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Brazil Core transforma cultura brasileira em tendência de consumo e cria oportunidades para pequenos empreendedores
Moda

Brazil Core transforma cultura brasileira em tendência de consumo e cria oportunidades para pequenos empreendedores

por Esteticare 16 de junho de 2026
escrito por Esteticare

Por muito tempo, diversos elementos presentes no dia a dia dos brasileiros foram vistos apenas como parte da rotina. Hoje, muitos desses itens passaram a ocupar vitrines, inspirar coleções e se tornar protagonistas de uma tendência que vem ganhando espaço dentro e fora do país. Conhecido como Brazil Core, o movimento transformou a cultura brasileira em fonte de inspiração para marcas e empreendedores.

A tendência tem ajudado pequenos negócios a encontrar novos consumidores ao explorar referências ligadas à identidade nacional. Objetos tradicionais, peças artesanais, expressões populares e elementos associados ao estilo de vida brasileiro passaram a despertar interesse em um mercado que busca cada vez mais autenticidade.

O fenômeno ganhou força com a exposição da cultura brasileira nas redes sociais e com a repercussão de grandes eventos esportivos internacionais. No entanto, seu alcance vai além da moda ou do universo digital. O Brazil Core reflete uma mudança na forma como consumidores enxergam produtos ligados à cultura local.

Aquilo que antes era considerado comum passou a ser percebido como algo original e carregado de significado. As cores verde e amarela continuam presentes, mas não são as únicas protagonistas. Filtros de barro, cadeiras de praia, artesanato, estampas tropicais e outros símbolos brasileiros passaram a integrar uma estética que valoriza a identidade nacional.

Tendência acompanha mudança no comportamento do consumidor

O crescimento do Brazil Core está relacionado a transformações observadas nos hábitos de consumo. Em vez de escolher produtos apenas pelo preço ou pela utilidade, muitas pessoas passaram a considerar aspectos emocionais durante a decisão de compra.

Itens que contam histórias ou representam experiências culturais ganharam relevância. Nesse contexto, produtos inspirados no Brasil encontraram espaço entre consumidores interessados em peças que expressem personalidade e conexão com determinadas referências.

A valorização do artesanal também contribuiu para esse cenário. Produtos feitos manualmente passaram a ser associados à exclusividade e ao cuidado com os detalhes, características cada vez mais procuradas em diferentes segmentos do mercado.

Para pequenos empreendedores, essa mudança abriu oportunidades importantes. Negócios que conseguem unir produção autoral e identidade cultural passaram a disputar espaço com marcas maiores em nichos específicos de consumo.

Empreendedora ampliou faturamento com peças inspiradas no Brasil

A história de Andréia Maia, moradora de Salvador, exemplifica como a tendência pode gerar resultados concretos. O empreendimento surgiu a partir de um investimento inicial de aproximadamente R$ 1 mil na compra de fios para produção de peças em crochê.

No começo, ela assumia todas as funções do negócio. Além de confeccionar os produtos, também cuidava da divulgação, das vendas, do atendimento aos clientes e da logística de entrega.

A trajetória da marca começou a mudar quando Andréia decidiu desenvolver peças inspiradas em elementos ligados à cultura brasileira. A estratégia coincidiu com o aumento da procura por produtos artesanais e pela valorização de referências nacionais.

Com isso, itens como pochetes, tops, blusas, shorts e acessórios produzidos manualmente passaram a atrair mais consumidores. O crescimento da demanda ocorreu em poucos meses e impulsionou os resultados financeiros da operação.

O faturamento mensal alcançou cerca de R$ 20 mil, demonstrando o potencial comercial de produtos que combinam trabalho artesanal e identidade cultural.

Conexão emocional impulsiona demanda

Um dos fatores que ajudam a explicar o sucesso do Brazil Core é o vínculo afetivo criado com os consumidores. Para muitas pessoas, adquirir um produto inspirado no Brasil representa mais do que uma escolha estética.

As peças funcionam como símbolos de pertencimento e valorização das próprias origens. Esse aspecto se destaca principalmente entre brasileiros que vivem no exterior e buscam formas de manter contato com referências culturais do país.

A presença desse componente emocional contribui para aumentar o interesse por produtos ligados à identidade nacional. Em um mercado com grande oferta de opções, itens que despertam memórias e criam identificação tendem a conquistar maior atenção do público.

O crescimento das vendas, porém, trouxe desafios para a empreendedora. Como cada peça é produzida manualmente, a capacidade de expansão encontra limitações naturais relacionadas ao tempo necessário para a fabricação.

Mesmo diante da demanda crescente, Andréia decidiu preservar o caráter artesanal da produção. Para atender aos pedidos, passou a contar com o apoio de pessoas próximas, mantendo as características que ajudaram a consolidar a marca.

A experiência reflete um movimento observado em diferentes setores da economia criativa. O Brazil Core mostra que referências culturais podem se transformar em ativos econômicos e gerar oportunidades para quem consegue identificar tendências e desenvolver produtos alinhados aos novos interesses dos consumidores. Mais do que uma moda passageira, o movimento reforça o valor comercial da identidade brasileira em um mercado cada vez mais atento à autenticidade.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/fa-brasileiro-segurando-a-bandeira-do-brasil-em-fundo-cinza-jovem-brasileira-sorridente-sorrindo-para-a-camera-com-a-bandeira-do-brasil_29222216.htm

16 de junho de 2026 0 comentário
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“Heroin chic” volta ao debate na beleza e reacende discussão sobre padrões extremos
Moda

“Heroin chic” volta ao debate na beleza e reacende discussão sobre padrões extremos

por Esteticare 27 de maio de 2026
escrito por Esteticare

A estética conhecida como “heroin chic”, marcada por corpos extremamente magros, maquiagem borrada, aparência cansada e referências à cultura das drogas, voltou a circular nas redes sociais, editoriais de moda e tendências de beleza. O retorno do tema acontece justamente em um momento em que movimentos como body positive e neutralidade corporal ganharam espaço no debate público.

Popularizado nos anos 1990, o “heroin chic” ficou associado a modelos como Kate Moss, Jaime King e Jodie Kidd. O visual também foi impulsionado por fotógrafos como Corinne Day e Davide Sorrenti, que ajudaram a transformar a estética em símbolo de uma geração.

Na época, o estilo surgiu como contraponto ao excesso visual dos anos 1980. Em vez das cores vibrantes e da ostentação daquela década, o “heroin chic” apostava em uma aparência mais melancólica, imperfeita e próxima da ideia de desgaste emocional. O cenário cultural também favorecia esse imaginário. Filmes como Pulp Fiction, The Basketball Diaries e Trainspotting colocavam drogas e personagens autodestrutivos no centro da narrativa, enquanto bandas como Nirvana, Pearl Jam e Hole consolidavam a estética grunge no mainstream.

Críticas mudaram os rumos da moda

O debate em torno do “heroin chic” ganhou força após a morte de Davide Sorrenti, em 1997, vítima de overdose de heroína aos 22 anos. A mãe do fotógrafo, Francesca Sorrenti, publicou uma carta criticando a indústria da moda por romantizar o consumo de drogas e transformar o vício em um elemento aspiracional.

A repercussão ultrapassou o universo fashion. O então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, criticou publicamente campanhas e editoriais que associavam fragilidade física e dependência química a algo “cool” ou desejável.

Com a pressão crescente, o mercado da moda passou a adotar outra imagem de beleza. A brasileira Gisele Bündchen tornou-se símbolo de um padrão considerado mais saudável naquele momento. Ainda assim, especialistas lembram que a valorização da magreza nunca deixou de existir. A diferença é que ela passou a aparecer em versões menos explícitas.

Durante os anos 2000, tendências como Y2K, indie sleaze e estética twee continuaram reforçando corpos muito magros como referência aspiracional. Celebridades como Paris Hilton e Lindsay Lohan ajudaram a consolidar esse imaginário, frequentemente associado à cultura das festas, da vida noturna e das “barrigas negativas”.

Redes sociais ampliam os códigos da estética

Especialistas em comportamento apontam que o contexto pós-pandemia ajudou a reativar códigos ligados ao “heroin chic”. A geração Z atravessou parte da juventude em isolamento, enfrentando crises econômicas, insegurança política e aumento das discussões sobre saúde mental.

Segundo analistas de tendências, esse cenário alimentou uma visão mais pessimista do futuro, refletida em comportamentos associados ao excesso, ao escapismo e à ideia de viver sem pensar tanto nas consequências. A estética melancólica voltou a ganhar força nesse ambiente digital.

Um dos exemplos mais citados é o retorno do cigarro como acessório de estilo, além da popularização dos vapes entre jovens. Séries como Euphoria também contribuíram para recolocar temas como drogas, dependência e autodestruição no centro da cultura pop contemporânea.

Na moda, a volta das calças de cintura baixa e das minissaias reforçou novamente a valorização de silhuetas extremamente magras. Na maquiagem, cresceram tendências que simulam aparência cansada, olhos borrados e olheiras marcadas. Tutoriais ensinando a criar “dark circles makeup” acumulam milhões de visualizações em plataformas como TikTok.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam para o crescimento de conteúdos que incentivam transtornos alimentares nas redes sociais. Um estudo publicado pela revista Pediatrics mostrou que as hospitalizações de adolescentes por anorexia e bulimia mais do que dobraram nos Estados Unidos durante o primeiro ano da pandemia.

Movimento body positive dificulta retorno ao mainstream

Apesar da reaproximação estética com elementos dos anos 1990, analistas acreditam que o “heroin chic” dificilmente retomará o mesmo espaço cultural que teve há três décadas.

A principal diferença estaria no acesso mais amplo às discussões sobre saúde mental, pressão estética e gordofobia. A geração Z convive diariamente com debates sobre aceitação corporal, diversidade e padrões irreais de beleza, especialmente nas redes sociais.

Outro ponto destacado é a forma como produções atuais tratam temas sensíveis. Em Euphoria, por exemplo, o vício da personagem Rue não aparece apenas como estética visual, mas também como um problema destrutivo, com consequências explícitas.

Influenciadores e criadores de conteúdo também passaram a questionar a ideia de transformar corpos em tendência. Nas redes sociais, parte das críticas ao retorno do “heroin chic” aponta justamente para a tentativa de usar discursos ligados ao body positive para legitimar a exaltação de traços físicos extremamente magros.

A influenciadora Dora Figueiredo comentou o tema em vídeos publicados nas redes sociais, criticando a narrativa de que “ser magro virou opressão”. Segundo ela, a indústria da beleza continua promovendo procedimentos estéticos e produtos voltados ao emagrecimento, o que demonstra que padrões corporais restritivos permanecem fortes.

No centro do debate está uma discussão mais ampla: enquanto corpos continuarem sendo tratados como tendência estética, padrões excludentes seguirão reaparecendo em diferentes formatos. É justamente por isso que especialistas defendem o fortalecimento da neutralidade corporal, conceito que propõe diminuir a centralidade da aparência física na construção da autoestima e da identidade social.

Fonte: Elle
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/jovem-mulher-moderna-com-o-olho-fechado-inclinando-a-cabeca-na-mao_3272238.htm

27 de maio de 2026 0 comentário
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Festival de Cannes 2026 mistura glamour, moda e ausência de Hollywood no tapete vermelho
Moda

Festival de Cannes 2026 mistura glamour, moda e ausência de Hollywood no tapete vermelho

por Esteticare 21 de maio de 2026
escrito por Esteticare

A abertura da 79ª edição do Festival de Cannes, realizada nesta terça-feira (12), confirmou duas tendências que já vinham cercando o evento antes mesmo da primeira exibição oficial: a participação reduzida de Hollywood na disputa principal e a forte presença estética inspirada no universo da série “The White Lotus”. Enquanto o cinema americano aparece de forma mais discreta na seleção da Palma de Ouro, o tradicional tapete vermelho francês continua sendo um dos principais palcos da moda mundial.

Neste ano, o festival apresenta uma programação mais voltada ao cinema internacional. Diretores europeus e asiáticos ganharam espaço na principal competição do evento, alterando um cenário que, em edições recentes, teve presença mais intensa de grandes estúdios americanos e franquias comerciais.

Em 2025, por exemplo, “Missão: Impossível” levou Tom Cruise e uma grande estrutura promocional à Croisette. Agora, a atmosfera é diferente. O foco está em cineastas reconhecidos pelo cinema autoral, caso de Pedro Almodóvar, Nicholas Winding Refn e Ryusuke Hamaguchi, nomes que ajudam a reforçar o perfil mais artístico da edição de 2026.

Entre os 22 filmes que disputam a Palma de Ouro, apenas dois são dirigidos por cineastas americanos. “The Man I Love”, de Ira Sachs, traz Rami Malek no elenco principal. Já “Paper Tiger”, dirigido por James Gray, reúne Scarlett Johansson, Adam Driver e Miles Teller.

Mesmo com menos produções hollywoodianas na competição, o glamour característico de Cannes permaneceu intacto já na primeira noite do festival.

Paetês, brilho e aplicações 3D dominam os looks

A estreia oficial mostrou que a moda segue ocupando um espaço central no evento francês. Atrizes e convidadas apostaram em vestidos marcados por brilho intenso, bordados elaborados, volumes estruturados e detalhes tridimensionais.

A jurada Demi Moore apareceu usando um visual coberto por paetês, acompanhando uma das principais tendências vistas até agora no tapete vermelho. Jane Fonda também apostou no brilho, enquanto Maika Monroe surgiu com um look que chamou atenção pelas aplicações e pelo acabamento volumoso.

Além dos paetês, detalhes como babados, transparências e bolinhas em 3D apareceram repetidamente nas produções escolhidas para a abertura do festival. O resultado foi um tapete vermelho visualmente maximalista, distante das propostas minimalistas que dominaram outras temporadas recentes.

Os estilistas também exploraram silhuetas dramáticas e tecidos com textura marcante. Em muitos casos, os vestidos misturavam elementos clássicos da alta-costura francesa com referências contemporâneas ligadas ao universo digital e ao impacto visual das redes sociais.

“The White Lotus” influencia bastidores do festival

Outro assunto que movimenta Cannes neste início de evento é a produção da quarta temporada de “The White Lotus”. A série da HBO, criada por Mike White, está sendo gravada paralelamente às atividades do festival e terá justamente Cannes como cenário da nova história.

Conhecida por satirizar os hábitos da elite internacional, a produção costuma misturar humor ácido, luxo e tensões sociais. A escolha da Riviera Francesa como pano de fundo reforça ainda mais a associação da série com ambientes exclusivos e personagens milionários.

A expectativa agora gira em torno da possível presença do elenco no tapete vermelho durante os próximos dias do festival. Até o momento, não há confirmação oficial sobre participações nas premières ou em eventos ligados à mostra.

Ainda assim, o simples fato de as gravações acontecerem simultaneamente ao festival já aumentou o interesse do público e das redes sociais pela edição deste ano. A conexão entre moda, celebridades, cinema e bastidores televisivos ampliou a repercussão de Cannes para além das produções em competição.

Festival mantém tradição como vitrine global

Mesmo diante de mudanças no perfil da seleção oficial, Cannes continua consolidado como um dos eventos culturais mais importantes do mundo. Além da disputa pela Palma de Ouro, o festival mantém influência direta sobre tendências de moda, comportamento e mercado audiovisual.

O tapete vermelho segue funcionando como uma vitrine internacional para marcas de luxo e estilistas, enquanto os filmes exibidos ajudam a definir parte das discussões cinematográficas do ano.

Nos próximos dias, a expectativa é de que novas estreias movimentem a Croisette e tragam mais celebridades ao festival. Até agora, porém, os grandes protagonistas da edição de 2026 têm sido os vestidos brilhantes, os detalhes extravagantes e a tentativa de Cannes de reforçar seu caráter cada vez mais internacional.

Fonte: CNN Brasil
Foto: https://www.magnific.com/br/imagem-ia-premium/tapete-de-moda-para-mulheres-adultas_292565924.htm

21 de maio de 2026 0 comentário
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Miuccia Prada: como a estilista italiana transformou o “feio” em linguagem de luxo
Moda

Miuccia Prada: como a estilista italiana transformou o “feio” em linguagem de luxo

por Esteticare 7 de maio de 2026
escrito por Esteticare

Dizer que Miuccia Prada revolucionou a moda não é exagero. Ao longo de quatro décadas, a estilista italiana alterou a maneira como a indústria enxerga elegância, desejo e feminilidade. Em vez de perseguir apenas o “bonito”, ela transformou o desconforto visual em discurso estético e criou uma linguagem que ainda influencia passarelas, campanhas e marcas de luxo em todo o mundo.

Muito antes de comandar uma das maiores grifes do planeta, porém, Miuccia Prada parecia distante desse universo. Nascida Maria Bianchi, em Milão, em 1948, ela cresceu cercada pelo conforto de uma tradicional família italiana ligada à moda, mas construiu sua juventude em oposição ao ambiente burguês em que vivia.

Nos anos 1960, enquanto a Europa fervia em protestos estudantis, ela participava de manifestações políticas, distribuía panfletos do Partido Comunista Italiano e defendia pautas feministas nas ruas de Milão. Ao mesmo tempo, usava peças sofisticadas de Yves Saint Laurent. A contradição, que mais tarde se tornaria marca registrada de sua obra, já aparecia ali.

Da ciência política ao comando da Prada

Miuccia cursou ciência política na Universidade de Milão e passou anos distante da ideia de trabalhar com moda. Também estudou teatro e treinou durante cinco anos para atuar como mímica no Teatro Piccolo de Milão.

Quando a família precisou de alguém para assumir os negócios da Prada, fundada por seu avô Mario Prada em 1913, ela aceitou o cargo com resistência.

“Sempre pensei que havia apenas duas profissões nobres: política e medicina”, ela confessou à mídia anos depois. “Fazer roupas era um pesadelo pra mim. Eu tinha vergonha, mas fiz mesmo assim.”

A relação conflituosa com a moda moldou sua visão criativa. Para uma feminista dos anos 1970, entrar na indústria do luxo parecia incompatível com os próprios ideais. Segundo a própria estilista, trabalhar naquele setor era “a pior coisa que você poderia fazer nos anos 60 e 70, como feminista”.

Essa tensão acabou se tornando justamente o diferencial de Miuccia Prada. Em vez de reproduzir os códigos tradicionais do luxo, ela passou a questioná-los por dentro.

A mochila de nylon que mudou o mercado de luxo

A primeira grande ruptura aconteceu em 1984, quando a Prada lançou a mochila Vela, produzida em nylon preto industrial.

Naquele momento, as grandes marcas disputavam atenção com couros exóticos, ferragens douradas e símbolos explícitos de riqueza. O nylon, associado a materiais utilitários e militares, parecia deslocado do universo do luxo.

Ainda assim, a peça se transformou em fenômeno internacional.

A mochila não era exuberante nem chamativa. Sua força estava justamente no contrário. O design minimalista e funcional apresentava um novo tipo de sofisticação, menos ligado à ostentação e mais associado à inteligência estética.

Ali surgia uma das bases da filosofia criativa de Miuccia Prada: o luxo poderia ser estranho, discreto e até desconfortável.

O nascimento do ugly chic

Se a mochila Vela abriu caminho para essa transformação, a coleção Primavera/Verão 1996 consolidou de vez a estética que marcaria sua carreira.

Batizada de “Banal Eccentricity”, a coleção ficou conhecida como o nascimento do ugly chic, conceito que redefiniu padrões dentro da moda contemporânea.

Na época, o mercado era dominado pela sensualidade explícita. Tom Ford impulsionava uma Gucci extremamente sexualizada, enquanto Versace apostava no glamour exuberante e Calvin Klein explorava o minimalismo erótico.

Miuccia seguiu na direção oposta.

Ela apresentou estampas que lembravam tapeçarias antigas, combinações de cores consideradas “erradas”, tecidos sintéticos, silhuetas pouco ajustadas ao corpo e referências visuais associadas ao que muitos chamavam de “mau gosto”.

A reação foi imediata e dividida. Parte da crítica considerou a coleção brilhante. Outra parte enxergou apenas estranhamento.

O impacto, no entanto, foi irreversível.

O “feio” como discurso político

A formação acadêmica em ciência política influenciou diretamente a maneira como Miuccia Prada passou a pensar roupa, imagem e comportamento feminino.

Para ela, os padrões clássicos de beleza funcionam também como mecanismos de controle social. A exigência de um corpo específico, de determinadas proporções e de códigos rígidos de feminilidade limita possibilidades de identidade e expressão.

Por isso, suas coleções frequentemente desafiam expectativas.

As roupas da Prada nem sempre procuram valorizar o corpo da forma convencional. Muitas vezes, provocam desconforto visual de propósito. O objetivo não é apenas vestir, mas estimular interpretação.

No início, o ugly chic funcionava quase como uma posição ideológica. Ao transformar peças consideradas “feias” em desejo de consumo, Miuccia questionava quem define o que é elegante e por quais motivos essas regras existem.

Influência além das passarelas

A estética criada por Miuccia Prada ultrapassou a própria marca. Hoje, boa parte do luxo contemporâneo dialoga com conceitos que ela ajudou a popularizar.

Estilistas como Demna Gvasalia e Marc Jacobs incorporaram elementos do ugly chic em diferentes momentos de suas carreiras. Silhuetas propositalmente desproporcionais, combinações improváveis e o uso calculado do “erro” visual passaram a integrar a estética dominante da indústria.

Além da Prada, Miuccia também consolidou a identidade da Miu Miu, marca criada nos anos 1990 e conhecida por explorar um lado mais experimental e provocador.

A Fondazione Prada e a ligação entre arte e política

Em 1993, Miuccia Prada e seu marido, Patrizio Bertelli, fundaram a Fondazione Prada, em Milão.

O espaço, instalado em uma antiga destilaria reformada pelo arquiteto Rem Koolhaas, tornou-se referência internacional em arte contemporânea, cinema, filosofia e experimentação cultural.

A estilista sempre afirmou que enxerga cultura como ferramenta política. Quando questionada sobre ter abandonado o ativismo ao entrar na moda, respondeu: “Hoje, para mim, trabalhar na Fondazione é fazer trabalho político. Porque é fazer cultura.”

A declaração ajuda a entender sua trajetória. Miuccia Prada nunca separou completamente moda, arte e reflexão social. Seu trabalho sempre funcionou como uma mistura dessas três áreas.

Talvez por isso sua influência continue tão presente. Antes dela, a moda perguntava se uma roupa deixava alguém mais bonito. Depois dela, a pergunta passou a ser outra: o que essa roupa faz você pensar?

Fonte: Harper’s Bazaar
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/escolhendo-uma-nova-camisa-encaracolado-cabelos-escuros-shopaholic-elegante-vestindo-uma-camisa-branca_15072576.htm

7 de maio de 2026 0 comentário
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Anvisa manda recolher esmaltes em gel da Impala por uso de substância proibida
Moda

Anvisa manda recolher esmaltes em gel da Impala por uso de substância proibida

por Esteticare 25 de março de 2026
escrito por Esteticare

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de lotes de esmaltes em gel da Impala após identificar a presença de uma substância proibida na formulação. A decisão foi anunciada na segunda-feira (16) e ocorre depois de a própria fabricante, que integra o grupo Mundial S.A., comunicar o recolhimento voluntário dos itens.

A medida atinge produtos da linha Gel Plus, incluindo diferentes versões comerciais como Plus Gel Esmalte Impala Gel, Esmalte Gel Impala Gel Plus, Gel Plus Impala Esmalte Gel, Esmalte Gel Plus Impala e Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear. Segundo a agência, todos os lotes desses itens devem ser retirados do mercado.

A empresa afirma que adotou providências assim que tomou conhecimento da proibição do ingrediente, restringindo o uso da substância e iniciando ações para se adequar às normas vigentes. Em nota, a Impala esclarece que nem todos os produtos da linha continham o composto.

“Importante esclarecer que nem todos os produtos da linha Impala Gel Plus continham TPO em sua composição. A medida, portanto, se restringe exclusivamente às tonalidades específicas da linha que utilizavam a substância”, informou a fabricante.

Substância proibida e riscos à saúde

O motivo do recolhimento é a presença do TPO, sigla para Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide, composto utilizado em produtos que endurecem sob luz ultravioleta ou LED, como esmaltes em gel e materiais para unhas artificiais.

A Anvisa proibiu o uso dessa substância em cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes no Brasil em outubro de 2025. A decisão foi baseada em estudos internacionais realizados em animais, que apontaram riscos associados ao composto, incluindo toxicidade reprodutiva e संभावidade de prejuízo à fertilidade.

A restrição também acompanha movimento adotado pela União Europeia, que baniu recentemente o ingrediente por preocupações semelhantes.

De acordo com o texto publicado no Diário Oficial, os efeitos adversos estão relacionados principalmente a exposições repetidas e prolongadas. Ainda assim, o órgão considerou necessária a proibição para reduzir riscos, especialmente entre profissionais que lidam com esses produtos com frequência.

Prazo regulatório e adequação da empresa

A resolução da Anvisa foi publicada em 30 de outubro de 2025 e estabeleceu um prazo de 90 dias para a retirada dos produtos do mercado, o que levou o limite até 2 de fevereiro deste ano.

A Impala afirma que, antes do término do prazo, já havia iniciado o processo de descontinuação. Segundo a empresa, distribuidores e clientes foram comunicados em 28 de janeiro sobre a interrupção das vendas e o recolhimento dos itens.

Em manifestação oficial, a marca ressaltou que os produtos seguiam as regras vigentes no momento em que foram fabricados.

“Cabe destacar que os referidos produtos foram desenvolvidos e comercializados em conformidade com o marco regulatório vigente à época de sua fabricação e comercialização, tendo sido a medida adotada pela empresa motivada pela posterior atualização normativa que alterou os critérios de utilização da referida substância em cosméticos”, informou a companhia.

A diretora Daniela Marreco, citada na decisão da Anvisa, destacou que o impacto não se restringe ao ambiente profissional.

“ainda que o risco ocupacional seja mais intenso, usuárias e usuários também estão sujeitos aos efeitos nocivos decorrentes da exposição, reforçando sua dimensão social”.

Orientação ao consumidor e lista de produtos

A Impala orienta consumidores a entrarem em contato com o serviço de atendimento ao cliente para obter instruções sobre devolução, troca ou esclarecimentos adicionais relacionados aos produtos afetados.

O recolhimento envolve tonalidades específicas da linha Gel Plus. Entre os itens listados estão:

Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Inspiradora Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Expressiva Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Enigmática Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Envolvente Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Talentosa Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Ousada Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Branco Puro Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Forte Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Artista Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Preto Intenso Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Espontânea Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Otimista Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Motivada Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Sempre Clássica Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Sonhadora Blister
Top Coat Camuflagem Impala Gel Plus – Crystal Rose – Blister
Top Coat Camuflagem Impala Gel Plus – Crystal Nude – Blister
Top Coat Camuflagem Impala Gel Plus – Crystal Shimmer – Blister
Top Coat Camuflagem Impala Gel Plus – Crystal Soft – Blister
Top Coat Gel – Impala Gel Plus – Clear Blister

A recomendação é que consumidores interrompam o uso imediato dos produtos incluídos na lista e sigam as orientações da fabricante.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/garrafa-de-esmalte-para-unhas_4173227.htm

25 de março de 2026 0 comentário
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A EORA anuncia parceria com Bruna Tavares em collab que integra moda e beleza
Moda

A EORA anuncia parceria com Bruna Tavares em collab que integra moda e beleza

por Esteticare 11 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

A EORA anunciou uma colaboração inédita com a marca Bruna Tavares que propõe mais do que o lançamento de produtos. A collab nasce com a ideia de criar uma experiência integrada, conectando eyewear e maquiagem em um único sistema de uso, com narrativa, design e funcionalidade pensados de forma conjunta.

Batizada de Experiência NEVA, a collab EORA x Bruna Tavares busca referências no frio extremo, no vento e na flor Edelweiss. A espécie, rara e resistente, é conhecida por sobreviver em condições severas nos Alpes Suíços e simboliza força, beleza e adaptação. Esses elementos orientam toda a construção estética e conceitual da parceria, traduzida em produtos de impacto visual, mas pensados para o uso urbano e cotidiano.

Óculos máscara são o destaque da coleção

O principal produto da collab são os óculos máscara, tendência entre fashionistas em 2026. Inspirados nos óculos de neve utilizados em ambientes de baixíssimas temperaturas, os modelos foram adaptados para o dia a dia, mantendo o visual marcante sem abrir mão da versatilidade. A coleção conta com sete variações de cores, todas desenvolvidas a partir de uma paleta que remete ao gelo, ao vento e às paisagens extremas.

Os óculos combinam proteção, atemporalidade e design, características que dialogam com a identidade da EORA. Pela primeira vez na história da marca, os modelos recebem adornos em prata. O acabamento reforça simbolicamente a sensação de frio e gelo e amplia a experiência sensorial do produto, aproximando estética e tato.

BT Ice completa a experiência da collab

A collab também inclui o BT Ice, gloss da marca Bruna Tavares que já se consolidou como um dos produtos mais conhecidos da linha. Nesta edição especial, o item é reinterpretado dentro do universo da Experiência NEVA, mantendo sua proposta de tratamento intensivo dos lábios.

A fórmula do BT Ice conta com Flor Edelweiss, ativo reconhecido pelo alto poder antioxidante e revitalizante. A presença do ingrediente reforça o conceito da collab ao conectar beleza, resistência e cuidado, alinhando discurso e composição. O aplicador metálico do gloss dialoga visualmente com os detalhes em prata dos óculos, criando uma conexão direta entre os dois produtos.

Case funcional integra os itens no uso diário

Outro elemento central da collab é a case exclusiva, pensada como parte ativa do sistema de uso. Mais do que uma embalagem, o acessório foi desenvolvido para facilitar a rotina e incentivar o uso conjunto dos produtos. A case pode ser pendurada externamente na bolsa e conta com uma corrente acoplável ao gloss, permitindo que óculos e maquiagem estejam sempre juntos.

A proposta reforça a ideia de praticidade e continuidade no uso, transformando os itens em companheiros constantes do cotidiano urbano. O design da case segue a mesma narrativa visual da coleção, mantendo coerência estética e funcional.

A união entre EORA e Bruna Tavares reflete um movimento crescente no mercado de moda e beleza, no qual colaborações buscam criar experiências completas para o consumidor. Ao integrar produtos pensados para serem usados em conjunto, as marcas ampliam o valor percebido e fortalecem a relação com o público. A Experiência NEVA se insere nesse contexto ao apostar em coerência estética, narrativa clara e soluções funcionais, sem perder o apelo visual. O resultado é uma collab que dialoga com tendências contemporâneas, valoriza o design e propõe um novo olhar sobre a forma de consumir acessórios e maquiagem no dia a dia urbano.

Fonte: Steal The Look
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/retrato-de-mulher-de-beleza-na-rua-retrato-ao-ar-livre-modelo-de-moda_3296133.htm

11 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Carnaval 2026: cinco tendências de moda que devem dominar blocos, camarotes e avenidas
Moda

Carnaval 2026: cinco tendências de moda que devem dominar blocos, camarotes e avenidas

por Esteticare 27 de janeiro de 2026
escrito por Esteticare

Falta menos de um mês para o Carnaval 2026 e, como acontece todos os anos, a moda já começa a ocupar um espaço central na preparação para a festa. Para muita gente, o planejamento do look vem quase junto com a escolha do bloco, do abadá ou do camarote. O período é tradicionalmente marcado por liberdade criativa, excesso calculado e uma mistura de referências que vai do street style ao figurino performático.

Pensando nisso, a criadora de conteúdo Flávia Akemi, conhecida por acompanhar de perto tendências de comportamento e moda, reuniu cinco apostas que devem aparecer com força neste Carnaval. As escolhas dialogam com movimentos vistos em desfiles, redes sociais e relatórios de tendências internacionais, mas ganham leitura própria quando chegam à rua, ao calor e ao ritmo da festa brasileira.

As propostas funcionam tanto para quem aposta em produções mais elaboradas quanto para quem prefere looks práticos, porém alinhados ao espírito da folia. A seguir, os destaques apontados por Flávia Akemi para o Carnaval 2026.

Transparências, cores e referências lúdicas marcam as apostas para 2026

A renda aparece como uma das principais tendências para este ano. O tecido, que combina transparência e textura, surge como evolução direta do movimento de underwear à mostra, que já vinha forte em temporadas anteriores. Segundo Flávia, a proposta ganha novas formas e amplia o leque de possibilidades. “O underwear foi uma tendência que bombou no ano passado e em 2026 ela vem para o Carnaval forte, com macacões, bermudas, meia-calça e capris”.

O destaque não fica restrito à renda tradicional. A paleta se expande e traz mais ousadia para os looks. “Além do preto e branco, acho que veremos muita renda colorida”, completa. A versatilidade do material permite combinações com biquínis, hot pants ou peças mais estruturadas, sempre mantendo a leveza necessária para longas horas de festa.

Outra aposta que deve dividir espaço com peças clássicas do Carnaval é o microshort. Inspirado pelo universo pop e pela estética de artistas como Charli XCX, o short supercurto surge como alternativa à hot pant, figurinha carimbada da folia. “Ele vem como uma opção para revezar com a hot pant de todo Carnaval — amo as estampadas e bem coloridas! Vale procurar também algum com tecido de biquíni, que é ótimo e pode molhar sem problemas”, contou Flávia. A funcionalidade do tecido, aliada à estética, conversa diretamente com a dinâmica dos blocos de rua.

A estética circense também desponta como tendência forte para 2026. A referência aparece em relatórios de comportamento e busca, como os divulgados pelo Pinterest, e chega ao Carnaval com uma leitura mais lúdica. “A temática chega nas ruas com esse mood mais lúdico com máscaras, listras, babados — picadeiro no bloco!”, explica. Elementos como maquiagem exagerada, acessórios chamativos e mistura de padrões ajudam a construir esse imaginário, que dialoga bem com a proposta performática da festa.

Já o mix de biquínis reforça o espírito criativo e o reaproveitamento de peças. A sobreposição, que já vinha sendo adotada por celebridades, ganha as ruas como truque de styling acessível. “Esse é truque de styling é a cara do carnaval e eu tenho visto crescendo por aí. Quanto mais diferentes forem os biquínis, melhor! E ainda é ótimo para usar aquela peça esquecida no armário de novas formas”, diz Flávia. A ideia permite combinações inesperadas e valoriza a individualidade de cada produção.

Fechando a lista, miçangas e pedrarias voltam a ocupar espaço de destaque, mas com novas leituras. Bordados manuais, canutilhos e aplicações aparecem principalmente em biquínis e tops, trazendo um clima que mistura festa, misticismo e referências da cultura pop. “Acho que veremos muitos biquínis bordados com miçangas e canutilhos, que também vimos muito nas festas de ano novo. Eles vêm com um mood místico também, bem Marina Sena, e também com tops de pedras irregulares, no estilo do da Givenchy que a Jenna Ortega usou ano passado”, finaliza.

As cinco tendências apontadas revelam um Carnaval 2026 marcado pela mistura de conforto, ousadia e reaproveitamento criativo. Mais do que seguir regras, a moda da folia reforça a liberdade de experimentar, adaptar referências e criar looks que acompanhem o ritmo intenso da maior festa popular do país.

Fonte: Steal The Look
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/linda-mulher-brasileira-afro-americana-em-roupas-de-carnaval-segurando-duas-mascaras-de-carnaval_38355608.htm

27 de janeiro de 2026 0 comentário
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Valentino Garavani e o patrimônio de uma vida dedicada à moda, à arte e ao luxo residencial
Moda

Valentino Garavani e o patrimônio de uma vida dedicada à moda, à arte e ao luxo residencial

por Esteticare 20 de janeiro de 2026
escrito por Esteticare

Conhecido como o “Último Imperador da Moda”, o estilista italiano Valentino Garavani, que morreu na última segunda-feira, dia 19, em Roma, deixou um legado que ultrapassa as passarelas e a história da alta-costura. Ao longo de décadas, ele construiu um conjunto de residências marcadas por sofisticação estética, rigor curatorial e uma relação íntima com a arte, o design e o ato de receber convidados.

Valentino frequentava destinos associados ao luxo internacional e mantinha propriedades em cidades estratégicas da Europa e dos Estados Unidos. Suas casas, palácios e chalés eram concebidos como extensões naturais de sua visão criativa. Painéis de madeira nobre, espelhos antigos, tecidos raros e móveis históricos compunham ambientes pensados para refletir equilíbrio, tradição e elegância atemporal. O estilista também reunia um acervo de antiguidades e obras de arte de alto valor, incluindo peças assinadas por Pablo Picasso e Andy Warhol, integradas à decoração cotidiana.

A presença constante de flores era uma característica central dessas residências. Arranjos eram renovados diariamente e, em muitos casos, as flores vinham dos próprios jardins das propriedades. As rosas ocupavam lugar especial. Valentino costumava descrevê-las como “não apenas flores, mas a obra-prima mais icônica e reconhecível da natureza”, frase que ajuda a compreender sua relação simbólica com o tema, recorrente também no universo da moda.

Residências históricas na Europa

Entre os imóveis mais conhecidos do estilista estão uma mansão localizada na Via Appia Antica, em Roma, e o Palazzo Mignanelli, também na capital italiana. Ambos serviram como cenários para encontros sociais, eventos privados e momentos de recolhimento. Fora da Itália, Valentino tinha especial apreço pelo Château de Wideville, castelo do século 17 situado em Crespières, na França. O imóvel reunia arquitetura clássica, jardins formais e interiores restaurados com extremo cuidado, respeitando a história do local.

Na Suíça, o estilista mantinha um chalé em Gstaad, onde costumava organizar festas em um ambiente mais intimista, cercado por livros, móveis em estilo alpino e uma atmosfera menos formal, ainda que sofisticada. Os cães da raça pug faziam parte da rotina nesses espaços e acompanhavam Valentino em diferentes residências. Maggie, uma de suas cachorrinhas favoritas, chegou a ser homenageada ao ser bordada em um vestido de alta-costura da marca.

O vínculo entre arte e moradia também se expressava nos imóveis mantidos fora da Europa continental. A coleção de arte multimilionária do estilista era dividida principalmente entre uma mansão em Kensington, em Londres, e uma cobertura em Nova York, com vista para a Park Avenue. Nesses endereços, obras de arte conviviam com peças de design e mobiliário histórico, reforçando a ideia de que cada residência funcionava como um espaço curatorial vivo.

Refúgios italianos e vida no mar

Em território italiano, Valentino passou mais de três décadas aproveitando os verões em uma residência localizada em Siena. Após a venda desse imóvel, adquiriu a Villa La Pineta, em Capri, que se transformou em um de seus principais refúgios. A casa de campo, integrada à paisagem local, refletia uma abordagem mais relaxada do luxo, sem abrir mão da elegância característica do estilista.

Esse estilo de vida também se estendia ao mar. Valentino era proprietário do iate TM Blue, uma embarcação de 49 metros decorada em estilo náutico-chique. O interior reunia obras de arte, mobiliário sob medida e espaços projetados para longas estadias. Assim como suas casas, o iate funcionava como mais um cenário para encontros, contemplação e convivência.

Esse conjunto de propriedades, distribuído entre centros urbanos e destinos de lazer, ajuda a compreender como o estilista pensava o luxo como experiência completa. Para Valentino, moda, arquitetura, arte e paisagem formavam um mesmo discurso visual. Cada endereço, do castelo francês ao apartamento nova-iorquino, reforçava a coerência de um estilo construído com método, memória e sensibilidade estética ao longo de décadas, sem concessões desnecessárias.

Fonte: Portal Terra
Foto: https://pt.wikipedia.org/wiki/Valentino_Garavani

20 de janeiro de 2026 0 comentário
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Verão 2026 aposta em revisão de códigos e elegância funcional
Moda

Verão 2026 aposta em revisão de códigos e elegância funcional

por Esteticare 1 de janeiro de 2026
escrito por Esteticare

Entre 10 de setembro e 7 de outubro, Nova York, Londres, Milão e Paris concentraram os olhares do setor ao apresentar as coleções que definem as tendências de verão 2026. Foram semanas marcadas por 15 estreias de diretores criativos, mudanças estratégicas em casas históricas e um clima geral de reavaliação estética. Em vez de propostas radicais, a temporada sinalizou um movimento de maturação, com reinterpretações de códigos conhecidos, atenção ao corpo real e diálogo entre romantismo, funcionalidade e força visual.

Nos Estados Unidos, Nova York expôs dois caminhos claros. De um lado, marcas como Luar, Diotima e PatBo investiram em uma estética decorativa, com destaque para franjas, flores aplicadas e superfícies táteis. De outro, grifes tradicionais como Calvin Klein, Ralph Lauren e Tory Burch reforçaram o pragmatismo, apostando em alfaiataria precisa, ombros marcados e uma cartela de tons sóbrios. A proposta comum foi valorizar peças duráveis, com impacto visual sem excessos.

Londres manteve sua vocação experimental, mas com um tom mais contido. Rendas delicadas, transparências controladas e drapeados suaves apareceram como resposta ao excesso visual das últimas temporadas. A capital britânica trouxe uma sensação de pausa, com coleções que priorizam fluidez, leveza e uma elegância menos performática, sem abrir mão da identidade autoral de seus criadores.

Milão e o retorno da sensualidade equilibrada

A semana de moda de Milão concentrou algumas das estreias mais observadas do calendário. Demna apresentou sua primeira coleção para a Gucci por meio de lookbook e vídeo dirigido por Halina Reijn e Spike Jonze, enquanto Dario Vitale assumiu a Versace, propondo uma sensualidade mais direta e menos teatral. Louise Trotter, em sua estreia na Bottega Veneta, reforçou o valor da excelência material, com foco em construção e textura.

Nesse contexto, as tendências de verão 2026 ganharam contornos claros. O power dressing voltou à cena, agora com menos rigidez e mais conforto. A estética boudoir apareceu de forma refinada, sugerindo intimidade sem exagero. O loungewear também retornou, atualizado em tecidos nobres e cortes que transitam com facilidade entre o doméstico e o urbano.

Paris encerrou a temporada com o maior número de mudanças de comando. A estreia de Matthieu Blazy na Chanel inaugurou uma nova fase da maison, com releituras sutis dos códigos de Coco Chanel. Jonathan Anderson apresentou seu primeiro desfile feminino na Dior. Jack McCollough e Lazaro Hernandez assumiram a Loewe. Pierpaolo Piccioli levou sua sensibilidade para a Balenciaga. Duran Lantink reimaginou a Jean Paul Gaultier, adicionando uma camada de provocação ao debate criativo.

Transparência ganha novas camadas

Os tecidos translúcidos surgem como um dos pilares do verão 2026. A transparência aparece menos literal e mais construída. Na Khaite, a organza com aplicações cria relevo e movimento. Na Fendi, o chiffon amarelo revela o corpo de forma suave, em camadas leves. Já na Alexander McQueen, o tule rendado transforma a pele em elemento central do desenho, equilibrando sensualidade e sofisticação.

Franjas ampliam movimento e textura

As franjas retornam em versões gráficas e esculturais, adicionando ritmo às silhuetas. Na Alaïa, elas surgem como extensão arquitetônica das botas. A Louis Vuitton aposta em variações de cor e densidade, evocando superfícies orgânicas. Na Alexander McQueen, aparecem em vestidos e bolsas de couro cortado, com uma leitura mais ousada e noturna.

Branco domina a paleta

O branco se consolida como cor-chave da estação. Na Alaïa, ele estrutura volumes que alternam rigidez e fluidez. Na Balenciaga, aparece em propostas minimalistas, com foco no movimento. Já na Louis Vuitton, realça tecidos leves e formas amplas, reforçando a ideia de frescor e força visual.

Pijamas e laços completam o cenário

O pijama deixa o quarto e ganha as ruas com novas intenções. Tecidos acetinados e cortes relaxados propõem uma sensualidade mais tátil. Dolce & Gabbana investe em uma leitura noturna, Emporio Armani aposta em estampas florais leves, e Ferragamo traduz conforto em elegância contida. Os laços também se destacam. Na Dior, aparecem em diferentes escalas e funções. Na Louis Vuitton, ganham volume e protagonismo. Na Ralph Lauren, surgem de forma gráfica, afastando-se da delicadeza óbvia e reforçando o caráter contemporâneo da tendência.

Fonte: Elle
Foto: https://br.freepik.com/imagem-ia-premium/tres-mulheres-no-estilo-retro-dos-anos-80_378726187.htm

1 de janeiro de 2026 0 comentário
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Moda em evidência: os looks que definiram 2025 nas passarelas e fora delas
Moda

Moda em evidência: os looks que definiram 2025 nas passarelas e fora delas

por Esteticare 31 de dezembro de 2025
escrito por Esteticare

Em um ano marcado pela velocidade das redes sociais e pela força dos momentos virais, a moda voltou a ocupar espaço de destaque no debate público. Em 2025, roupas e acessórios não apenas acompanharam acontecimentos culturais, mas ajudaram a moldar narrativas, gerar engajamento e atravessar fronteiras entre entretenimento, política e identidade. Looks específicos se tornaram símbolos de causas, de estreias aguardadas ou de momentos pessoais que ganharam escala global. A seguir, um panorama das produções que mais repercutiram ao longo do ano.

A camiseta “Protect The Dolls” e a moda como posicionamento

Entre os itens mais comentados de 2025 está a camiseta “Protect The Dolls”, criada pelo estilista americano Conner Ives. A peça, com a frase que pode ser traduzida como “Proteja as Bonecas”, termo usado de forma afetiva para se referir a mulheres trans e travestis, foi pensada inicialmente para ser usada apenas pelo próprio designer ao final de seu desfile de inverno 2025. A repercussão levou à comercialização do item. Celebridades como Haider Ackermann, Pedro Pascal, Troye Sivan, Addison Rae, entre outros, passaram a vestir a camiseta. Vendida por US$ 99 (£ 75,00), toda a renda é destinada à Trans Lifeline, organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos, liderada por pessoas trans e focada em apoio comunitário e atendimento em crises.

Matthieu Blazy, Chanel e o olhar da primeira-dama

A estreia de Matthieu Blazy à frente da Chanel foi uma das mais aguardadas da temporada. O desfile, com cenografia de atmosfera intergaláctica, teve grande repercussão e foi impulsionado por momentos que circularam intensamente nas redes sociais, como a performance da modelo Awar Odhiang. A nova fase da maison chamou a atenção de Michelle Obama, que escolheu um look recém-apresentado na passarela para divulgar seu livro “The Look”, dedicado a reflexões sobre estilo, identidade e autorrepresentação. A escolha reforçou o alcance simbólico da coleção e ampliou seu impacto para além do circuito da moda.

Estreias, realeza e atenção total na Balenciaga

Outro début cercado de expectativa foi o de Pierpaolo Piccioli na Balenciaga. Após os convidados se acomodarem, a entrada de Meghan, Duquesa de Sussex, provocou reação imediata. Sentada ao lado de Tracee Ellis Ross, Meghan usava um conjunto monocromático em tom creme, com o anel de noivado de diamante como principal destaque. Registros feitos por outros convidados circularam rapidamente online, consolidando o momento como um dos mais comentados do desfile.

Sabrina Sato e um vestido com referência histórica

No Brasil, o casamento de Sabrina Sato com Nicolas Prattes também entrou para a lista de momentos marcantes da moda em 2025. Considerada uma das principais fashionistas do país, Sabrina optou por um vestido que dialoga com referências dos anos 1980 e com o visual do casamento da princesa Diana. Segundo o stylist Pedro Sales, o desejo da noiva era uma silhueta volumosa, com elementos como tafetá, corset, drapeados, mangas dramáticas e laços. O escolhido para a criação foi Giambattista Valli, que desenvolveu uma peça única à distância, com uma equipe de 10 pessoas em seu ateliê de alta-costura. O look foi finalizado com luvas brancas, maxibrincos e um buquê de flores brancas em cascata.

Palcos, tapetes vermelhos e moda pop

Em maio, Lady Gaga realizou em Copacabana o maior show já feito por uma cantora, reunindo mais de 2 milhões de fãs. Durante a apresentação da música “Abracadabra”, a artista revelou um vestido com as cores do Brasil e uma faixa que remetia a um símbolo presidencial, gesto que rapidamente se espalhou pelas redes. No mesmo eixo entre música e moda, Kendrick Lamar chamou atenção no intervalo do Super Bowl ao usar calça flare assinada pela Celine. A escolha, pouco comum no vestuário masculino tradicional, tornou-se um dos códigos mais associados ao estilo do rapper naquele momento.

O tapete vermelho também foi palco de produções memoráveis. Timothée Chalamet e Kylie Jenner apareceram juntos na estreia de “Marty Supreme”, em Los Angeles, usando looks na mesma tonalidade, ambos assinados pela Chrome Hearts. A coordenação visual garantiu ao casal um lugar entre pares icônicos da cultura pop que marcaram época com escolhas fashion alinhadas.

O anúncio do noivado de Taylor Swift com Travis Kelce reforçou o poder comercial da moda. O vestido fluido listrado da Polo Ralph Lauren usado pela cantora esgotou rapidamente após a postagem, que ultrapassou 36 milhões de curtidas no Instagram. Já Alexander Skarsgård explorou o method dressing na divulgação do filme “Pillion”, apostando em peças de látex, couro e referências ao universo BDSM, incluindo o registro ao lado de um cachorro no BFI London Film Festival, que viralizou pela combinação de sensualidade e contraste visual.

Ao longo de 2025, esses looks ajudaram a mostrar que, mesmo em meio a ciclos acelerados de tendências, a moda segue capaz de condensar debates, emoções e memória coletiva em imagens que atravessam o tempo.

Fonte: Vogue
Foto: https://br.freepik.com/vetores-gratis/tapete-vermelho-realista-e-pedestal-com-iluminacao-e-cercas-com-corda-de-veludo_7286683.htm

31 de dezembro de 2025 0 comentário
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