Esteticare
  • Alimentação
  • Cabelos
  • Corpo
  • Estética
  • Mente
  • Rosto
Categoria:

Estética

Alessandra Negrini aposta em terapia regenerativa para cuidar da pele sem alterar feições
Estética

Alessandra Negrini aposta em terapia regenerativa para cuidar da pele sem alterar feições

por Esteticare 16 de abril de 2026
escrito por Esteticare

A atriz Alessandra Negrini chamou atenção nas redes sociais ao compartilhar, de forma direta, um procedimento estético baseado em medicina regenerativa. O conteúdo, que rapidamente ganhou repercussão, mostra etapas do processo que utiliza material biológico da própria paciente para melhorar a qualidade da pele. A proposta foge da lógica de intervenções que alteram traços e se aproxima de uma abordagem que prioriza estímulos naturais.

No vídeo publicado, a artista registra desde a coleta de sangue até a preparação do material que será aplicado sob a pele. Ao narrar o momento, ela afirma: “Chegou a hora de eu ativar as minhas células-tronco”. A fala sintetiza a ideia central do método, que busca ativar mecanismos internos de regeneração em vez de recorrer a substâncias externas para preenchimento ou volume.

A repercussão do caso reacendeu o interesse por alternativas menos invasivas no campo da estética. Há alguns anos, esse tipo de técnica era restrito a nichos médicos mais específicos. Hoje, começa a ganhar espaço em clínicas especializadas e no debate público, impulsionado pela busca por resultados mais discretos e progressivos.

Estímulo biológico em vez de transformação

Conhecida por manter uma aparência estável ao longo do tempo, Alessandra Negrini destacou que o objetivo do tratamento não é modificar suas características. “Não muda, não pesa, mas melhora a qualidade da pele, dá firmeza e suporte”, explicou. A declaração ajuda a diferenciar esse tipo de intervenção de procedimentos mais tradicionais, como preenchimentos com ácido hialurônico ou aplicações de toxina botulínica.

Na prática, o que se busca é estimular a produção de colágeno e a renovação celular por meio de componentes já presentes no organismo. O processo começa com a retirada de sangue, que passa por centrifugação para separar frações específicas, como o plasma rico em plaquetas. Esse material concentra fatores de crescimento que, ao serem aplicados na pele, podem contribuir para a regeneração dos tecidos.

Segundo especialistas, o interesse por técnicas autólogas, aquelas em que o próprio paciente fornece o material utilizado, cresceu nos últimos anos por uma combinação de fatores. Entre eles estão a redução de riscos de rejeição, o perfil mais conservador dos resultados e a evolução dos equipamentos médicos que tornam o procedimento mais preciso.

A médica Fernanda Nichelle, especialista em estética, destaca que esse movimento reflete uma mudança de mentalidade. “O uso de células-tronco na estética médica tem sido cada vez mais utilizado pela possibilidade de estimular o rejuvenescimento. A partir da retirada de sangue, conseguimos extrair uma fração que pode ser aplicada com dispositivos específicos, contribuindo para a melhora da pele”, afirma.

Outras fontes e expansão da técnica

Além do sangue, há outras possibilidades dentro da medicina regenerativa. A própria especialista aponta que tecidos do corpo podem fornecer material com potencial semelhante. “Também é possível utilizar uma fração extraída da gordura do próprio paciente. São terapias já presentes na prática médica, muito estudadas e com resultados promissores”, completa.

Esse tipo de abordagem amplia o campo de atuação dos tratamentos estéticos e aproxima a dermatologia de áreas como a biotecnologia e a engenharia de tecidos. Ainda assim, médicos ressaltam a importância de avaliação individualizada. Nem todos os pacientes são candidatos ideais, e os resultados variam conforme fatores como idade, estilo de vida e condição da pele.

Outro ponto relevante é que, embora promissoras, essas técnicas não substituem cuidados básicos. Proteção solar, alimentação equilibrada e acompanhamento dermatológico continuam sendo pilares para a manutenção da saúde cutânea. A terapia regenerativa surge como complemento, não como solução isolada.

No caso de Alessandra Negrini, a escolha reforça uma tendência observada entre figuras públicas e pacientes em geral. Há uma preferência crescente por intervenções que respeitam a identidade facial e evitam mudanças abruptas. Em vez de transformar, a proposta é recuperar o que o tempo desgasta, com resultados que aparecem de forma gradual.

A exposição do procedimento nas redes sociais contribui para ampliar o acesso à informação, embora também exija cautela. Especialistas alertam que a popularização não elimina a necessidade de acompanhamento médico qualificado. A execução inadequada pode comprometer resultados e trazer riscos desnecessários.

Ainda assim, o episódio ajuda a ilustrar um momento de transição na estética médica. A tecnologia avança, mas a demanda do público aponta para naturalidade. Nesse cenário, terapias baseadas no próprio organismo ganham espaço e indicam um caminho em que ciência e sutileza caminham lado a lado.

Fonte: Terra
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-sorridente-no-banheiro_8047392.htm

16 de abril de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Programação paralela reforça caráter científico do Estética in São Paulo 2026
Estética

Programação paralela reforça caráter científico do Estética in São Paulo 2026

por Esteticare 8 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Entre os dias 11 e 13 de abril de 2026, o Distrito Anhembi, em São Paulo, recebe o Estética in São Paulo, evento que combina feira de negócios, congressos científicos e encontros voltados à qualificação profissional. A edição deste ano amplia a programação paralela e aposta em uma abordagem mais integrada, acompanhando a evolução do setor de estética no Brasil.

A agenda inclui uma série de congressos e fóruns que aprofundam discussões técnicas e refletem mudanças recentes na prática clínica. Procedimentos com ácido hialurônico e toxina botulínica, por exemplo, aparecem com destaque, associados a resultados mais discretos e ao estímulo da produção de colágeno. A tendência acompanha uma demanda crescente por intervenções menos invasivas e com efeitos progressivos.

Entre os principais eventos da programação estão o Congresso Internacional Científico Multidisciplinar em Estética e o Congresso Internacional de Estetas e Harmonizadores. Também fazem parte da agenda o RegenERA, voltado à estética regenerativa aplicada, o Remove Ink Summit, o Summit Terapias Integrativas Brasil e o Trichology Day, dedicado à saúde capilar. A edição inclui ainda seminários inéditos sobre estética íntima e cuidados no pós-operatório.

A proposta é reunir diferentes áreas do conhecimento em torno de uma visão mais ampla da estética, conectando saúde, bem-estar, longevidade e gestão profissional. Os conteúdos foram organizados para atender desde profissionais em início de carreira até especialistas que buscam atualização técnica e estratégica.

De acordo com Fátima Facuri, diretora do Grupo Estética In e organizadora do evento, a estrutura da programação responde a uma nova fase do setor. “O Estética in São Paulo foi estruturado para oferecer conteúdo técnico de alto nível, estimular a geração de negócios e criar um ambiente estratégico de crescimento para profissionais, empresas e para toda a cadeia produtiva”, afirma.

A presença de palestrantes internacionais amplia o alcance do evento. Especialistas vindos de países como Bélgica, Coreia do Sul, França, Itália e Namíbia participam das atividades, contribuindo para o intercâmbio de experiências e atualização sobre tendências globais. A troca entre diferentes escolas e práticas fortalece o repertório técnico dos participantes.

Feira de negócios concentra lançamentos e soluções do mercado

Além dos congressos, o Estética in São Paulo conta com uma feira de negócios voltada aos segmentos de beleza, saúde e bem-estar. O espaço reúne expositores de diversas regiões do país, que apresentam equipamentos, tecnologias, cosméticos e serviços direcionados ao mercado profissional.

A feira funciona como um ambiente de conexão entre profissionais, empresas, distribuidores e investidores. A circulação de diferentes perfis favorece a geração de parcerias e a identificação de oportunidades comerciais, em um setor que segue em expansão.

Os participantes inscritos nos congressos têm acesso liberado à feira durante os três dias de evento. Também recebem certificado digital com carga horária e materiais exclusivos, voltados à aplicação prática dos conteúdos apresentados.

A integração entre conteúdo científico e ambiente de negócios é um dos pontos centrais do evento. A proposta é oferecer uma experiência completa, que combine atualização técnica com visão estratégica de mercado.

Segundo Eduardo Gouvêa, diretor do Grupo Estética In, essa abordagem reflete as exigências atuais da profissão. “O Estética in São Paulo prepara o profissional não apenas para executar procedimentos, mas para conduzir sua carreira e seu negócio de forma sustentável e segura”, afirma.

A edição de 2026 ocorre em um momento de consolidação de novas práticas na estética. Técnicas que priorizam resultados naturais e estimulam processos biológicos do organismo vêm ganhando espaço, influenciando tanto a atuação clínica quanto o desenvolvimento de produtos e tecnologias.

Nesse cenário, o evento se posiciona como um ponto de encontro para troca de conhecimento e atualização contínua. A ampliação da programação paralela reforça essa proposta e contribui para fortalecer o Estética in São Paulo como referência nacional no setor.

Serviço

Data: 11 a 13 de abril de 2026
Local: Distrito Anhembi – São Paulo (SP)
Mais informações: www.esteticainsaopaulo.com.br

Fonte: Portal Radar
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/abstracto-pessoas-desfocadas-no-salao-de-exposicoes-de-exposicoes-eventos-comerciais-feiras-de-negocios-convencoes-feiras-ou-empregos_382611453.htm

8 de abril de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Injetáveis ganham nova abordagem e reforçam busca por naturalidade na estética
Estética

Injetáveis ganham nova abordagem e reforçam busca por naturalidade na estética

por Esteticare 7 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais reacendeu um debate antigo com roupagem nova. Nele, mulheres aparecem retirando, com as próprias mãos, bocas volumosas, bochechas infladas e narizes excessivamente projetados, como se estivessem desfazendo intervenções estéticas. O conteúdo, produzido com uso de inteligência artificial, ultrapassou 30 milhões de visualizações e provocou uma enxurrada de comentários críticos ao uso de preenchimentos.

Frases como “o ácido hialurônico nunca vai modelar melhor que a natureza” e “as mulheres não precisam de procedimentos” dominaram a discussão. A reação, em parte, reflete um incômodo coletivo com exageros que marcaram a popularização das chamadas harmonizações faciais nos últimos anos. Ainda assim, o debate tende a simplificar um cenário mais complexo.

Hoje, boa parte dos rostos considerados esteticamente equilibrados, inclusive entre celebridades e figuras públicas, recorre a algum tipo de injetável. A diferença está menos no produto em si e mais na forma de aplicação, na quantidade utilizada e na proposta de resultado.

Estigma ainda acompanha procedimentos

A memória recente de intervenções que alteravam drasticamente as feições contribuiu para a formação de um estigma. Termos como “rosto artificial” ou “padronização da beleza” passaram a circular com frequência, criando resistência em parte do público.

Uma pesquisa internacional encomendada pela Galderma ajuda a dimensionar essa percepção. O levantamento ouviu quase 10 mil pessoas em sete países, incluindo o Brasil. Entre os entrevistados, 40% disseram que desencorajariam outras pessoas a realizar procedimentos injetáveis, enquanto 35% afirmaram acreditar que essas intervenções criam padrões irreais de beleza.

O dado mais curioso, no entanto, aponta para uma contradição. Quando os participantes foram expostos a imagens de mulheres que haviam passado por tratamentos com ácido hialurônico, quatro em cada cinco não conseguiram identificar se havia intervenção estética. Na prática, isso indica que resultados discretos passam despercebidos, mesmo entre quem demonstra resistência ao tema.

A médica Lilia Guadanhim, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, resume essa mudança de percepção ao destacar o papel da técnica. “A naturalidade do resultado diz muito mais sobre quem está aplicando o produto do que sobre a ferramenta”, afirma.

Ela compara o procedimento a uma pintura. “O tratamento com injetáveis é como se fosse uma pintura. Mas o resultado alcançado por uma criança de dois anos com um pincel nas mãos é totalmente diferente daquele obtido por um artista plástico com o mesmo pincel”, diz.

Técnica e indicação redefinem resultados

O avanço da estética médica nos últimos anos está diretamente ligado ao refinamento das técnicas e à melhor compreensão da anatomia facial. Em vez de buscar transformações visíveis, profissionais passaram a priorizar intervenções que respeitam proporções individuais e preservam características naturais.

No caso do ácido hialurônico, por exemplo, o uso deixou de ser exclusivamente volumizador. Hoje, ele também é aplicado em camadas mais profundas ou em pontos estratégicos para sustentar estruturas da face, melhorar contornos e até estimular a produção de colágeno ao longo do tempo.

A toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, segue lógica semelhante. Em vez de paralisar completamente a musculatura, a tendência atual é modular a contração dos músculos, suavizando rugas sem comprometer a expressão facial.

Esse movimento acompanha uma mudança de comportamento dos próprios pacientes, que passaram a buscar resultados menos evidentes. Em consultórios, cresce a demanda por correções sutis, muitas vezes imperceptíveis para terceiros.

Excesso e modismo explicam críticas

O histórico recente ajuda a entender a rejeição ainda presente em parte da sociedade. Durante o auge das harmonizações faciais, procedimentos eram frequentemente realizados sem critério técnico adequado ou com base em tendências momentâneas, o que resultou em rostos desproporcionais e padronizados.

Nesse contexto, o problema não estava nos produtos, mas no uso indiscriminado e na falta de qualificação de alguns profissionais. A popularização rápida das técnicas, aliada à pressão estética nas redes sociais, contribuiu para a disseminação de resultados exagerados.

Hoje, entidades médicas e especialistas defendem uma abordagem mais cautelosa, com indicação individualizada e foco na segurança. A formação profissional e o conhecimento aprofundado da anatomia passaram a ser pontos centrais na prática clínica.

Naturalidade como novo parâmetro

O debate provocado pelo vídeo viral revela mais do que uma crítica aos injetáveis. Ele expõe uma mudança gradual na forma como a estética é percebida. Se antes a transformação visível era valorizada, agora a naturalidade se tornou o principal parâmetro de sucesso.

Nesse cenário, procedimentos bem executados tendem a permanecer invisíveis. O objetivo deixa de ser alterar o rosto e passa a ser preservar suas características, corrigindo sinais do tempo ou pequenas assimetrias de maneira discreta.

A discussão segue aberta, mas um ponto parece consolidado. O problema não está necessariamente nos injetáveis, e sim no uso que se faz deles. Quando aplicados com critério, técnica e moderação, esses recursos deixam de ser protagonistas e passam a atuar nos bastidores da aparência.

Fonte: Veja Saúde
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/paciente-do-sexo-feminino-recebendo-uma-injecao-de-botox-na-testa_8896689.htm

7 de abril de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Estética em alta reacende debate sobre cuidados básicos com a pele, alerta dermatologista
Estética

Estética em alta reacende debate sobre cuidados básicos com a pele, alerta dermatologista

por Esteticare 19 de março de 2026
escrito por Esteticare

O avanço da estética, impulsionado por redes sociais e maior oferta de procedimentos, vem mudando a relação das pessoas com a própria imagem. Ao mesmo tempo, especialistas observam um ponto de atenção: a saúde da pele nem sempre acompanha o mesmo ritmo de interesse. O tema foi discutido no podcast Baixada em Pauta, que recebeu a dermatologista Rita Paioli para tratar de prevenção, câncer de pele e hábitos cotidianos que vão além da aparência.

Durante a conversa com os jornalistas Matheus Müller e Luiz Linna, a médica abordou desde o uso correto do protetor solar até os impactos do consumo excessivo de cosméticos e da busca por procedimentos estéticos sem orientação profissional. A análise leva em conta uma realidade comum em regiões litorâneas, como a Baixada Santista, onde a exposição solar é constante ao longo do ano.

Estética cresce, mas saúde ainda está presente

Segundo Rita, o aumento da procura por procedimentos estéticos não significa abandono dos cuidados médicos tradicionais. Na prática, as duas demandas passaram a coexistir nos consultórios.

“Na verdade, não é que as pessoas deixem a doença de lado. Se alguém está com uma micose de unha, por exemplo, vai procurar tratamento… isso não é ignorado. Da mesma forma, se a pessoa tem uma pinta suspeita, ela procura o dermatologista para avaliar se pode ser um câncer”, afirmou.

A dermatologista avalia que houve uma mudança de comportamento, com maior valorização da aparência, sem necessariamente excluir a preocupação com a saúde.

“Eu acredito que as pessoas, sim, se preocupam com a saúde da pele, e que essa preocupação passou a caminhar junto com a estética. O Brasil, inclusive, é o segundo maior mercado de beleza do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos”, completou.

Tipos de câncer de pele exigem diagnóstico precoce

Entre os principais riscos associados à exposição solar sem proteção está o câncer de pele. Rita explicou que o tipo mais comum é o carcinoma basocelular, geralmente relacionado à exposição acumulada ao sol ao longo dos anos.

Apesar de não apresentar metástase, esse tipo pode causar danos locais importantes quando não tratado. Já o carcinoma espinocelular, segundo a médica, é mais agressivo, com crescimento mais rápido e possibilidade de disseminação em casos mais avançados.

O melanoma, embora menos frequente, é considerado o mais grave. A doença tem alto potencial de atingir outros órgãos e pode levar à morte quando o diagnóstico ocorre tardiamente.

Rita orientou atenção a sinais persistentes na pele: “Se [a lesão] não cicatrizou depois de um mês, é preciso procurar um dermatologista. Qualquer tipo de lesão ulcerada que não cicatriza deve ser avaliada”.

Ela também esclareceu dúvidas comuns entre pacientes: “Às vezes, o paciente fala: ‘Ai, doutora, tinha uma feridinha aqui, mas cicatrizou. Será que não é câncer?’. Não é. Se cicatrizou, não é câncer. O câncer não cicatriza e depois volta — ele simplesmente não cicatriza”, diz.

Protetor solar deve ser parte da rotina

O uso diário de protetor solar segue como uma das principais medidas de prevenção. A recomendação, de acordo com Rita, é utilizar produtos com fator de proteção acima de 30, inclusive em dias nublados.

A médica chama atenção para um erro comum: a aplicação em quantidade insuficiente, que reduz a eficácia do produto.

“O fator de proteção solar deve ser acima de 30. Fator 15, por exemplo, não é indicado. Eu mesma já não prescrevo FPS 30. Isso porque, quando a pessoa aplica um filtro com fator 30 em quantidade menor do que a recomendada, o que é muito comum, esse fator acaba caindo”, explicou.

Por esse motivo, ela costuma indicar opções com FPS mais alto. “Eu prefiro indicar filtros com FPS 50 ou 60. Assim, mesmo que a pessoa aplique uma quantidade menor, a proteção efetiva ainda fica próxima de 30. Além disso, fatores mais altos tendem a durar um pouco mais, perdendo a proteção de forma gradual, como se fosse uma bateria”, afirmou.

A reaplicação também é considerada essencial, sobretudo em situações de exposição prolongada. “No dia a dia, a minha recomendação é reaplicar o protetor a cada quatro horas, o que geralmente significa cerca de três aplicações por dia, especialmente para quem fica mais exposto”, concluiu.

Uso precoce de cosméticos preocupa

Outro ponto levantado pela dermatologista é o uso cada vez mais cedo de produtos de skincare por crianças e adolescentes. Para ela, rotinas complexas nessa faixa etária são desnecessárias e podem causar efeitos adversos.

Na maioria dos casos, sabonete adequado e protetor solar são suficientes. O uso de outros produtos deve ocorrer apenas com indicação médica, para evitar alergias, irritações e desequilíbrios na pele ainda em desenvolvimento.

Procedimentos exigem critério e qualificação

O crescimento da estética também trouxe aumento na oferta de procedimentos, nem sempre realizados por profissionais habilitados. Rita alertou para os riscos desse cenário, que incluem complicações e até deformações permanentes.

Ela reforçou que intervenções como aplicação de toxina botulínica e ácido hialurônico devem ser feitas com critério, levando em conta idade, necessidade e características individuais de cada paciente.

A orientação, segundo a especialista, é buscar sempre profissionais médicos qualificados e evitar decisões baseadas apenas em tendências ou influências das redes sociais.

Fonte: G1
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/jovem-em-casa-fazendo-sua-rotina-de-beleza_43470402.htm

19 de março de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Homens ampliam presença em clínicas estéticas e redesenham o mercado da beleza no Rio
Estética

Homens ampliam presença em clínicas estéticas e redesenham o mercado da beleza no Rio

por Esteticare 26 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

A presença masculina em clínicas de estética deixou de ser exceção e passou a compor o cotidiano do setor no Rio de Janeiro. O movimento não surgiu de forma abrupta. Até meados de 2015, homens acima dos 50 anos lideravam a procura, quase sempre em busca de cirurgias pontuais, como correção de pálpebras caídas ou redução da papada. A década seguinte trouxe uma inflexão. Primeiro, jovens passaram a adotar rotinas de cuidados com a pele. Depois da pandemia, a perda rápida de peso levou muitos deles a procurar a lipo HD, técnica que define o contorno corporal. Agora, em meio à popularização das canetas emagrecedoras, que acentuam flacidez e marcas faciais, a demanda masculina se tornou constante.

“Tenho recebido muitos jovens que emagrecem rapidamente e se queixam de flacidez facial”, relata a cirurgiã plástica Irene Daher, que atende em Botafogo. Entre esses pacientes está o professor de educação física e terapeuta holístico Matheus Jarddin, de 32 anos. Após perder dez quilos, ele recorreu ao bioestimulador de colágeno e ao preenchimento com ácido hialurônico em mandíbula, olheiras e bochechas. “Emagreci dez quilos e fiquei com o rosto chupado. Os procedimentos me deixaram com uma cara saudável”, afirma.

Os dados ajudam a dimensionar o fenômeno. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cerca de 30% do público atendido atualmente é masculino, proporção seis vezes maior do que a registrada há cinco anos. O crescimento não se limita ao país. Levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética aponta aumento de 95% nas intervenções cirúrgicas em homens entre 2018 e 2024. Em redes privadas, os números impressionam ainda mais. A clínica Rio Arte, com unidades em Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca, registrou expansão de 260% na procura masculina no último ano.

No Rio, a valorização do corpo encontra terreno fértil. São mais de 80 quilômetros de praias e uma cultura visual intensa, potencializada pelas redes sociais. Na Rio Arte, um dos procedimentos mais buscados é o hair glow, terapia regenerativa capilar voltada ao fortalecimento dos folículos e ao estímulo do crescimento dos fios. “Antigamente, o autocuidado masculino era alvo de julgamentos. Mas o conceito de wellness ganhou espaço e, agora, pessoas bem-sucedidas têm de estar bem com o corpo e a mente”, observa Saulo Reis, sócio-fundador da rede.

Menos trauma, mais discrição

O perfil masculino impõe ajustes às técnicas oferecidas. Em geral, esses pacientes toleram menos a dor e evitam tratamentos que deixem sinais visíveis por muitos dias. “Para não se afastar do trabalho, meus pacientes preferem procedimentos que provocam menos trauma, como o ultrassom microfocado, que melhora a tonicidade da pele”, explica a dermatologista Daniela Alvarenga, do Leblon. Segundo ela, a frequência de homens em seu consultório dobrou no último ano.

A influência da televisão também aparece nos relatos. No ar na novela Êta Mundo Melhor, da TV Globo, o ator Rainer Cadete, de 38 anos, diz que passou a usar filtro solar após um alerta do diretor Carlos Manga, ainda em 2008. “Adotei essa recomendação para a vida. Autocuidado para mim não é vaidade, é ferramenta de trabalho, já que as pessoas me veem em 4K”, comenta. Ele experimentou recentemente uma limpeza de pele com máscara clareadora. Outro cliente da rede, o ator Luis Salem, de 60 anos, concorda. “Descobri tardiamente, aos 53, a importância de cuidar da pele. Sou a favor de qualquer procedimento que possa melhorar a minha autoestima”.

Entre os mais jovens, o botox aparece como estratégia preventiva. O cabeleireiro Douglas Andrade, de 30 anos, iniciou as aplicações aos 25. “Notei uma linha de expressão na testa e, desde então, faço de forma preventiva, para não ficar com um vinco”, relata. Recentemente, ele também optou por preenchimento na mandíbula, em busca de um aspecto mais marcado. A dermatologista Andrea Canto de Mesquita, responsável pelos procedimentos, observa que homens acima dos 40 anos costumam pedir naturalização facial, técnica que reposiciona volumes sem alterar os traços.

O crescimento, porém, vem acompanhado de alertas. Para o antropólogo Lenin Pires, professor da Universidade Federal Fluminense, a pressão estética responde a interesses comerciais amplificados pelo audiovisual e pelas redes. Segundo ele, o desafio está em equilibrar desejo individual, saúde e expectativas sociais.

Procedimentos mais procurados por homens
Regeneração capilar; botox; preenchimentos faciais; bioestimuladores de colágeno; ultrassom microfocado; lipo HD e Ultra HD.

Fonte: Veja Rio
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/homem-recebendo-injecao-de-botox-na-testa_8403480.htm

26 de fevereiro de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Vigilância Sanitária do DF atualiza regras para funcionamento de serviços de estética
Estética

Vigilância Sanitária do DF atualiza regras para funcionamento de serviços de estética

por Esteticare 10 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

A Vigilância Sanitária do Distrito Federal, vinculada à Secretaria de Saúde do DF, publicou uma nova atualização das regras que tratam do licenciamento e do funcionamento de serviços de estética. A Instrução Normativa nº 01 foi divulgada no Diário Oficial do Distrito Federal nesta quarta-feira, 14, e estabelece requisitos sanitários para estabelecimentos que realizam procedimentos estéticos invasivos ou não, classificados como grau de risco II ou III.

O texto normativo se aplica aos serviços cuja classificação de risco é declarada pelo responsável legal do estabelecimento, conforme o tipo de procedimento oferecido ao público. A atualização amplia o olhar da fiscalização sanitária para além da estrutura física, incorporando critérios diretamente relacionados à segurança do paciente e à gestão dos riscos associados às práticas estéticas.

Segundo a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, a normativa representa uma mudança de abordagem. “Essa normativa traz um novo foco, incluindo a segurança do paciente. Com critérios baseados em risco potencial, atuamos como parceira da sociedade e dos profissionais qualificados, garantindo que a inovação tecnológica da estética ocorra de mãos dadas com a biossegurança e a ética”, afirma.

Graus de risco e critérios técnicos

Os procedimentos enquadrados como grau de risco II são considerados de risco médio e envolvem o uso de tecnologias mais complexas. Esse grupo exige ambientes controlados, adoção de protocolos específicos e a atuação de profissionais de saúde devidamente habilitados. A norma estabelece parâmetros mínimos de infraestrutura, organização dos fluxos de atendimento e controle sanitário para esse tipo de serviço.

Já os procedimentos classificados como grau de risco III são considerados de alto risco. Nessa categoria estão incluídas práticas invasivas, que envolvem rompimento da barreira da pele ou atuação em camadas mais profundas do corpo. Por esse motivo, os estabelecimentos precisam cumprir exigências mais rigorosas, como vistoria prévia da Vigilância Sanitária antes do início das atividades, além de controles mais detalhados sobre materiais, equipamentos e capacitação profissional.

De acordo com a gerente de Saúde da Vigilância Sanitária, Ana Paula Prudente, a instrução normativa não deve ser vista apenas como um instrumento de fiscalização. “É também uma orientação para que os próprios serviços adotem rotinas mais seguras, reduzam riscos e promovam a melhoria contínua da qualidade no atendimento, beneficiando diretamente os usuários”, destaca.

Atividades de baixo risco seguem norma anterior

Os serviços enquadrados como grau de risco I não foram alterados pela nova regulamentação. Esse grupo abrange procedimentos estéticos não invasivos, sem uso de substâncias injetáveis, geralmente realizados por profissionais da beleza, estetas e cosmetólogos. Essas atividades continuam regulamentadas pela Instrução Normativa nº 28/2021, que permanece em vigor para esse segmento.

A diferenciação entre os graus de risco busca tornar a regulação mais proporcional às práticas exercidas, evitando exigências excessivas para atividades de menor complexidade e, ao mesmo tempo, reforçando o controle sobre procedimentos com maior potencial de dano à saúde.

Documentação e penalidades previstas

Para obter ou manter o licenciamento sanitário, os estabelecimentos enquadrados nos graus de risco II e III devem apresentar uma série de documentos. Entre eles estão o plano de segurança do paciente, protocolos de atendimento para intercorrências clínicas, situações de urgência e emergência, além do projeto básico de arquitetura previamente aprovado pelos órgãos competentes.

Também é obrigatória a apresentação da relação nominal dos profissionais que atuam no local, acompanhada da comprovação de habilitação junto aos respectivos conselhos de classe. A medida busca assegurar que apenas profissionais qualificados executem procedimentos que envolvem riscos à integridade física dos pacientes.

O descumprimento das disposições previstas na Instrução Normativa nº 01 configura infração sanitária. Nesses casos, os responsáveis estão sujeitos às penalidades previstas na Lei Federal nº 6.437, de 1977, e na Lei Distrital nº 5.321, de 2014, que tratam das sanções aplicáveis às infrações à legislação sanitária.

A publicação da norma já está em vigor a partir da data de sua divulgação oficial, cabendo aos serviços de estética avaliar o enquadramento de suas atividades e adequar processos internos, documentos e rotinas operacionais, conforme o grau de risco declarado, para evitar sanções administrativas e garantir regularidade sanitária, conforme legislação vigente no Distrito Federal.

Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/jovem-fazendo-procedimento-especial-para-melhorias-na-pele_14481074.htm

10 de fevereiro de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Turismo estético impulsiona a chegada de estrangeiros ao Brasil para cirurgias
Estética

Turismo estético impulsiona a chegada de estrangeiros ao Brasil para cirurgias

por Esteticare 28 de janeiro de 2026
escrito por Esteticare

O Brasil ampliou seu papel no cenário internacional da saúde estética e deixou de ser visto apenas como referência em procedimentos corporais. Nos últimos anos, o país passou a integrar o mapa do turismo médico global, atraindo estrangeiros que atravessam o mundo em busca de cirurgias plásticas realizadas com planejamento, segurança e acompanhamento estruturado. São Paulo concentra a maior parte desse fluxo e se consolidou como porta de entrada desse movimento.

O interesse internacional não se explica apenas por preços mais competitivos. Profissionais da área apontam que o fator decisivo é a previsibilidade do processo, somada à qualificação médica, à infraestrutura hospitalar e à experiência oferecida ao paciente do início ao fim. A presença de celebridades internacionais ajudou a dar visibilidade ao tema, mas o fenômeno é sustentado por um público recorrente, exigente e com critérios bem definidos.

Relevância do Brasil no mercado internacional

O país ocupa posição de destaque no cenário mundial da cirurgia plástica. Dados do setor indicam que entre 12% e 15% dos procedimentos estéticos realizados em território brasileiro envolvem pacientes estrangeiros. Esse percentual acompanha a expansão do turismo médico global, hoje estimado em mais de US$ 40 bilhões anuais.

Esse crescimento é resultado de um processo construído ao longo de décadas. O Brasil investiu na formação de cirurgiões reconhecidos internacionalmente, desenvolveu protocolos médicos avançados e consolidou uma abordagem estética que valoriza resultados funcionais e naturais. Essa combinação fortaleceu a reputação do país e ampliou sua atratividade no exterior.

Por que São Paulo lidera esse movimento

Embora outras cidades brasileiras também recebam pacientes internacionais, São Paulo reúne condições que a colocam à frente nesse mercado. A capital concentra hospitais de alta complexidade, centros cirúrgicos modernos, ampla conectividade aérea, rede hoteleira preparada para atender demandas médicas e equipes multidisciplinares habituadas a lidar com estrangeiros.

Esse conjunto garante previsibilidade, fator considerado essencial por quem decide realizar um procedimento fora do país de origem. A possibilidade de planejar consultas, exames, cirurgia e recuperação dentro de um cronograma claro reduz incertezas e aumenta a confiança do paciente.

Mudança no perfil do paciente estrangeiro

Segundo o cirurgião plástico Leandro Faustino, da Revion International Clinic, o comportamento desse público evoluiu nos últimos anos. “Hoje, o paciente internacional não compara apenas valores. Ele avalia segurança, logística, previsibilidade e acompanhamento em todas as etapas do processo”, afirma.

O procedimento isolado deixou de ser o centro da decisão. O paciente busca informações detalhadas sobre a equipe envolvida, o funcionamento do pré-operatório, o suporte disponível no pós-operatório, o acompanhamento emocional e a forma como são organizados os retornos médicos.

Cirurgia entendida como jornada planejada

Para quem vem de fora, a cirurgia é parte de um processo estruturado. Muitos pacientes iniciam o planejamento meses antes da viagem e permanecem mais tempo no Brasil após o procedimento para garantir uma recuperação adequada. “O paciente quer clareza sobre o processo inteiro, não apenas sobre o centro cirúrgico”, explica Faustino. “A experiência precisa ser organizada do início ao fim.”

Esse modelo inclui consultas online prévias, cronograma detalhado, comunicação em outros idiomas e acompanhamento contínuo mesmo após o retorno ao país de origem, o que reforça a sensação de segurança.

Procedimentos mais procurados

Entre os procedimentos que mais atraem estrangeiros estão a lipoaspiração de alta definição, cirurgias corporais combinadas, protocolos de contorno corporal e técnicas que priorizam resultados naturais. Há uma percepção consolidada de que o Brasil oferece um padrão estético próprio, mais harmônico e menos artificial. “Os resultados são vistos como mais naturais, respeitando o corpo e a identidade do paciente”, afirma Faustino.

Pós-operatório como diferencial competitivo

O acompanhamento após a cirurgia é um dos principais diferenciais apontados por pacientes internacionais. Para Faustino, esse cuidado vai além da técnica cirúrgica. “Tecnologia e precisão são fundamentais, mas a atenção ao impacto emocional influencia diretamente a recuperação e a satisfação do paciente”, explica.

Esse suporte envolve acompanhamento médico frequente, orientações claras sobre repouso e mobilidade, apoio emocional e canais de comunicação acessíveis para esclarecimento de dúvidas durante a recuperação.

Concierge médico e efeitos econômicos

O avanço do turismo estético impulsionou serviços de concierge médico, responsáveis por integrar toda a experiência do paciente estrangeiro. Esses serviços organizam traslado do aeroporto, hospedagem adequada ao pós-operatório, transporte para consultas, suporte logístico e acompanhamento durante toda a estadia. O modelo amplia o impacto econômico do setor e movimenta áreas como hotelaria, transporte e serviços personalizados.

Desafios do crescimento sustentável

A expansão do turismo estético também exige atenção à ética, à segurança e à padronização dos serviços. “O desafio é sustentar esse movimento com critérios claros e cuidado integral”, afirma Faustino.

Mais do que exportar técnica cirúrgica, o Brasil passou a exportar um modelo de cuidado que integra ciência, estética, hospitalidade e acompanhamento humano. Essa abordagem explica por que o país, especialmente São Paulo, se consolidou como um dos principais destinos globais da cirurgia estética responsável.

Fonte: Portal Terra
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-marcada-para-cirurgia-estetica_10322612.htm

28 de janeiro de 2026 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Final de ano aquece mercado de beleza e antecipa agendas em Caxias do Sul
Estética

Final de ano aquece mercado de beleza e antecipa agendas em Caxias do Sul

por Esteticare 18 de dezembro de 2025
escrito por Esteticare

A aproximação do fim de ano costuma alterar a rotina de quem atua no setor de beleza em Caxias do Sul. À medida que dezembro se aproxima, cresce a procura por serviços como cabelo, unhas, maquiagem e design de sobrancelhas, impulsionada por férias, confraternizações e celebrações de Natal e Ano-Novo. O resultado é uma agenda disputada, com horários preenchidos com bastante antecedência e mudanças na organização do trabalho.

Em muitos salões e estúdios da cidade, o movimento começa a se intensificar ainda no segundo semestre. Há clientes que garantem vaga meses antes para não correr o risco de ficar sem atendimento no período mais concorrido do ano. O comportamento se repete especialmente entre mulheres que fazem procedimentos mais longos ou complexos.

É o caso do cabeleireiro Dionatan Nunes, 31 anos, especialista em mechas e atuante no bairro Panazzolo. Segundo ele, quem realiza o serviço no meio do ano já costuma confirmar o próximo agendamento para dezembro.

“Agora, por exemplo, já não temos mais agenda. Todos os pedidos que vierem de mecha vão ser agendados para janeiro”, comenta o profissional, que realiza em média quatro procedimentos por dia.

Dionatan explica que optou por manter um atendimento mais enxuto, contando apenas com o apoio da mãe no salão. A decisão, segundo ele, prioriza a exclusividade e a qualidade do serviço, mesmo em um período de alta demanda. Por isso, a principal recomendação às clientes é o planejamento antecipado.

“O cabelo não é somente mais um acessório. Hoje, ele compõe um look inteiro. E se a cliente pensou na roupa da virada ou se programou para as férias, mas o cabelo não está como ela quer, não vai fechar, sabe? É preciso se organizar”, afirma.

A dinâmica se repete em outros segmentos do setor. No estúdio da manicure e empreendedora Caroline Fabro, 31 anos, o aumento da procura exige mudanças na jornada de trabalho e no tamanho da equipe, especialmente entre novembro e dezembro.

“A nossa rotina muda bastante. Normalmente trabalhamos de segunda a sexta-feira e somente um sábado por mês. Mas, nesta época, ampliamos nossa jornada para todos os sábados. Também abrimos exceções para atender mais cedo ou até mais tarde”, explica.

Além do volume de atendimentos, Caroline observa uma mudança no perfil dos serviços mais buscados nesta época do ano. O calor e as viagens influenciam diretamente as escolhas das clientes.

“As pessoas vão viajar e querem serviços que durem. Acabam optando por alongamentos, esmaltação em gel, que não precisam de manutenção até o retorno. A demanda grande que eu vejo agora é pela unha do pé, que normalmente no inverno ficava mais esquecida”, relata.

Mesmo com a agenda cheia e o ritmo mais intenso, a empreendedora vê o período como uma oportunidade estratégica para o negócio. A expectativa é transformar atendimentos pontuais em relações de longo prazo.

“É um mês em que nos esforçamos muito mais, a demanda cresce muito, mas, acredito que oferecendo um bom trabalho, um serviço que dure, conseguimos fidelizar muitas delas”, avalia.

Atendimentos até a véspera do Natal

No segmento de design de sobrancelhas, a lógica é semelhante. Alessandra Perez decidiu abrir mão das folgas de segunda-feira e manter o atendimento até a véspera de Natal no bairro Sagrada Família. A estratégia busca atender a demanda concentrada dos últimos dois meses do ano.

Ela integra a equipe do Espaço Fashion Centro de Beleza, onde outras profissionais também ajustaram horários e agendas para dar conta do fluxo de clientes. Segundo Alessandra, há perfis bastante distintos de consumidoras nesse período.

“Existem perfis bem diferentes de clientes. Algumas se organizam com bastante antecedência e já deixam todos os horários reservados até dezembro. E temos outras que precisamos fazer um lembrete extra, ainda em outubro, incentivando o agendamento antecipado. Fazemos isso para evitar que alguém fique sem horário nesse período que é bastante corrido e passa muito rápido pra todo mundo”, explica.

A experiência dos profissionais indica que o fim de ano segue como o principal pico de demanda do setor de beleza na cidade. Para quem atende, planejamento e adaptação viraram palavras-chave. Para quem busca os serviços, a regra é clara: quanto antes marcar, maiores são as chances de garantir o visual desejado para fechar o ano.

Fonte: Gauchazh
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/um-salao-de-cabeleireiro-moderno-com-estilistas-e-clientes_225154088.htm#

18 de dezembro de 2025 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Transformações estéticas de 2025 expõem novas narrativas sobre imagem e identidade
Estética

Transformações estéticas de 2025 expõem novas narrativas sobre imagem e identidade

por Esteticare 16 de dezembro de 2025
escrito por Esteticare

O ano de 2025 ficou marcado por uma sequência de transformações estéticas protagonizadas por figuras públicas de diferentes gerações. Mais do que alterações físicas, essas mudanças passaram a ser observadas como escolhas narrativas, decisões conscientes sobre como cada mulher deseja se apresentar ao mundo em determinado momento da vida. A discussão ultrapassou o campo da beleza e alcançou temas como maturidade, autonomia corporal e a relação entre aparência e identidade.

No Brasil, nenhuma mudança gerou tanta repercussão quanto a de Anitta. Aos 32 anos, a cantora surgiu com contornos faciais mais definidos e um olhar visualmente ampliado, o que rapidamente dominou as redes sociais e programas de entretenimento. A artista, que há anos trata publicamente suas decisões estéticas com franqueza, reacendeu o debate sobre o direito individual de modificar o próprio corpo. A reação do público oscilou entre apoio e críticas, mas consolidou a artista como símbolo de uma geração que entende a estética como extensão da própria liberdade.

A discussão também ganhou força fora do país. Nos Estados Unidos, Kris Jenner chamou atenção ao revelar um novo procedimento de rejuvenescimento aos 69 anos. Empresária e figura central do império Kardashian, ela deixou claro que sua motivação estava relacionada à busca pela melhor versão de si mesma. O episódio foi interpretado como parte de um movimento crescente entre mulheres maduras que se recusam a aceitar o envelhecimento como um processo passivo, optando por conduzi-lo de forma intencional e alinhada às próprias expectativas.

Lindsay Lohan, aos 39 anos, apareceu com traços suavizados e pele mais uniforme, despertando comentários sobre um possível reposicionamento de imagem. A atriz associou a mudança a cuidados cotidianos e ao amadurecimento pessoal, reacendendo um debate antigo sobre reconstrução de identidade após períodos de intensa exposição midiática. No caso de Lohan, a transformação foi lida por parte do público como reflexo de uma fase mais estável e menos conflituosa de sua trajetória.

Já Demi Moore, de 63 anos, provocou discussões ao surgir com a pele extremamente lisa e firme. A reação dividiu opiniões e levantou questionamentos sobre naturalidade, limites estéticos e pressão social sobre mulheres mais velhas. Ao mesmo tempo, a aparição reforçou um ponto recorrente ao longo de 2025, o de que cada mulher tem o direito de definir como deseja atravessar o tempo, independentemente das expectativas externas.

Anne Hathaway seguiu um caminho mais discreto. Aos 42 anos, a atriz exibiu um rejuvenescimento sutil, com pele luminosa e olhar suavizado. A mudança foi amplamente interpretada como coerente com seu discurso recorrente sobre bem-estar e equilíbrio pessoal. No caso de Hathaway, a estética apareceu como consequência de escolhas de vida e não como um rompimento abrupto com a própria imagem pública.

Entre as transformações mais simbólicas do ano esteve a de Donatella Versace. Aos 69 anos, a estilista surgiu com traços mais equilibrados e delicados, contrastando com a estética marcante que a acompanhou por décadas. A nova imagem foi entendida como um gesto de renovação pessoal e profissional, alinhado à ideia de evolução que ela própria já havia defendido publicamente em outros momentos da carreira.

Estética como expressão de coerência pessoal

Para o médico Roberto Chacur, especialista em rejuvenescimento e no uso de bioestimuladores de colágeno como o Harmonize Gold, o conjunto dessas mudanças sinaliza uma inflexão clara no comportamento das celebridades em 2025. Segundo ele, o foco deixou de ser exclusivamente a aparência jovem e passou a refletir um alinhamento mais profundo entre imagem externa e identidade interna. O especialista resume essa leitura ao afirmar que “a estética de 2025 foi guiada menos pela vontade de parecer mais nova e mais pela necessidade de parecer verdadeira consigo mesma”.

Essa perspectiva ajuda a compreender por que transformações tão distintas coexistiram ao longo do ano. Em vez de um padrão único de beleza, o que se observou foi uma multiplicidade de escolhas, todas sustentadas pela ideia de autonomia. Em comum, essas figuras públicas mostraram que a estética deixou de ser apenas um fim e passou a funcionar como linguagem, uma forma de comunicar quem se é, em que fase da vida se está e quais valores se deseja expressar.

Fonte: Portal Terra
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/demonstracao-de-tratamento-cutaneo-em-uma-mulher-mostrando-tecnicas-de-contorno-facial-e-cuidados-com-a-pele_418514388.htm

16 de dezembro de 2025 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Beleza em transformação: o que chega da Coreia e vai marcar 2026
Estética

Beleza em transformação: o que chega da Coreia e vai marcar 2026

por Esteticare 10 de dezembro de 2025
escrito por Esteticare

A Coreia do Sul se consolidou como uma das maiores potências globais da indústria da beleza. Mais do que cosméticos, o país dita o ritmo das descobertas em medicina regenerativa, equipamentos estéticos e técnicas que se tornam referência no mundo todo. Essa força ficou evidente entre 31 de outubro e 2 de novembro, durante o KOREADERMA 2025, em Seul, congresso que reuniu especialistas internacionais para debater o futuro da dermatologia estética.

O evento destacou uma virada importante: a beleza do futuro está menos ligada à intervenção visível e mais à preservação da autenticidade, com tratamentos que respeitam a anatomia facial e estimulam os processos naturais da pele.

A pele como novo parâmetro de beleza

O conceito de beleza vem se afastando da busca por rostos sem rugas. Em 2026, a prioridade será a qualidade da pele, considerando textura, luminosidade e uniformidade como sinais de cuidado e vitalidade.

Nesse cenário, tecnologias de radiofrequência monopolar ganham protagonismo. Elas não apenas combatem a flacidez, mas também melhoram o aspecto geral da pele, promovendo firmeza e brilho.

“O brasileiro é a favor dos procedimentos e quer que eles sejam percebidos, desde que mantenham sua beleza própria e resultados naturais”, explica Letícia Pak, diretora clínica da Jeisys Medical Brasil.

Naturalidade guiada pela anatomia facial

A valorização das particularidades de cada rosto se tornou um ponto central nos protocolos estéticos. Em vez de resultados padronizados, as clínicas devem apostar em tratamentos personalizados que respeitam a anatomia facial individual.

Entre as novidades, destaca-se o Density, tecnologia recém-chegada ao Brasil, que combina radiofrequências monopolar e bipolar em um único disparo. Desenvolvida pela Jeisys Medical, empresa sul-coreana especializada em equipamentos médicos, a inovação promete atuar diretamente nos ligamentos de sustentação da face, oferecendo resultados naturais e duradouros.

Volume facial com estímulo biológico

Uma das tendências mais comentadas no KOREADERMA 2025 foi a Adipogênese, processo que estimula as células de gordura a restaurarem o volume facial perdido. Diferente dos preenchimentos tradicionais, essa técnica favorece a reposição natural de volume, com resultados progressivos e menos invasivos.

Letícia Pak reforça que essa é uma das apostas mais promissoras para 2026. “A tendência serão equipamentos que transformam a gordura facial em contorno e firmeza para lifting, como o LinearZ, que acaba de chegar ao Brasil com aplicação indolor e protocolo ultra-rápido”, afirma.

Adeus aos exageros: estímulo em vez de preenchimento

O mercado estético está se afastando dos excessos que marcaram os últimos anos. A preferência agora é por resultados sutis, obtidos por meio da estimulação de colágeno e bioestímulos naturais.

Os preenchedores, antes protagonistas, cedem espaço para tecnologias combinadas, como a radiofrequência mono+bipolar e o ultrassom microfocado. Ambas ajudam a firmar e revitalizar a pele, preservando a expressão e os traços originais.

Combinações inteligentes de tratamentos

Outro movimento que se consolida é o dos combos estéticos. Em vez de apostar em um único método, clínicas e profissionais têm optado por combinar tecnologias para alcançar resultados mais completos e equilibrados.

Essa abordagem envolve a união de diferentes recursos, como bioestimuladores, ultrassons e radiofrequências, em protocolos personalizados que priorizam a mínima invasão e máxima segurança.

Segundo os especialistas, essa integração será o novo padrão de atendimento, permitindo planos de tratamento que acompanham o paciente em diferentes fases do envelhecimento, com ajustes sutis ao longo do tempo.

Um novo olhar sobre o envelhecer

O KOREADERMA 2025 também marcou uma mudança de mentalidade: envelhecer bem é o novo ideal de beleza. O foco deixa de ser corrigir os sinais do tempo e passa a ser preservar a saúde e a identidade facial.

As novas tecnologias reforçam esse conceito, combinando ciência e sensibilidade para criar resultados mais humanos. O objetivo é manter a harmonia entre aparência e idade biológica, respeitando o ritmo de cada pessoa.

Essa visão mais realista da estética reflete o amadurecimento de um mercado que não se baseia apenas em tendências, mas em autocuidado e bem-estar. E, como indicou o congresso em Seul, é a Coreia do Sul quem mais uma vez puxa a fila da inovação.

De Seul a São Paulo, as tendências de 2026 apontam para um mesmo destino: beleza com propósito, sustentada pela tecnologia, mas guiada por uma estética mais natural, consciente e duradoura.

Fonte: Revista Claúdia
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/mulher-senior-de-tiro-medio-massageando-o-rosto_26923584.htm

10 de dezembro de 2025 0 comentário
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Últimas Postagens
Postagens anteriores

Postagns Recentes

  • Adoçantes podem gerar efeitos duradouros no organismo e atingir gerações futuras, indica estudo

    21 de abril de 2026
  • Alessandra Negrini aposta em terapia regenerativa para cuidar da pele sem alterar feições

    16 de abril de 2026
  • Protetor solar em bastão exige atenção na aplicação para garantir proteção eficaz

    15 de abril de 2026
  • Gordura abdominal na menopausa pode impactar memória e atenção, aponta estudo

    14 de abril de 2026
  • PF e Anvisa ampliam ofensiva contra mercado ilegal de remédios para emagrecer

    9 de abril de 2026

Categorias

  • Alimentação (50)
  • Cabelos (54)
  • Corpo (59)
  • Estética (64)
  • Mente (60)
  • Moda (9)
  • Rosto (46)
  • Contato
  • Política de privacidade

© Esteticare. Todos os direitos reservados 2021.

Esteticare
  • Alimentação
  • Cabelos
  • Corpo
  • Estética
  • Mente
  • Rosto