Esteticare
  • Alimentação
  • Cabelos
  • Corpo
  • Estética
  • Mente
  • Rosto
Alimentação

Imposto seletivo sobre o vinho preocupa pequenas vinícolas e reacende debate sobre desenvolvimento regional

por Esteticare 15 de julho de 2026
15 de julho de 2026
Imposto seletivo sobre o vinho pode elevar preços e reacender debate sobre consumo e cadeia produtiva

A regulamentação do imposto seletivo previsto na reforma tributária segue mobilizando o setor vitivinícola brasileiro. Ainda sem a definição das alíquotas, representantes da cadeia produtiva estimam que a tributação sobre o vinho poderá alcançar aproximadamente 55% a partir de 2027. A expectativa tem gerado preocupação entre produtores, especialmente os de pequeno porte, que temem impactos financeiros ao longo de toda a cadeia.

Além das consequências econômicas para as vinícolas, o debate envolve o futuro de um produto que, quando consumido com moderação, costuma integrar hábitos alimentares e experiências gastronômicas em diferentes culturas. O setor defende que o vinho seja tratado de forma distinta de outras bebidas alcoólicas, considerando seu papel na agricultura, no turismo e na economia regional.

Tributação ainda será definida pelo Senado

Conforme documento elaborado pelo Consevitis-RS, a tributação do vinho deverá ser composta por dois critérios. O primeiro será uma alíquota incidente sobre o valor da operação, conhecida como ad valorem. O segundo será uma cobrança específica baseada no teor alcoólico da bebida, chamada de ad rem.

Os percentuais definitivos ainda serão estabelecidos pelo Senado Federal durante a regulamentação da reforma tributária. A expectativa das entidades é que o vinho seja enquadrado em uma faixa intermediária entre as bebidas alcoólicas, já que a tributação deverá considerar a graduação alcoólica dos produtos.

Enquanto a definição não ocorre, produtores acompanham as discussões para entender de que forma as novas regras poderão afetar os custos de produção e o preço final ao consumidor.

Pequenas vinícolas temem dificuldades financeiras

Na avaliação do contabilista e sócio-proprietário da vinícola Casa Marques Pereira, Fábio Marques Pereira, o maior desafio poderá surgir no funcionamento do novo modelo de arrecadação previsto pela reforma.

“O verdadeiro teste para o capital de giro reside na mecânica do split payment e na velocidade de recuperação dos créditos tributários”, afirma.

Segundo ele, a produção de vinhos premium exige um ciclo longo de fabricação. Em muitos casos, as bebidas permanecem entre 12 e 24 meses em barricas e adegas antes de chegarem ao mercado. Durante esse período, o investimento permanece imobilizado enquanto as empresas continuam assumindo despesas operacionais.

Esse cenário torna a recuperação dos créditos tributários um fator decisivo para a saúde financeira das pequenas vinícolas.

“Qualquer atraso ou fricção na compensação de créditos sobre insumos essenciais como garrafas importadas, rolhas de cortiça natural e maquinário agrícola pode asfixiar a liquidez do pequeno produtor antes mesmo que o produto chegue ao mercado”, diz.

Reflexos também podem atingir turismo e hospitalidade

Os impactos da reforma, segundo Fábio Marques Pereira, podem ir além da produção de vinhos. Atividades ligadas ao enoturismo e à hospitalidade desenvolvidas pelas vinícolas também poderão enfrentar aumento de custos.

Experiências como visitas a propriedades, degustações, hospedagens e eventos fazem parte da estratégia de muitas empresas para ampliar receitas e fortalecer a relação com os consumidores. Alterações nas relações de trabalho e o crescimento das despesas operacionais podem reduzir as margens dessas atividades, principalmente entre pequenos empreendimentos.

Setor busca reconhecimento do vinho como produto cultural

O imposto seletivo será aplicado às bebidas alcoólicas, mas as entidades representativas da vitivinicultura defendem um tratamento diferenciado para o vinho na legislação brasileira.

O Consevitis-RS argumenta que a bebida possui relevância histórica, cultural e econômica. Além de representar uma tradição trazida por comunidades imigrantes, o vinho está ligado à produção agrícola, à indústria nacional, ao turismo e às exportações brasileiras.

Por esse motivo, o setor solicita que essas características sejam consideradas durante a regulamentação da reforma tributária.

Competitividade internacional preocupa produtores

Outro ponto destacado pelas entidades envolve a concorrência internacional. Países vizinhos, como Argentina e Chile, adotam modelos tributários distintos para o vinho, o que influencia diretamente a competitividade dos produtores brasileiros.

Na avaliação do setor, reconhecer o vinho como um produto agroalimentar e de valor cultural, prática observada em alguns países produtores, contribuiria para equilibrar a concorrência e preservar a atividade econômica desenvolvida pelas vinícolas nacionais.

Enquanto as regras do imposto seletivo seguem em discussão, produtores aguardam a definição das alíquotas e dos mecanismos de compensação tributária. A expectativa é que a regulamentação considere não apenas a arrecadação, mas também os impactos sobre pequenas empresas, consumidores e toda a cadeia produtiva do vinho no Brasil.

Fonte: CNN Brasil
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/vinho-tinto-e-enfeites-de-natal-na-mesa-de-madeira-na-superficie-de-madeira_17550885.htm

Vinhos
postagem anterior
Escova facial viraliza nas redes, mas especialistas explicam por que acessório não substitui tratamentos estéticos
próxima postagem
Loiro suede ganha força no inverno 2026 com visual natural e acabamento sofisticado

Postagens Relacionadas

Vinícola Aurora projeta receber 90 mil turistas no...

7 de julho de 2026

Melhores regiões de vinhos em Portugal: roteiro pelos...

4 de junho de 2026

Alimentação saudável esbarra na rotina e no bolso,...

28 de abril de 2026

Adoçantes podem gerar efeitos duradouros no organismo e...

21 de abril de 2026

Compra de pescado na Semana Santa exige cuidados...

2 de abril de 2026

Consumo de ultraprocessados cresce no Brasil e pressiona...

31 de março de 2026

Dieta cetogênica entra no debate sobre saúde mental,...

24 de março de 2026

Medicamentos para emagrecer com semaglutida e tirzepatida exigem...

3 de março de 2026

Porções menores ganham espaço nos restaurantes dos EUA...

24 de fevereiro de 2026

Fibras na alimentação ganham destaque por impacto na...

3 de fevereiro de 2026

Postagns Recentes

  • 7ª Corrida do Vinho transforma vinhedos do Vale do São Francisco em cenário para prova

    13 de agosto de 2026
  • Procedimentos estéticos podem contribuir para autoestima e bem-estar

    12 de agosto de 2026
  • Rinoplastia moderna amplia foco em estética, anatomia e respiração

    11 de agosto de 2026
  • Mercado de suplementos avança no Brasil, mas especialistas reforçam importância do consumo orientado

    6 de agosto de 2026
  • Indústria de cosméticos avalia novas demandas dos consumidores e avanço da tecnologia no setor de beleza

    5 de agosto de 2026

Categorias

  • Alimentação (54)
  • Cabelos (59)
  • Corpo (65)
  • Cuidados com a pele (4)
  • Estética (75)
  • Mente (61)
  • Moda (17)
  • Rosto (51)
  • Saúde (6)

Esteticare

O portal Esteticare reúne informação qualificada para profissionais de estética, beleza e bem-estar. A cobertura acompanha tendências, técnicas e cuidados que impactam a rotina do setor. Alimentação, cabelos, corpo, mente e rosto são abordados com foco prático e atualizado. Um espaço pensado para quem trabalha com cuidado, saúde e imagem no dia a dia.

  • Contato
  • Política de privacidade

© Esteticare. Todos os direitos reservados 2021.

Esteticare
  • Alimentação
  • Cabelos
  • Corpo
  • Estética
  • Mente
  • Rosto