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Vacinas e remédios comuns entram no radar da ciência na prevenção da demência
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Vacinas e remédios comuns entram no radar da ciência na prevenção da demência

por Esteticare 29 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Tomar a vacina anual contra a gripe pode ir além da proteção contra o vírus sazonal. Estudos recentes indicam que a imunização está associada a uma redução no risco de demência em idosos. Em alguns casos, a diferença observada chega a 40% quando se comparam pessoas vacinadas com aquelas que não receberam a dose.

Um trabalho divulgado no início deste mês reforçou esse cenário. A pesquisa mostrou que idosos que receberam uma versão de dose mais alta da vacina, geralmente indicada para pessoas com 65 anos ou mais, apresentaram probabilidade ainda menor de desenvolver Alzheimer em relação aos que tomaram a formulação padrão.

Apesar dos resultados consistentes, ainda há cautela na interpretação. Parte dos especialistas ressalta que fatores comportamentais podem influenciar os dados. Pessoas que mantêm o calendário vacinal em dia tendem também a seguir tratamentos médicos e adotar hábitos que favorecem a saúde como um todo. “As pessoas que tendem a se vacinar são as que vão ao médico e depois seguem as orientações para tomar seus remédios para pressão arterial e colesterol, que também reduzem o risco de Alzheimer”, diz o autor principal do estudo, Paul Schulz, professor e neurologista da UTHealth Houston, universidade de ciências da saúde nos EUA.

No entanto, o fato de diferentes doses da mesma vacina apresentarem resultados distintos sugere que o efeito não se explica apenas por comportamento. Para os pesquisadores, isso aponta para um possível papel biológico direto da imunização na proteção cerebral.

Vacina contra herpes-zóster ganha força nas evidências

Outro imunizante que tem chamado atenção é o contra herpes-zóster. Pesquisas conduzidas em diferentes países indicam que pessoas vacinadas apresentam um risco entre 15% e 20% menor de desenvolver demência.

Grande parte dos estudos analisou versões mais antigas da vacina, mas há indícios de que formulações mais recentes, como a Shingrix, possam oferecer proteção ainda maior. A implementação em larga escala em alguns países permitiu observar os efeitos em condições próximas a um experimento natural.

“É um conjunto de evidências realmente convincentes de uma relação de causa e efeito”, afirma Pascal Geldsetzer, epidemiologista da Knight Initiative for Brain Resilience em Stanford, que conduziu parte da pesquisa.

Uma das hipóteses para explicar o fenômeno envolve o papel da inflamação. Ao evitar infecções, as vacinas reduzem a ativação do sistema imunológico e, consequentemente, processos inflamatórios associados ao risco de demência. No caso do herpes-zóster, esse mecanismo pode ser ainda mais relevante, já que o vírus atua diretamente no sistema nervoso.

Controle cardiovascular aparece como fator relevante

Medicamentos usados no tratamento de hipertensão e colesterol alto também estão no centro das investigações. Estatinas e anti-hipertensivos têm sido associados a uma redução de 10% a 15% no risco de demência.

A explicação mais aceita está ligada ao controle de fatores de risco conhecidos. Pressão arterial elevada e níveis altos de colesterol comprometem a circulação sanguínea e podem afetar o cérebro ao longo do tempo. Ainda assim, os estudos não são conclusivos.

Ensaios clínicos apresentam resultados variados. Um estudo realizado na China em 2025 apontou menor incidência de demência entre pacientes hipertensos tratados. Já uma pesquisa de 2009 com estatinas não identificou benefício na prevenção do declínio cognitivo em pessoas com doença vascular ou alto risco.

Há também uma dúvida importante: indivíduos sem indicação clínica desses medicamentos poderiam utilizá-los preventivamente? Dois grandes ensaios em andamento buscam responder a essa questão.

Anti-inflamatórios dividem resultados

A relação entre inflamação e Alzheimer levou pesquisadores a investigar o papel de anti-inflamatórios. A teoria é plausível, já que a inflamação cerebral é considerada um dos mecanismos da doença.

Na prática, porém, os dados são inconsistentes. Alguns estudos associam o uso de ibuprofeno a menor risco de demência, enquanto outros não identificam efeito ou até sugerem aumento do risco. Uma revisão publicada em 2020 foi direta ao afirmar que não há evidências que sustentem o uso de aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroides como estratégia preventiva.

Tratamentos para diabetes entram na pauta

O diabetes tipo 2 é reconhecido como fator de risco para demência, o que levou pesquisadores a avaliar se medicamentos usados no controle da doença poderiam ter efeito protetor.

A metformina e os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2, conhecidos como SGLT2, aparecem em estudos com resultados modestos, mas positivos. Esses medicamentos ajudam a regular a glicose e a insulina, fatores que influenciam diretamente a saúde das células cerebrais.

Há também evidências de que esses tratamentos reduzem inflamação e podem diminuir os níveis de beta-amiloide, proteína associada ao Alzheimer. Ensaios clínicos estão em andamento para testar essas hipóteses.

Outra linha de investigação envolve os análogos do GLP-1, como a semaglutida, princípio ativo do Ozempic. Estudos observacionais indicaram redução de até 45% no risco de Alzheimer entre usuários, mas testes clínicos recentes não confirmaram benefício no tratamento da doença já instalada.

O cenário atual é de cautela. As associações existem, mas a ciência ainda busca respostas definitivas sobre causa e efeito. Até lá, especialistas reforçam a importância de estratégias já consolidadas, como vacinação, controle de doenças crônicas e acompanhamento médico regular.

Fonte: Folha de São Paulo
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29 de abril de 2026 0 comentário
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Gordura abdominal na menopausa pode impactar memória e atenção, aponta estudo
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Gordura abdominal na menopausa pode impactar memória e atenção, aponta estudo

por Esteticare 14 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Mulheres na pós-menopausa com maior acúmulo de gordura abdominal tendem a apresentar desempenho inferior em testes cognitivos. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica Menopause, que analisou a relação entre a distribuição de gordura corporal e funções como memória, atenção e capacidade de planejamento.

A pesquisa acompanhou mais de 700 mulheres, com idades entre 42 e 58 anos, durante quatro anos. Todas estavam na menopausa natural havia até três anos. Os dados fazem parte do Kronos Early Estrogen Prevention Study (KEEPS-Cog), investigação conduzida nos Estados Unidos para avaliar os efeitos do estrogênio no organismo feminino.

As participantes foram divididas em três grupos: um recebeu estrogênio por via oral, outro utilizou estradiol transdérmico e o terceiro recebeu placebo. Mulheres com diagnóstico de diabetes ou com alto risco cardiovascular foram excluídas, o que permitiu observar com mais precisão a relação entre gordura corporal e cognição sem a interferência desses fatores.

Medida corporal indica mais do que o peso

O principal indicador analisado foi a relação cintura-quadril, conhecida como RCQ. Esse índice compara a circunferência da cintura com a do quadril e ajuda a identificar a concentração de gordura abdominal, especialmente a gordura visceral, que envolve órgãos internos e está associada a riscos metabólicos.

Os resultados mostram que 61,5% das mulheres tinham circunferência abdominal superior a 80 centímetros, valor considerado de risco. Além disso, 28,7% apresentavam RCQ igual ou superior a 0,85, faixa que indica acúmulo significativo de gordura central.

Esse tipo de distribuição corporal se mostrou mais relevante do que o índice de massa corporal, o IMC, tradicionalmente utilizado para avaliar peso em relação à altura. Enquanto o IMC pode indicar sobrepeso ou obesidade de forma geral, ele não diferencia onde a gordura está localizada, um fator que, segundo os pesquisadores, faz diferença na saúde cerebral.

Mulheres com maior RCQ no início do estudo tiveram pior desempenho ao longo do acompanhamento em testes de memória verbal, atenção auditiva e visual e função executiva. Essas habilidades estão ligadas à organização de tarefas, tomada de decisão e controle de impulsos, aspectos centrais da vida cotidiana.

Alterações hormonais explicam parte do fenômeno

A redistribuição da gordura corporal na menopausa está diretamente ligada à queda dos níveis de estrogênio. Durante a fase reprodutiva, o hormônio favorece o acúmulo de gordura em regiões periféricas, como quadris e coxas. Com a redução hormonal, há uma tendência de centralização dessa gordura na região abdominal.

Esse processo ocorre mesmo quando o peso corporal total não se altera de forma significativa. Na prática, a balança pode permanecer estável, mas a composição corporal muda, com impacto no metabolismo.

O estrogênio também exerce funções importantes além da regulação da gordura. Ele participa da manutenção da saúde vascular, influencia o metabolismo da glicose e dos lipídios e atua diretamente no sistema nervoso central. Entre seus efeitos estão a modulação da plasticidade sináptica e do fluxo sanguíneo cerebral.

Com a diminuição desse hormônio, cria-se um ambiente mais propício a processos inflamatórios e à resistência à insulina, fatores que, de forma indireta, podem afetar o funcionamento cognitivo ao longo do tempo.

Terapia hormonal não mostrou prejuízo cognitivo

Um dos pontos avaliados pelo estudo foi o impacto da terapia hormonal na cognição. Os resultados não indicaram efeito negativo do uso de estrogênio, independentemente da forma de administração. Também não houve evidência de que a terapia fosse capaz de alterar a associação entre maior RCQ e pior desempenho cognitivo.

Apesar disso, especialistas ressaltam que a reposição hormonal não deve ser utilizada com o objetivo de prevenir demência. A indicação precisa considerar fatores individuais, histórico clínico e avaliação médica criteriosa.

Estilo de vida segue como principal estratégia

Diante dos achados, a atenção se volta para medidas práticas que podem reduzir riscos. A alimentação tem papel central, com foco na redução de produtos ultraprocessados e no consumo equilibrado de proteínas, vitaminas e minerais.

A atividade física regular também aparece como um dos pilares. Exercícios de força, combinados com atividades aeróbias, ajudam a diminuir a gordura visceral e a melhorar a sensibilidade à insulina, dois pontos diretamente ligados aos mecanismos observados no estudo.

O acompanhamento médico periódico completa o quadro de prevenção. Medidas simples, como a aferição da circunferência abdominal e o cálculo da relação cintura-quadril, podem oferecer sinais precoces de alterações metabólicas.

Os resultados reforçam a importância de olhar além do peso corporal ao avaliar a saúde de mulheres na menopausa. A forma como a gordura se distribui no corpo pode revelar riscos que não aparecem em indicadores tradicionais e que têm impacto direto no envelhecimento cognitivo.

Fonte: Folha de São Paulo
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14 de abril de 2026 0 comentário
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China libera primeiro implante cerebral comercial voltado à recuperação de movimentos
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China libera primeiro implante cerebral comercial voltado à recuperação de movimentos

por Esteticare 18 de março de 2026
escrito por Esteticare

A China autorizou o uso médico comercial do primeiro implante cerebral do mundo desenvolvido para auxiliar pacientes com tetraplegia. A aprovação foi concedida pelo órgão regulador de medicamentos do país e marca um avanço importante na área de interfaces cérebro-máquina, tecnologia que conecta diretamente o cérebro a dispositivos eletrônicos.

O sistema foi desenvolvido pela empresa chinesa Neuracle Medical Technology, sediada em Xangai. O dispositivo tem como objetivo ajudar pessoas que sofreram lesões na medula espinhal na região cervical e perderam a capacidade de controlar os movimentos das mãos.

A autorização coloca a China em posição de destaque em um campo tecnológico que vem sendo disputado por centros de pesquisa e empresas do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, por exemplo, companhias como a Neuralink, fundada por Elon Musk, também desenvolvem implantes cerebrais voltados à recuperação de funções motoras.

Como funciona o implante cerebral

O equipamento aprovado é um implante sem fio com tamanho semelhante ao de uma moeda. Ele é instalado na superfície externa do cérebro por meio de um procedimento considerado minimamente invasivo.

Durante a cirurgia, os médicos realizam um pequeno sulco no crânio para posicionar o dispositivo. Os eletrodos ficam localizados do lado de fora da dura-máter, a membrana que envolve o cérebro, o que evita a penetração direta no tecido cerebral.

Esses sensores têm a função de captar sinais neurais produzidos quando o paciente pensa em realizar um movimento. Mesmo em casos de paralisia, o cérebro continua emitindo esses sinais, embora eles não consigam chegar aos músculos por causa da lesão na medula espinhal.

O sistema interpreta esses impulsos elétricos e os transforma em comandos digitais. As informações são então enviadas para uma luva pneumática utilizada pelo paciente.

Quando a pessoa pensa em pegar um objeto, o implante identifica o sinal cerebral correspondente. A luva recebe o comando e executa o movimento mecânico, permitindo que a mão feche ou segure algo.

Quem pode passar pelo procedimento

Os critérios para utilização da tecnologia foram definidos durante os estudos clínicos conduzidos antes da aprovação regulatória.

Para participar do tratamento, os pacientes precisam ter entre 18 e 60 anos. Outro requisito é possuir diagnóstico de lesão medular cervical há mais de um ano.

Também é necessário que a pessoa mantenha algum nível de movimento nos braços, mas sem conseguir realizar ações de preensão com as mãos, como segurar objetos.

Esse perfil foi adotado porque a tecnologia depende da presença de sinais neurais associados à intenção de movimento. Mesmo quando a conexão com os músculos está comprometida, o cérebro ainda pode produzir esses impulsos.

Resultados observados nos testes

Os ensaios clínicos realizados com o dispositivo indicaram avanços na capacidade de manipular objetos entre os participantes.

De acordo com os dados divulgados pelos pesquisadores, os voluntários conseguiram executar tarefas simples do cotidiano após o treinamento com o sistema. Entre as atividades relatadas estão pegar objetos e realizar movimentos básicos com as mãos.

Os resultados também apontaram melhora no desempenho em atividades diárias, o que pode representar ganho de autonomia para pacientes com paralisia.

Os estudos foram conduzidos com pessoas diagnosticadas com tetraplegia causada por lesões na parte cervical da medula espinhal, um tipo de dano que costuma afetar diretamente os movimentos dos membros superiores.

Disputa global por interfaces cérebro-máquina

O avanço chinês ocorre em um momento de forte competição internacional na área de neurotecnologia.

Empresas e universidades de vários países investem em sistemas capazes de traduzir sinais do cérebro em comandos digitais. A expectativa é que essas tecnologias possam ampliar as possibilidades de tratamento para diferentes condições neurológicas.

Nos Estados Unidos, a Neuralink iniciou testes clínicos em humanos em 2024. A empresa busca desenvolver implantes cerebrais capazes de estabelecer comunicação direta entre o cérebro e computadores.

Apesar dos avanços nas pesquisas, a companhia ainda depende da aprovação da Food and Drug Administration para lançar um produto comercial.

A liberação do implante desenvolvido pela Neuracle Medical Technology indica que a China conseguiu avançar mais rapidamente na etapa regulatória. O movimento pode intensificar a disputa tecnológica em um setor considerado estratégico para o futuro da medicina.

Especialistas avaliam que as interfaces cérebro-máquina têm potencial para transformar o tratamento de paralisias, doenças neurodegenerativas e sequelas de lesões neurológicas graves. Com a autorização comercial concedida na China, essa tecnologia passa a entrar em uma nova fase de aplicação clínica.

Fonte: Veja
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/figura-medica-masculina-com-a-frente-do-cerebro-destacada_7061148.htm

18 de março de 2026 0 comentário
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Alzheimer é a segunda doença que mais preocupa brasileiros quando o diagnóstico envolve pessoas próximas
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Alzheimer é a segunda doença que mais preocupa brasileiros quando o diagnóstico envolve pessoas próximas

por Esteticare 11 de março de 2026
escrito por Esteticare

Uma pesquisa nacional realizada pelo instituto Datafolha indica que o Alzheimer ocupa o segundo lugar entre as doenças que mais preocupam os brasileiros quando se imagina um diagnóstico atingindo alguém próximo. O estudo foi encomendado pela farmacêutica Eli Lilly e divulgado nesta segunda-feira (9).

No ranking de preocupações, o câncer aparece em primeiro lugar com ampla vantagem. Na sequência surge o Alzheimer, seguido pela Aids e pelo Parkinson. O levantamento também aponta que uma parcela expressiva da população já convive com casos da doença no círculo social ou familiar.

De acordo com os dados, quatro em cada dez entrevistados afirmam conhecer alguém que recebeu diagnóstico de Alzheimer.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em todas as regiões do país, em dezembro do ano passado. Quando os participantes foram questionados sobre qual dessas doenças mais temiam que atingisse um familiar ou amigo, 75% citaram o câncer. O Alzheimer aparece na sequência, mencionado por 13% dos entrevistados. A Aids foi lembrada por 9%, enquanto o Parkinson surge com 1%.

Especialistas apontam que o temor em torno do Alzheimer está frequentemente ligado à falta de informação sobre a doença e ao estigma que ainda envolve os quadros de demência.

A geriatra Celene Pinheiro, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer, afirma que o medo pode levar parte da população a evitar a busca por diagnóstico e tratamento.

“O medo da doença faz com que muitos evitem procurar ajuda. Ainda existe a ideia de que demência é algo natural do envelhecimento, e isso não é verdade. Sempre que há mudanças cognitivas é preciso investigar.”

Doença preocupa mesmo fora da faixa de maior risco

Para a geriatra Claudia Suemoto, professora da disciplina de geriatria da Universidade de São Paulo, um dos resultados que mais chamam atenção é a presença do Alzheimer entre as principais preocupações de um grupo relativamente jovem.

“A média de idade da pesquisa é de 44 anos e apenas 22% têm 60 anos ou mais, que é justamente a população com maior risco para demência”, afirma. “É uma população que, em geral, não está em risco imediato. Mesmo assim, o Alzheimer aparece atrás do câncer entre os maiores medos”, diz a médica.

Suemoto também dirige o Biobanco para Estudos em Envelhecimento da universidade e observa que o envelhecimento da população brasileira tem ampliado a convivência com casos de demência dentro das famílias.

Esse fenômeno aparece no levantamento. Cerca de 41% dos entrevistados disseram já ter conhecido ou convivido com alguém diagnosticado com Alzheimer.

Mesmo assim, a pesquisa mostra que o reconhecimento da importância do diagnóstico precoce ainda é menor quando comparado a outras doenças.

Percepção sobre diagnóstico precoce

Quando perguntados sobre em quais doenças é mais importante identificar o problema logo no início para aumentar as chances de sucesso do tratamento, 84% dos entrevistados apontaram o câncer como prioridade. A Aids aparece em segundo lugar, com 10%.

No caso do Alzheimer, apenas 4% consideram que o diagnóstico precoce é fundamental. O Parkinson foi citado por 1%.

Apesar dessa percepção, praticamente todos os entrevistados concordam que buscar ajuda médica ao perceber sinais iniciais da doença é importante. O índice de concordância chega a 99%.

Na prática, porém, o comportamento costuma ser diferente. A pesquisa mostra que 60% dos participantes reconhecem que geralmente existe um intervalo prolongado entre os primeiros sinais, como lapsos de memória ou confusão mental, e a procura por atendimento especializado.

Para 88% dos entrevistados, as pessoas costumam procurar ajuda apenas quando os sintomas já se tornaram mais evidentes.

Celene Pinheiro afirma que essa demora está relacionada à forma como a doença ainda é percebida pela sociedade, muitas vezes associada apenas às fases mais avançadas.

“A doença de Alzheimer não tem cura, mas tem tratamento, e quanto mais cedo ele começa, melhores são os resultados.”

Segundo a especialista, intervenções que incluem medicação, prática regular de atividade física e estímulos cognitivos podem ajudar pacientes a preservar autonomia por longos períodos.

“Tem pessoas que viajam, vão ao teatro, ao cinema e mantêm vida social ativa. A realidade hoje é diferente da imagem que muitas pessoas ainda têm da doença.”

Alto número de casos sem diagnóstico

Outro ponto de atenção no Brasil é a quantidade de pessoas com demência que nunca recebem diagnóstico formal. Dados reunidos pelo Ministério da Saúde no Relatório Nacional de Demências, publicado em 2024, indicam que cerca de 80% dos casos no país não são identificados.

“Muitas vezes o diagnóstico ocorre apenas em fases mais avançadas, quando os sintomas já estão muito evidentes”, afirma Suemoto.

O percentual brasileiro é mais elevado que o registrado em outras regiões. Na Europa, a taxa de subdiagnóstico é de 53,7%. Na América do Norte, chega a 62,9%. Já em países asiáticos como China e Índia, os índices também são altos e ultrapassam 90%.

A demência é um termo usado para descrever um conjunto de doenças que provocam deterioração das funções cognitivas. O Alzheimer é a forma mais comum entre elas.

Essas condições costumam afetar memória, linguagem, planejamento e a capacidade de realizar tarefas cotidianas. Quando o comprometimento passa a interferir na rotina da pessoa, o quadro passa a exigir avaliação médica.

“Se alguém que sempre foi organizado começa a ter dificuldade para se comunicar, chega atrasado a compromissos ou não consegue mais realizar tarefas que antes fazia sem problema, isso pode indicar uma mudança cognitiva relevante”, diz Suemoto.

A especialista ressalta que ainda é comum que familiares e até profissionais de saúde interpretem esses sinais como parte natural do envelhecimento, sobretudo em pessoas muito idosas.

Segundo ela, alterações cognitivas que afetam a autonomia devem sempre ser investigadas. Mesmo em pessoas mais jovens, déficits cognitivos podem indicar outras condições médicas, como depressão, deficiência de vitamina B12 ou problemas na tireoide, o que também exige avaliação adequada.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/homem-idoso-enfrentando-doenca-de-alzheimer_16518588.htm

11 de março de 2026 0 comentário
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Por que roer unhas e procrastinar pode ser uma defesa do cérebro, segundo a ciência
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Por que roer unhas e procrastinar pode ser uma defesa do cérebro, segundo a ciência

por Esteticare 4 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

Roer as unhas até sentir dor, exagerar no consumo de alimentos ultraprocessados depois de um dia difícil ou abrir redes sociais justamente quando uma tarefa importante precisa começar costumam ser vistos como falhas de autocontrole. Pesquisas recentes em psicologia e neurociência, no entanto, indicam que esses comportamentos podem cumprir uma função inesperada. Em vez de simples vícios, eles atuariam como estratégias de autoproteção do organismo diante de ameaças emocionais percebidas como intensas.

A lógica parte de um princípio central da neurociência afetiva e da psicologia evolutiva. O cérebro humano não foi moldado para garantir felicidade ou produtividade constante, mas para preservar a sobrevivência. Esse sistema, que ajudou nossos ancestrais a reagir rapidamente a perigos concretos, permanece ativo mesmo em um contexto em que as ameaças são, em grande parte, simbólicas.

Segundo o psicólogo clínico Charlie Heriot-Maitland, autor de Controlled Explosions in Mental Health, a mente tende a escolher um dano menor e previsível quando se sente diante de um risco maior e difuso. Para ele, o cérebro prefere provocar um desconforto controlado a enfrentar uma ameaça emocional que pareça imprevisível ou avassaladora.

Um alarme que não desliga

No ambiente contemporâneo, o sistema de detecção de ameaças opera de forma quase permanente. Situações como críticas no trabalho, prazos apertados, medo de fracassar ou insegurança financeira ativam os mesmos circuitos cerebrais que, no passado, eram mobilizados diante de predadores ou disputas físicas. O corpo reage como se estivesse em perigo real.

Diante desse estado de alerta prolongado, o cérebro busca formas rápidas de alívio. É nesse ponto que surgem comportamentos automáticos, repetitivos e, muitas vezes, prejudiciais. Heriot-Maitland descreve essas reações como “explosões controladas”, pequenas descargas de tensão que funcionam como válvulas de segurança emocionais.

Roer as unhas como estratégia de controle

À primeira vista, atos como roer as unhas ou cutucar a pele parecem desprovidos de lógica. A ciência, porém, aponta que a previsibilidade é o elemento central. Quando a ameaça é emocional e abstrata, provocar um desconforto físico concreto direciona a atenção para algo tangível e conhecido.

Esse mecanismo cria o que pesquisadores chamam de “custo conhecido”. O indivíduo aceita um dano menor, localizado e sob controle para reduzir o impacto de uma angústia percebida como maior. A dor física, por ser limitada e previsível, torna-se mais fácil de administrar do que emoções difusas, como ansiedade, culpa ou medo de rejeição.

Procrastinação e proteção da autoestima

O mesmo raciocínio se aplica à procrastinação. A literatura científica classifica esse comportamento como self-handicapping, termo usado para descrever estratégias de autolimitação que protegem a autoestima. Ao adiar uma tarefa importante, a pessoa cria uma explicação alternativa para um possível fracasso.

Se alguém não estuda para uma prova e obtém um resultado ruim, pode atribuir o desempenho à falta de esforço. Essa narrativa é menos dolorosa do que enfrentar a possibilidade de ter se dedicado ao máximo e ainda assim falhado. Para o cérebro, preservar a autoimagem representa uma forma de autoproteção emocional.

Um mecanismo que não é só humano

Comportamentos de autossacrifício não são exclusivos da espécie humana. Em insetos sociais, indivíduos chegam a morrer para proteger a colônia. Entre pessoas, a lógica segue um princípio semelhante. Abre-se mão do bem-estar imediato, como saúde física ou desempenho, para reduzir um risco percebido como maior no futuro.

O problema surge quando esse sistema, desenvolvido para situações pontuais de vida ou morte, passa a operar continuamente. No contexto do estresse crônico do século XXI, estratégias que antes ofereciam alívio momentâneo podem se transformar em padrões prejudiciais, alimentando ciclos de ansiedade, culpa e frustração.

Caminhos para interromper o ciclo

Compreender esses comportamentos como mecanismos de defesa muda a forma de abordá-los. Terapias contemporâneas, como a Terapia Focada na Compaixão, propõem que o primeiro passo não seja eliminar o hábito à força, mas entender sua função psicológica.

A autocrítica excessiva tende a agravar o problema. Quando a pessoa se julga duramente por roer as unhas ou procrastinar, o cérebro interpreta esse julgamento como mais uma ameaça, reforçando a necessidade de recorrer às “explosões controladas” para se acalmar. Criar uma sensação interna de segurança, por meio de acolhimento e estratégias de regulação emocional, reduz a dependência desses comportamentos.

A ciência, portanto, sugere uma mudança de perspectiva. Em vez de enxergar esses hábitos apenas como falhas individuais, eles podem ser entendidos como sinais de um sistema nervoso sobrecarregado, tentando, da melhor forma que conhece, manter o equilíbrio.

Fonte: Portal Terra
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/adulto-jovem-lidando-com-a-sindrome-do-impostor_32221458.htm

4 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Redes sociais e pertencimento digital entre jovens
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Redes sociais e pertencimento digital entre jovens

por Esteticare 15 de janeiro de 2026
escrito por Esteticare

A rápida circulação de memes, gírias e códigos próprios nas redes sociais ajuda a explicar um comportamento cada vez mais presente entre adolescentes e jovens adultos: a busca por pertencimento em comunidades digitais. Em plataformas como TikTok e X, antigo Twitter, compreender a linguagem interna de determinados grupos se tornou uma forma de aproximação social e de reconhecimento simbólico dentro desses espaços.

Esse tipo de linguagem pode surgir a partir de um termo, de um som, de um emoji ou de uma referência cultural específica. Quando viraliza, passa a funcionar como um marcador de identidade dentro de nichos virtuais. Entender o código sinaliza que o usuário está conectado, atento e alinhado ao ritmo do grupo. O problema aparece quando esse entendimento deixa de ser espontâneo e passa a ser visto como requisito para aceitação.

A velocidade com que tendências surgem e desaparecem nas redes cria um ciclo permanente de atualização. O jovem que acompanha sente que pertence, participa e não fica para trás. Quem não consegue acompanhar pode experimentar a sensação oposta. No ambiente digital, essa lógica se intensifica porque os algoritmos reforçam bolhas de interesse e entregam conteúdos semelhantes de forma contínua, o que acelera a sensação de urgência.

O funcionamento lembra as dinâmicas sociais do mundo offline, nas quais estar por dentro de uma conversa garante inclusão. A diferença é que, nas redes, essa dinâmica opera em escala maior, com menos pausas e maior exposição pública. Curtidas, comentários e visualizações transformam interações em métricas, ampliando a comparação constante entre pares.

O impacto na saúde mental

Manter-se atualizado o tempo todo para não ser excluído de grupos virtuais pode gerar ansiedade e estresse. A pressão para acompanhar todas as tendências se soma ao FOMO, sigla em inglês para fear of missing out, que descreve o medo de perder algo relevante. Esse receio contribui para o aumento do tempo de tela e para uma vigilância frequente das redes sociais.

Quando o adolescente não compreende uma gíria ou meme que circula entre amigos, sentimentos de inadequação e solidão podem surgir. A exclusão digital, embora imaterial, pode ser vivida de forma intensa, com impacto direto na autoestima e no bem-estar emocional. Ambientes criados para conexão acabam funcionando, em alguns casos, como espaços de cobrança e comparação permanente.

Estudos sobre comportamento digital indicam que a exposição prolongada a conteúdos altamente filtrados tende a reforçar padrões irreais de pertencimento e sucesso social. A sensação de que todos estão participando de algo relevante, enquanto o indivíduo está de fora, alimenta frustrações silenciosas e dificulta o descanso mental.

No ambiente escolar, professores e orientadores relatam que conflitos e inseguranças iniciados nas redes frequentemente se refletem em sala de aula. Comentários, exclusões e disputas simbólicas que ocorrem online atravessam o cotidiano presencial. Por isso, ações de educação digital, escuta qualificada e debates sobre uso consciente das plataformas ganham espaço como estratégia de prevenção e cuidado coletivo contínuo.

Essas iniciativas também ajudam a construir senso crítico e autonomia no uso das redes desde cedo.

Para pais e responsáveis, compreender esse cenário é mais eficaz do que tentar decifrar cada nova expressão que surge. A busca constante por referências pode indicar necessidades mais profundas, como aceitação, identidade e reconhecimento. Manter diálogo aberto sobre experiências online, sem julgamento ou minimização, ajuda a identificar sinais de sofrimento emocional e a oferecer apoio quando necessário.

A mediação adulta também passa por incentivar limites no uso das plataformas e valorizar experiências fora do ambiente digital. Atividades presenciais, convivência familiar e espaços de escuta contribuem para reduzir a dependência da validação online e fortalecem vínculos mais estáveis.

No cotidiano, vale observar a própria relação com as redes sociais. Se a permanência nas plataformas começa a gerar cansaço, irritação ou sensação de obrigação, é um sinal de alerta. Perguntas como “Eu preciso mesmo saber qual é o assunto mais falado do momento?”, “entender esse meme é tão importante assim?” ou “eu preciso mesmo saber o que está acontecendo no BBB 26?” ajudam a refletir sobre prioridades. Reconhecer padrões de comportamento é um passo relevante para preservar a saúde mental individual.

Fonte: Estado de Minas
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15 de janeiro de 2026 0 comentário
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Janeiro Branco reforça debate sobre saúde mental e segurança no trabalho
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Janeiro Branco reforça debate sobre saúde mental e segurança no trabalho

por Esteticare 14 de janeiro de 2026
escrito por Esteticare

A campanha Janeiro Branco tem ampliado, nos últimos anos, o debate sobre a relação entre saúde mental e acidentes de trabalho, tema que ganha relevância diante do aumento de registros associados ao estresse crônico, à sobrecarga emocional e a ambientes profissionais pouco saudáveis. Especialistas apontam que trabalhadores em sofrimento psíquico tendem a apresentar queda de atenção, lapsos de julgamento e maior propensão a falhas operacionais, fatores que elevam o risco de ocorrências no dia a dia das empresas.

Esse cenário passou a ser observado não apenas sob a ótica da saúde, mas também do direito do trabalho e da gestão de riscos. A discussão se intensificou com as mudanças recentes na Norma Regulamentadora nº 1, que passaram a exigir das organizações um olhar mais atento aos chamados riscos psicossociais, integrando a saúde mental às estratégias formais de prevenção de acidentes.

Atualizações da NR1 e novas responsabilidades

A NR1 estabelece diretrizes gerais de segurança e saúde no trabalho e, após as atualizações, reforça a obrigação de identificar, avaliar e gerenciar riscos psicossociais no ambiente corporativo. Assédio moral, jornadas excessivas, pressão constante por metas e ausência de pausas adequadas passaram a ser reconhecidos como elementos que afetam diretamente a segurança dos trabalhadores.

Esses fatores agora devem constar no Programa de Gerenciamento de Riscos, exigindo das empresas mudanças estruturais e uma atuação preventiva mais consistente. O prazo para adequação às novas exigências vai até 25 de maio de 2026. Até lá, empregadores precisam revisar processos, capacitar lideranças e implementar políticas que considerem o bem-estar psicológico como parte integrante da segurança do trabalho.

Janeiro Branco e a conscientização

Dentro desse contexto, o Janeiro Branco surge como ferramenta de conscientização ao estimular reflexões sobre cuidado emocional, prevenção e qualidade de vida logo no início do ano. A proposta da campanha é romper o silêncio em torno da saúde mental e incentivar atitudes práticas no cotidiano profissional.

Transtornos como ansiedade, depressão e síndrome de burnout afetam diretamente a atenção, o tempo de reação e a capacidade de tomada de decisão. Em setores como indústria, transporte e saúde, onde o nível de concentração exigido é elevado, esses impactos se tornam ainda mais críticos. A ausência de acompanhamento adequado pode aumentar significativamente o risco de acidentes, enquanto políticas preventivas ajudam a reduzir ocorrências e afastamentos.

Direitos assegurados pela legislação

Do ponto de vista jurídico, a legislação trabalhista garante proteção ao empregado que sofre acidente de trabalho, independentemente da gravidade. O advogado trabalhista Rafael Medeiros Arena, especialista em causas acidentárias, ressalta que os direitos não se limitam a casos extremos. “Todo trabalhador que sofre um acidente no exercício da atividade profissional possui direitos garantidos, mesmo quando o evento é considerado mais brando, incluindo estabilidade provisória e acesso a benefícios previdenciários”, afirma.

Nos episódios de maior gravidade, os efeitos se estendem às famílias, que enfrentam perdas financeiras e emocionais. Segundo Arena, o amparo legal também alcança esses familiares. “Quando o acidente resulta em morte ou incapacidade permanente, os familiares têm direito à indenização e a benefícios. Nesses casos é essencial buscar orientação para que esses direitos sejam plenamente respeitados”, explica.

Ambiente organizacional e análise técnica

A prevenção passa, necessariamente, pela responsabilidade das empresas em promover um ambiente de trabalho saudável. Para o perito trabalhista Edgar Bull, o clima organizacional exerce influência direta sobre a segurança. “Um ambiente de trabalho equilibrado, com respeito, comunicação e atenção à saúde mental, reduz de forma significativa a chance de acidentes”, diz.

Após a ocorrência de um acidente, a análise técnica adequada é decisiva para a correta apuração dos fatos. Bull destaca que avaliações superficiais podem gerar injustiças e responsabilizações equivocadas. “A avaliação correta da situação após o acidente é fundamental para identificar causas reais e responsabilidades, evitando conclusões precipitadas que prejudiquem o trabalhador”, pontua.

A negligência com a saúde mental no ambiente corporativo não provoca apenas danos humanos. Ela também gera consequências jurídicas e financeiras, como ações judiciais, penalidades administrativas e desgaste institucional. Ao trazer o tema para o centro do debate, o Janeiro Branco reforça que cuidar do equilíbrio psicológico dos trabalhadores é uma estratégia essencial de prevenção, segurança e sustentabilidade nas relações de trabalho.

Fonte: Portal Terra
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-senior-expressiva-posando_11196496.htm

14 de janeiro de 2026 0 comentário
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Corpo de verão
Mente

Corpo de verão: Como essa busca influencia na saúde física e mental

por Esteticare 6 de dezembro de 2024
escrito por Esteticare

Corpo de verão sofre sempre uma pressão estética que pode resultar em estresse físico e emocional

Com a proximidade do verão, a busca por estar com shape perfeito para desfilar pela praia ou em uma piscina se intensificam. E isso atinge mais mulheres e jovens. Além disso, a estação pode desencadear uma série de gatilhos, como a distorção de imagem. Tudo isso impacta negativamente na saúde, na qualidade de vida e no bem-estar de grande parte da população, que adota comportamentos extremos para imprimir a imagem ideal.

Corpo de verão

Para ter o corpo de verão, alguns indivíduos que lutam contra transtornos alimentares ou lidam com problemas de autoimagem, podem ficar mais vulneráveis.

A pessoa que está insatisfeita com o corpo pode colocar sua mente para trabalhar de modo errado, gerando enfermidades como depressão e ansiedade. Isso ocorre porque durante o projeto para emagrecer e estar bem para o verão, mais pessoas relatam pular refeições, por exemplo, ou praticar atividade física de forma exagerada. Tudo isso resulta em criar uma obsessão por corpos sarados e definidos, mas prejudicando sua alimentação.

Pressão estética

Por sua vez, a pressão estética pode se intensificar para as pessoas que estão acima do peso, o que também gera preconceitos sociais como a gordofobia. Segundo dados da pesquisa Obesidade e Gordofobia, realizada pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e pela Sociedade Brasileira de Metabologia e Endocrinologia (SBEM), 85,3% das pessoas nessa condição já foram vítimas desse tipo de preconceito.

Cuidados com a saúde mental no verão

  • Jamais optar por dietas que prometam resultados desejados de modo rápido, pois pode trazer prejuízos à saúde física e mental. 
  • Não tome qualquer medicamento sem prescrição e acompanhamento médico.
  • Fique atento ao tipo de conteúdo consumido nas mídias sociais, pois as redes costumam reforçar a ideia de que os corpos precisam estar dentro de um padrão. 
  • Entenda que o corpo de verão é um corpo saudável, construído com equilíbrio durante todas as estações do ano.

Hábitos saudáveis

Por fim, ao criar hábitos saudáveis ao longo do ano todo, através do equilíbrio, há um resultado estético que reflete a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida, nutrindo o corpo e a mente.

Fonte: Foto de KamranAydinov na Freepik

6 de dezembro de 2024 0 comentário
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Apostas esportivas
Mente

Apostas esportivas: Excesso afeta saúde mental e bem-estar

por Esteticare 8 de novembro de 2024
escrito por Esteticare

Apostas esportivas exige jogar com responsabilidade

Atualmente, o meio esportivo vem chamando a atenção do Brasil por conta de um cenário de apostas. No entanto, existem pessoas que fazem deste hábito uma profissão, o que pode gerar grandes problemas. Isso porque o excesso de apostas esportivas pode afetar a mente e o bem-estar de um ser humano.

Hoje, mais de 5 milhões de brasileiros estão envolvidos em apostas. Tal crescimento desordenado faz com que cerca de 20% dos apostadores desenvolvam vícios associados com o alto nível de stress, ansiedade e depressão.

Perigo das apostas

Em suma, o cérebro de um apostador atua com base na recompensa. Neste caso, a pessoa libera dopamina a cada vitória ou expectativa de que possa ganhar. Isso também ativa um sistema de recompensa, que necessita de mais estímulo para buscar o prazer do começo, levando ao vício, dizem os psicólogos.

Além disso, o setor de psicologia revela que o cérebro se desenvolve até os 22 anos, o que intensifica esse tipo de vício em um jovem. Entretanto, os estudos mostram que os adultos apostam muito, uma vez que possuem acesso ao dinheiro e facilidades para apostarem.

Estudo da Universidade de Cambridge

Segundo um estudo da Universidade de Cambridge, do Reino Unido, cuja tese indicou que os compulsivos mostram atividade na parte do cérebro associada ao impulso, o que pode influenciar em terríveis problemas financeiros.

Há uma distorção da percepção. Então, frequentemente a aposta engana de que uma pessoa pode controlar. Em outras palavrasm a pessoa que perde uma aposta pensa que da próxima vez ela pode ganhar.

Como se livrar do vício?

Fazer terapia para ter o autoconhecimento é um passo para se livrar do vício. Porém, nem todo mundo tem acesso à terapia. Conversar com familiares também pode ajudar, além de bloquear as contas de sites de apostas e exercícios físicos.

O benefício da dopamina para quem não vive com vício

Por fim, em geral, as pessoas que não possuem vício sentem prazer ao assistir televisão, ler um livro, na hora do exercício físico e trabalhar. Neste caso, o sistema de recompensa dessas pessoas está tudo bem, uma vez que existe alegria nas pequenas coisas.

Fonte: Foto de planktoncg na Freepik

8 de novembro de 2024 0 comentário
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Ansiedade climática
Mente

Ansiedade climática: Entenda por que a condição afeta a saúde mental

por Esteticare 13 de setembro de 2024
escrito por Esteticare

Nos últimos dias, com focos de queimadas em 60% do Brasil, muitas pessoas passaram e desenvolveram algo que está sendo chamado de ansiedade climática. Isso porque lidar com o clima seco em meio aos incêndios podem desencadear riscos que vão além da saúde física e penetra nossa mente. Neste artigo aprenda a como lidar com esta condição.

Clima seco

O país vem enfrentando dias cinzentos e com altas temperaturas. Com o agravamento dos incêndios ao redor do país, o clima mais seco do que o normal tomou conta de diversos municípios, decretando estado de emergência.

Prova disso é que no início da semana, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta laranja de perigo para a baixa umidade em 12 estados do país, com níveis entre 12% e 20%. Além disso, São Paulo também subiu ao topo do ranking de cidades com o ar mais poluído do mundo.

Ansiedade climática

A situação que já causa desgaste físico nas pessoas, agora, também desencadeia riscos à saúde mental. O fenômeno ficou conhecido como ansiedade climática, e é caracterizado por sentimentos de impotência, angústia, mal-estar e medo em relação às alterações do clima.

Esse período seco também traz uma sensação de angústia bastante intensa. Trata-se de um sentimento de desesperança que pode, em diversos casos, evoluir para um quadro de depressão grave, em que o indivíduo deve procurar um profissional da saúde.

Preocupação cresce

Além disso, mais de 60% dos jovens brasileiros com idades de 16 a 25 anos afirmam que estão muito ou completamente preocupados com os efeitos das mudanças climáticas. É o que revelou um estudo feito em 2021, no segundo ano da pandemia de Covid-19, por pesquisadores do Reino Unido, Finlândia e Estados Unidos. Desde então, a situação só se agrava.

Redes sociais

Vale destacar que este agravamento também é em razão do Brasil ser o terceiro país que mais usa redes sociais no mundo. Portanto, a preocupação cresce ainda mais nos meios digitais. Em suma, o indivíduo que consome diariamente informações falsas e verdadeiras fica mais estressado.

Todavia, algumas pessoas são naturalmente mais vulneráveis, sobretudo se já estão fragilizadas emocionalmente ou enfrentaram períodos de forte estresse no passado.

Esses quadros estão se tornando cada vez mais frequentes, acompanhando as mudanças e tragédias do clima em todo o mundo. e isso engloba temperaturas extremas, queimadas no Brasil, além de oturos eventos climáticos graves. E por se tratar de ações incontroláveis, tais fenômenos ocasionam uma sensação ainda maior de abandono.

Como prevenir e tratar a ansiedade climática

Apesar de não existir uma fórmula certa para resolver esta questão, alguns hábitos podem ser tomados.

Isso inclui: praticar atividades físicas, meditar, manter uma alimentação balanceada, qualidade do sono e limitar o uso de redes sociais. Contudo, deve-se evitar praticar atividade física ao ar livre se o clima estiver muito e tiver muita fuligem na cidade.

Apoio psicológico

Mesmo mudando o estilo de vida, também é recomedável buscar apoio psicológico para enfrentar esse período difícil quando a pessoa apresenta sintomas de ansiedade em razão do clima.

O CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é um exemplo de serviço de saúde pública que oferece suporte psicológico em mais de duas mil unidades espalhadas pelo Brasil. A equipe de cada unidade conta com psicólogos e psiquiatras, que ajudam quem estiver sofrendo com esse tipo de estresse.

Fonte: Foto de freepik na Freepik

13 de setembro de 2024 0 comentário
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