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Wellness

Petcare amplia mercado da beleza com produtos de luxo e terapias para animais
Negócios

Petcare amplia mercado da beleza com produtos de luxo e terapias para animais

por Esteticare 15 de outubro de 2026
escrito por Esteticare

A indústria da beleza amplia sua atuação para além dos cuidados pessoais e encontra no mercado pet uma nova frente de negócios. Shampoos especiais, perfumes, acessórios, suplementos e produtos voltados ao bem-estar animal aproximam o petcare de tendências já consolidadas no skincare, na perfumaria e no wellness humano. O movimento acompanha mudanças no comportamento dos tutores e o crescimento das despesas com saúde e qualidade de vida dos animais de estimação.

A incorporação de referências da beleza ao universo pet aparece em lançamentos de marcas internacionais. A Jo Malone London, por exemplo, estabeleceu uma colaboração com a britânica WildWash para desenvolver o Orange & Cedarwood Dog Shampoo, seu primeiro produto destinado a cães. A iniciativa leva a identidade olfativa da grife a uma categoria tradicionalmente associada à higiene animal.

Marcas de beleza investem em produtos para pets

Outras empresas também passaram a explorar esse mercado. A Glossier lançou acessórios para animais e seus tutores, incluindo coleiras, guias, dispensadores de saquinhos e roupas coordenadas. Já a OUAI, marca de cuidados capilares fundada pela hairstylist Jen Atkin, comercializa o Fur Bébé Pet Shampoo, voltado à higiene dos animais.

A DedCool, por sua vez, desenvolveu uma linha de produtos seguros para pets associada à sua linguagem de perfumaria, enquanto a Dolce & Gabbana apresentou Fefé, fragrância de edição limitada inspirada no cão de Domenico Dolce. Os exemplos mostram como empresas tradicionais da beleza buscam novas categorias de consumo, adaptando elementos de identidade visual, experiência sensorial e posicionamento aos cuidados com animais.

A expansão também envolve produtos que ultrapassam a higiene convencional. A estadunidense HigherDOSE, conhecida por equipamentos de bem-estar e biohacking para humanos, lançou uma cama para animais que combina infravermelho e terapia PEMF, sigla em inglês para campos eletromagnéticos pulsados. A proposta aproxima o mercado pet de tecnologias associadas à recuperação e ao bem-estar, embora a eficácia e a adequação desses recursos precisem ser avaliadas conforme a indicação veterinária.

Saúde e bem-estar ampliam as possibilidades do setor

A mudança não se limita ao desenvolvimento de novos produtos. Práticas complementares também aparecem em determinados contextos da medicina veterinária integrativa, que pode incorporar recursos como fitoterapia, aromaterapia, quiropraxia e Reiki. A acupuntura é utilizada principalmente em situações envolvendo dor, artrite e alterações neurológicas. A disponibilidade dessas abordagens e o respaldo científico variam conforme a técnica e a condição clínica, o que torna importante a avaliação de profissionais habilitados.

O pesquisador de cultura e comportamento André Alves relaciona essa diversificação à transformação da convivência entre humanos e animais. “Nas últimas décadas a gente vem passando por um processo de neurotização dos pets”, afirma. Na avaliação dele, os tutores passaram a atribuir aos animais necessidades e características humanas, ampliando a atenção dedicada a questões como alimentação, alergias e saúde mental.

“O mercado entendeu o valor que os pets passaram a ter nos domicílios”, analisa André. Essa mudança ajuda a explicar por que empresas investem em produtos especializados e experiências que associam os cuidados com animais a hábitos de consumo já presentes em outras áreas.

Mercado pet movimenta bilhões no Brasil

Os números ajudam a dimensionar a oportunidade comercial. Segundo dados da Euromonitor compilados pela Abinpet, o mercado mundial de produtos e serviços para animais movimentou aproximadamente US$ 197,7 bilhões em 2023. O Brasil respondeu por 4,9% desse total, ocupando a terceira posição entre os maiores mercados do setor, atrás dos Estados Unidos e da China.

No país, o faturamento pet alcançou R$ 75,4 bilhões em 2024, de acordo com a Abempet, associação que reúne as antigas Abinpet e o Instituto Pet Brasil. Dentro desse resultado, os produtos veterinários responderam por R$ 7,8 bilhões, enquanto os serviços veterinários movimentaram R$ 7,7 bilhões. Somados, os dois segmentos ultrapassaram R$ 15 bilhões.

Os dados indicam que a economia ligada aos animais não depende apenas da venda de alimentos e itens básicos de higiene. Consultas, tratamentos, serviços especializados e produtos direcionados a necessidades específicas também ocupam espaço relevante no orçamento dos tutores.

Suplementos e autocuidado chegam à rotina animal

A brasileira Buddy Nutrition representa essa diversificação ao oferecer suplementos para cães e gatos. Seu portfólio contempla categorias como pele e pelagem, mobilidade, digestão, saúde bucal, equilíbrio emocional e longevidade. A segmentação utiliza conceitos familiares ao mercado de wellness, com fórmulas direcionadas a objetivos específicos de cuidado.

A tendência acompanha uma mudança na forma de consumir. Conceitos como prevenção, recuperação e qualidade de vida, antes explorados principalmente em produtos humanos, passam a integrar a comunicação e o desenvolvimento de soluções para animais. A adoção de suplementos, porém, deve considerar as necessidades individuais de cada pet e a orientação veterinária, sem pressupor que produtos destinados a humanos sejam apropriados para eles.

Para André Alves, essa relação também envolve aspectos simbólicos da convivência doméstica. “Os pets funcionam, então, como extensão do nosso autocuidado. Projetamos características neles como se fosse também uma forma de cuidar de nós mesmos”, pondera.

A aproximação entre beleza, saúde e petcare abre espaço para novas linhas de produtos e serviços. Ao mesmo tempo, coloca em evidência a necessidade de diferenciar tendências comerciais de benefícios comprovados. Para as marcas, o desafio será atender à demanda por cuidados mais especializados sem perder de vista a segurança e as necessidades próprias de cada animal.

Fonte: Vogue
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/casal-feliz-brincando-com-seu-cachorro-no-quintal-na-grama-cachorro-velho-alegre_10284479.htm

15 de outubro de 2026 0 comentário
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Wellness redefine espaços de moradia e amplia conceito de qualidade de vida
Negócios

Wellness redefine espaços de moradia e amplia conceito de qualidade de vida

por Esteticare 6 de outubro de 2026
escrito por Esteticare

O conceito de wellness vem ganhando espaço no mercado imobiliário de alto padrão e modificando a forma como empreendimentos são planejados. Em vez de concentrar o bem-estar em academias ou áreas de lazer, novos projetos incorporam esporte, natureza, serviços e espaços de convivência à rotina dos moradores.

Em Porto Belo (SC), o All Resort, da All Wert, reúne essas características em uma área de 220 hectares. O complexo conta com campo de golfe, centro de tênis, mais de 25 quadras esportivas, pistas de caminhada, spas, hotel e shopping de serviços. A proposta coloca a qualidade de vida como parte da estrutura do empreendimento.

Para Henry Fuckner, diretor da Zireh Imóveis, que atua na comercialização do projeto no mercado paranaense, o movimento acompanha uma mudança na percepção dos compradores de alto padrão. “O bem-estar deixou de ser percebido apenas como uma estrutura adicional dentro do condomínio. Existe um comprador que analisa como aquele endereço pode contribuir para sua rotina, quanto acesso terá à natureza, ao esporte e aos serviços e quanto tempo poderá ganhar para si e para a família. Isso começa a ter peso na própria decisão patrimonial”, afirma.

Esporte, natureza e autocuidado

Concebido como um resort residencial, o All Resort foi organizado em quatro territórios integrados. Cada um tem uma modalidade esportiva como protagonista, aproximando atividade física, lazer e convivência da experiência cotidiana.

Entre as estruturas estão o campo de golfe, que abriga o primeiro campo iluminado da América Latina, uma academia dedicada à modalidade, 17 quadras de tênis e um centro de tênis desenvolvido em parceria com a Rafa Nadal Academy. O planejamento também prevê uma área dedicada aos esportes de areia.

Ao todo, o complexo terá mais de 25 quadras destinadas a diferentes modalidades. A infraestrutura já recebeu competições de golfe e foi planejada para receber eventos esportivos de maior porte, incluindo uma arena com capacidade aproximada para 1.500 espectadores junto ao centro de tênis.

A proposta de wellness, porém, não está restrita ao exercício físico. Pistas de caminhada, áreas de natureza e spas fazem parte da estrutura. A combinação desses espaços amplia as possibilidades de atividades ligadas ao cuidado com o corpo, ao lazer e à convivência.

Serviços próximos da rotina

Hotel e shopping de serviços completam a estrutura do complexo. A ideia é concentrar diferentes necessidades em um mesmo território, diminuindo a dependência de deslocamentos para atividades cotidianas.

Esse modelo também acompanha mudanças no uso dos imóveis de segunda residência. Para Henry Fuckner, a existência de uma estrutura mais ampla pode contribuir para que propriedades no litoral sejam utilizadas durante períodos maiores e, em determinadas situações, assumam a função de residência principal.

“O comprador está fazendo uma análise mais ampla. Ele continua observando localização, qualidade construtiva e potencial de valorização, mas passou a considerar com muito mais atenção o que aquele imóvel efetivamente acrescenta à sua vida. A possibilidade de ter esporte, natureza e serviços próximos passa a compor a percepção de valor do ativo”, avalia Fukner.

O projeto inclui ainda o Terra, condomínio vertical localizado próximo ao shopping de serviços. Serão duas torres com 150 apartamentos, assinadas pelos escritórios dos arquitetos Thiago Bernard e Miguel Pinto Guimarães.

Outra etapa prevista é o Beach, que reunirá apartamentos e lotes. Entre os elementos planejados está uma piscina com cerca de mil metros de borda contínua, concebida para criar um efeito visual semelhante ao de uma borda infinita integrada à paisagem.

Qualidade do tempo

De acordo com Guilherme Lacan, executivo de vendas da All Wert em Curitiba, a possibilidade de moradia permanente foi considerada na concepção do empreendimento. “A proposta é criar um destino completo. O morador encontra esporte, serviços, gastronomia, hotel, lazer e segurança sem precisar sair do condomínio. Hoje muitos clientes compram pensando na segunda residência, mas o projeto foi concebido para atender perfeitamente quem decidir viver ali em tempo integral”, afirma.

Para Fuckner, essa característica amplia as possibilidades relacionadas ao patrimônio. “Quando um empreendimento consegue reunir atributos de segunda residência e condições para uma vida cotidiana completa, o ativo passa a ter diferentes possibilidades de uso ao longo do tempo. Isso é relevante para um comprador que pensa não apenas na aquisição imediata, mas na função daquele patrimônio dentro da estratégia da família.”

Ana Wipel, gerente de Marketing da Zireh, relaciona esse movimento a uma mudança na compreensão do luxo. Metragem, arquitetura, acabamentos e localização continuam entre os fatores considerados, mas passam a conviver com aspectos como contato com a natureza, conveniência, acesso a experiências e disponibilidade de tempo.

No All Resort, a dimensão de 220 hectares permite distribuir esses elementos pelo complexo e aproximar diferentes atividades da rotina residencial.

“O luxo contemporâneo está cada vez mais relacionado à liberdade de escolha e à qualidade do tempo. Poder praticar diferentes esportes, caminhar, estar próximo da natureza e acessar serviços sem grandes deslocamentos muda a experiência de morar. Quando isso é pensado desde a concepção do empreendimento, o wellness deixa de ser um argumento comercial e passa a fazer parte do próprio produto imobiliário”, conclui Ana.

Fonte: Gazeta do Povo
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/modelo-arquitetonico-abrangente-de-um-complexo-habitacional-moderno_252367727.htm

6 de outubro de 2026 0 comentário
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Wellness ganha espaço como novo conceito de luxo no mercado imobiliário
Negócios

Wellness ganha espaço como novo conceito de luxo no mercado imobiliário

por Esteticare 22 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

O mercado imobiliário de alto padrão está incorporando novos critérios para definir o que representa luxo. Se durante décadas metragem, localização e materiais sofisticados concentraram boa parte da atenção dos compradores, saúde e qualidade de vida passaram a ocupar espaço relevante nessa decisão.

O movimento é apontado pelo relatório 2026 Mid-Year Luxury Outlook, da Sotheby’s International Realty, que identifica o wellness como uma prioridade entre consumidores de diferentes gerações, da geração Z aos baby boomers. A mudança acompanha o crescimento da chamada economia da longevidade, mercado estimado em US$ 5,3 trilhões e com projeção de alcançar US$ 8 trilhões até 2030.

Mais do que uma tendência ligada à decoração ou às áreas de lazer, o wellness começa a interferir na maneira como os empreendimentos são concebidos, escolhidos e utilizados.

Localização passa a considerar qualidade de vida

A escolha do endereço também ganhou novos parâmetros. O bairro desejado não é definido somente pela proximidade de centros comerciais ou pela valorização imobiliária. Aspectos relacionados à rotina saudável passaram a fazer parte dessa avaliação.

Entre os atributos procurados estão ruas caminháveis, contato com áreas verdes, acesso a alimentos de qualidade e espaços que favoreçam a convivência. As chamadas Blue Zones, regiões reconhecidas pela concentração de pessoas longevas, são uma referência para essa discussão por reunirem características como mobilidade cotidiana, vínculos comunitários e alimentação adequada.

Com isso, a localização passa a representar também as possibilidades de uma rotina mais ativa. O entorno do imóvel deixa de ser apenas um elemento de prestígio e passa a integrar a experiência de moradia.

Áreas comuns incorporam o wellness

Dentro dos condomínios, a transformação aparece na própria configuração das áreas comuns. Piscinas e espaços tradicionais de lazer continuam presentes, mas passam a dividir espaço com estruturas voltadas ao cuidado físico e ao bem-estar.

Academias, salas de yoga e pilates, piscinas de raia, saunas, spas, ginásios esportivos e ambientes destinados à criação artística fazem parte desse novo repertório. A proposta é oferecer espaços efetivamente utilizados pelos moradores, em vez de ambientes criados apenas para compor a lista de amenidades do empreendimento.

Para Giulia Barsotti, arquiteta na Dreamis Incorporadora, a arquitetura precisa considerar os efeitos dos espaços sobre a rotina.

“Arquitetura não é apenas forma. É suporte para como as pessoas vivem. Quando projetamos áreas comuns, precisamos pensar em como cada espaço vai influenciar rotina, movimento, bem-estar de quem vai usar. Uma sala de yoga bem iluminada, com materiais naturais e proporções adequadas funciona diferente de um espaço genérico. Cada detalhe contribui para que a pessoa realmente use aquele espaço e colha benefícios. É arquitetura ativa, não passiva.”

A perspectiva amplia o entendimento sobre valor imobiliário. Nesse modelo, a infraestrutura de wellness passa a integrar a experiência cotidiana e pode contribuir para a percepção de qualidade do empreendimento.

Longevidade influencia novos projetos

O avanço desse conceito também chega ao Brasil em meio ao crescimento da economia da longevidade. Embora o envelhecimento da população seja parte importante dessa transformação, a procura por bem-estar não está restrita ao público sênior.

Para os compradores, a mudança representa a possibilidade de encontrar imóveis que facilitem hábitos relacionados ao movimento, à convivência e à qualidade de vida. Para incorporadoras, exige uma visão que vá além da inclusão de amenidades e considere o wellness desde as primeiras etapas do projeto.

No caso dos investidores, a tendência coloca a experiência do morador como um dos elementos observados na percepção de valor. A proposta é que o imóvel seja pensado para acompanhar diferentes necessidades ao longo do tempo.

Tauá aposta em wellness integrado

Um exemplo dessa abordagem é o Tauá, empreendimento lançado em dezembro de 2025 pela Dreamis Incorporadora, no bairro Juvevê. O projeto reúne mais de 3.000 m² de áreas comuns organizadas a partir de quatro pilares: movimento, contemplação, criação e conexão.

A proposta busca integrar o bem-estar à própria estrutura do edifício. O pé-direito generoso favorece a circulação natural de ar e contribui para a sensação de amplitude. As plantas foram desenvolvidas com foco no aproveitamento dos espaços, enquanto a localização em um bairro caminhável amplia as possibilidades de incorporar movimento à rotina.

Nesse contexto, o wellness deixa de aparecer como elemento complementar do mercado imobiliário de luxo. A saúde passa a influenciar decisões sobre localização, arquitetura, áreas comuns e experiência de moradia.

A transformação acompanha uma mudança mais ampla na relação entre casa e qualidade de vida. O imóvel de alto padrão começa a ser avaliado não apenas pelo que oferece visualmente, mas também pela maneira como seus espaços podem participar da rotina de quem vive ali.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/casa-ioga-e-mulher-com-pc-meditacao-e-paz-com-chakra-bem-estar-ou-calma-apartamento-pessoa-saudavel-ou-menina-com-laptop-lotus-ou-postura-com-rotina-de-aula-on-line-ou-exercicio-na-sala-de-estar_381878714.htm

22 de setembro de 2026 0 comentário
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Wellness imobiliário leva autocuidado e bem-estar para dentro de casa
Negócios

Wellness imobiliário leva autocuidado e bem-estar para dentro de casa

por Esteticare 10 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

O conceito de bem-estar está ganhando novos espaços dentro das cidades. Nos empreendimentos imobiliários de alto padrão, cuidados relacionados à saúde, relaxamento e qualidade de vida começam a fazer parte da própria concepção das residências. A mudança acompanha uma demanda por ambientes que ajudem a tornar a rotina mais confortável e reduzam tarefas do cotidiano.

Conhecida como wellness imobiliário, a tendência combina arquitetura, hospitalidade, serviços e experiências sensoriais. Em vez de concentrar o lazer em uma área comum tradicional, os novos projetos procuram criar estruturas voltadas ao descanso, à recuperação física e ao autocuidado.

Um exemplo está em Curitiba. O Ícaro Casa-Térrea, lançado em 2024 pela incorporadora AG7, reúne residências de quase 1,5 mil metros quadrados em uma área cercada por Mata Atlântica preservada. O projeto conta com spa, água aquecida, iluminação planejada e elementos naturais.

O condomínio também oferece concierge e serviços destinados a facilitar a vida dos moradores. Compras de mercado, manutenção doméstica, governança durante viagens e outras tarefas podem ser organizadas pela operação do empreendimento.

Arquitetura passa a considerar o bem-estar

A proposta de wellness modifica a forma como áreas residenciais são planejadas. Academias, piscinas aquecidas e spas continuam entre os recursos oferecidos pelos condomínios de luxo, mas passam a dividir espaço com soluções relacionadas ao conforto e à recuperação.

Entre elas estão iluminação natural, conforto acústico, biofilia, ambientes contemplativos e espaços destinados à recuperação física. A ideia é integrar esses elementos à rotina, criando uma experiência que ultrapassa a estrutura tradicional de lazer.

A AG7 avançou nessa proposta nos últimos anos. De acordo com Melissa Barbosa, diretora de sucesso do cliente da empresa, a incorporadora não começou sua atuação com o wellness como foco principal. A inovação, porém, já fazia parte da estratégia da companhia.

Há 15 anos, a empresa lançou seus primeiros empreendimentos em Curitiba e incorporou soluções consideradas pouco usuais no mercado brasileiro naquele momento, como infraestrutura para carregamento de carros elétricos.

A mudança mais significativa veio em 2019, com o lançamento do Ícaro Jardins do Graciosa. O projeto levou em consideração comportamentos, rotinas e necessidades relacionadas ao bem-estar.

“Foi um projeto desenvolvido com o ser humano no centro. Mapeamos comportamentos, rotinas e necessidades ligadas ao bem-estar para desenhar cada detalhe do empreendimento”, conta Barbosa.

Depois desse projeto, a incorporadora lançou empreendimentos como AGE360 e Pace. O Ícaro Casa-Térrea, por sua vez, consolidou a estratégia sob o conceito “Building Wellness”.

“A gente costuma dizer que não vende metro quadrado, mas tempo de qualidade. O objetivo é eliminar fricções do dia a dia”, afirma Barbosa.

O empreendimento também está entre os projetos que possuem a certificação internacional Fitwel, voltada a edifícios focados em saúde e bem-estar. Para sua elaboração, foram necessárias consultorias internacionais especializadas em spa, hospitalidade, saúde e academias.

Serviços de hotelaria chegam aos condomínios

Em São Paulo, a Lindenberg também passou a incorporar o wellness em novos projetos localizados em Moema. A proposta inclui recursos destinados ao relaxamento, à recuperação e à atividade física.

Piscinas de recovery, saunas, salas de massagem, academias de alta performance e iluminação planejada para momentos de relaxamento fazem parte desse modelo. As áreas comuns são organizadas com uma proposta semelhante à de resorts privados.

“Hoje, o cliente quer exclusividade e conveniência. Quanto menos ele precisar sair do prédio, melhor”, afirma Adolpho Lindenberg, CEO da empresa.

O novo Edifício Adolpho Lindenberg tem VGV estimado em R$ 1,2 bilhão, com 75 unidades de 330 a 875 metros quadrados. Os preços começam em R$ 14 milhões por unidade. O projeto tinha lançamento previsto para agosto deste ano.

O modelo, entretanto, permanece concentrado no mercado de altíssimo padrão. O Ícaro Casa-Térrea, por exemplo, tem VGV estimado em cerca de R$ 600 milhões para 38 residências distribuídas em quatro torres, em um terreno de 20 mil metros quadrados.

Wellness enfrenta limite de espaço

A necessidade de grandes áreas também representa um desafio para a expansão desse tipo de empreendimento nas capitais. São Paulo e Rio de Janeiro possuem terrenos cada vez mais disputados, justamente em regiões onde existe demanda por espaços residenciais que ofereçam serviços e experiências de bem-estar.

O empreendimento da Lindenberg ocupa aproximadamente 30 mil metros quadrados, uma área considerada rara na capital paulista.

Uma das alternativas avaliadas pelo mercado é aproximar os empreendimentos residenciais da estrutura de hotéis boutique. Para Fábio Tadeu Araújo, CEO da consultoria Brain Inteligência Estratégica, o modelo permite compartilhar estruturas e serviços.

“Quando o empreendimento incorpora uma operação de hotel boutique, ele consegue compartilhar estruturas de spa, wellness, gastronomia, hospitalidade e serviços que exigiriam áreas muito maiores dentro de um condomínio tradicional”, afirma.

Com isso, o wellness imobiliário amplia sua presença para além das academias e áreas de lazer. O conceito passa a envolver a forma como os moradores descansam, cuidam do corpo, organizam a rotina e utilizam os espaços onde vivem.

Fonte: Forbes
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/um-centro-de-spa-moderno-numa-linda-sala_253136277.htm

10 de setembro de 2026 0 comentário
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Turismo wellness ganha espaço e transforma hábitos de viagem
Negócios

Turismo wellness ganha espaço e transforma hábitos de viagem

por Esteticare 2 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

Viajar tem assumido um significado diferente para parte do público. Muitos viajantes passaram a procurar experiências que ajudem a desacelerar e recuperar o equilíbrio. O movimento fortalece o turismo wellness em diferentes destinos internacionais.

O conceito de wellness vai além de exercícios, spas ou alimentação saudável. A proposta envolve cuidado físico, emocional, mental e social. O foco está na qualidade de vida e na prevenção.

Segundo o Global Wellness Institute (GWI), a economia mundial do wellness movimenta trilhões de dólares, enquanto o turismo de bem-estar aparece entre os segmentos de maior expansão da indústria de viagens. A pandemia acelerou essa procura e levou muitas pessoas a rever prioridades.

Experiências ampliam os roteiros

Entre as opções estão hospedagens na natureza, spas, retiros, trilhas, yoga, respiração e terapias integrativas.

Os conceitos não são sinônimos. O turismo religioso está ligado a uma religião específica, com peregrinações, celebrações e locais sagrados. Já o turismo espiritual não exige vínculo com uma doutrina. A proposta é favorecer autoconhecimento e conexão individual.

A especialista em viagens de experiência Rayani Immediato organiza grupos para destinos como Machu Picchu, no Peru, e Monte Shasta, nos Estados Unidos.

“A saúde emocional passou a ser entendida como tão importante quanto a saúde física. Viajar já proporciona benefícios emocionais por si só, mas quando a pessoa escolhe um destino com a intenção de desacelerar, viver o momento presente e se conectar com a natureza, essa experiência ganha um significado ainda maior. Quanto mais tecnologia, inteligência artificial e dispositivos eletrônicos fizerem parte da nossa rotina, maior será a necessidade das pessoas de buscar experiências simples, silenciosas e em contato com a natureza.”

Rayani relaciona o avanço desse tipo de viagem às reflexões provocadas pela pandemia.

“Durante o isolamento, muita gente começou a se perguntar: ‘O que estou fazendo com a minha vida? Qual é o meu propósito?’. Quem vivia apenas para trabalhar percebeu que precisava viver experiências e não apenas acumular bens. Essa busca por propósito continuará crescendo.”

Natureza e autoconhecimento

Ao diferenciar turismo espiritual e religioso, a especialista reforça que a primeira modalidade não está presa a uma crença determinada.

“O turismo religioso parte de uma religião, de dogmas e tradições. Já o turismo espiritual oferece liberdade para que cada pessoa viva sua própria experiência de conexão, independentemente da sua fé. O objetivo é proporcionar autoconhecimento e uma conexão individual com algo maior, seja Deus, o universo, a natureza ou a força criadora, conforme a visão de cada participante.”

Muitos roteiros acontecem em ambientes naturais, com silêncio e contemplação. Machu Picchu, Monte Shasta, Sedona, no Arizona, e Saqqara, no Egito, estão entre os destinos citados por Rayani.

O público interessado também se diversificou.

“Hoje temos participantes de 26 até 76 anos viajando juntos. O que une essas pessoas não é a idade, mas o propósito de viver uma experiência transformadora. As novas gerações passaram a questionar seus hábitos, sua rotina e o sentido da vida muito mais cedo.”

“Quem procura esse tipo de viagem normalmente deseja evoluir como ser humano, ampliar sua visão de mundo, trabalhar crenças limitantes e viver algo que vá além da rotina de trabalhar, pagar contas e repetir sempre o mesmo ciclo.”

Nos roteiros organizados por Rayani, as atividades incluem meditação guiada, respiração, contemplação da natureza, visualizações, sound healing e períodos de silêncio.

“Não existe alguém dizendo ao participante o que ele deve sentir. Cada pessoa vive a experiência da sua própria maneira. Nós apenas criamos um ambiente para que ela possa se conectar consigo mesma.”

“Quando terminamos uma meditação em um desses lugares, as pessoas costumam dizer que passaram a enxergar aquele ambiente de outra forma. Estar presente significa unir mente, coração e corpo no mesmo instante.”

Com isso, o turismo wellness ganha espaço entre viajantes que desejam associar deslocamentos a práticas de autocuidado e reflexão. A busca também mostra uma valorização maior da saúde emocional, do tempo e das experiências pessoais. A viagem passa a incluir uma dimensão de autoconhecimento.

Fonte: IG
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/vista-traseira-do-corredor-feminino-com-belo-corpo-atletico-e-tranca-alongamento-dos-musculos-levantando-os-bracos-enquanto-se-aquece-no-parque-antes-da-sessao-de-treino-matinal_9660735.htm

2 de setembro de 2026 0 comentário
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Casamento wellness ganha espaço ao unir celebração, descanso e bem-estar
Negócios

Casamento wellness ganha espaço ao unir celebração, descanso e bem-estar

por Esteticare 1 de setembro de 2026
escrito por Esteticare

Os destination weddings, conhecidos por levar cerimônias para cenários especiais e reunir convidados durante períodos mais longos, passam por uma mudança de conceito. O casamento wellness surge como uma proposta que combina celebração, hospitalidade e práticas de bem-estar. A ideia é fazer da ocasião uma experiência mais ampla, com tempo para descanso, convivência e cuidados físicos e emocionais.

O movimento acompanha o crescimento do turismo de bem-estar. De acordo com o Global Wellness Institute, o segmento deverá ultrapassar US$ 1,4 trilhão até 2027. Dentro desse mercado, os casamentos que incorporam atividades de wellness ganham espaço ao propor uma programação que ultrapassa o momento da cerimônia e transforma a viagem em uma experiência imersiva.

Em vez de concentrar todos os acontecimentos em poucas horas, o casamento wellness pode ocupar um fim de semana inteiro ou até mais dias. A programação inclui atividades voltadas ao relaxamento e à conexão dos participantes. Entre as possibilidades estão aulas de ioga ao nascer do sol, exercícios de respiração consciente, meditação guiada, massagens, caminhadas contemplativas, sound healing e terapias de contraste.

A proposta também acompanha uma transformação na maneira de compreender o luxo. Para muitos casais, a sofisticação não está apenas no tamanho da festa, na decoração ou na quantidade de convidados. Privacidade, contato com a natureza, tempo de qualidade e experiências personalizadas passam a ter peso na escolha do destino e no formato da celebração.

Terapia de contraste entra na programação

Uma das experiências associadas a esse conceito é a terapia de contraste, prática que alterna a exposição ao calor da sauna com a imersão em água gelada. Popularizada pelas culturas nórdicas, a atividade é apresentada como um ritual de renovação e pode fazer parte de uma programação de descanso durante a viagem.

No contexto de um casamento, a terapia de contraste pode ser incorporada como uma experiência para os convidados antes ou depois das principais celebrações. A prática é relacionada à circulação sanguínea, à recuperação muscular e à sensação de relaxamento e vitalidade. Assim, o roteiro ganha um momento de pausa que se diferencia da agenda tradicional de festas e cerimônias.

A busca por celebrações mais intimistas também favorece destinos com áreas naturais preservadas. O cenário passa a participar da experiência, não apenas como pano de fundo para fotografias, mas como parte da programação oferecida aos convidados.

Sibaúma combina natureza e privacidade

No litoral do Rio Grande do Norte, próximo a Pipa, Sibaúma reúne características que se aproximam dessa proposta. A região tem extensos trechos de areia, falésias avermelhadas, coqueirais e águas que apresentam diferentes tons de azul e verde. O local mantém uma atmosfera de exclusividade e contato direto com a paisagem.

Nesse cenário está o Kilombo Villas, hotel boutique instalado diante da praia de Sibaúma. O empreendimento possui dez villas distribuídas em meio à vegetação nativa, uma configuração que favorece a privacidade dos hóspedes. A arquitetura valoriza a iluminação natural, a ventilação cruzada e a integração entre os ambientes internos e externos.

Para casais que escolhem esse formato, o destino pode funcionar como um retiro durante os dias de celebração. Os convidados podem começar a manhã com vista para o mar, participar de práticas de wellness e compartilhar refeições preparadas com ingredientes frescos e regionais. Ao fim do dia, a própria paisagem contribui para uma experiência marcada pelo ritmo mais tranquilo.

Esse modelo modifica a lógica do casamento tradicional. A cerimônia continua sendo o centro da celebração, mas deixa de concentrar toda a experiência. O período de hospedagem passa a ter importância semelhante, criando oportunidades para convivência entre familiares e amigos e para atividades planejadas ao longo da viagem.

A escolha do destino considera conforto, privacidade e o ritmo dos convidados. O casamento wellness também reflete uma procura por experiências com maior significado emocional. Em vez de priorizar apenas a grandiosidade, os casais encontram valor em momentos de descanso, proximidade e cuidado compartilhado. A tendência, portanto, amplia o conceito de destination wedding e transforma a celebração em uma experiência de bem-estar que pode permanecer na memória dos participantes.

Fonte: Bazaar Noiva
Foto: https://www.magnific.com/free-photo/african-american-women-hold-their-hands-together-sitting-dinner-table_3983100.htm

1 de setembro de 2026 0 comentário
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