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Blush na pele madura ganha protagonismo com técnicas que valorizam luminosidade e acabamento natural
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Blush na pele madura ganha protagonismo com técnicas que valorizam luminosidade e acabamento natural

por Esteticare 22 de julho de 2026
escrito por Esteticare

O blush deixou de ser apenas um toque final na maquiagem para assumir um papel importante na valorização da pele madura. Quando bem escolhido e aplicado corretamente, o produto ajuda a devolver a aparência de viço, ilumina o rosto e cria um efeito naturalmente saudável. A maquiadora Bobbi Brown, pioneira na defesa da maquiagem com acabamento natural, afirma que o segredo está tanto na escolha da fórmula quanto na técnica utilizada durante a aplicação.

Fundadora da Bobbi Brown Cosmetics e, posteriormente, da marca Jones Road, a especialista explica que a variedade de blushes disponível atualmente pode gerar dúvidas na hora da compra. Cremosos, líquidos, em pó ou em bastão apresentam características distintas e atendem a diferentes necessidades. Para ela, as melhores fórmulas são aquelas que unem boa pigmentação, longa duração e facilidade para esfumar.

“Hoje existem muitos blushes e diferentes fórmulas”, diz Brown, ao comentar que encontrar o produto ideal pode ser uma tarefa desafiadora. No dia a dia, sua preferência costuma ser pelo blush em bastão devido à praticidade. “Se vou apenas ao supermercado ou encontrar uma amiga para um café, passo o blush em bastão porque posso aplicá-lo nas bochechas e nos lábios e, instantaneamente, parecer mais arrumada”, conta. “Como uso óculos, consigo dispensar a maquiagem nos olhos. Isso torna minha rotina muito mais rápida.”

Aplicação começa pelas maçãs do rosto

Entre as principais recomendações da maquiadora está o posicionamento do blush. Apesar das tendências que surgem constantemente nas redes sociais, Brown defende uma aplicação clássica para alcançar um resultado equilibrado e natural.

Segundo ela, o produto deve ser aplicado inicialmente nas maçãs do rosto. Depois disso, o ideal é esfumar em direção à linha do cabelo. O movimento ajuda a integrar a cor à pele e evita que o blush fique concentrado apenas em um ponto do rosto.

A especialista também chama atenção para outro detalhe importante durante o esfumado. Em vez de formar um círculo bem marcado sobre as bochechas, o produto deve ser suavizado levemente para baixo, sem alcançar a mandíbula. Essa técnica reduz a divisão visível entre o blush e a pele, criando um acabamento mais uniforme.

Outra sugestão apresentada por Brown é utilizar um blush em tom um pouco mais escuro para produzir um efeito semelhante ao contorno facial. A aplicação pode ser feita na testa, nas laterais do nariz e também na região do colo. “Escolha uma cor um tom mais escura do que o blush que você costuma usar e esfume tudo com um pincel grande e fofo”, orienta.

Texturas cremosas favorecem peles maduras

Com o avanço da idade, a produção natural de colágeno diminui, enquanto a elasticidade e a hidratação da pele também sofrem alterações. Essas mudanças podem fazer com que alguns produtos acumulem em linhas finas ou evidenciem áreas ressecadas.

Nesse contexto, Brown destaca o blush cremoso como um aliado para devolver luminosidade ao rosto sem comprometer o acabamento da maquiagem.

Sua técnica consiste em aplicar o produto diretamente nas bochechas e nos lábios. Em seguida, ela utiliza as pontas dos dedos para aquecer o blush e espalhá-lo com leves batidinhas. Segundo a especialista, esse método oferece maior controle durante a aplicação e facilita o esfumado.

A estratégia também é indicada para quem prefere uma maquiagem mais leve ou abre mão da base no cotidiano, mas deseja adicionar cor e frescor ao rosto de maneira rápida.

Combinação de texturas aumenta a durabilidade

Embora muitas pessoas escolham apenas uma fórmula, Brown afirma que combinar blush cremoso com blush em pó pode trazer benefícios importantes para a maquiagem.

Ao aplicar uma camada fina de blush em pó sobre a versão cremosa, o acabamento tende a durar mais horas. A técnica também pode beneficiar quem possui pele oleosa, já que o pó ajuda a controlar parte da oleosidade que reduz a fixação dos produtos cremosos.

A maquiadora recomenda que as duas versões tenham tonalidades semelhantes para preservar a naturalidade do resultado. Caso seja necessário, o blush em pó pode ser reaplicado ao longo do dia sem favorecer o acúmulo nas linhas finas.

Tons de frutas vermelhas aparecem entre os favoritos

Na escolha da cor, Brown afirma que os tons inspirados em frutas vermelhas continuam entre os mais versáteis. Embora sejam frequentemente associados às estações frias, ela acredita que essas tonalidades funcionam durante todo o ano.

“Eles funcionam em todos os tons de pele”, diz. “As mulheres do meu escritório adoram usar os tons mais escuros porque eles são translúcidos e deixam apenas um leve toque de cor.”

Ao mesmo tempo, a especialista ressalta que tons de rosa e pêssego permanecem como alternativas para quem busca um acabamento delicado e discreto.

Entre as opções disponíveis no mercado estão Chanel Les Beiges Water-Fresh Blush, Sisley Phyto-Blush Twist, Clinique Chubby Stick Cheek Colour Balm, Rare Beauty Soft Pinch Liquid Blush, MAC Glow Play Blush, NARS Blush em Pó e Vic Beauté Stick Tudo. As diferentes texturas permitem atender preferências variadas, desde quem procura um acabamento hidratante até quem prioriza maior durabilidade ao longo do dia.

Fonte: Vogue
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/mulher-madura-sorridente-usando-pincel-de-maquiagem-no-rosto_10182871.htm

22 de julho de 2026 0 comentário
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Maquiagem low contrast ganha espaço e aposta em efeito natural para valorizar a beleza
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Maquiagem low contrast ganha espaço e aposta em efeito natural para valorizar a beleza

por Esteticare 2 de julho de 2026
escrito por Esteticare

Depois do sucesso da Glass Skin e da Cloud Skin, uma nova tendência inspirada na beleza sul-coreana começa a conquistar espaço entre maquiadores, influenciadores e consumidores. A maquiagem low contrast propõe um visual discreto, com poucos contrastes entre os elementos do rosto, criando uma aparência leve, equilibrada e naturalmente iluminada.

A proposta rompe com o estilo que marcou os últimos anos, quando contornos intensos, sobrancelhas bem definidas e lábios destacados eram protagonistas das produções. Agora, a ideia é reduzir a diferença de tonalidade entre pele, olhos, sobrancelhas e boca para alcançar um resultado elegante, quase imperceptível.

A estética tem ganhado força principalmente nas redes sociais, como TikTok e Instagram, onde vídeos mostrando maquiagens minimalistas acumulam milhões de visualizações. O conceito conversa diretamente com uma demanda crescente por produções que valorizem a aparência natural sem abrir mão dos recursos da maquiagem.

No Brasil, influenciadoras também passaram a incorporar características desse estilo. Entre elas está Mirella Qualha (@iamirella), conhecida por publicar produções com acabamento leve, cores suaves e efeito natural, elementos que se aproximam da proposta da maquiagem low contrast.

Mudança no comportamento das consumidoras

Segundo a maquiadora Ariana Carvalho, o crescimento da tendência está relacionado a uma transformação na forma como muitas pessoas enxergam a maquiagem.

“Durante muito tempo a maquiagem foi usada para criar contraste, marcar contornos e evidenciar traços. Agora vemos um movimento oposto. A ideia é suavizar as diferenças entre os elementos do rosto para criar uma aparência mais equilibrada, leve e naturalmente jovem”, explica.

A profissional ressalta que a técnica não significa deixar de usar maquiagem. O diferencial está na seleção dos produtos, das cores e dos acabamentos, que buscam acompanhar os tons naturais da pele em vez de criar pontos de destaque muito evidentes.

“A maquiagem low contrast trabalha com tons próximos ao subtom natural da pele, sobrancelhas menos marcadas, sombras suaves e lábios com acabamento translúcido. O objetivo é valorizar a beleza natural sem que a maquiagem se torne o foco principal”, afirma.

Na prática, a construção da maquiagem acontece de forma sutil. Bases leves ajudam a uniformizar a pele sem esconder sua textura, enquanto blushes em tons discretos devolvem aspecto saudável ao rosto. As sombras costumam permanecer em tonalidades neutras e delicadas, enquanto os batons seguem cores semelhantes ao tom natural dos lábios.

O resultado é uma produção que transmite frescor e suavidade, sem aparentar excesso de produtos.

Tendência acompanha nova fase da indústria da beleza

A valorização da maquiagem low contrast também acompanha mudanças observadas em outros segmentos do mercado da beleza. Nos últimos anos, procedimentos estéticos e rotinas de skincare passaram a priorizar resultados naturais, reforçando características individuais em vez de promover transformações muito marcantes.

Para Ariana Carvalho, essa busca por naturalidade reflete uma mudança de preferência entre as consumidoras.

“Hoje existe uma valorização muito grande da aparência saudável. As pessoas querem parecer descansadas, iluminadas e elegantes, mas sem aquele aspecto de produção pesada que dominou outras épocas”, diz Ariana.

Essa tendência acompanha um movimento internacional que privilegia acabamentos leves e produtos multifuncionais, capazes de proporcionar luminosidade e uniformização sem esconder completamente os traços naturais.

Em vez de reproduzir padrões rígidos de maquiagem, a proposta incentiva pequenas correções e realces, preservando a identidade de cada pessoa.

Outro fator que contribui para a popularização do estilo é a praticidade. Como utiliza menos camadas de produtos e técnicas mais simples, a maquiagem pode ser reproduzida com facilidade tanto na rotina diária quanto em ocasiões especiais.

Efeito rejuvenescedor chama atenção

De acordo com Ariana Carvalho, um dos principais atrativos da maquiagem low contrast é a percepção visual de rejuvenescimento proporcionada pelo conjunto da produção.

“Quando reduzimos os contrastes muito marcados do rosto, criamos uma percepção visual mais suave. Isso tende a transmitir juventude, delicadeza e frescor sem a necessidade de técnicas complexas ou excessos de produto”, explica.

Esse efeito acontece porque a maquiagem evita divisões muito evidentes entre os diferentes elementos da face, favorecendo uma aparência mais uniforme e delicada.

Depois de um período marcado por produções intensas e técnicas elaboradas de contorno, a maquiagem low contrast representa uma mudança de direção dentro do universo da beleza. Em vez de transformar completamente a aparência, ela busca destacar características já presentes no rosto de forma discreta.

“A nova geração de consumidoras está cada vez menos interessada em esconder quem é. Elas querem uma maquiagem que complemente a beleza natural e não que transforme completamente sua aparência”, conclui Ariana Carvalho.

Com acabamento leve, cores suaves e foco na harmonia dos traços, a maquiagem low contrast se consolida como uma das principais tendências atuais, refletindo um momento em que naturalidade, equilíbrio e simplicidade ocupam lugar de destaque no mercado da beleza.

Fonte: Terra
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/noiva-se-preparando-para-o-casamento-vista-lateral_33753954.htm

2 de julho de 2026 0 comentário
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Naturalidade ganha espaço na odontologia estética e reduz busca por sorrisos padronizados
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Naturalidade ganha espaço na odontologia estética e reduz busca por sorrisos padronizados

por Esteticare 28 de maio de 2026
escrito por Esteticare

Durante muito tempo, os dentes extremamente brancos, grandes e perfeitamente alinhados dominaram a estética dental no Brasil. O padrão ganhou força nas redes sociais, impulsionou procedimentos com lentes de contato dental e transformou o chamado “sorriso de celebridade” em símbolo de status e beleza. Agora, esse cenário começa a mudar dentro dos consultórios odontológicos.

Uma nova tendência na odontologia estética tem levado pacientes a abandonar resultados considerados artificiais em busca de sorrisos mais naturais e personalizados. O movimento acompanha uma mudança estética mais ampla, marcada pela valorização da individualidade e pela redução dos excessos visuais que dominaram os últimos anos.

Na prática, isso significa uma procura maior por tratamentos que respeitem características faciais, proporções do rosto e até a personalidade do paciente. Em vez de dentes padronizados e muito claros, cresce o interesse por procedimentos mais discretos, sofisticados e harmônicos.

O dentista Guilherme Rocha, fundador do Ateliê Guilherme Rocha, afirma que muitos pacientes que colocaram lentes dentais há alguns anos hoje retornam aos consultórios interessados em modificar os resultados anteriores.

“Existe um cansaço visual dos sorrisos artificiais. As pessoas perceberam que dentes extremamente brancos e padronizados nem sempre harmonizam com o rosto. Hoje, o paciente busca naturalidade, sofisticação e identidade”, explica o especialista.

Segundo ele, a mudança não acontece apenas por uma questão estética, mas também por um processo de reconhecimento pessoal. Muitos pacientes passaram a sentir que o sorriso deixou de refletir suas características naturais após aderirem a padrões muito rígidos de beleza.

Busca por identidade muda perfil dos procedimentos

Com mais de uma década de atuação na odontologia estética, Guilherme Rocha se tornou conhecido nas redes sociais por defender tratamentos personalizados e menos artificiais. Seu trabalho envolve lentes cerâmicas e reabilitação estética desenvolvidas com foco em naturalidade e equilíbrio facial.

A proposta contrasta com a estética que predominou nos últimos anos, marcada por dentes excessivamente uniformes e muito semelhantes entre si. Hoje, o planejamento individualizado passou a ser um diferencial valorizado pelos pacientes.

Essa mudança de comportamento também acompanha transformações no consumo de conteúdo digital. Se antes as redes sociais impulsionavam padrões exagerados, atualmente cresce o interesse por resultados considerados mais reais e elegantes. Na odontologia estética, a naturalidade passou a ser associada a sofisticação.

O próprio conceito de luxo dentro da estética vem mudando. Em vez de procedimentos chamativos, muitos pacientes passaram a valorizar intervenções discretas, capazes de melhorar a aparência sem alterar completamente a identidade visual.

Além da presença digital, Guilherme Rocha atende influenciadores, artistas e atletas conhecidos nacionalmente, entre eles Celso Portiolli, Mari Maria, Nicole Bahls, Lucas Paquetá, Luan Santana e Alok.

Planejamento artístico ganha importância

Outro ponto que tem ganhado relevância na odontologia estética é o cuidado técnico por trás de cada procedimento. Com pacientes mais atentos à naturalidade, o planejamento artístico passou a ocupar papel central na construção dos sorrisos.

No caso do Ateliê Guilherme Rocha, um dos diferenciais é o laboratório próprio, estrutura que permite maior controle técnico e estético sobre os trabalhos realizados. Segundo o especialista, isso possibilita personalização mais detalhada das peças e acompanhamento mais próximo de cada etapa do tratamento.

A estrutura também viabiliza a exportação de trabalhos para outros países, ampliando a atuação internacional do laboratório.

Especialistas da área observam que a tendência deve continuar nos próximos anos, especialmente entre pacientes que desejam melhorar a estética sem perder características individuais. A expectativa é de uma odontologia cada vez mais voltada à harmonia facial e menos ligada a padrões rígidos.

Para Guilherme Rocha, o futuro da estética dental está justamente nesse equilíbrio entre técnica e naturalidade.

“O sorriso precisa conversar com o rosto, com a personalidade e com a essência da pessoa. O futuro da estética está justamente na naturalidade”, finaliza.

A mudança de comportamento dos pacientes também reflete uma transformação cultural mais ampla. Em diferentes áreas da estética, procedimentos excessivamente marcados vêm perdendo espaço para resultados sutis e personalizados. Na odontologia, essa nova fase reforça a busca por autenticidade e por tratamentos que valorizem a identidade de cada pessoa, sem recorrer a padrões considerados artificiais.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/mulher-com-sorrisos-de-cabelo-encaracolado-mostra-amplamente-os-dentes-brancos-vestidos-com-uma-camiseta-casual-isolado-no-espaco-branco-da-copia-para-o-seu-conteudo-de-publicidade-emocoes-felizes_20745370.htm

28 de maio de 2026 0 comentário
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CFM regulamenta uso médico do fenol e impõe novas regras de segurança em procedimentos
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CFM regulamenta uso médico do fenol e impõe novas regras de segurança em procedimentos

por Esteticare 14 de maio de 2026
escrito por Esteticare

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nesta sexta-feira (15) uma nova resolução que regulamenta o uso médico do fenol no Brasil. A norma estabelece critérios técnicos e limites para aplicações terapêuticas, cirúrgicas e estéticas da substância, além de determinar exigências de segurança para clínicas e profissionais responsáveis pelos procedimentos.

O texto também proíbe que aplicações sejam realizadas por pessoas sem formação médica. A medida surge em meio ao debate nacional provocado pela morte do empresário Henrique Chagas, em 2024, após a realização de um peeling de fenol em uma clínica estética de São Paulo.

Até então, não existia uma regulamentação nacional detalhada do CFM sobre o tema. A nova resolução reconhece o potencial terapêutico da substância, mas reforça os riscos envolvidos em aplicações inadequadas ou sem controle médico.

“Ele é uma arma terapêutica importante, e deve ser usado com responsabilidade, seguindo todos os protocolos de segurança”, afirmou a conselheira federal do CFM e relatora da resolução, Yáscara Lages.

Fenol pode causar complicações cardíacas

O fenol é uma substância química utilizada em procedimentos médicos por sua capacidade de destruir tecidos de maneira controlada. Na dermatologia estética, ganhou notoriedade principalmente pelo peeling de fenol, técnica profunda voltada ao rejuvenescimento facial.

O problema, segundo especialistas, está na absorção sistêmica da substância. Dependendo da extensão da aplicação e do tempo de exposição, o fenol pode atingir a corrente sanguínea e provocar complicações graves, sobretudo no sistema cardiovascular.

A própria resolução do CFM reconhece que procedimentos que atinjam mais de 1,5% da superfície corporal apresentam elevado risco de cardiotoxicidade.

De acordo com Yáscara Lages, a toxicidade sistêmica está diretamente relacionada à quantidade aplicada e à área tratada.

“A análise dos medicamentos em uso e o diagnóstico cutâneo também são fundamentais para minimizar riscos e garantir bons resultados”, disse a conselheira.

Nova norma define limites para aplicação

A resolução estabelece limites máximos tanto para aplicações tópicas quanto injetáveis.

Nos procedimentos tópicos, o fenol poderá ser utilizado em até 5% da superfície corporal, independentemente da concentração da substância.

Já nas aplicações injetáveis, a quantidade máxima autorizada será de 30 miligramas por quilo de peso corporal, respeitando o teto absoluto de 1 grama.

Além disso, o texto cria níveis diferentes de exigência conforme o tamanho da área tratada.

Nos procedimentos que atinjam entre 0,5% e 1,5% da superfície corporal, passam a ser obrigatórios:

  • monitoramento cardíaco contínuo;
  • controle da pressão arterial;
  • monitoramento da saturação de oxigênio;
  • acesso venoso;
  • hidratação endovenosa.

Quando a aplicação ultrapassar 1,5% da superfície corporal, o procedimento deverá contar com um segundo médico dedicado exclusivamente ao acompanhamento clínico do paciente e ao manejo de possíveis complicações.

A resolução também determina que a presença de outro médico, preferencialmente anestesiologista, será obrigatória em qualquer procedimento com sedação.

Aplicação por não médicos está proibida

O texto publicado pelo CFM determina que a indicação e a execução de procedimentos com fenol são exclusivas de médicos habilitados e capacitados para o uso seguro da substância.

A norma proíbe explicitamente que a aplicação ou manipulação do produto seja delegada a terceiros não médicos, independentemente do contexto.

Outro ponto previsto é a obrigatoriedade de avaliação clínica e laboratorial individualizada antes do procedimento. O médico também deverá registrar informações detalhadas em prontuário e recolher a assinatura do termo de consentimento do paciente.

Segundo o conselho, essas medidas têm o objetivo de reduzir riscos e ampliar o controle sobre procedimentos considerados potencialmente invasivos.

Clínicas deverão seguir estrutura mínima

A resolução estabelece ainda que os procedimentos com fenol só poderão ser realizados em serviços de assistência médica regularizados e devidamente inscritos nos Conselhos Regionais de Medicina.

As clínicas precisarão manter estrutura mínima de segurança, incluindo:

  • equipamentos para emergências;
  • monitor multiparamétrico;
  • equipamentos de proteção individual;
  • ventilação adequada para diminuir a exposição aos vapores do fenol.

O texto também determina que o produto utilizado tenha prescrição individualizada, procedência conhecida e rastreabilidade.

Segundo Yáscara Lages, os médicos responsáveis pelos procedimentos devem possuir treinamento atualizado em suporte avançado de vida e capacidade para responder rapidamente em situações críticas.

A relatora ainda afirma que o uso deve ocorrer apenas com fórmulas “cientificamente validadas, com composição conhecida, padronizada e reprodutível”.

Proibição da Anvisa continua válida

Apesar da regulamentação do CFM, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém em vigor a proibição relacionada ao uso estético do fenol.

Desde 2024, a agência suspendeu a importação, fabricação, manipulação, comercialização, propaganda e utilização de produtos à base da substância para procedimentos estéticos, incluindo o peeling de fenol.

A decisão foi adotada após a morte de Henrique Chagas e permanece sem prazo definido para revisão.

Segundo a Anvisa, atualmente não existe no Brasil nenhum produto à base de fenol regularizado com indicação aprovada para procedimentos de peeling. A agência informou que segue analisando estudos científicos sobre eficácia e segurança da substância nesse tipo de aplicação.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/homem-usando-ingredientes-naturais-como-mascara-facial_12892791.htm

14 de maio de 2026 0 comentário
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Exossomos entram no radar da dermatologia com proposta de estimular regeneração da pele
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Exossomos entram no radar da dermatologia com proposta de estimular regeneração da pele

por Esteticare 6 de maio de 2026
escrito por Esteticare

A busca por tratamentos capazes de retardar os efeitos do envelhecimento mudou de direção nos últimos anos. Se antes a prioridade da dermatologia estética era suavizar rugas, devolver volume e corrigir manchas, agora cresce o interesse por técnicas que tentam atuar no funcionamento biológico da pele. Nesse movimento, os exossomos passaram a ocupar espaço em clínicas e consultórios como uma aposta da medicina regenerativa.

A tecnologia chama atenção por trabalhar na comunicação entre as células. A proposta é estimular mecanismos ligados à reparação tecidual, à produção de colágeno e ao controle inflamatório, tentando melhorar a qualidade da pele de maneira progressiva. Apesar da popularidade recente, especialistas ressaltam que ainda existem lacunas científicas sobre os resultados e a segurança em longo prazo.

O que são os exossomos

Os exossomos são estruturas microscópicas produzidas naturalmente pelo organismo. Eles funcionam como transportadores de informações celulares, carregando proteínas, lipídios e fragmentos de material genético responsáveis por influenciar diferentes processos biológicos.

“É como se fossem pequenos ‘pacotes de informação’ que ajudam a coordenar o comportamento das células”, explica a dermatologista Flávia Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Segundo a especialista, essa comunicação pode impactar diretamente a capacidade de regeneração da pele. “Na pele, isso pode significar mais eficiência na reparação e na manutenção da estrutura ao longo do tempo.”

O dermatologista Renato Soriani afirma que o interesse da estética pelos exossomos surgiu justamente pela possibilidade de atuar de forma mais profunda nos mecanismos celulares. “Em vez de apenas estimular de forma indireta, como muitos tratamentos fazem, os exossomos atuam na comunicação celular. Isso abre caminho para abordagens mais regenerativas”, diz.

Como o procedimento é realizado

Os protocolos com exossomos variam conforme a técnica utilizada e o objetivo do tratamento. Em alguns casos, o procedimento utiliza material autólogo, obtido a partir do sangue do próprio paciente.

Nesse modelo, uma pequena amostra sanguínea é coletada e processada em consultório para concentrar componentes ligados à regeneração celular. Depois, equipamentos específicos estimulam a liberação dos exossomos, que são aplicados na pele.

Para facilitar a absorção cutânea, o tratamento costuma ser associado a procedimentos como microagulhamento e mesoterapia. A intenção é potencializar a resposta regenerativa sem alterar as características naturais do rosto.

“O objetivo é potencializar a resposta regenerativa de forma progressiva, sem alterar as características naturais da pele”, afirma Soriani.

Além dos protocolos faciais, os exossomos também passaram a ser utilizados em tratamentos capilares. A tecnologia tem sido aplicada principalmente em casos de afinamento dos fios e queda de cabelo, com a proposta de melhorar o ambiente do couro cabeludo e favorecer o crescimento capilar.

Resultados aparecem de forma gradual

Ao contrário de procedimentos com efeito imediato, como preenchimentos, os tratamentos com exossomos costumam apresentar resultados mais lentos. A resposta depende de fatores individuais e da capacidade biológica de regeneração de cada paciente.

De acordo com os especialistas, o método é indicado principalmente para pessoas que apresentam perda de elasticidade, viço e capacidade de recuperação da pele. O tratamento geralmente é feito em sessões, com evolução gradual ao longo dos meses.

“Não é comparável a procedimentos de efeito imediato, como preenchimentos. A atuação é mais lenta e depende da resposta biológica de cada paciente”, afirma Flávia Brasileiro.

Por isso, médicos destacam a importância de alinhar expectativas antes do início do procedimento. A proposta não é promover uma transformação instantânea, mas estimular uma melhora progressiva da qualidade da pele.

Crescimento do uso exige cautela

Embora os exossomos tenham ganhado espaço no mercado estético, a produção científica ainda não acompanhou totalmente a velocidade de expansão da técnica. Estudos já demonstram a importância dessas estruturas na comunicação celular, mas a aplicação clínica padronizada ainda está em desenvolvimento.

“Existe plausibilidade biológica, mas ainda precisamos de mais estudos clínicos robustos para entender plenamente os resultados e a segurança em longo prazo”, afirma Soriani.

A regulamentação também aparece como ponto de atenção. Especialistas alertam que nem todos os materiais e protocolos utilizados em clínicas seguem critérios rigorosos de qualidade.

“Nem tudo o que é oferecido segue padrões rigorosos de qualidade ou tem respaldo científico consistente”, alerta Brasileiro.

Entre os possíveis riscos do procedimento estão reações inflamatórias, infecções associadas a técnicas invasivas e resultados inferiores às expectativas criadas em torno da tecnologia.

“Existe um descompasso entre o que está sendo prometido e o que já foi comprovado em larga escala”, completa a dermatologista.

Mesmo cercados por questionamentos, os exossomos refletem uma mudança importante no setor da estética. Em vez de tratamentos voltados apenas à correção de sinais visíveis do envelhecimento, cresce o interesse por abordagens que tentam interferir nos mecanismos biológicos ligados ao funcionamento da pele.

“É uma tecnologia promissora, mas ainda em evolução”, resume Soriani. “Os melhores resultados tendem a aparecer quando ela é bem indicada e integrada a outras estratégias já consolidadas.”

Fonte: Marie Claire
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/mulher-bonita-com-baixa-projecao-poli-na-bochecha_135026483.htm

6 de maio de 2026 0 comentário
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Protetor solar em bastão exige atenção na aplicação para garantir proteção eficaz
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Protetor solar em bastão exige atenção na aplicação para garantir proteção eficaz

por Esteticare 15 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Os protetores solares em bastão ganharam espaço na rotina de cuidados com a pele por serem fáceis de aplicar, compactos e menos propensos a vazamentos. A proposta agrada quem busca praticidade, principalmente fora de casa. Ainda assim, especialistas chamam a atenção para um ponto decisivo: a eficácia não está no formato, mas na quantidade aplicada sobre a pele.

Segundo dermatologistas, o uso incorreto é frequente. Por serem mais densos, os bastões costumam ser aplicados em camadas muito finas, o que compromete a proteção contra a radiação ultravioleta.

“A recomendação da Academia Americana de Dermatologia é que cada pedaço da pele receba quatro camadas, ou seja, em cada área é necessário fazer o movimento de ida e volta [com o bastão] quatro vezes e depois espalhar com a mão para ter certeza de que aquele local não ficou sem proteção”, ensina a dermatologista Barbara Miguel, do Einstein Hospital Israelita.

Na prática, isso significa que apenas deslizar o produto uma ou duas vezes não é suficiente. A cobertura precisa ser reforçada até formar uma camada visível antes de ser espalhada. Ainda assim, muitas pessoas evitam esse volume por desconforto na textura.

“Por isso, os bastões acabam durando mais do que as outras versões, o que não aconteceria se fossem aplicados da maneira correta”, alerta a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

Uso mais indicado e reaplicação

O protetor solar em bastão tende a funcionar melhor em áreas menores e específicas do corpo. É o caso de regiões como nariz, maçãs do rosto, testa, queixo, cicatrizes e lábios, onde a aplicação precisa ser mais precisa.

Também é uma opção prática para reaplicação ao longo do dia, especialmente em ambientes urbanos ou durante atividades ao ar livre. Como não exige contato direto das mãos com o produto, facilita o retoque em momentos de deslocamento.

“Também são excelentes para retoques sem sujar as mãos”, acrescenta Pomerantzeff.

A frequência de reaplicação segue o mesmo padrão dos outros tipos de filtro solar. O produto deve ser reaplicado a cada duas ou três horas, ou antes disso em situações de suor intenso, contato com água ou uso de toalhas. Em todos os casos, a recomendação de aplicar quatro camadas por área continua valendo.

O que observar na hora de escolher

A escolha do protetor solar em bastão deve considerar critérios semelhantes aos de outras versões. O fator de proteção solar deve ser de, no mínimo, 30. A resistência à água é outro ponto importante, principalmente para quem pratica atividades ao ar livre.

Também é essencial que o produto tenha proteção de amplo espectro, capaz de bloquear tanto os raios UVA quanto os UVB, associados ao envelhecimento precoce e ao risco de câncer de pele.

Outro aspecto relevante é a presença de cor na formulação. Produtos com pigmento oferecem uma camada adicional de proteção.

“Além da barreira química, ele fornece uma barreira física, inclusive contra a luz visível, que é um gatilho para a formação ou piora de manchas, em especial o melasma”, destaca a médica do Einstein.

Quantidade ideal para o corpo inteiro

Apesar da praticidade do bastão, dermatologistas recomendam que ele não seja a principal escolha para cobrir grandes áreas do corpo. Nesses casos, os filtros solares em creme tendem a garantir aplicação mais uniforme e eficiente.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta medidas aproximadas para assegurar a proteção adequada. Para rosto, pescoço e orelhas, o equivalente a uma colher de chá é suficiente. Cada braço deve receber a mesma quantidade. No tronco, são indicadas duas colheres de chá para a parte frontal e duas para as costas. Já pernas e pés exigem duas colheres de chá para cada lado.

A aplicação deve ocorrer cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol. Esse intervalo permite melhor absorção dos ativos e aumenta a eficácia do produto.

Áreas frequentemente esquecidas, como nuca, orelhas e dorso das mãos e dos pés, também precisam de atenção. A proteção incompleta nessas regiões é uma das falhas mais comuns e pode trazer prejuízos à saúde da pele ao longo do tempo.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/vetores-premium/protetor-solar-de-verao-para-protecao-da-pele-modelo-realista-de-garrafa-de-cosmeticos_201853874.htm

15 de abril de 2026 0 comentário
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Estresse e pele: como a mente interfere no corpo e o que fazer para reduzir os impactos
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Estresse e pele: como a mente interfere no corpo e o que fazer para reduzir os impactos

por Esteticare 1 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Mudanças de rotina, como uma troca de casa ou o fim de um relacionamento, podem coincidir com o surgimento de espinhas, crises de eczema ou aumento da sensibilidade da pele. A relação não é casual. A conexão entre fatores emocionais e saúde cutânea vem sendo estudada com mais profundidade nas últimas décadas, trazendo novas abordagens para o tratamento dermatológico.

Especialistas apontam que o estresse, tanto físico quanto emocional, pode desencadear ou agravar diferentes condições da pele. Entre os efeitos mais comuns estão o aumento da oleosidade, o ressecamento, a inflamação e maior suscetibilidade a infecções. Problemas como acne, eczema, psoríase e urticária tendem a piorar em períodos prolongados de tensão.

“A sua pele é impactada tanto por estresses físicos quanto emocionais”, explica a dermatologista Alia Ahmed, que atua na área de psicodermatologia, campo que integra aspectos mentais e dermatológicos. Na prática clínica, ela observa não apenas os sinais visíveis na pele, mas também o estado emocional do paciente, incluindo padrões de sono, alimentação, humor e níveis de ansiedade.

Essa abordagem mais ampla se justifica pela origem comum entre cérebro e pele. Ambos se desenvolvem a partir do mesmo grupo celular nas fases iniciais do embrião, o que ajuda a explicar a comunicação constante entre os dois sistemas ao longo da vida.

Reações do corpo ao estresse

Quando uma pessoa enfrenta situações estressantes, o organismo ativa mecanismos de defesa que incluem a liberação de hormônios como cortisol e adrenalina. Em curto prazo, essa resposta pode ser útil, aumentando o estado de alerta. O problema surge quando esse processo se prolonga.

O excesso de cortisol está associado ao aumento da inflamação no corpo, o que pode intensificar doenças inflamatórias da pele. Ao mesmo tempo, ocorre um enfraquecimento da barreira cutânea, camada responsável por proteger contra agentes externos e manter a hidratação.

Com essa barreira comprometida, a pele perde água com mais facilidade e se torna mais vulnerável à entrada de substâncias irritantes e alérgenos, como fragrâncias e pólen. O resultado costuma aparecer na forma de ressecamento, vermelhidão e sensibilidade.

Outro efeito relevante é a redução dos peptídeos antimicrobianos, moléculas que ajudam a combater microrganismos. Com níveis mais baixos, o risco de infecções cutâneas aumenta.

No caso da acne, o estresse também influencia a produção de sebo, substância oleosa que pode obstruir os poros e favorecer o surgimento de espinhas. Além disso, a qualidade do sono tende a piorar em períodos de tensão, prejudicando o processo natural de regeneração da pele.

O ciclo que se retroalimenta

A relação entre estresse e pele não é linear. Muitas vezes, ela se transforma em um ciclo difícil de interromper. Um dos exemplos mais comuns envolve a coceira.

Sob estresse, células da pele liberam substâncias como a histamina, que provocam prurido. Ao coçar, a pessoa causa microlesões, o que intensifica a irritação e gera mais coceira. O desconforto aumenta, assim como a frustração por não conseguir controlar o hábito, elevando novamente o nível de estresse.

“Você sente coceira, se coça, causa mais danos à pele e isso faz com que a coceira aumente ainda mais”, explica Alia Ahmed. “E aí você começa a se irritar consigo mesmo: por que não consigo parar de me coçar? Isso eleva ainda mais o nível de estresse.”

Além do aspecto físico, há o impacto emocional de conviver com alterações visíveis na pele. Em casos como eczema ou acne mais intensa, comentários de outras pessoas e a própria insatisfação com a aparência podem afetar a autoestima, contribuindo para o agravamento do quadro.

Estratégias para reduzir o impacto

Controlar o estresse é uma parte importante do cuidado com a pele. A psiquiatra Rajita Sinha, professora da Universidade Yale, afirma que o problema se torna mais significativo quando a pessoa sente que perdeu o controle sobre a situação.

Nesses casos, podem surgir sintomas físicos, como dores de cabeça e desconfortos gastrointestinais, além de dificuldades cognitivas e alterações de humor. Entre as estratégias recomendadas estão a prática regular de atividade física e a busca por apoio emocional.

Exercícios ajudam a reduzir os níveis basais de cortisol e podem atenuar picos associados ao estresse. Já práticas como a meditação mindfulness vêm sendo associadas a mudanças estruturais no cérebro, especialmente no córtex pré-frontal, área ligada ao raciocínio e à regulação emocional.

Estudos indicam que terapias baseadas em mindfulness podem melhorar não apenas o bem-estar psicológico, mas também sintomas físicos em doenças de pele. Em pacientes com psoríase, por exemplo, a associação dessas técnicas ao tratamento convencional mostrou resultados mais positivos.

Encontrar o que funciona

Não existe uma única solução para todos os casos. Segundo Alia Ahmed, o mais eficaz é testar diferentes abordagens até identificar aquelas que se encaixam melhor na rotina de cada pessoa.

As opções variam desde exercícios de relaxamento antes de dormir até atividades mais dinâmicas, como meditação em movimento. Técnicas de atenção plena, conhecidas como “aterramento”, também podem ajudar quem tende a se distrair ou a ficar preso em pensamentos repetitivos.

Um ponto importante é que relaxar não significa apenas executar uma atividade. Muitas pessoas mantêm a mente ocupada com preocupações mesmo durante exercícios ou caminhadas, o que reduz o efeito dessas práticas. O descanso mental precisa acompanhar o físico.

Cuidado contínuo

A saúde da pele depende de um conjunto de fatores. Reduzir o estresse é parte do processo, mas não substitui cuidados básicos, como uma rotina adequada de skincare, alimentação equilibrada, sono de qualidade e, quando necessário, acompanhamento médico.

A constância nesses hábitos permite não só melhorar o estado da pele ao longo do tempo, mas também identificar gatilhos específicos que podem estar por trás de crises recorrentes.

Na prática clínica, a integração entre mente e corpo tem mostrado resultados consistentes. “Não só vejo melhora nas condições de pele dos meus pacientes, como também ouço deles que estão se sentindo melhor mentalmente”, afirma Ahmed.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/abre-os-poros-da-pele-durante-a-rotina-de-cuidados-faciais_25630975.htm

1 de abril de 2026 0 comentário
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Pele no pós-Carnaval pede limpeza suave e hidratação para evitar acne e manchas
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Pele no pós-Carnaval pede limpeza suave e hidratação para evitar acne e manchas

por Esteticare 19 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

Após dias de blocos sob sol forte, maquiagem intensa e muito suor, dermatologistas observam aumento de queixas como oleosidade excessiva, espinhas, vermelhidão e manchas. A sobrecarga típica do Carnaval compromete a barreira de proteção da pele e favorece inflamações. Para a dermatologista Ingrid Tavares, o período logo depois da folia é decisivo para restaurar o equilíbrio cutâneo e prevenir complicações.

“Durante a folia, a pele sofre uma sobrecarga muito grande. São horas de suor, maquiagem pesada, glitter e sol direto, o que fragiliza a barreira da pele e facilita inflamações”, explica Ingrid.

A combinação de calor intenso, exposição solar prolongada e acúmulo de produtos cosméticos cria um ambiente propício ao surgimento de problemas dermatológicos. Muitas pessoas só percebem os efeitos alguns dias depois, quando a pele começa a reagir com ardência, descamação ou surgimento de acne.

Resíduos acumulados favorecem cravos e dermatites

Segundo a especialista, a mistura da oleosidade natural da pele com poluição, protetor solar e maquiagem pesada tende a obstruir os poros. Esse bloqueio dificulta a respiração cutânea e estimula processos inflamatórios.

“Os poros ficam literalmente entupidos. Isso favorece o aparecimento de cravos, espinhas, vermelhidão e até dermatites em pessoas mais sensíveis”, afirma a dermatologista.

O problema pode se agravar quando há repetidas camadas de produtos ao longo do dia, algo comum em blocos de rua. Reaplicações de filtro solar sobre maquiagem, por exemplo, aumentam o acúmulo de resíduos. Sem uma higienização adequada ao fim do dia, a chance de acne no pós-Carnaval cresce de forma significativa.

Glitter pode provocar alergias e microlesões

Elemento quase obrigatório na maquiagem carnavalesca, o glitter exige atenção redobrada. Apesar da aparência leve e festiva, suas partículas podem causar pequenos traumas na superfície da pele.

“Algumas partículas são abrasivas e podem causar pequenas lesões, além de reações alérgicas. Em peles sensíveis, é comum vermelhidão, coceira e ardência”, alerta.

A recomendação é utilizar apenas produtos próprios para uso cosmético, evitando versões artesanais ou industriais não indicadas para contato com a pele. A remoção também deve ser cuidadosa, sem fricção excessiva, para não ampliar possíveis microlesões.

Limpeza correta é etapa central da recuperação

A retirada da maquiagem pesada precisa ser feita de maneira gradual. Esfregar o rosto com força, prática comum após longas horas de festa, tende a piorar a irritação já instalada.

“O ideal é começar com cleansing oil (demaquilante à base de óleos) ou água micelar, que dissolvem maquiagem pesada e glitter sem precisar esfregar. Depois, a lavagem com sabonete facial suave é fundamental”, orienta.

Sobre os lenços demaquilantes, ela complementa: “Eles ajudam, mas não substituem a limpeza completa. Sempre é necessário lavar o rosto depois”.

A esfoliação, por sua vez, não deve ser imediata. Embora muitas pessoas tentem promover uma limpeza profunda logo após a folia, o procedimento pode agravar quadros de ardência ou inflamação.

“Se a pele estiver ardendo ou vermelha, a esfoliação vai agravar a inflamação. O ideal é esperar a pele se recuperar e optar por versões suaves”, alerta.

Suor com maquiagem aumenta risco de acne

O calor típico do Carnaval brasileiro favorece a transpiração intensa. Quando o suor permanece por horas misturado a cosméticos e oleosidade natural, cria-se um ambiente úmido que facilita a proliferação de bactérias.

“Quando o suor se mistura com maquiagem e oleosidade, ocorre proliferação de bactérias. Isso aumenta muito o risco de acne e dermatites no pós-Carnaval”, explica a expert.

Quem já tem tendência à acne precisa redobrar os cuidados nos dias seguintes à festa, priorizando fórmulas leves, não comedogênicas e livres de álcool e fragrâncias marcantes.

Exposição solar urbana também exige proteção

A associação entre protetor solar e praia ainda é comum, mas blocos de rua expõem foliões a radiação intensa por várias horas seguidas. Mesmo em ambientes urbanos, a incidência de raios ultravioleta pode causar danos cumulativos.

“Mesmo nos blocos urbanos, a exposição solar é intensa e prolongada. Isso pode causar manchas, queimaduras e acelerar o envelhecimento da pele”, ressalta a dermatologista.

A orientação é reaplicar o filtro solar a cada duas horas, especialmente em atividades ao ar livre. No pós-Carnaval, manter o uso diário do protetor é fundamental para evitar hiperpigmentações em áreas sensibilizadas.

Ativos calmantes ajudam a restaurar a barreira cutânea

Depois da limpeza adequada, a hidratação passa a ser etapa estratégica. Produtos com ingredientes calmantes contribuem para reduzir a inflamação e devolver conforto à pele.

“Ingredientes como aloe vera, pantenol, niacinamida, água termal e ácido hialurônico ajudam a reduzir a inflamação e devolver conforto à pele”, explica.

Para Ingrid, simplificar a rotina é a melhor escolha nos dias seguintes à folia. Peles sensíveis ou acneicas devem evitar procedimentos agressivos, ácidos fortes e maquiagem pesada até que a barreira cutânea esteja restabelecida.

“Essas peles precisam evitar produtos agressivos, álcool, fragrâncias fortes e maquiagem pesada. Quanto mais simples e suave for a rotina, melhor será a recuperação”, afirma.

A recomendação final inclui limpeza suave duas vezes ao dia, hidratação calmante e uso regular de protetor solar. “A limpeza suave duas vezes ao dia, hidratação calmante e protetor solar são o tripé da recuperação da pele. Também é importante beber mais água, descansar e evitar produtos fortes por alguns dias”.

Fonte: Metrópoles
Foto: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/um-grupo-de-mulheres-de-pe-uma-ao-lado-da-outra-d70xbyNCCwc

19 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Ana Paula Renault detalha rotina de skincare no BBB26 e movimenta buscas por produtos de beleza
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Ana Paula Renault detalha rotina de skincare no BBB26 e movimenta buscas por produtos de beleza

por Esteticare 18 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

A presença de Ana Paula Renault no BBB26 não passa despercebida. Além das estratégias de jogo e das conversas afiadas, a rotina de cuidados com a pele da participante virou assunto recorrente entre os colegas de confinamento e também nas redes sociais. Comentários sobre o viço e a textura da pele da comunicadora circularam dentro da casa, o que levou a própria sister a compartilhar parte dos seus hábitos de skincare em diálogo com outros brothers.

Em uma conversa com Jonas, ela resumiu o que considera essencial na rotina diária. “A pele precisa de hidratação”, disse, ao explicar que o passo vem logo após a limpeza facial com sabonete específico. A fala, simples e direta, acabou destacando um ponto que dermatologistas costumam reforçar fora do programa, o cuidado básico, feito de forma consistente, ainda é a base de qualquer rotina eficaz.

A movimentação em torno do nécessaire da participante ganhou força à medida que o público passou a prestar atenção nos momentos em que ela aparecia organizando os produtos sobre a cama ou na pia do banheiro. Mesmo com os rótulos cobertos pela produção do reality, como é padrão no formato da TV Globo, internautas começaram a analisar imagens e vídeos para tentar descobrir quais cosméticos fazem parte da seleção de Ana Paula.

Hidratação como pilar da rotina

No ambiente do confinamento, onde a iluminação intensa e a maquiagem constante podem impactar a pele, manter uma rotina organizada se torna ainda mais relevante. Ao destacar a importância da hidratação logo após a limpeza, Ana Paula reforçou uma sequência básica que inclui sabonete facial adequado ao tipo de pele e aplicação de creme ou sérum hidratante.

Em outro momento, ela chegou a emprestar um creme para espinhas a Chaiany, o que alimentou a percepção de que poderia se tornar uma espécie de referência informal de beleza entre os colegas. A troca de produtos, comum em edições anteriores do programa, costuma despertar curiosidade do público, especialmente quando envolve participantes com histórico de cuidados estéticos.

Fora da casa, a comunicadora já falou abertamente sobre procedimentos dermatológicos realizados ao longo dos anos. Segundo informações divulgadas por sua dermatologista em vídeo no Instagram, ela mantém tratamentos regulares para estímulo de colágeno e melhora do viço da pele. Também realiza aplicações de botox a cada seis meses no terço superior do rosto e no pescoço, além de preenchimento labial com ácido hialurônico.

Produtos apontados por internautas

Embora não haja confirmação oficial sobre cada item levado para o BBB26, o interesse do público resultou em tentativas de identificação feitas a partir de registros exibidos no programa. A influenciadora Alery Correa publicou uma análise nas redes sociais após observar o momento em que Ana Paula abriu o nécessaire.

Entre os produtos que teriam sido reconhecidos estão a Água Micelar Dermatológica Clareadora, da Bioderma, e o Creme Hidratante, da Bepantol Derma. Também aparece na lista o Protetor Solar Facial Sun FPS 70 Sérum Primer Daily UV, da Nivea.

Chamou atenção a possível presença de marcas associadas à K-beauty, tendência coreana que ganhou espaço no mercado brasileiro nos últimos anos. Entre elas, o Sérum Calmante Centella e a Ampola Intensiva Probio-Cica de Centella Madagascar, da SKIN1004, além do PDRN Pink Peptide Serum, da Medicube.

Outro item apontado foi o Cicaplast Baume B5+, da La Roche-Posay, produto frequentemente indicado para recuperação da barreira cutânea. A combinação sugere uma rotina voltada para hidratação profunda, ação calmante e proteção solar, pilares recorrentes em orientações dermatológicas.

A curiosidade do público em torno dos cosméticos utilizados no reality revela um fenômeno já observado em edições anteriores do programa. Participantes com rotinas de beleza bem definidas acabam influenciando buscas online e movimentando discussões sobre marcas e tratamentos. No caso de Ana Paula Renault, a atenção se soma ao histórico de exposição pública e ao fato de já ter participado de outras temporadas do Big Brother Brasil.

Sem confirmar oficialmente cada produto, o que se vê até agora é uma rotina centrada em limpeza adequada, hidratação consistente e proteção solar diária. Em meio às estratégias e às dinâmicas do BBB26, a conversa sobre skincare mostra que, mesmo dentro da casa mais vigiada do país, o básico ainda encontra espaço e audiência.

Fonte: Capricho
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/sob-olho-sacos-tratamento-turva-espelho-reflexao_8047601.htm

18 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Carnaval exige atenção redobrada com a pele sob sol, suor e maquiagem
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Carnaval exige atenção redobrada com a pele sob sol, suor e maquiagem

por Esteticare 5 de fevereiro de 2026
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Glitter no rosto, fantasias coloridas e horas acompanhando blocos ao ar livre fazem parte da experiência do Carnaval em grande parte do país. O cenário, embora festivo, impõe desafios reais à saúde da pele. O período concentra alguns dos fatores mais agressivos ao tecido cutâneo, como sol forte, calor elevado, suor constante e aplicação frequente de maquiagem. A combinação explica por que, segundo dermatologistas, as queixas aumentam significativamente após os dias de festa.

De acordo com a médica pós-graduada em dermatologia Camila Mazza, o principal problema está na falsa percepção de que a pele consegue lidar com excessos por um curto intervalo de tempo sem consequências. “O erro mais comum é acreditar que a pele suporta excessos por poucos dias. A combinação dessas três coisas compromete a proteção natural da pele e desencadeia inflamações que podem persistir por semanas”, afirma a especialista ao Correio.

Durante o Carnaval, a rotina muda de forma brusca. Há mais tempo em ambientes externos, maior exposição à radiação solar e uso intensificado de produtos com brilho, muitas vezes associados ao contato contínuo com calor e umidade. Esse conjunto cria condições favoráveis para irritações, coceira, ardência e reações alérgicas, inclusive em pessoas que não costumam apresentar sensibilidade cutânea no dia a dia.

Glitter, maquiagem e produtos inadequados

Entre os principais vilões da folia estão os cosméticos que não são próprios para uso na pele. Glitter escolar, tintas artesanais e maquiagens sem registro adequado podem conter partículas abrasivas ou substâncias irritantes. Quando aplicados diretamente no rosto ou no corpo, aumentam o risco de alergias, sobretudo em áreas sensíveis como pálpebras, pescoço e região próxima à boca.

O calor e a umidade intensos também favorecem a obstrução dos poros e a proliferação de bactérias. Como consequência, surgem quadros de acne, foliculite e assaduras, especialmente em regiões de atrito como coxas, axilas e virilha. Em pessoas com predisposição, esses problemas podem evoluir para inflamações mais persistentes, que exigem tratamento específico após o Carnaval.

Outro ponto de atenção é a exposição solar sem proteção adequada. Além das queimaduras, o sol em excesso contribui para o surgimento de manchas, piora do melasma e aceleração do envelhecimento precoce da pele. Mesmo em dias nublados ou com parte do corpo coberta por fantasia, a radiação ultravioleta continua atuando.

Protetor solar é indispensável na folia

Para reduzir os danos, Camila Mazza reforça a importância do uso diário de protetor solar com fator de proteção solar, o FPS, de pelo menos 30. A aplicação deve ser feita antes de sair de casa e reaplicada a cada duas horas, especialmente após suor intenso ou contato com água. Segundo a médica, versões com cor costumam apresentar melhor fixação e maior durabilidade, além de oferecerem proteção adicional contra a luz visível.

Formatos como stick ou spray podem facilitar a reaplicação durante os blocos, sem a necessidade de remover completamente a maquiagem. Ainda assim, a especialista alerta que nenhum produto substitui a reaplicação correta. Chapéus, óculos escuros e roupas leves com proteção UV também ajudam a minimizar a exposição direta ao sol, sobretudo nos horários de pico.

“A escolha consciente de maquiagem e glitter também é fundamental, é preciso priorizar produtos próprios para a pele, evitar áreas sensíveis e nunca dormir com resíduos no rosto ou no corpo”, orienta Camila. A limpeza adequada ao fim do dia é parte essencial do cuidado, pois remove impurezas, suor e resíduos que podem desencadear inflamações durante a noite.

Sinais de alerta e cuidados após a festa

Caso surjam sintomas como coceira persistente, ardência, descamação ou vermelhidão, a recomendação é interromper imediatamente o uso dos produtos que possam ter causado a irritação. Intensificar a hidratação da pele, com cremes calmantes e sem fragrância, ajuda a restaurar a barreira cutânea.

Se os sinais não regredirem em poucos dias ou se houver piora do quadro, a orientação é buscar avaliação dermatológica. Segundo Camila Mazza, a atenção precoce evita que um problema pontual se prolongue por semanas após o fim da festa. Com cuidados simples e escolhas adequadas, é possível aproveitar o Carnaval sem comprometer a saúde da pele no longo prazo.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-usando-maquiagem-rosa-e-enfeites-no-rosto-isolado-no-branco_20616648.htm

5 de fevereiro de 2026 0 comentário
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