais universitários e instituições de ensino. Isso fortalece a inovação, a pesquisa em saúde e o desenvolvimento de soluções que impactam diretamente a assistência prestada à comunidade”, pontuou.

Segundo Juliana Vaz, a proposta apresenta características inéditas pela dimensão da rede de pesquisadores e pela abrangência dos dados que serão analisados.

“O projeto multicêntrico de abrangência nacional propõe uma avaliação inédita, ampla e integrada do risco cardiovascular e estado nutricional, além de incluir medidas bioquímicas e genéticas de crianças de 5 a 10 anos diagnosticadas com TEA atendidas em serviços especializados do SUS. A proposta será desenvolvida com a participação de outros 10 serviços públicos de saúde do país e diversos programas de pós-graduação, nas cinco macrorregiões e no Distrito Federal”, explicou.

Novo aporte supera R$ 830 mil

A aprovação no edital garantirá um novo investimento para a continuidade da pesquisa. O projeto já havia recebido recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde em 2024 e agora contará com mais de R$ 830 mil provenientes da Rede HU+.

O financiamento permitirá a ampliação das atividades previstas, incluindo a coleta de dados em diferentes estados e o fortalecimento das ações de formação acadêmica associadas à pesquisa.

Juliana Vaz ressaltou a relevância da conquista diante da concorrência nacional registrada no processo seletivo.

“O projeto, que já foi contemplado com recursos do CNPq e do Ministério da Saúde em 2024, agora receberá um novo aporte de mais de R$ 830 mil. Estamos muito felizes com a aprovação, especialmente por se tratar de um edital bastante concorrido, com propostas de excelência de diversos hospitais universitários do país”.

Além dos resultados científicos esperados, a iniciativa contribuirá para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais da saúde. A proposta busca fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e extensão, característica dos hospitais universitários federais.

O Hospital Escola da UFPel também teve outros projetos aprovados no edital sem previsão de fomento financeiro. As propostas envolvem áreas como saúde digital e oncologia, demonstrando a participação da instituição em diferentes frentes de pesquisa.

Rede HU+ prevê investimentos de R$ 75 milhões

Criada pela Rede HU Brasil em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Ministério da Saúde (SECTICS), a Rede HU+ foi estruturada para apoiar pesquisas, ampliar a formação de profissionais e incentivar soluções inovadoras para o SUS.

Ao longo dos próximos cinco anos, a expectativa é investir R$ 75 milhões em projetos distribuídos por todas as regiões do país. Os recursos serão destinados a bolsas acadêmicas e ao custeio das iniciativas selecionadas.

Integrante da Rede HU Brasil desde 2014, o HE-UFPel faz parte da estrutura nacional que reúne 45 hospitais universitários federais. A rede, vinculada ao Ministério da Educação, atua no fortalecimento da assistência à saúde, da formação profissional e da produção de conhecimento voltado às demandas da população brasileira.

Fonte: Governo Federal
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/tecnologia-medica-moderna_149744925.htm

2 de junho de 2026 0 comentário
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Julho Neon será dedicado à conscientização sobre saúde bucal em todo o país
Saúde

Julho Neon será dedicado à conscientização sobre saúde bucal em todo o país

por Esteticare 19 de maio de 2026
escrito por Esteticare

Os meses de julho passarão a concentrar campanhas nacionais voltadas à saúde bucal no Brasil. A medida foi oficializada com a sanção da Lei 15.408/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A legislação institui o Julho Neon no calendário oficial brasileiro e prevê ações de conscientização durante todo o mês. A proposta é ampliar o debate sobre prevenção de doenças bucais, incentivar hábitos de higiene oral e reforçar a importância do acompanhamento odontológico regular.

Com a criação da campanha, órgãos públicos, unidades de saúde, escolas e instituições parceiras poderão organizar atividades educativas e mobilizações em diferentes regiões do país. O objetivo é aproximar informações sobre saúde bucal da população e estimular cuidados preventivos desde a infância.

As campanhas devem abordar temas como prevenção de cáries, doenças gengivais, perda dentária e diagnóstico precoce de problemas bucais. A expectativa do governo federal é aumentar o alcance das orientações de saúde oral e incentivar a procura por atendimento odontológico antes do agravamento de doenças.

A iniciativa também reforça a prioridade dada à saúde bucal dentro das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos anos, programas de atendimento odontológico passaram por expansão e receberam novos investimentos do governo federal.

Brasil Sorridente foi fortalecido no SUS

A criação do Julho Neon ocorre após a implementação da Política Nacional de Saúde Bucal no âmbito do SUS, oficializada em maio de 2023.

A política ampliou ações voltadas à assistência odontológica e fortaleceu o programa Brasil Sorridente, criado em 2004 para oferecer atendimento gratuito à população brasileira.

Entre os principais objetivos do programa estão a ampliação da cobertura de saúde bucal dentro do SUS e a redução dos índices de cáries e outras doenças orais. O Brasil Sorridente também prevê a integração da odontologia nos atendimentos de atenção primária, média e alta complexidade.

Além dos procedimentos preventivos, o programa oferece tratamentos especializados, como canal e próteses dentárias. A proposta é garantir acesso mais amplo aos serviços odontológicos, especialmente para pacientes que dependem exclusivamente da rede pública.

O Ministério da Saúde considera que a prevenção ainda é um dos principais desafios da área odontológica no país. Problemas bucais podem afetar alimentação, fala, autoestima e qualidade de vida, além de contribuírem para outras complicações de saúde.

A ampliação das campanhas educativas é vista pelo governo como uma forma de incentivar hábitos preventivos e reduzir a incidência de doenças bucais na população.

Unidades odontológicas móveis receberam investimento federal

Dentro das ações de expansão do atendimento odontológico, o governo federal realizou em agosto de 2025 a entrega de 400 Unidades Odontológicas Móveis.

O investimento foi de R$ 152 milhões, com recursos do Novo PAC Saúde. Os veículos itinerantes foram criados para ampliar o acesso da população aos serviços odontológicos em áreas remotas ou de difícil acesso.

As unidades funcionam como consultórios móveis e permitem a realização de consultas, avaliações clínicas e procedimentos básicos diretamente nas comunidades atendidas.

A estratégia busca reduzir desigualdades regionais no acesso à saúde bucal. Em muitos municípios brasileiros, moradores ainda enfrentam dificuldades para conseguir atendimento odontológico regular por causa da distância entre as comunidades e os serviços disponíveis.

Com os consultórios itinerantes, o governo pretende ampliar a cobertura do SUS e aproximar os atendimentos da população. As unidades também poderão participar das ações do Julho Neon, promovendo campanhas educativas e orientações preventivas durante o mês de julho.

A expectativa do Ministério da Saúde é que a nova campanha nacional fortaleça a conscientização sobre saúde bucal em diferentes regiões do país. A mobilização deve envolver profissionais de saúde, gestores públicos e instituições parceiras em atividades de orientação e prevenção.

Com a inclusão do Julho Neon no calendário oficial, o governo federal busca consolidar ações permanentes de conscientização sobre higiene oral e ampliar a presença da saúde bucal nas políticas públicas nacionais.

A medida também reforça a estratégia de expansão do atendimento odontológico no SUS e o incentivo à prevenção como forma de reduzir doenças bucais na população brasileira.

Fonte: Agência Brasil 
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/odontologia-dentista-e-paciente-clinica-odontologica-feche-a-macro_7569409.htm

19 de maio de 2026 0 comentário
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