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Minissaia atravessa gerações e mantém status de símbolo de liberdade na moda
Moda

Minissaia atravessa gerações e mantém status de símbolo de liberdade na moda

por Esteticare 29 de julho de 2026
escrito por Esteticare

A minissaia ocupa um espaço único na história da moda. Muito além de uma tendência passageira, a peça acompanhou transformações culturais, influenciou o comportamento de diferentes gerações e se tornou um dos maiores símbolos da liberdade de expressão no vestuário feminino. Seu percurso mostra como a moda pode refletir mudanças sociais e dialogar diretamente com o contexto político e cultural de cada época.

O tema foi abordado no episódio mais recente do programa Pauta Falada, que revisita a trajetória da minissaia desde sua popularização até as releituras atuais. Ao longo das décadas, a peça deixou de ser apenas uma novidade estética para se consolidar como um ícone capaz de traduzir desejos, movimentos e transformações da sociedade.

O nascimento da minissaia e a mudança de comportamento

Para compreender a origem da minissaia, é preciso voltar aos anos 1950. Naquele período, predominava a influência do chamado New Look, lançado pela Dior, marcado por saias longas, cinturas bem definidas e uma estética sofisticada, associada ao período de reconstrução do pós-guerra.

Entretanto, a nova geração que chegava à juventude no fim daquela década apresentava outro perfil. Os chamados baby boomers buscavam mais autonomia, diversão e liberdade para construir sua identidade, inclusive por meio das roupas. Em Londres, esse movimento começou a ser percebido nas ruas, onde as saias passaram a ganhar comprimentos cada vez menores.

Foi nesse cenário que a estilista Mary Quant ganhou destaque. Proprietária de uma boutique frequentada por jovens londrinas, ela transformou uma tendência urbana em produto acessível, ajudando a popularizar a minissaia em escala comercial.

Enquanto isso, na França, André Courrèges levou a proposta para as passarelas da alta-costura, ampliando sua visibilidade no universo da moda internacional. Ao mesmo tempo, a modelo Twiggy tornou-se a principal imagem dessa transformação. Com visual marcante e presença constante nas revistas de moda, ela ajudou a consolidar a minissaia como desejo de consumo de uma geração inteira.

Uma peça que se tornou símbolo de transformação social

O sucesso da minissaia não pode ser explicado apenas pelo design. Sua consolidação ocorreu em um momento de profundas mudanças sociais durante os anos 1960.

A popularização da pílula anticoncepcional, os debates sobre a independência feminina e o fortalecimento de movimentos culturais criaram um ambiente em que as escolhas de vestuário passaram a representar posicionamentos sobre liberdade e autonomia.

Nesse contexto, usar uma saia curta deixou de ser apenas uma questão estética. A peça passou a simbolizar uma nova forma de ocupar os espaços públicos e desafiar padrões estabelecidos.

Um dos episódios mais marcantes dessa trajetória aconteceu em 1966, quando manifestantes se reuniram em frente à Dior, em Paris, usando minissaias e defendendo que a tradicional grife incorporasse a tendência às suas coleções.

O protesto ganhou relevância porque inverteu uma lógica histórica da moda. Em vez de as tendências nascerem nas grandes maisons para depois chegarem às ruas, foram as consumidoras que pressionaram uma das marcas mais influentes do mundo a reconhecer um movimento que já estava consolidado.

Décadas mais tarde, em 2018, esse momento voltou a ser lembrado quando Maria Grazia Chiuri fez referência à manifestação durante o desfile de outono-inverno da Dior, reforçando a importância histórica daquele episódio.

Como a minissaia acompanhou cada geração

Ao longo dos anos, a minissaia passou por inúmeras transformações, acompanhando mudanças de estilo e comportamento.

Na década de 1970, ganhou versões confeccionadas em couro e camurça, muito associadas ao movimento punk. Ao mesmo tempo, também apareceu em produções inspiradas pelo glamour da disco music, combinando franjas, plataformas e tecidos mais sofisticados.

Os anos 1980 apostaram em modelos ainda mais curtos e ajustados ao corpo. Materiais como vinil, paetês e lycra ajudaram a construir uma estética marcada pelo brilho, pela cintura alta e pela influência da cultura pop.

Na década de 1990, a peça assumiu novas referências. O xadrez do estilo grunge dividiu espaço com o visual colegial popularizado pelo filme Patricinhas de Beverly Hills, enquanto Kate Moss se consolidava como um dos principais nomes da moda daquele período.

Já nos anos 2000, a combinação entre cintura baixa e jeans dominou o mercado. A estética celebrizada por Paris Hilton tornou-se uma das imagens mais lembradas dessa fase da moda.

Das passarelas ao guarda-roupa contemporâneo

A influência da minissaia permanece evidente nas coleções atuais. Em 2022, a grife Miu Miu colocou novamente a peça no centro das discussões ao apresentar versões extremamente curtas de alfaiataria.

Os modelos chamaram atenção nas semanas de moda e provocaram debates semelhantes aos registrados décadas antes. Afinal, a proposta questionava novamente os limites entre tendência, funcionalidade e expressão pessoal.

Independentemente das mudanças de modelagem, tecidos ou proporções, a trajetória da minissaia demonstra que sua relevância nunca esteve restrita ao comprimento. A peça continua representando diferentes formas de identidade, estilo e comportamento, mantendo seu lugar como um dos maiores ícones da história da moda e da beleza feminina.

Fonte: Steal The Look
Foto: https://www.magnific.com/br/imagem-ia-premium/menina-linda-adoravel-saia-curta-xadrez-vermelha-e-jeans-branco_226162568.htm

29 de julho de 2026 0 comentário
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Stylist brasileiro assina figurino de Ronaldo em apresentação com Madonna e Ronaldinho Gaúcho na final da Copa
Moda

Stylist brasileiro assina figurino de Ronaldo em apresentação com Madonna e Ronaldinho Gaúcho na final da Copa

por Esteticare 21 de julho de 2026
escrito por Esteticare

A moda brasileira conquistou projeção internacional durante um dos eventos mais comentados do fim de semana. O stylist Gabriel Fernandes, conhecido como Guga, assinou a direção criativa e os figurinos usados por Ronaldo Fenômeno na apresentação realizada no intervalo da final da Copa do Mundo, que reuniu no mesmo palco Madonna, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho.

Responsável pela GaJu Styling ao lado da sócia Julia Moraes, Gabriel desenvolveu um conceito que buscou traduzir a trajetória de Ronaldo por meio da moda. A proposta apostou em uma linguagem esportiva sofisticada, combinando elementos ligados ao futebol brasileiro com referências contemporâneas do universo fashion.

A escolha do figurino teve como ponto de partida a identidade nacional. Inspirados nas cores da bandeira do Brasil, os conjuntos esportivos de luxo foram criados para representar a história dos dois ex-jogadores sem recorrer a soluções tradicionais.

Ronaldinho Gaúcho apareceu usando uma versão nas cores amarelo e verde, acompanhada do tradicional número 10 nas costas. Já Ronaldo Fenômeno vestiu um conjunto em azul royal, complementado por detalhes em verde e amarelo e pelo emblemático número 9, símbolo de sua carreira nos gramados.

Segundo o conceito apresentado pela GaJu Styling, a proposta foi unir referências esportivas e elementos do luxo para criar uma identidade visual contemporânea.

“O styling traduz a presença e o legado de Ronaldo de forma sofisticada (…) sem cair no óbvio. Luxo, esportivo, pop, autêntico e atemporal”, destacou o projeto conceitual da marca.

Styling reforça identidade e presença de grandes personalidades

A apresentação chamou atenção não apenas pela reunião de nomes conhecidos mundialmente, mas também pelo cuidado na construção da imagem dos participantes. Em grandes eventos, o styling exerce um papel estratégico ao transformar roupas em instrumentos de comunicação visual.

Nesse contexto, a escolha das cores, das modelagens e dos detalhes ganha importância para transmitir valores, reforçar narrativas e aproximar o público da história de cada personalidade.

A repercussão dos figurinos nas redes sociais também evidenciou o interesse crescente por projetos que unem moda, esporte e entretenimento. Celina Locks definiu as produções como “os looks mais babadeiros dessa copa”, destacando o impacto visual desenvolvido pela equipe responsável pela criação.

Para Gabriel Fernandes, entretanto, o momento representa muito mais do que o reconhecimento profissional em um palco internacional.

Stylist compartilha relato de superação após conquista

Após a apresentação, Gabriel publicou um longo depoimento nas redes sociais para celebrar a conquista e recordar os desafios enfrentados desde o início da carreira.

O stylist afirmou que, durante sua trajetória, precisou lidar com críticas e questionamentos sobre sua capacidade profissional. No texto, destacou que a realização do projeto representa uma lembrança de todo o caminho percorrido até alcançar esse espaço.

“Ao longo da minha trajetória, ouvi muitas vezes que eu não era capaz. Que eu não era bom o suficiente. Que eu não chegaria onde queria chegar”, escreveu o stylist. “Hoje entendo que esse momento não serve para provar nada para ninguém. Ele serve para me lembrar de tudo o que enfrentei e de tudo o que fui capaz de construir.”

O relato repercutiu entre seguidores, profissionais da moda e artistas, que enviaram mensagens de apoio e reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela equipe da GaJu Styling.

Outro ponto destacado por Gabriel foi a parceria construída com Ronaldo Fenômeno e Celina Locks ao longo dos últimos anos.

Segundo o stylist, a relação profissional ultrapassa uma década e foi fundamental para sua consolidação no mercado de moda. Em seu depoimento, ele lembrou que também ouviu previsões de que a parceria não teria continuidade, mas afirmou que o resultado foi exatamente o contrário.

“Isso acontece ao lado de um cliente que caminha comigo há mais de 11 anos. Um cliente sobre o qual também disseram que eu não duraria. Que não daria certo. E deu. Mais do que deu”, comemorou.

Gabriel também fez um agradecimento especial a Celina Locks, destacando sua importância na construção da carreira e reconhecendo que ela abriu portas que mudaram sua trajetória profissional.

A publicação recebeu manifestações de diversas personalidades brasileiras. Entre elas, Ana Paula Renault e a atriz Lucy Ramos deixaram mensagens parabenizando Gabriel Fernandes, Julia Moraes e toda a equipe da GaJu Styling pelo reconhecimento internacional conquistado durante um dos maiores eventos esportivos do mundo.

A participação do stylist brasileiro reforça a presença crescente da moda nacional em produções de alcance global e evidencia como o trabalho de construção de imagem se tornou parte essencial de grandes espetáculos, conectando estética, identidade e narrativa em apresentações acompanhadas por milhões de espectadores.

Fonte: Vogue
Foto: https://www.magnific.com/br/imagem-ia-premium/diversos-torcedores-internacionais-de-futebol-torcendo-com-bandeiras-nacionais-dentro-de-um-estadio-lotado_427726577.htm

21 de julho de 2026 0 comentário
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Pernambuco reconhece a Renda Renascença como Patrimônio Cultural Imaterial
Moda

Pernambuco reconhece a Renda Renascença como Patrimônio Cultural Imaterial

por Esteticare 9 de julho de 2026
escrito por Esteticare

A Renda Renascença passa a fazer parte do conjunto de bens reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), durante reunião ordinária realizada em Poção, município do Agreste conhecido nacionalmente pela produção artesanal da renda.

Com a deliberação, o Estado oficializa a proteção de um saber tradicional que atravessa gerações e permanece presente na vida de inúmeras famílias. O reconhecimento destaca a relevância da técnica para a preservação da cultura pernambucana e evidencia sua contribuição para a identidade da região.

A reunião contou com a participação dos conselheiros do CEPPC e de representantes do poder público municipal, que acompanharam a votação. O parecer favorável de todos os presentes consolidou o registro da manifestação cultural entre os patrimônios imateriais de Pernambuco.

Além do aspecto simbólico, a decisão amplia a visibilidade da Renda Renascença e reforça a necessidade de desenvolver ações voltadas à preservação desse conhecimento, que faz parte da história do artesanato pernambucano.

Registro destaca importância econômica e cultural

A tradição da Renda Renascença está diretamente ligada ao município de Poção, onde a atividade representa uma importante fonte de renda e ocupa posição de destaque na economia local. O trabalho artesanal é transmitido entre diferentes gerações, mantendo viva uma técnica que combina conhecimento, dedicação e identidade cultural.

O coordenador da Comissão de Estudo do Saber Fazer da Renda Renascença e autor do pedido de registro, Lindenberg Filho, afirmou que o reconhecimento representa um avanço para a valorização dessa tradição.

“É sobre valorizar uma arte que é passada de geração em geração, que foi e continua sendo um dos principais pilares econômicos e de sustento financeiro de Poção, transformando a realidade das famílias, tanto na área urbana quanto na zona rural do nosso município”, afirmou.

A declaração evidencia a influência da renda no desenvolvimento da cidade. Ao longo dos anos, a produção artesanal tornou-se uma atividade capaz de complementar a renda de muitas famílias e preservar conhecimentos repassados entre artesãs, fortalecendo a cultura local.

O reconhecimento também amplia a atenção para a importância da economia criativa em Pernambuco, setor no qual o artesanato ocupa papel relevante por unir tradição, geração de trabalho e preservação cultural.

Patrimônio fortalece ações de preservação

Com o registro aprovado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, a expectativa é fortalecer políticas públicas voltadas à proteção da Renda Renascença e incentivar iniciativas que contribuam para a continuidade desse saber tradicional.

A medida também busca ampliar a valorização das rendeiras e dos profissionais envolvidos na produção artesanal, reconhecendo o trabalho desenvolvido ao longo de décadas e sua contribuição para a cultura pernambucana. O registro favorece ainda a preservação da técnica como patrimônio coletivo, permitindo que esse conhecimento continue sendo transmitido às futuras gerações.

Ao integrar oficialmente a lista de patrimônios culturais imateriais do estado, a Renda Renascença ganha maior reconhecimento institucional e reforça seu papel como uma das mais importantes expressões do artesanato de Pernambuco.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/imagem-recortada-de-pessoa-segurando-a-camera_130178875.htm

9 de julho de 2026 0 comentário
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Designer de Rondônia conquista famosos com corsets da Copa do Mundo feitos à mão em Porto Velho
Moda

Designer de Rondônia conquista famosos com corsets da Copa do Mundo feitos à mão em Porto Velho

por Esteticare 30 de junho de 2026
escrito por Esteticare

Uma criação desenvolvida em Porto Velho colocou o trabalho da designer de moda rondoniense Thaíse Campello em evidência durante a Copa do Mundo. Os corsets temáticos produzidos artesanalmente pela estilista ganharam repercussão nas redes sociais, passaram a vestir artistas e influenciadores e também despertaram interesse de clientes fora do Brasil.

As peças começaram a ser desenvolvidas especialmente para o período da Copa do Mundo, em novembro de 2025. O diferencial da coleção está no processo de produção, realizado manualmente e sem o uso de desenhos prévios. Segundo a designer, cada modelo foi construído diretamente sobre o manequim, permitindo ajustes durante toda a criação.

A repercussão fez com que os corsets passassem a integrar produções usadas por nomes conhecidos do entretenimento e das redes sociais, ampliando a visibilidade do trabalho produzido em Rondônia.

Processo criativo começou com pesquisas e estudo de técnicas

Antes de produzir os primeiros modelos, Thaíse Campello buscou referências e investiu em aprendizado para desenvolver uma proposta própria. De acordo com a designer, o processo envolveu pesquisas e o estudo de técnicas artesanais, incluindo um curso de macramê.

Ela explicou que a criação aconteceu de forma prática, sem a elaboração de croquis ou desenhos em papel.

“Fiz várias pesquisas, comprei um curso de macramê e a partir disso criei o primeiro design, não cheguei a fazer o desenho dessas peças, fui montando diretamente no manequim”, disse.

O método permitiu que cada corset fosse construído de maneira artesanal, com ajustes feitos durante a montagem da peça. A proposta chamou atenção principalmente por combinar elementos da moda com referências ligadas à torcida brasileira durante a competição.

Depois de finalizar os primeiros modelos, Thaíse passou a divulgar o trabalho em seus perfis nas redes sociais, apostando na internet como principal vitrine para alcançar novos clientes.

Foi justamente uma dessas publicações que mudou o alcance da marca.

Vídeo viral impulsionou pedidos de todo o país

Segundo a designer, embora já utilizasse as redes sociais como ferramenta de divulgação profissional, ela nunca havia alcançado grande repercussão até a publicação de um vídeo em formato de reels.

O conteúdo ganhou destaque entre usuários da plataforma e passou a ser compartilhado por criadores de conteúdo voltados para moda. A partir desse momento, o número de pedidos aumentou rapidamente.

“Eu sempre usei as redes sociais pra trabalho, mas nunca tinha viralizado nada, tudo começou depois que um reels viralizou, algumas blogueiras de moda começaram a citar minha marca como opção pra comprar roupas da copa”, contou.

Com a visibilidade conquistada, a marca passou a receber encomendas de diferentes regiões do Brasil. O crescimento ocorreu em pouco tempo e ampliou significativamente o alcance das peças produzidas em Porto Velho.

Entre os clientes que adquiriram os corsets estão artistas e influenciadores digitais conhecidos nacionalmente.

A cantora Lexa, a empresária e influenciadora Boca Rosa, Menina Veneno, Jaquelline, Nah Cardoso, Karoline Lima, Adriane Galisteu, Camila Loures, Duda Freire e Diego Martins estão entre os nomes que receberam as peças criadas pela designer rondoniense.

Em alguns casos, os corsets foram usados em publicações nas redes sociais durante a torcida pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Lexa e Duda Freire compartilharam registros utilizando os modelos em meio às comemorações do campeonato.

Já o cantor Diego Martins escolheu a criação para compor o figurino de um videoclipe, ampliando ainda mais a exposição da marca para diferentes públicos.

Além da presença entre artistas e influenciadores, o crescimento da procura fez com que o trabalho ultrapassasse as fronteiras brasileiras.

Segundo Thaíse, as encomendas chegaram a diversos estados do país e também despertaram interesse de clientes internacionais.

“Tudo é feito aqui! Enviamos pra todo estado brasileiro e tivemos internacional também: Lisboa, Holanda, Miami e Texas”, afirmou.

O envio das peças para destinos no exterior marcou uma nova etapa para o negócio da designer, que produz todos os corsets artesanalmente em Porto Velho. A repercussão nas redes sociais contribuiu para ampliar a visibilidade da marca e levou o trabalho desenvolvido em Rondônia a alcançar consumidores de diferentes regiões do Brasil e também de outros países.

Com produção manual e criação feita diretamente no manequim, os corsets inspirados na Copa do Mundo transformaram uma iniciativa local em um produto reconhecido nacionalmente, consolidando a trajetória da designer durante o período do torneio e ampliando o alcance de sua marca para além das fronteiras brasileiras.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/linda-lider-de-torcida-brasileira-com-penteado-trancado-e-maquiagem-colorida-para-o-jogo-do-brasil-copa-do-mundo-e-maquiagem-linda-garota-vestida-para-o-jogo-do-brasil_29222113.htm

30 de junho de 2026 0 comentário
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Brazil Core transforma cultura brasileira em tendência de consumo e cria oportunidades para pequenos empreendedores
Moda

Brazil Core transforma cultura brasileira em tendência de consumo e cria oportunidades para pequenos empreendedores

por Esteticare 16 de junho de 2026
escrito por Esteticare

Por muito tempo, diversos elementos presentes no dia a dia dos brasileiros foram vistos apenas como parte da rotina. Hoje, muitos desses itens passaram a ocupar vitrines, inspirar coleções e se tornar protagonistas de uma tendência que vem ganhando espaço dentro e fora do país. Conhecido como Brazil Core, o movimento transformou a cultura brasileira em fonte de inspiração para marcas e empreendedores.

A tendência tem ajudado pequenos negócios a encontrar novos consumidores ao explorar referências ligadas à identidade nacional. Objetos tradicionais, peças artesanais, expressões populares e elementos associados ao estilo de vida brasileiro passaram a despertar interesse em um mercado que busca cada vez mais autenticidade.

O fenômeno ganhou força com a exposição da cultura brasileira nas redes sociais e com a repercussão de grandes eventos esportivos internacionais. No entanto, seu alcance vai além da moda ou do universo digital. O Brazil Core reflete uma mudança na forma como consumidores enxergam produtos ligados à cultura local.

Aquilo que antes era considerado comum passou a ser percebido como algo original e carregado de significado. As cores verde e amarela continuam presentes, mas não são as únicas protagonistas. Filtros de barro, cadeiras de praia, artesanato, estampas tropicais e outros símbolos brasileiros passaram a integrar uma estética que valoriza a identidade nacional.

Tendência acompanha mudança no comportamento do consumidor

O crescimento do Brazil Core está relacionado a transformações observadas nos hábitos de consumo. Em vez de escolher produtos apenas pelo preço ou pela utilidade, muitas pessoas passaram a considerar aspectos emocionais durante a decisão de compra.

Itens que contam histórias ou representam experiências culturais ganharam relevância. Nesse contexto, produtos inspirados no Brasil encontraram espaço entre consumidores interessados em peças que expressem personalidade e conexão com determinadas referências.

A valorização do artesanal também contribuiu para esse cenário. Produtos feitos manualmente passaram a ser associados à exclusividade e ao cuidado com os detalhes, características cada vez mais procuradas em diferentes segmentos do mercado.

Para pequenos empreendedores, essa mudança abriu oportunidades importantes. Negócios que conseguem unir produção autoral e identidade cultural passaram a disputar espaço com marcas maiores em nichos específicos de consumo.

Empreendedora ampliou faturamento com peças inspiradas no Brasil

A história de Andréia Maia, moradora de Salvador, exemplifica como a tendência pode gerar resultados concretos. O empreendimento surgiu a partir de um investimento inicial de aproximadamente R$ 1 mil na compra de fios para produção de peças em crochê.

No começo, ela assumia todas as funções do negócio. Além de confeccionar os produtos, também cuidava da divulgação, das vendas, do atendimento aos clientes e da logística de entrega.

A trajetória da marca começou a mudar quando Andréia decidiu desenvolver peças inspiradas em elementos ligados à cultura brasileira. A estratégia coincidiu com o aumento da procura por produtos artesanais e pela valorização de referências nacionais.

Com isso, itens como pochetes, tops, blusas, shorts e acessórios produzidos manualmente passaram a atrair mais consumidores. O crescimento da demanda ocorreu em poucos meses e impulsionou os resultados financeiros da operação.

O faturamento mensal alcançou cerca de R$ 20 mil, demonstrando o potencial comercial de produtos que combinam trabalho artesanal e identidade cultural.

Conexão emocional impulsiona demanda

Um dos fatores que ajudam a explicar o sucesso do Brazil Core é o vínculo afetivo criado com os consumidores. Para muitas pessoas, adquirir um produto inspirado no Brasil representa mais do que uma escolha estética.

As peças funcionam como símbolos de pertencimento e valorização das próprias origens. Esse aspecto se destaca principalmente entre brasileiros que vivem no exterior e buscam formas de manter contato com referências culturais do país.

A presença desse componente emocional contribui para aumentar o interesse por produtos ligados à identidade nacional. Em um mercado com grande oferta de opções, itens que despertam memórias e criam identificação tendem a conquistar maior atenção do público.

O crescimento das vendas, porém, trouxe desafios para a empreendedora. Como cada peça é produzida manualmente, a capacidade de expansão encontra limitações naturais relacionadas ao tempo necessário para a fabricação.

Mesmo diante da demanda crescente, Andréia decidiu preservar o caráter artesanal da produção. Para atender aos pedidos, passou a contar com o apoio de pessoas próximas, mantendo as características que ajudaram a consolidar a marca.

A experiência reflete um movimento observado em diferentes setores da economia criativa. O Brazil Core mostra que referências culturais podem se transformar em ativos econômicos e gerar oportunidades para quem consegue identificar tendências e desenvolver produtos alinhados aos novos interesses dos consumidores. Mais do que uma moda passageira, o movimento reforça o valor comercial da identidade brasileira em um mercado cada vez mais atento à autenticidade.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/fa-brasileiro-segurando-a-bandeira-do-brasil-em-fundo-cinza-jovem-brasileira-sorridente-sorrindo-para-a-camera-com-a-bandeira-do-brasil_29222216.htm

16 de junho de 2026 0 comentário
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“Heroin chic” volta ao debate na beleza e reacende discussão sobre padrões extremos
Moda

“Heroin chic” volta ao debate na beleza e reacende discussão sobre padrões extremos

por Esteticare 27 de maio de 2026
escrito por Esteticare

A estética conhecida como “heroin chic”, marcada por corpos extremamente magros, maquiagem borrada, aparência cansada e referências à cultura das drogas, voltou a circular nas redes sociais, editoriais de moda e tendências de beleza. O retorno do tema acontece justamente em um momento em que movimentos como body positive e neutralidade corporal ganharam espaço no debate público.

Popularizado nos anos 1990, o “heroin chic” ficou associado a modelos como Kate Moss, Jaime King e Jodie Kidd. O visual também foi impulsionado por fotógrafos como Corinne Day e Davide Sorrenti, que ajudaram a transformar a estética em símbolo de uma geração.

Na época, o estilo surgiu como contraponto ao excesso visual dos anos 1980. Em vez das cores vibrantes e da ostentação daquela década, o “heroin chic” apostava em uma aparência mais melancólica, imperfeita e próxima da ideia de desgaste emocional. O cenário cultural também favorecia esse imaginário. Filmes como Pulp Fiction, The Basketball Diaries e Trainspotting colocavam drogas e personagens autodestrutivos no centro da narrativa, enquanto bandas como Nirvana, Pearl Jam e Hole consolidavam a estética grunge no mainstream.

Críticas mudaram os rumos da moda

O debate em torno do “heroin chic” ganhou força após a morte de Davide Sorrenti, em 1997, vítima de overdose de heroína aos 22 anos. A mãe do fotógrafo, Francesca Sorrenti, publicou uma carta criticando a indústria da moda por romantizar o consumo de drogas e transformar o vício em um elemento aspiracional.

A repercussão ultrapassou o universo fashion. O então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, criticou publicamente campanhas e editoriais que associavam fragilidade física e dependência química a algo “cool” ou desejável.

Com a pressão crescente, o mercado da moda passou a adotar outra imagem de beleza. A brasileira Gisele Bündchen tornou-se símbolo de um padrão considerado mais saudável naquele momento. Ainda assim, especialistas lembram que a valorização da magreza nunca deixou de existir. A diferença é que ela passou a aparecer em versões menos explícitas.

Durante os anos 2000, tendências como Y2K, indie sleaze e estética twee continuaram reforçando corpos muito magros como referência aspiracional. Celebridades como Paris Hilton e Lindsay Lohan ajudaram a consolidar esse imaginário, frequentemente associado à cultura das festas, da vida noturna e das “barrigas negativas”.

Redes sociais ampliam os códigos da estética

Especialistas em comportamento apontam que o contexto pós-pandemia ajudou a reativar códigos ligados ao “heroin chic”. A geração Z atravessou parte da juventude em isolamento, enfrentando crises econômicas, insegurança política e aumento das discussões sobre saúde mental.

Segundo analistas de tendências, esse cenário alimentou uma visão mais pessimista do futuro, refletida em comportamentos associados ao excesso, ao escapismo e à ideia de viver sem pensar tanto nas consequências. A estética melancólica voltou a ganhar força nesse ambiente digital.

Um dos exemplos mais citados é o retorno do cigarro como acessório de estilo, além da popularização dos vapes entre jovens. Séries como Euphoria também contribuíram para recolocar temas como drogas, dependência e autodestruição no centro da cultura pop contemporânea.

Na moda, a volta das calças de cintura baixa e das minissaias reforçou novamente a valorização de silhuetas extremamente magras. Na maquiagem, cresceram tendências que simulam aparência cansada, olhos borrados e olheiras marcadas. Tutoriais ensinando a criar “dark circles makeup” acumulam milhões de visualizações em plataformas como TikTok.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam para o crescimento de conteúdos que incentivam transtornos alimentares nas redes sociais. Um estudo publicado pela revista Pediatrics mostrou que as hospitalizações de adolescentes por anorexia e bulimia mais do que dobraram nos Estados Unidos durante o primeiro ano da pandemia.

Movimento body positive dificulta retorno ao mainstream

Apesar da reaproximação estética com elementos dos anos 1990, analistas acreditam que o “heroin chic” dificilmente retomará o mesmo espaço cultural que teve há três décadas.

A principal diferença estaria no acesso mais amplo às discussões sobre saúde mental, pressão estética e gordofobia. A geração Z convive diariamente com debates sobre aceitação corporal, diversidade e padrões irreais de beleza, especialmente nas redes sociais.

Outro ponto destacado é a forma como produções atuais tratam temas sensíveis. Em Euphoria, por exemplo, o vício da personagem Rue não aparece apenas como estética visual, mas também como um problema destrutivo, com consequências explícitas.

Influenciadores e criadores de conteúdo também passaram a questionar a ideia de transformar corpos em tendência. Nas redes sociais, parte das críticas ao retorno do “heroin chic” aponta justamente para a tentativa de usar discursos ligados ao body positive para legitimar a exaltação de traços físicos extremamente magros.

A influenciadora Dora Figueiredo comentou o tema em vídeos publicados nas redes sociais, criticando a narrativa de que “ser magro virou opressão”. Segundo ela, a indústria da beleza continua promovendo procedimentos estéticos e produtos voltados ao emagrecimento, o que demonstra que padrões corporais restritivos permanecem fortes.

No centro do debate está uma discussão mais ampla: enquanto corpos continuarem sendo tratados como tendência estética, padrões excludentes seguirão reaparecendo em diferentes formatos. É justamente por isso que especialistas defendem o fortalecimento da neutralidade corporal, conceito que propõe diminuir a centralidade da aparência física na construção da autoestima e da identidade social.

Fonte: Elle
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/jovem-mulher-moderna-com-o-olho-fechado-inclinando-a-cabeca-na-mao_3272238.htm

27 de maio de 2026 0 comentário
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Festival de Cannes 2026 mistura glamour, moda e ausência de Hollywood no tapete vermelho
Moda

Festival de Cannes 2026 mistura glamour, moda e ausência de Hollywood no tapete vermelho

por Esteticare 21 de maio de 2026
escrito por Esteticare

A abertura da 79ª edição do Festival de Cannes, realizada nesta terça-feira (12), confirmou duas tendências que já vinham cercando o evento antes mesmo da primeira exibição oficial: a participação reduzida de Hollywood na disputa principal e a forte presença estética inspirada no universo da série “The White Lotus”. Enquanto o cinema americano aparece de forma mais discreta na seleção da Palma de Ouro, o tradicional tapete vermelho francês continua sendo um dos principais palcos da moda mundial.

Neste ano, o festival apresenta uma programação mais voltada ao cinema internacional. Diretores europeus e asiáticos ganharam espaço na principal competição do evento, alterando um cenário que, em edições recentes, teve presença mais intensa de grandes estúdios americanos e franquias comerciais.

Em 2025, por exemplo, “Missão: Impossível” levou Tom Cruise e uma grande estrutura promocional à Croisette. Agora, a atmosfera é diferente. O foco está em cineastas reconhecidos pelo cinema autoral, caso de Pedro Almodóvar, Nicholas Winding Refn e Ryusuke Hamaguchi, nomes que ajudam a reforçar o perfil mais artístico da edição de 2026.

Entre os 22 filmes que disputam a Palma de Ouro, apenas dois são dirigidos por cineastas americanos. “The Man I Love”, de Ira Sachs, traz Rami Malek no elenco principal. Já “Paper Tiger”, dirigido por James Gray, reúne Scarlett Johansson, Adam Driver e Miles Teller.

Mesmo com menos produções hollywoodianas na competição, o glamour característico de Cannes permaneceu intacto já na primeira noite do festival.

Paetês, brilho e aplicações 3D dominam os looks

A estreia oficial mostrou que a moda segue ocupando um espaço central no evento francês. Atrizes e convidadas apostaram em vestidos marcados por brilho intenso, bordados elaborados, volumes estruturados e detalhes tridimensionais.

A jurada Demi Moore apareceu usando um visual coberto por paetês, acompanhando uma das principais tendências vistas até agora no tapete vermelho. Jane Fonda também apostou no brilho, enquanto Maika Monroe surgiu com um look que chamou atenção pelas aplicações e pelo acabamento volumoso.

Além dos paetês, detalhes como babados, transparências e bolinhas em 3D apareceram repetidamente nas produções escolhidas para a abertura do festival. O resultado foi um tapete vermelho visualmente maximalista, distante das propostas minimalistas que dominaram outras temporadas recentes.

Os estilistas também exploraram silhuetas dramáticas e tecidos com textura marcante. Em muitos casos, os vestidos misturavam elementos clássicos da alta-costura francesa com referências contemporâneas ligadas ao universo digital e ao impacto visual das redes sociais.

“The White Lotus” influencia bastidores do festival

Outro assunto que movimenta Cannes neste início de evento é a produção da quarta temporada de “The White Lotus”. A série da HBO, criada por Mike White, está sendo gravada paralelamente às atividades do festival e terá justamente Cannes como cenário da nova história.

Conhecida por satirizar os hábitos da elite internacional, a produção costuma misturar humor ácido, luxo e tensões sociais. A escolha da Riviera Francesa como pano de fundo reforça ainda mais a associação da série com ambientes exclusivos e personagens milionários.

A expectativa agora gira em torno da possível presença do elenco no tapete vermelho durante os próximos dias do festival. Até o momento, não há confirmação oficial sobre participações nas premières ou em eventos ligados à mostra.

Ainda assim, o simples fato de as gravações acontecerem simultaneamente ao festival já aumentou o interesse do público e das redes sociais pela edição deste ano. A conexão entre moda, celebridades, cinema e bastidores televisivos ampliou a repercussão de Cannes para além das produções em competição.

Festival mantém tradição como vitrine global

Mesmo diante de mudanças no perfil da seleção oficial, Cannes continua consolidado como um dos eventos culturais mais importantes do mundo. Além da disputa pela Palma de Ouro, o festival mantém influência direta sobre tendências de moda, comportamento e mercado audiovisual.

O tapete vermelho segue funcionando como uma vitrine internacional para marcas de luxo e estilistas, enquanto os filmes exibidos ajudam a definir parte das discussões cinematográficas do ano.

Nos próximos dias, a expectativa é de que novas estreias movimentem a Croisette e tragam mais celebridades ao festival. Até agora, porém, os grandes protagonistas da edição de 2026 têm sido os vestidos brilhantes, os detalhes extravagantes e a tentativa de Cannes de reforçar seu caráter cada vez mais internacional.

Fonte: CNN Brasil
Foto: https://www.magnific.com/br/imagem-ia-premium/tapete-de-moda-para-mulheres-adultas_292565924.htm

21 de maio de 2026 0 comentário
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Miuccia Prada: como a estilista italiana transformou o “feio” em linguagem de luxo
Moda

Miuccia Prada: como a estilista italiana transformou o “feio” em linguagem de luxo

por Esteticare 7 de maio de 2026
escrito por Esteticare

Dizer que Miuccia Prada revolucionou a moda não é exagero. Ao longo de quatro décadas, a estilista italiana alterou a maneira como a indústria enxerga elegância, desejo e feminilidade. Em vez de perseguir apenas o “bonito”, ela transformou o desconforto visual em discurso estético e criou uma linguagem que ainda influencia passarelas, campanhas e marcas de luxo em todo o mundo.

Muito antes de comandar uma das maiores grifes do planeta, porém, Miuccia Prada parecia distante desse universo. Nascida Maria Bianchi, em Milão, em 1948, ela cresceu cercada pelo conforto de uma tradicional família italiana ligada à moda, mas construiu sua juventude em oposição ao ambiente burguês em que vivia.

Nos anos 1960, enquanto a Europa fervia em protestos estudantis, ela participava de manifestações políticas, distribuía panfletos do Partido Comunista Italiano e defendia pautas feministas nas ruas de Milão. Ao mesmo tempo, usava peças sofisticadas de Yves Saint Laurent. A contradição, que mais tarde se tornaria marca registrada de sua obra, já aparecia ali.

Da ciência política ao comando da Prada

Miuccia cursou ciência política na Universidade de Milão e passou anos distante da ideia de trabalhar com moda. Também estudou teatro e treinou durante cinco anos para atuar como mímica no Teatro Piccolo de Milão.

Quando a família precisou de alguém para assumir os negócios da Prada, fundada por seu avô Mario Prada em 1913, ela aceitou o cargo com resistência.

“Sempre pensei que havia apenas duas profissões nobres: política e medicina”, ela confessou à mídia anos depois. “Fazer roupas era um pesadelo pra mim. Eu tinha vergonha, mas fiz mesmo assim.”

A relação conflituosa com a moda moldou sua visão criativa. Para uma feminista dos anos 1970, entrar na indústria do luxo parecia incompatível com os próprios ideais. Segundo a própria estilista, trabalhar naquele setor era “a pior coisa que você poderia fazer nos anos 60 e 70, como feminista”.

Essa tensão acabou se tornando justamente o diferencial de Miuccia Prada. Em vez de reproduzir os códigos tradicionais do luxo, ela passou a questioná-los por dentro.

A mochila de nylon que mudou o mercado de luxo

A primeira grande ruptura aconteceu em 1984, quando a Prada lançou a mochila Vela, produzida em nylon preto industrial.

Naquele momento, as grandes marcas disputavam atenção com couros exóticos, ferragens douradas e símbolos explícitos de riqueza. O nylon, associado a materiais utilitários e militares, parecia deslocado do universo do luxo.

Ainda assim, a peça se transformou em fenômeno internacional.

A mochila não era exuberante nem chamativa. Sua força estava justamente no contrário. O design minimalista e funcional apresentava um novo tipo de sofisticação, menos ligado à ostentação e mais associado à inteligência estética.

Ali surgia uma das bases da filosofia criativa de Miuccia Prada: o luxo poderia ser estranho, discreto e até desconfortável.

O nascimento do ugly chic

Se a mochila Vela abriu caminho para essa transformação, a coleção Primavera/Verão 1996 consolidou de vez a estética que marcaria sua carreira.

Batizada de “Banal Eccentricity”, a coleção ficou conhecida como o nascimento do ugly chic, conceito que redefiniu padrões dentro da moda contemporânea.

Na época, o mercado era dominado pela sensualidade explícita. Tom Ford impulsionava uma Gucci extremamente sexualizada, enquanto Versace apostava no glamour exuberante e Calvin Klein explorava o minimalismo erótico.

Miuccia seguiu na direção oposta.

Ela apresentou estampas que lembravam tapeçarias antigas, combinações de cores consideradas “erradas”, tecidos sintéticos, silhuetas pouco ajustadas ao corpo e referências visuais associadas ao que muitos chamavam de “mau gosto”.

A reação foi imediata e dividida. Parte da crítica considerou a coleção brilhante. Outra parte enxergou apenas estranhamento.

O impacto, no entanto, foi irreversível.

O “feio” como discurso político

A formação acadêmica em ciência política influenciou diretamente a maneira como Miuccia Prada passou a pensar roupa, imagem e comportamento feminino.

Para ela, os padrões clássicos de beleza funcionam também como mecanismos de controle social. A exigência de um corpo específico, de determinadas proporções e de códigos rígidos de feminilidade limita possibilidades de identidade e expressão.

Por isso, suas coleções frequentemente desafiam expectativas.

As roupas da Prada nem sempre procuram valorizar o corpo da forma convencional. Muitas vezes, provocam desconforto visual de propósito. O objetivo não é apenas vestir, mas estimular interpretação.

No início, o ugly chic funcionava quase como uma posição ideológica. Ao transformar peças consideradas “feias” em desejo de consumo, Miuccia questionava quem define o que é elegante e por quais motivos essas regras existem.

Influência além das passarelas

A estética criada por Miuccia Prada ultrapassou a própria marca. Hoje, boa parte do luxo contemporâneo dialoga com conceitos que ela ajudou a popularizar.

Estilistas como Demna Gvasalia e Marc Jacobs incorporaram elementos do ugly chic em diferentes momentos de suas carreiras. Silhuetas propositalmente desproporcionais, combinações improváveis e o uso calculado do “erro” visual passaram a integrar a estética dominante da indústria.

Além da Prada, Miuccia também consolidou a identidade da Miu Miu, marca criada nos anos 1990 e conhecida por explorar um lado mais experimental e provocador.

A Fondazione Prada e a ligação entre arte e política

Em 1993, Miuccia Prada e seu marido, Patrizio Bertelli, fundaram a Fondazione Prada, em Milão.

O espaço, instalado em uma antiga destilaria reformada pelo arquiteto Rem Koolhaas, tornou-se referência internacional em arte contemporânea, cinema, filosofia e experimentação cultural.

A estilista sempre afirmou que enxerga cultura como ferramenta política. Quando questionada sobre ter abandonado o ativismo ao entrar na moda, respondeu: “Hoje, para mim, trabalhar na Fondazione é fazer trabalho político. Porque é fazer cultura.”

A declaração ajuda a entender sua trajetória. Miuccia Prada nunca separou completamente moda, arte e reflexão social. Seu trabalho sempre funcionou como uma mistura dessas três áreas.

Talvez por isso sua influência continue tão presente. Antes dela, a moda perguntava se uma roupa deixava alguém mais bonito. Depois dela, a pergunta passou a ser outra: o que essa roupa faz você pensar?

Fonte: Harper’s Bazaar
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/escolhendo-uma-nova-camisa-encaracolado-cabelos-escuros-shopaholic-elegante-vestindo-uma-camisa-branca_15072576.htm

7 de maio de 2026 0 comentário
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Anvisa manda recolher esmaltes em gel da Impala por uso de substância proibida
Moda

Anvisa manda recolher esmaltes em gel da Impala por uso de substância proibida

por Esteticare 25 de março de 2026
escrito por Esteticare

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de lotes de esmaltes em gel da Impala após identificar a presença de uma substância proibida na formulação. A decisão foi anunciada na segunda-feira (16) e ocorre depois de a própria fabricante, que integra o grupo Mundial S.A., comunicar o recolhimento voluntário dos itens.

A medida atinge produtos da linha Gel Plus, incluindo diferentes versões comerciais como Plus Gel Esmalte Impala Gel, Esmalte Gel Impala Gel Plus, Gel Plus Impala Esmalte Gel, Esmalte Gel Plus Impala e Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear. Segundo a agência, todos os lotes desses itens devem ser retirados do mercado.

A empresa afirma que adotou providências assim que tomou conhecimento da proibição do ingrediente, restringindo o uso da substância e iniciando ações para se adequar às normas vigentes. Em nota, a Impala esclarece que nem todos os produtos da linha continham o composto.

“Importante esclarecer que nem todos os produtos da linha Impala Gel Plus continham TPO em sua composição. A medida, portanto, se restringe exclusivamente às tonalidades específicas da linha que utilizavam a substância”, informou a fabricante.

Substância proibida e riscos à saúde

O motivo do recolhimento é a presença do TPO, sigla para Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide, composto utilizado em produtos que endurecem sob luz ultravioleta ou LED, como esmaltes em gel e materiais para unhas artificiais.

A Anvisa proibiu o uso dessa substância em cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes no Brasil em outubro de 2025. A decisão foi baseada em estudos internacionais realizados em animais, que apontaram riscos associados ao composto, incluindo toxicidade reprodutiva e संभावidade de prejuízo à fertilidade.

A restrição também acompanha movimento adotado pela União Europeia, que baniu recentemente o ingrediente por preocupações semelhantes.

De acordo com o texto publicado no Diário Oficial, os efeitos adversos estão relacionados principalmente a exposições repetidas e prolongadas. Ainda assim, o órgão considerou necessária a proibição para reduzir riscos, especialmente entre profissionais que lidam com esses produtos com frequência.

Prazo regulatório e adequação da empresa

A resolução da Anvisa foi publicada em 30 de outubro de 2025 e estabeleceu um prazo de 90 dias para a retirada dos produtos do mercado, o que levou o limite até 2 de fevereiro deste ano.

A Impala afirma que, antes do término do prazo, já havia iniciado o processo de descontinuação. Segundo a empresa, distribuidores e clientes foram comunicados em 28 de janeiro sobre a interrupção das vendas e o recolhimento dos itens.

Em manifestação oficial, a marca ressaltou que os produtos seguiam as regras vigentes no momento em que foram fabricados.

“Cabe destacar que os referidos produtos foram desenvolvidos e comercializados em conformidade com o marco regulatório vigente à época de sua fabricação e comercialização, tendo sido a medida adotada pela empresa motivada pela posterior atualização normativa que alterou os critérios de utilização da referida substância em cosméticos”, informou a companhia.

A diretora Daniela Marreco, citada na decisão da Anvisa, destacou que o impacto não se restringe ao ambiente profissional.

“ainda que o risco ocupacional seja mais intenso, usuárias e usuários também estão sujeitos aos efeitos nocivos decorrentes da exposição, reforçando sua dimensão social”.

Orientação ao consumidor e lista de produtos

A Impala orienta consumidores a entrarem em contato com o serviço de atendimento ao cliente para obter instruções sobre devolução, troca ou esclarecimentos adicionais relacionados aos produtos afetados.

O recolhimento envolve tonalidades específicas da linha Gel Plus. Entre os itens listados estão:

Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Inspiradora Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Expressiva Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Enigmática Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Envolvente Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Talentosa Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Ousada Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Branco Puro Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Forte Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Artista Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Preto Intenso Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Espontânea Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Otimista Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Motivada Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Sempre Clássica Blister
Esmalte Gel – Impala Gel Plus – Cremoso – Sonhadora Blister
Top Coat Camuflagem Impala Gel Plus – Crystal Rose – Blister
Top Coat Camuflagem Impala Gel Plus – Crystal Nude – Blister
Top Coat Camuflagem Impala Gel Plus – Crystal Shimmer – Blister
Top Coat Camuflagem Impala Gel Plus – Crystal Soft – Blister
Top Coat Gel – Impala Gel Plus – Clear Blister

A recomendação é que consumidores interrompam o uso imediato dos produtos incluídos na lista e sigam as orientações da fabricante.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/garrafa-de-esmalte-para-unhas_4173227.htm

25 de março de 2026 0 comentário
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A EORA anuncia parceria com Bruna Tavares em collab que integra moda e beleza
Moda

A EORA anuncia parceria com Bruna Tavares em collab que integra moda e beleza

por Esteticare 11 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

A EORA anunciou uma colaboração inédita com a marca Bruna Tavares que propõe mais do que o lançamento de produtos. A collab nasce com a ideia de criar uma experiência integrada, conectando eyewear e maquiagem em um único sistema de uso, com narrativa, design e funcionalidade pensados de forma conjunta.

Batizada de Experiência NEVA, a collab EORA x Bruna Tavares busca referências no frio extremo, no vento e na flor Edelweiss. A espécie, rara e resistente, é conhecida por sobreviver em condições severas nos Alpes Suíços e simboliza força, beleza e adaptação. Esses elementos orientam toda a construção estética e conceitual da parceria, traduzida em produtos de impacto visual, mas pensados para o uso urbano e cotidiano.

Óculos máscara são o destaque da coleção

O principal produto da collab são os óculos máscara, tendência entre fashionistas em 2026. Inspirados nos óculos de neve utilizados em ambientes de baixíssimas temperaturas, os modelos foram adaptados para o dia a dia, mantendo o visual marcante sem abrir mão da versatilidade. A coleção conta com sete variações de cores, todas desenvolvidas a partir de uma paleta que remete ao gelo, ao vento e às paisagens extremas.

Os óculos combinam proteção, atemporalidade e design, características que dialogam com a identidade da EORA. Pela primeira vez na história da marca, os modelos recebem adornos em prata. O acabamento reforça simbolicamente a sensação de frio e gelo e amplia a experiência sensorial do produto, aproximando estética e tato.

BT Ice completa a experiência da collab

A collab também inclui o BT Ice, gloss da marca Bruna Tavares que já se consolidou como um dos produtos mais conhecidos da linha. Nesta edição especial, o item é reinterpretado dentro do universo da Experiência NEVA, mantendo sua proposta de tratamento intensivo dos lábios.

A fórmula do BT Ice conta com Flor Edelweiss, ativo reconhecido pelo alto poder antioxidante e revitalizante. A presença do ingrediente reforça o conceito da collab ao conectar beleza, resistência e cuidado, alinhando discurso e composição. O aplicador metálico do gloss dialoga visualmente com os detalhes em prata dos óculos, criando uma conexão direta entre os dois produtos.

Case funcional integra os itens no uso diário

Outro elemento central da collab é a case exclusiva, pensada como parte ativa do sistema de uso. Mais do que uma embalagem, o acessório foi desenvolvido para facilitar a rotina e incentivar o uso conjunto dos produtos. A case pode ser pendurada externamente na bolsa e conta com uma corrente acoplável ao gloss, permitindo que óculos e maquiagem estejam sempre juntos.

A proposta reforça a ideia de praticidade e continuidade no uso, transformando os itens em companheiros constantes do cotidiano urbano. O design da case segue a mesma narrativa visual da coleção, mantendo coerência estética e funcional.

A união entre EORA e Bruna Tavares reflete um movimento crescente no mercado de moda e beleza, no qual colaborações buscam criar experiências completas para o consumidor. Ao integrar produtos pensados para serem usados em conjunto, as marcas ampliam o valor percebido e fortalecem a relação com o público. A Experiência NEVA se insere nesse contexto ao apostar em coerência estética, narrativa clara e soluções funcionais, sem perder o apelo visual. O resultado é uma collab que dialoga com tendências contemporâneas, valoriza o design e propõe um novo olhar sobre a forma de consumir acessórios e maquiagem no dia a dia urbano.

Fonte: Steal The Look
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/retrato-de-mulher-de-beleza-na-rua-retrato-ao-ar-livre-modelo-de-moda_3296133.htm

11 de fevereiro de 2026 0 comentário
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