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Anne Hathaway nega cirurgia estética recente e diz que debate sobre aparência virou distração
Estética

Anne Hathaway nega cirurgia estética recente e diz que debate sobre aparência virou distração

por Esteticare 10 de junho de 2026
escrito por Esteticare

A atriz Anne Hathaway decidiu esclarecer os rumores sobre possíveis procedimentos estéticos que passaram a circular nas redes sociais nos últimos meses. Aos 43 anos, a estrela de produções como “O Diabo Veste Prada” afirmou que não realizou mudanças médicas recentes e classificou a repercussão sobre sua aparência como uma “distração” diante de especulações que ganharam força na internet.

Em entrevista à revista Elle, publicada em 21 de maio, a vencedora do Oscar falou abertamente sobre o assunto e explicou por que resolveu comentar um tema que normalmente prefere ignorar. Segundo a atriz, embora costume evitar boatos e discussões sobre sua vida pessoal, a intensidade das conversas acabou motivando sua manifestação pública.

As especulações surgiram após aparições recentes em eventos e tapetes vermelhos, quando internautas passaram a comentar a aparência considerada mais jovem da artista. Em meio aos debates, surgiram teorias envolvendo supostas intervenções estéticas, além de observações sobre mudanças no penteado e no estilo adotado por Hathaway.

“Estamos numa época em que as pessoas se sentem muito confiantes em assumir o que pensam ser verdade, e às vezes o que elas pensam é preciso e às vezes não é”, afirmou a atriz ao comentar a origem das especulações.

Repercussão nas redes sociais levou atriz a responder

Durante a conversa com a publicação, Hathaway explicou que o volume de comentários e análises sobre sua aparência tornou difícil permanecer em silêncio. Segundo ela, a situação atingiu um nível em que sentiu necessidade de apresentar sua própria versão dos fatos.

“…A especulação ficou tão intensa que você sente a necessidade de simplesmente expor a sua verdade”, disse. “E provavelmente sempre me perguntarei: ‘Será que eu deveria ter postado aquilo ou não? Será que eu deveria ter continuado fazendo o que me faz feliz e me deixa mais confiante no tapete vermelho?’ Mas senti que a conversa estava se tornando uma distração.”

A atriz destacou ainda que parte do público passou a interpretar mudanças simples como se fossem decisões médicas relevantes. Para ela, a repercussão acabou extrapolando a realidade dos acontecimentos.

“Aliás, as pessoas estão presumindo que essas são decisões médicas muito importantes”, explicou. “Eu queria mostrar que não, eu não tomei nenhuma decisão médica importante. São só duas tranças.”

A declaração faz referência aos comentários gerados por um visual utilizado pela artista recentemente, que acabou sendo apontado por usuários das redes sociais como possível evidência de procedimentos estéticos.

Possibilidade de cirurgia no futuro não é descartada

Embora tenha negado mudanças médicas recentes, Hathaway afirmou que não vê problema em discutir o tema de forma transparente. Durante a entrevista, ela revelou que não descarta recorrer a uma cirurgia estética futuramente.

“Aliás, outra coisa sobre tudo isso é que talvez eu ainda faça um lifting facial algum dia”, declarou.

A sinceridade da atriz chamou atenção por ocorrer em um momento em que celebridades frequentemente enfrentam questionamentos sobre envelhecimento, padrões de beleza e intervenções estéticas. Ao abordar o assunto sem rodeios, Hathaway procurou diferenciar os rumores atuais de decisões que eventualmente possa tomar mais adiante.

Reflexões sobre autoestima e amadurecimento

Além de comentar as especulações sobre sua aparência, a atriz também refletiu sobre sua trajetória pessoal e profissional. Segundo Hathaway, a insegurança marcou parte significativa de sua juventude e influenciou a forma como enxergava a si mesma.

“Uma das coisas sobre a minha versão mais jovem é que eu tinha muito medo, e acho que esse medo me tornou muito dura comigo mesma”, afirmou. “Eu me arrepio só de pensar que posso ter sido dura com outras pessoas sem querer, enquanto também era dura comigo mesma. Chego a ficar enjoada só de pensar nisso.”

A artista tem abordado com frequência temas relacionados à autoestima, autenticidade e autoconhecimento. Em entrevistas recentes, ela tem defendido uma visão menos rígida sobre os padrões de beleza e mais conectada à individualidade.

Em uma edição da revista PEOPLE de 2026, na qual foi incluída entre as mulheres mais bonitas do mundo, Hathaway compartilhou sua definição pessoal de beleza.

“Um cineasta me disse uma vez: a beleza pode conter feiura, contanto que contenha verdade. Então, para mim, a beleza sempre se encaixa nessa linha.”

A atriz também relembrou dificuldades que enfrentou ao longo da carreira para expressar exatamente o visual que desejava, especialmente em relação ao cabelo. Segundo ela, demorou anos para compreender que existia uma espécie de linguagem própria dentro do universo da beleza.

“Eu não entendia que existe toda uma linguagem quando se trata de beleza. Por cerca de 10 anos, eu pedia para fazerem meu cabelo de um jeito específico, e nunca ficava como eu queria. Até que finalmente mostrei uma foto para alguém.”

Com as declarações, Hathaway buscou encerrar as especulações recentes e reforçar uma mensagem que tem acompanhado sua trajetória pública: a importância de separar percepções externas da realidade e de manter uma relação mais autêntica com a própria imagem.

Fonte: Vogue Brasil
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/medico-examinando-o-rosto-da-mulher-para-tratamento-cosmetico_8403172.htm

10 de junho de 2026 0 comentário
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CFM regulamenta uso médico do fenol e impõe novas regras de segurança em procedimentos
Rosto

CFM regulamenta uso médico do fenol e impõe novas regras de segurança em procedimentos

por Esteticare 14 de maio de 2026
escrito por Esteticare

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nesta sexta-feira (15) uma nova resolução que regulamenta o uso médico do fenol no Brasil. A norma estabelece critérios técnicos e limites para aplicações terapêuticas, cirúrgicas e estéticas da substância, além de determinar exigências de segurança para clínicas e profissionais responsáveis pelos procedimentos.

O texto também proíbe que aplicações sejam realizadas por pessoas sem formação médica. A medida surge em meio ao debate nacional provocado pela morte do empresário Henrique Chagas, em 2024, após a realização de um peeling de fenol em uma clínica estética de São Paulo.

Até então, não existia uma regulamentação nacional detalhada do CFM sobre o tema. A nova resolução reconhece o potencial terapêutico da substância, mas reforça os riscos envolvidos em aplicações inadequadas ou sem controle médico.

“Ele é uma arma terapêutica importante, e deve ser usado com responsabilidade, seguindo todos os protocolos de segurança”, afirmou a conselheira federal do CFM e relatora da resolução, Yáscara Lages.

Fenol pode causar complicações cardíacas

O fenol é uma substância química utilizada em procedimentos médicos por sua capacidade de destruir tecidos de maneira controlada. Na dermatologia estética, ganhou notoriedade principalmente pelo peeling de fenol, técnica profunda voltada ao rejuvenescimento facial.

O problema, segundo especialistas, está na absorção sistêmica da substância. Dependendo da extensão da aplicação e do tempo de exposição, o fenol pode atingir a corrente sanguínea e provocar complicações graves, sobretudo no sistema cardiovascular.

A própria resolução do CFM reconhece que procedimentos que atinjam mais de 1,5% da superfície corporal apresentam elevado risco de cardiotoxicidade.

De acordo com Yáscara Lages, a toxicidade sistêmica está diretamente relacionada à quantidade aplicada e à área tratada.

“A análise dos medicamentos em uso e o diagnóstico cutâneo também são fundamentais para minimizar riscos e garantir bons resultados”, disse a conselheira.

Nova norma define limites para aplicação

A resolução estabelece limites máximos tanto para aplicações tópicas quanto injetáveis.

Nos procedimentos tópicos, o fenol poderá ser utilizado em até 5% da superfície corporal, independentemente da concentração da substância.

Já nas aplicações injetáveis, a quantidade máxima autorizada será de 30 miligramas por quilo de peso corporal, respeitando o teto absoluto de 1 grama.

Além disso, o texto cria níveis diferentes de exigência conforme o tamanho da área tratada.

Nos procedimentos que atinjam entre 0,5% e 1,5% da superfície corporal, passam a ser obrigatórios:

  • monitoramento cardíaco contínuo;
  • controle da pressão arterial;
  • monitoramento da saturação de oxigênio;
  • acesso venoso;
  • hidratação endovenosa.

Quando a aplicação ultrapassar 1,5% da superfície corporal, o procedimento deverá contar com um segundo médico dedicado exclusivamente ao acompanhamento clínico do paciente e ao manejo de possíveis complicações.

A resolução também determina que a presença de outro médico, preferencialmente anestesiologista, será obrigatória em qualquer procedimento com sedação.

Aplicação por não médicos está proibida

O texto publicado pelo CFM determina que a indicação e a execução de procedimentos com fenol são exclusivas de médicos habilitados e capacitados para o uso seguro da substância.

A norma proíbe explicitamente que a aplicação ou manipulação do produto seja delegada a terceiros não médicos, independentemente do contexto.

Outro ponto previsto é a obrigatoriedade de avaliação clínica e laboratorial individualizada antes do procedimento. O médico também deverá registrar informações detalhadas em prontuário e recolher a assinatura do termo de consentimento do paciente.

Segundo o conselho, essas medidas têm o objetivo de reduzir riscos e ampliar o controle sobre procedimentos considerados potencialmente invasivos.

Clínicas deverão seguir estrutura mínima

A resolução estabelece ainda que os procedimentos com fenol só poderão ser realizados em serviços de assistência médica regularizados e devidamente inscritos nos Conselhos Regionais de Medicina.

As clínicas precisarão manter estrutura mínima de segurança, incluindo:

  • equipamentos para emergências;
  • monitor multiparamétrico;
  • equipamentos de proteção individual;
  • ventilação adequada para diminuir a exposição aos vapores do fenol.

O texto também determina que o produto utilizado tenha prescrição individualizada, procedência conhecida e rastreabilidade.

Segundo Yáscara Lages, os médicos responsáveis pelos procedimentos devem possuir treinamento atualizado em suporte avançado de vida e capacidade para responder rapidamente em situações críticas.

A relatora ainda afirma que o uso deve ocorrer apenas com fórmulas “cientificamente validadas, com composição conhecida, padronizada e reprodutível”.

Proibição da Anvisa continua válida

Apesar da regulamentação do CFM, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém em vigor a proibição relacionada ao uso estético do fenol.

Desde 2024, a agência suspendeu a importação, fabricação, manipulação, comercialização, propaganda e utilização de produtos à base da substância para procedimentos estéticos, incluindo o peeling de fenol.

A decisão foi adotada após a morte de Henrique Chagas e permanece sem prazo definido para revisão.

Segundo a Anvisa, atualmente não existe no Brasil nenhum produto à base de fenol regularizado com indicação aprovada para procedimentos de peeling. A agência informou que segue analisando estudos científicos sobre eficácia e segurança da substância nesse tipo de aplicação.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/homem-usando-ingredientes-naturais-como-mascara-facial_12892791.htm

14 de maio de 2026 0 comentário
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Exossomos entram no radar da dermatologia com proposta de estimular regeneração da pele
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Exossomos entram no radar da dermatologia com proposta de estimular regeneração da pele

por Esteticare 6 de maio de 2026
escrito por Esteticare

A busca por tratamentos capazes de retardar os efeitos do envelhecimento mudou de direção nos últimos anos. Se antes a prioridade da dermatologia estética era suavizar rugas, devolver volume e corrigir manchas, agora cresce o interesse por técnicas que tentam atuar no funcionamento biológico da pele. Nesse movimento, os exossomos passaram a ocupar espaço em clínicas e consultórios como uma aposta da medicina regenerativa.

A tecnologia chama atenção por trabalhar na comunicação entre as células. A proposta é estimular mecanismos ligados à reparação tecidual, à produção de colágeno e ao controle inflamatório, tentando melhorar a qualidade da pele de maneira progressiva. Apesar da popularidade recente, especialistas ressaltam que ainda existem lacunas científicas sobre os resultados e a segurança em longo prazo.

O que são os exossomos

Os exossomos são estruturas microscópicas produzidas naturalmente pelo organismo. Eles funcionam como transportadores de informações celulares, carregando proteínas, lipídios e fragmentos de material genético responsáveis por influenciar diferentes processos biológicos.

“É como se fossem pequenos ‘pacotes de informação’ que ajudam a coordenar o comportamento das células”, explica a dermatologista Flávia Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Segundo a especialista, essa comunicação pode impactar diretamente a capacidade de regeneração da pele. “Na pele, isso pode significar mais eficiência na reparação e na manutenção da estrutura ao longo do tempo.”

O dermatologista Renato Soriani afirma que o interesse da estética pelos exossomos surgiu justamente pela possibilidade de atuar de forma mais profunda nos mecanismos celulares. “Em vez de apenas estimular de forma indireta, como muitos tratamentos fazem, os exossomos atuam na comunicação celular. Isso abre caminho para abordagens mais regenerativas”, diz.

Como o procedimento é realizado

Os protocolos com exossomos variam conforme a técnica utilizada e o objetivo do tratamento. Em alguns casos, o procedimento utiliza material autólogo, obtido a partir do sangue do próprio paciente.

Nesse modelo, uma pequena amostra sanguínea é coletada e processada em consultório para concentrar componentes ligados à regeneração celular. Depois, equipamentos específicos estimulam a liberação dos exossomos, que são aplicados na pele.

Para facilitar a absorção cutânea, o tratamento costuma ser associado a procedimentos como microagulhamento e mesoterapia. A intenção é potencializar a resposta regenerativa sem alterar as características naturais do rosto.

“O objetivo é potencializar a resposta regenerativa de forma progressiva, sem alterar as características naturais da pele”, afirma Soriani.

Além dos protocolos faciais, os exossomos também passaram a ser utilizados em tratamentos capilares. A tecnologia tem sido aplicada principalmente em casos de afinamento dos fios e queda de cabelo, com a proposta de melhorar o ambiente do couro cabeludo e favorecer o crescimento capilar.

Resultados aparecem de forma gradual

Ao contrário de procedimentos com efeito imediato, como preenchimentos, os tratamentos com exossomos costumam apresentar resultados mais lentos. A resposta depende de fatores individuais e da capacidade biológica de regeneração de cada paciente.

De acordo com os especialistas, o método é indicado principalmente para pessoas que apresentam perda de elasticidade, viço e capacidade de recuperação da pele. O tratamento geralmente é feito em sessões, com evolução gradual ao longo dos meses.

“Não é comparável a procedimentos de efeito imediato, como preenchimentos. A atuação é mais lenta e depende da resposta biológica de cada paciente”, afirma Flávia Brasileiro.

Por isso, médicos destacam a importância de alinhar expectativas antes do início do procedimento. A proposta não é promover uma transformação instantânea, mas estimular uma melhora progressiva da qualidade da pele.

Crescimento do uso exige cautela

Embora os exossomos tenham ganhado espaço no mercado estético, a produção científica ainda não acompanhou totalmente a velocidade de expansão da técnica. Estudos já demonstram a importância dessas estruturas na comunicação celular, mas a aplicação clínica padronizada ainda está em desenvolvimento.

“Existe plausibilidade biológica, mas ainda precisamos de mais estudos clínicos robustos para entender plenamente os resultados e a segurança em longo prazo”, afirma Soriani.

A regulamentação também aparece como ponto de atenção. Especialistas alertam que nem todos os materiais e protocolos utilizados em clínicas seguem critérios rigorosos de qualidade.

“Nem tudo o que é oferecido segue padrões rigorosos de qualidade ou tem respaldo científico consistente”, alerta Brasileiro.

Entre os possíveis riscos do procedimento estão reações inflamatórias, infecções associadas a técnicas invasivas e resultados inferiores às expectativas criadas em torno da tecnologia.

“Existe um descompasso entre o que está sendo prometido e o que já foi comprovado em larga escala”, completa a dermatologista.

Mesmo cercados por questionamentos, os exossomos refletem uma mudança importante no setor da estética. Em vez de tratamentos voltados apenas à correção de sinais visíveis do envelhecimento, cresce o interesse por abordagens que tentam interferir nos mecanismos biológicos ligados ao funcionamento da pele.

“É uma tecnologia promissora, mas ainda em evolução”, resume Soriani. “Os melhores resultados tendem a aparecer quando ela é bem indicada e integrada a outras estratégias já consolidadas.”

Fonte: Marie Claire
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/mulher-bonita-com-baixa-projecao-poli-na-bochecha_135026483.htm

6 de maio de 2026 0 comentário
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Alessandra Negrini aposta em terapia regenerativa para cuidar da pele sem alterar feições
Estética

Alessandra Negrini aposta em terapia regenerativa para cuidar da pele sem alterar feições

por Esteticare 16 de abril de 2026
escrito por Esteticare

A atriz Alessandra Negrini chamou atenção nas redes sociais ao compartilhar, de forma direta, um procedimento estético baseado em medicina regenerativa. O conteúdo, que rapidamente ganhou repercussão, mostra etapas do processo que utiliza material biológico da própria paciente para melhorar a qualidade da pele. A proposta foge da lógica de intervenções que alteram traços e se aproxima de uma abordagem que prioriza estímulos naturais.

No vídeo publicado, a artista registra desde a coleta de sangue até a preparação do material que será aplicado sob a pele. Ao narrar o momento, ela afirma: “Chegou a hora de eu ativar as minhas células-tronco”. A fala sintetiza a ideia central do método, que busca ativar mecanismos internos de regeneração em vez de recorrer a substâncias externas para preenchimento ou volume.

A repercussão do caso reacendeu o interesse por alternativas menos invasivas no campo da estética. Há alguns anos, esse tipo de técnica era restrito a nichos médicos mais específicos. Hoje, começa a ganhar espaço em clínicas especializadas e no debate público, impulsionado pela busca por resultados mais discretos e progressivos.

Estímulo biológico em vez de transformação

Conhecida por manter uma aparência estável ao longo do tempo, Alessandra Negrini destacou que o objetivo do tratamento não é modificar suas características. “Não muda, não pesa, mas melhora a qualidade da pele, dá firmeza e suporte”, explicou. A declaração ajuda a diferenciar esse tipo de intervenção de procedimentos mais tradicionais, como preenchimentos com ácido hialurônico ou aplicações de toxina botulínica.

Na prática, o que se busca é estimular a produção de colágeno e a renovação celular por meio de componentes já presentes no organismo. O processo começa com a retirada de sangue, que passa por centrifugação para separar frações específicas, como o plasma rico em plaquetas. Esse material concentra fatores de crescimento que, ao serem aplicados na pele, podem contribuir para a regeneração dos tecidos.

Segundo especialistas, o interesse por técnicas autólogas, aquelas em que o próprio paciente fornece o material utilizado, cresceu nos últimos anos por uma combinação de fatores. Entre eles estão a redução de riscos de rejeição, o perfil mais conservador dos resultados e a evolução dos equipamentos médicos que tornam o procedimento mais preciso.

A médica Fernanda Nichelle, especialista em estética, destaca que esse movimento reflete uma mudança de mentalidade. “O uso de células-tronco na estética médica tem sido cada vez mais utilizado pela possibilidade de estimular o rejuvenescimento. A partir da retirada de sangue, conseguimos extrair uma fração que pode ser aplicada com dispositivos específicos, contribuindo para a melhora da pele”, afirma.

Outras fontes e expansão da técnica

Além do sangue, há outras possibilidades dentro da medicina regenerativa. A própria especialista aponta que tecidos do corpo podem fornecer material com potencial semelhante. “Também é possível utilizar uma fração extraída da gordura do próprio paciente. São terapias já presentes na prática médica, muito estudadas e com resultados promissores”, completa.

Esse tipo de abordagem amplia o campo de atuação dos tratamentos estéticos e aproxima a dermatologia de áreas como a biotecnologia e a engenharia de tecidos. Ainda assim, médicos ressaltam a importância de avaliação individualizada. Nem todos os pacientes são candidatos ideais, e os resultados variam conforme fatores como idade, estilo de vida e condição da pele.

Outro ponto relevante é que, embora promissoras, essas técnicas não substituem cuidados básicos. Proteção solar, alimentação equilibrada e acompanhamento dermatológico continuam sendo pilares para a manutenção da saúde cutânea. A terapia regenerativa surge como complemento, não como solução isolada.

No caso de Alessandra Negrini, a escolha reforça uma tendência observada entre figuras públicas e pacientes em geral. Há uma preferência crescente por intervenções que respeitam a identidade facial e evitam mudanças abruptas. Em vez de transformar, a proposta é recuperar o que o tempo desgasta, com resultados que aparecem de forma gradual.

A exposição do procedimento nas redes sociais contribui para ampliar o acesso à informação, embora também exija cautela. Especialistas alertam que a popularização não elimina a necessidade de acompanhamento médico qualificado. A execução inadequada pode comprometer resultados e trazer riscos desnecessários.

Ainda assim, o episódio ajuda a ilustrar um momento de transição na estética médica. A tecnologia avança, mas a demanda do público aponta para naturalidade. Nesse cenário, terapias baseadas no próprio organismo ganham espaço e indicam um caminho em que ciência e sutileza caminham lado a lado.

Fonte: Terra
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-sorridente-no-banheiro_8047392.htm

16 de abril de 2026 0 comentário
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Programação paralela reforça caráter científico do Estética in São Paulo 2026
Estética

Programação paralela reforça caráter científico do Estética in São Paulo 2026

por Esteticare 8 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Entre os dias 11 e 13 de abril de 2026, o Distrito Anhembi, em São Paulo, recebe o Estética in São Paulo, evento que combina feira de negócios, congressos científicos e encontros voltados à qualificação profissional. A edição deste ano amplia a programação paralela e aposta em uma abordagem mais integrada, acompanhando a evolução do setor de estética no Brasil.

A agenda inclui uma série de congressos e fóruns que aprofundam discussões técnicas e refletem mudanças recentes na prática clínica. Procedimentos com ácido hialurônico e toxina botulínica, por exemplo, aparecem com destaque, associados a resultados mais discretos e ao estímulo da produção de colágeno. A tendência acompanha uma demanda crescente por intervenções menos invasivas e com efeitos progressivos.

Entre os principais eventos da programação estão o Congresso Internacional Científico Multidisciplinar em Estética e o Congresso Internacional de Estetas e Harmonizadores. Também fazem parte da agenda o RegenERA, voltado à estética regenerativa aplicada, o Remove Ink Summit, o Summit Terapias Integrativas Brasil e o Trichology Day, dedicado à saúde capilar. A edição inclui ainda seminários inéditos sobre estética íntima e cuidados no pós-operatório.

A proposta é reunir diferentes áreas do conhecimento em torno de uma visão mais ampla da estética, conectando saúde, bem-estar, longevidade e gestão profissional. Os conteúdos foram organizados para atender desde profissionais em início de carreira até especialistas que buscam atualização técnica e estratégica.

De acordo com Fátima Facuri, diretora do Grupo Estética In e organizadora do evento, a estrutura da programação responde a uma nova fase do setor. “O Estética in São Paulo foi estruturado para oferecer conteúdo técnico de alto nível, estimular a geração de negócios e criar um ambiente estratégico de crescimento para profissionais, empresas e para toda a cadeia produtiva”, afirma.

A presença de palestrantes internacionais amplia o alcance do evento. Especialistas vindos de países como Bélgica, Coreia do Sul, França, Itália e Namíbia participam das atividades, contribuindo para o intercâmbio de experiências e atualização sobre tendências globais. A troca entre diferentes escolas e práticas fortalece o repertório técnico dos participantes.

Feira de negócios concentra lançamentos e soluções do mercado

Além dos congressos, o Estética in São Paulo conta com uma feira de negócios voltada aos segmentos de beleza, saúde e bem-estar. O espaço reúne expositores de diversas regiões do país, que apresentam equipamentos, tecnologias, cosméticos e serviços direcionados ao mercado profissional.

A feira funciona como um ambiente de conexão entre profissionais, empresas, distribuidores e investidores. A circulação de diferentes perfis favorece a geração de parcerias e a identificação de oportunidades comerciais, em um setor que segue em expansão.

Os participantes inscritos nos congressos têm acesso liberado à feira durante os três dias de evento. Também recebem certificado digital com carga horária e materiais exclusivos, voltados à aplicação prática dos conteúdos apresentados.

A integração entre conteúdo científico e ambiente de negócios é um dos pontos centrais do evento. A proposta é oferecer uma experiência completa, que combine atualização técnica com visão estratégica de mercado.

Segundo Eduardo Gouvêa, diretor do Grupo Estética In, essa abordagem reflete as exigências atuais da profissão. “O Estética in São Paulo prepara o profissional não apenas para executar procedimentos, mas para conduzir sua carreira e seu negócio de forma sustentável e segura”, afirma.

A edição de 2026 ocorre em um momento de consolidação de novas práticas na estética. Técnicas que priorizam resultados naturais e estimulam processos biológicos do organismo vêm ganhando espaço, influenciando tanto a atuação clínica quanto o desenvolvimento de produtos e tecnologias.

Nesse cenário, o evento se posiciona como um ponto de encontro para troca de conhecimento e atualização contínua. A ampliação da programação paralela reforça essa proposta e contribui para fortalecer o Estética in São Paulo como referência nacional no setor.

Serviço

Data: 11 a 13 de abril de 2026
Local: Distrito Anhembi – São Paulo (SP)
Mais informações: www.esteticainsaopaulo.com.br

Fonte: Portal Radar
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/abstracto-pessoas-desfocadas-no-salao-de-exposicoes-de-exposicoes-eventos-comerciais-feiras-de-negocios-convencoes-feiras-ou-empregos_382611453.htm

8 de abril de 2026 0 comentário
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Injetáveis ganham nova abordagem e reforçam busca por naturalidade na estética
Estética

Injetáveis ganham nova abordagem e reforçam busca por naturalidade na estética

por Esteticare 7 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais reacendeu um debate antigo com roupagem nova. Nele, mulheres aparecem retirando, com as próprias mãos, bocas volumosas, bochechas infladas e narizes excessivamente projetados, como se estivessem desfazendo intervenções estéticas. O conteúdo, produzido com uso de inteligência artificial, ultrapassou 30 milhões de visualizações e provocou uma enxurrada de comentários críticos ao uso de preenchimentos.

Frases como “o ácido hialurônico nunca vai modelar melhor que a natureza” e “as mulheres não precisam de procedimentos” dominaram a discussão. A reação, em parte, reflete um incômodo coletivo com exageros que marcaram a popularização das chamadas harmonizações faciais nos últimos anos. Ainda assim, o debate tende a simplificar um cenário mais complexo.

Hoje, boa parte dos rostos considerados esteticamente equilibrados, inclusive entre celebridades e figuras públicas, recorre a algum tipo de injetável. A diferença está menos no produto em si e mais na forma de aplicação, na quantidade utilizada e na proposta de resultado.

Estigma ainda acompanha procedimentos

A memória recente de intervenções que alteravam drasticamente as feições contribuiu para a formação de um estigma. Termos como “rosto artificial” ou “padronização da beleza” passaram a circular com frequência, criando resistência em parte do público.

Uma pesquisa internacional encomendada pela Galderma ajuda a dimensionar essa percepção. O levantamento ouviu quase 10 mil pessoas em sete países, incluindo o Brasil. Entre os entrevistados, 40% disseram que desencorajariam outras pessoas a realizar procedimentos injetáveis, enquanto 35% afirmaram acreditar que essas intervenções criam padrões irreais de beleza.

O dado mais curioso, no entanto, aponta para uma contradição. Quando os participantes foram expostos a imagens de mulheres que haviam passado por tratamentos com ácido hialurônico, quatro em cada cinco não conseguiram identificar se havia intervenção estética. Na prática, isso indica que resultados discretos passam despercebidos, mesmo entre quem demonstra resistência ao tema.

A médica Lilia Guadanhim, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, resume essa mudança de percepção ao destacar o papel da técnica. “A naturalidade do resultado diz muito mais sobre quem está aplicando o produto do que sobre a ferramenta”, afirma.

Ela compara o procedimento a uma pintura. “O tratamento com injetáveis é como se fosse uma pintura. Mas o resultado alcançado por uma criança de dois anos com um pincel nas mãos é totalmente diferente daquele obtido por um artista plástico com o mesmo pincel”, diz.

Técnica e indicação redefinem resultados

O avanço da estética médica nos últimos anos está diretamente ligado ao refinamento das técnicas e à melhor compreensão da anatomia facial. Em vez de buscar transformações visíveis, profissionais passaram a priorizar intervenções que respeitam proporções individuais e preservam características naturais.

No caso do ácido hialurônico, por exemplo, o uso deixou de ser exclusivamente volumizador. Hoje, ele também é aplicado em camadas mais profundas ou em pontos estratégicos para sustentar estruturas da face, melhorar contornos e até estimular a produção de colágeno ao longo do tempo.

A toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, segue lógica semelhante. Em vez de paralisar completamente a musculatura, a tendência atual é modular a contração dos músculos, suavizando rugas sem comprometer a expressão facial.

Esse movimento acompanha uma mudança de comportamento dos próprios pacientes, que passaram a buscar resultados menos evidentes. Em consultórios, cresce a demanda por correções sutis, muitas vezes imperceptíveis para terceiros.

Excesso e modismo explicam críticas

O histórico recente ajuda a entender a rejeição ainda presente em parte da sociedade. Durante o auge das harmonizações faciais, procedimentos eram frequentemente realizados sem critério técnico adequado ou com base em tendências momentâneas, o que resultou em rostos desproporcionais e padronizados.

Nesse contexto, o problema não estava nos produtos, mas no uso indiscriminado e na falta de qualificação de alguns profissionais. A popularização rápida das técnicas, aliada à pressão estética nas redes sociais, contribuiu para a disseminação de resultados exagerados.

Hoje, entidades médicas e especialistas defendem uma abordagem mais cautelosa, com indicação individualizada e foco na segurança. A formação profissional e o conhecimento aprofundado da anatomia passaram a ser pontos centrais na prática clínica.

Naturalidade como novo parâmetro

O debate provocado pelo vídeo viral revela mais do que uma crítica aos injetáveis. Ele expõe uma mudança gradual na forma como a estética é percebida. Se antes a transformação visível era valorizada, agora a naturalidade se tornou o principal parâmetro de sucesso.

Nesse cenário, procedimentos bem executados tendem a permanecer invisíveis. O objetivo deixa de ser alterar o rosto e passa a ser preservar suas características, corrigindo sinais do tempo ou pequenas assimetrias de maneira discreta.

A discussão segue aberta, mas um ponto parece consolidado. O problema não está necessariamente nos injetáveis, e sim no uso que se faz deles. Quando aplicados com critério, técnica e moderação, esses recursos deixam de ser protagonistas e passam a atuar nos bastidores da aparência.

Fonte: Veja Saúde
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/paciente-do-sexo-feminino-recebendo-uma-injecao-de-botox-na-testa_8896689.htm

7 de abril de 2026 0 comentário
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Estética em alta reacende debate sobre cuidados básicos com a pele, alerta dermatologista
Estética

Estética em alta reacende debate sobre cuidados básicos com a pele, alerta dermatologista

por Esteticare 19 de março de 2026
escrito por Esteticare

O avanço da estética, impulsionado por redes sociais e maior oferta de procedimentos, vem mudando a relação das pessoas com a própria imagem. Ao mesmo tempo, especialistas observam um ponto de atenção: a saúde da pele nem sempre acompanha o mesmo ritmo de interesse. O tema foi discutido no podcast Baixada em Pauta, que recebeu a dermatologista Rita Paioli para tratar de prevenção, câncer de pele e hábitos cotidianos que vão além da aparência.

Durante a conversa com os jornalistas Matheus Müller e Luiz Linna, a médica abordou desde o uso correto do protetor solar até os impactos do consumo excessivo de cosméticos e da busca por procedimentos estéticos sem orientação profissional. A análise leva em conta uma realidade comum em regiões litorâneas, como a Baixada Santista, onde a exposição solar é constante ao longo do ano.

Estética cresce, mas saúde ainda está presente

Segundo Rita, o aumento da procura por procedimentos estéticos não significa abandono dos cuidados médicos tradicionais. Na prática, as duas demandas passaram a coexistir nos consultórios.

“Na verdade, não é que as pessoas deixem a doença de lado. Se alguém está com uma micose de unha, por exemplo, vai procurar tratamento… isso não é ignorado. Da mesma forma, se a pessoa tem uma pinta suspeita, ela procura o dermatologista para avaliar se pode ser um câncer”, afirmou.

A dermatologista avalia que houve uma mudança de comportamento, com maior valorização da aparência, sem necessariamente excluir a preocupação com a saúde.

“Eu acredito que as pessoas, sim, se preocupam com a saúde da pele, e que essa preocupação passou a caminhar junto com a estética. O Brasil, inclusive, é o segundo maior mercado de beleza do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos”, completou.

Tipos de câncer de pele exigem diagnóstico precoce

Entre os principais riscos associados à exposição solar sem proteção está o câncer de pele. Rita explicou que o tipo mais comum é o carcinoma basocelular, geralmente relacionado à exposição acumulada ao sol ao longo dos anos.

Apesar de não apresentar metástase, esse tipo pode causar danos locais importantes quando não tratado. Já o carcinoma espinocelular, segundo a médica, é mais agressivo, com crescimento mais rápido e possibilidade de disseminação em casos mais avançados.

O melanoma, embora menos frequente, é considerado o mais grave. A doença tem alto potencial de atingir outros órgãos e pode levar à morte quando o diagnóstico ocorre tardiamente.

Rita orientou atenção a sinais persistentes na pele: “Se [a lesão] não cicatrizou depois de um mês, é preciso procurar um dermatologista. Qualquer tipo de lesão ulcerada que não cicatriza deve ser avaliada”.

Ela também esclareceu dúvidas comuns entre pacientes: “Às vezes, o paciente fala: ‘Ai, doutora, tinha uma feridinha aqui, mas cicatrizou. Será que não é câncer?’. Não é. Se cicatrizou, não é câncer. O câncer não cicatriza e depois volta — ele simplesmente não cicatriza”, diz.

Protetor solar deve ser parte da rotina

O uso diário de protetor solar segue como uma das principais medidas de prevenção. A recomendação, de acordo com Rita, é utilizar produtos com fator de proteção acima de 30, inclusive em dias nublados.

A médica chama atenção para um erro comum: a aplicação em quantidade insuficiente, que reduz a eficácia do produto.

“O fator de proteção solar deve ser acima de 30. Fator 15, por exemplo, não é indicado. Eu mesma já não prescrevo FPS 30. Isso porque, quando a pessoa aplica um filtro com fator 30 em quantidade menor do que a recomendada, o que é muito comum, esse fator acaba caindo”, explicou.

Por esse motivo, ela costuma indicar opções com FPS mais alto. “Eu prefiro indicar filtros com FPS 50 ou 60. Assim, mesmo que a pessoa aplique uma quantidade menor, a proteção efetiva ainda fica próxima de 30. Além disso, fatores mais altos tendem a durar um pouco mais, perdendo a proteção de forma gradual, como se fosse uma bateria”, afirmou.

A reaplicação também é considerada essencial, sobretudo em situações de exposição prolongada. “No dia a dia, a minha recomendação é reaplicar o protetor a cada quatro horas, o que geralmente significa cerca de três aplicações por dia, especialmente para quem fica mais exposto”, concluiu.

Uso precoce de cosméticos preocupa

Outro ponto levantado pela dermatologista é o uso cada vez mais cedo de produtos de skincare por crianças e adolescentes. Para ela, rotinas complexas nessa faixa etária são desnecessárias e podem causar efeitos adversos.

Na maioria dos casos, sabonete adequado e protetor solar são suficientes. O uso de outros produtos deve ocorrer apenas com indicação médica, para evitar alergias, irritações e desequilíbrios na pele ainda em desenvolvimento.

Procedimentos exigem critério e qualificação

O crescimento da estética também trouxe aumento na oferta de procedimentos, nem sempre realizados por profissionais habilitados. Rita alertou para os riscos desse cenário, que incluem complicações e até deformações permanentes.

Ela reforçou que intervenções como aplicação de toxina botulínica e ácido hialurônico devem ser feitas com critério, levando em conta idade, necessidade e características individuais de cada paciente.

A orientação, segundo a especialista, é buscar sempre profissionais médicos qualificados e evitar decisões baseadas apenas em tendências ou influências das redes sociais.

Fonte: G1
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/jovem-em-casa-fazendo-sua-rotina-de-beleza_43470402.htm

19 de março de 2026 0 comentário
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Homens ampliam presença em clínicas estéticas e redesenham o mercado da beleza no Rio
Estética

Homens ampliam presença em clínicas estéticas e redesenham o mercado da beleza no Rio

por Esteticare 26 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

A presença masculina em clínicas de estética deixou de ser exceção e passou a compor o cotidiano do setor no Rio de Janeiro. O movimento não surgiu de forma abrupta. Até meados de 2015, homens acima dos 50 anos lideravam a procura, quase sempre em busca de cirurgias pontuais, como correção de pálpebras caídas ou redução da papada. A década seguinte trouxe uma inflexão. Primeiro, jovens passaram a adotar rotinas de cuidados com a pele. Depois da pandemia, a perda rápida de peso levou muitos deles a procurar a lipo HD, técnica que define o contorno corporal. Agora, em meio à popularização das canetas emagrecedoras, que acentuam flacidez e marcas faciais, a demanda masculina se tornou constante.

“Tenho recebido muitos jovens que emagrecem rapidamente e se queixam de flacidez facial”, relata a cirurgiã plástica Irene Daher, que atende em Botafogo. Entre esses pacientes está o professor de educação física e terapeuta holístico Matheus Jarddin, de 32 anos. Após perder dez quilos, ele recorreu ao bioestimulador de colágeno e ao preenchimento com ácido hialurônico em mandíbula, olheiras e bochechas. “Emagreci dez quilos e fiquei com o rosto chupado. Os procedimentos me deixaram com uma cara saudável”, afirma.

Os dados ajudam a dimensionar o fenômeno. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cerca de 30% do público atendido atualmente é masculino, proporção seis vezes maior do que a registrada há cinco anos. O crescimento não se limita ao país. Levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética aponta aumento de 95% nas intervenções cirúrgicas em homens entre 2018 e 2024. Em redes privadas, os números impressionam ainda mais. A clínica Rio Arte, com unidades em Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca, registrou expansão de 260% na procura masculina no último ano.

No Rio, a valorização do corpo encontra terreno fértil. São mais de 80 quilômetros de praias e uma cultura visual intensa, potencializada pelas redes sociais. Na Rio Arte, um dos procedimentos mais buscados é o hair glow, terapia regenerativa capilar voltada ao fortalecimento dos folículos e ao estímulo do crescimento dos fios. “Antigamente, o autocuidado masculino era alvo de julgamentos. Mas o conceito de wellness ganhou espaço e, agora, pessoas bem-sucedidas têm de estar bem com o corpo e a mente”, observa Saulo Reis, sócio-fundador da rede.

Menos trauma, mais discrição

O perfil masculino impõe ajustes às técnicas oferecidas. Em geral, esses pacientes toleram menos a dor e evitam tratamentos que deixem sinais visíveis por muitos dias. “Para não se afastar do trabalho, meus pacientes preferem procedimentos que provocam menos trauma, como o ultrassom microfocado, que melhora a tonicidade da pele”, explica a dermatologista Daniela Alvarenga, do Leblon. Segundo ela, a frequência de homens em seu consultório dobrou no último ano.

A influência da televisão também aparece nos relatos. No ar na novela Êta Mundo Melhor, da TV Globo, o ator Rainer Cadete, de 38 anos, diz que passou a usar filtro solar após um alerta do diretor Carlos Manga, ainda em 2008. “Adotei essa recomendação para a vida. Autocuidado para mim não é vaidade, é ferramenta de trabalho, já que as pessoas me veem em 4K”, comenta. Ele experimentou recentemente uma limpeza de pele com máscara clareadora. Outro cliente da rede, o ator Luis Salem, de 60 anos, concorda. “Descobri tardiamente, aos 53, a importância de cuidar da pele. Sou a favor de qualquer procedimento que possa melhorar a minha autoestima”.

Entre os mais jovens, o botox aparece como estratégia preventiva. O cabeleireiro Douglas Andrade, de 30 anos, iniciou as aplicações aos 25. “Notei uma linha de expressão na testa e, desde então, faço de forma preventiva, para não ficar com um vinco”, relata. Recentemente, ele também optou por preenchimento na mandíbula, em busca de um aspecto mais marcado. A dermatologista Andrea Canto de Mesquita, responsável pelos procedimentos, observa que homens acima dos 40 anos costumam pedir naturalização facial, técnica que reposiciona volumes sem alterar os traços.

O crescimento, porém, vem acompanhado de alertas. Para o antropólogo Lenin Pires, professor da Universidade Federal Fluminense, a pressão estética responde a interesses comerciais amplificados pelo audiovisual e pelas redes. Segundo ele, o desafio está em equilibrar desejo individual, saúde e expectativas sociais.

Procedimentos mais procurados por homens
Regeneração capilar; botox; preenchimentos faciais; bioestimuladores de colágeno; ultrassom microfocado; lipo HD e Ultra HD.

Fonte: Veja Rio
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/homem-recebendo-injecao-de-botox-na-testa_8403480.htm

26 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Pele no pós-Carnaval pede limpeza suave e hidratação para evitar acne e manchas
Rosto

Pele no pós-Carnaval pede limpeza suave e hidratação para evitar acne e manchas

por Esteticare 19 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

Após dias de blocos sob sol forte, maquiagem intensa e muito suor, dermatologistas observam aumento de queixas como oleosidade excessiva, espinhas, vermelhidão e manchas. A sobrecarga típica do Carnaval compromete a barreira de proteção da pele e favorece inflamações. Para a dermatologista Ingrid Tavares, o período logo depois da folia é decisivo para restaurar o equilíbrio cutâneo e prevenir complicações.

“Durante a folia, a pele sofre uma sobrecarga muito grande. São horas de suor, maquiagem pesada, glitter e sol direto, o que fragiliza a barreira da pele e facilita inflamações”, explica Ingrid.

A combinação de calor intenso, exposição solar prolongada e acúmulo de produtos cosméticos cria um ambiente propício ao surgimento de problemas dermatológicos. Muitas pessoas só percebem os efeitos alguns dias depois, quando a pele começa a reagir com ardência, descamação ou surgimento de acne.

Resíduos acumulados favorecem cravos e dermatites

Segundo a especialista, a mistura da oleosidade natural da pele com poluição, protetor solar e maquiagem pesada tende a obstruir os poros. Esse bloqueio dificulta a respiração cutânea e estimula processos inflamatórios.

“Os poros ficam literalmente entupidos. Isso favorece o aparecimento de cravos, espinhas, vermelhidão e até dermatites em pessoas mais sensíveis”, afirma a dermatologista.

O problema pode se agravar quando há repetidas camadas de produtos ao longo do dia, algo comum em blocos de rua. Reaplicações de filtro solar sobre maquiagem, por exemplo, aumentam o acúmulo de resíduos. Sem uma higienização adequada ao fim do dia, a chance de acne no pós-Carnaval cresce de forma significativa.

Glitter pode provocar alergias e microlesões

Elemento quase obrigatório na maquiagem carnavalesca, o glitter exige atenção redobrada. Apesar da aparência leve e festiva, suas partículas podem causar pequenos traumas na superfície da pele.

“Algumas partículas são abrasivas e podem causar pequenas lesões, além de reações alérgicas. Em peles sensíveis, é comum vermelhidão, coceira e ardência”, alerta.

A recomendação é utilizar apenas produtos próprios para uso cosmético, evitando versões artesanais ou industriais não indicadas para contato com a pele. A remoção também deve ser cuidadosa, sem fricção excessiva, para não ampliar possíveis microlesões.

Limpeza correta é etapa central da recuperação

A retirada da maquiagem pesada precisa ser feita de maneira gradual. Esfregar o rosto com força, prática comum após longas horas de festa, tende a piorar a irritação já instalada.

“O ideal é começar com cleansing oil (demaquilante à base de óleos) ou água micelar, que dissolvem maquiagem pesada e glitter sem precisar esfregar. Depois, a lavagem com sabonete facial suave é fundamental”, orienta.

Sobre os lenços demaquilantes, ela complementa: “Eles ajudam, mas não substituem a limpeza completa. Sempre é necessário lavar o rosto depois”.

A esfoliação, por sua vez, não deve ser imediata. Embora muitas pessoas tentem promover uma limpeza profunda logo após a folia, o procedimento pode agravar quadros de ardência ou inflamação.

“Se a pele estiver ardendo ou vermelha, a esfoliação vai agravar a inflamação. O ideal é esperar a pele se recuperar e optar por versões suaves”, alerta.

Suor com maquiagem aumenta risco de acne

O calor típico do Carnaval brasileiro favorece a transpiração intensa. Quando o suor permanece por horas misturado a cosméticos e oleosidade natural, cria-se um ambiente úmido que facilita a proliferação de bactérias.

“Quando o suor se mistura com maquiagem e oleosidade, ocorre proliferação de bactérias. Isso aumenta muito o risco de acne e dermatites no pós-Carnaval”, explica a expert.

Quem já tem tendência à acne precisa redobrar os cuidados nos dias seguintes à festa, priorizando fórmulas leves, não comedogênicas e livres de álcool e fragrâncias marcantes.

Exposição solar urbana também exige proteção

A associação entre protetor solar e praia ainda é comum, mas blocos de rua expõem foliões a radiação intensa por várias horas seguidas. Mesmo em ambientes urbanos, a incidência de raios ultravioleta pode causar danos cumulativos.

“Mesmo nos blocos urbanos, a exposição solar é intensa e prolongada. Isso pode causar manchas, queimaduras e acelerar o envelhecimento da pele”, ressalta a dermatologista.

A orientação é reaplicar o filtro solar a cada duas horas, especialmente em atividades ao ar livre. No pós-Carnaval, manter o uso diário do protetor é fundamental para evitar hiperpigmentações em áreas sensibilizadas.

Ativos calmantes ajudam a restaurar a barreira cutânea

Depois da limpeza adequada, a hidratação passa a ser etapa estratégica. Produtos com ingredientes calmantes contribuem para reduzir a inflamação e devolver conforto à pele.

“Ingredientes como aloe vera, pantenol, niacinamida, água termal e ácido hialurônico ajudam a reduzir a inflamação e devolver conforto à pele”, explica.

Para Ingrid, simplificar a rotina é a melhor escolha nos dias seguintes à folia. Peles sensíveis ou acneicas devem evitar procedimentos agressivos, ácidos fortes e maquiagem pesada até que a barreira cutânea esteja restabelecida.

“Essas peles precisam evitar produtos agressivos, álcool, fragrâncias fortes e maquiagem pesada. Quanto mais simples e suave for a rotina, melhor será a recuperação”, afirma.

A recomendação final inclui limpeza suave duas vezes ao dia, hidratação calmante e uso regular de protetor solar. “A limpeza suave duas vezes ao dia, hidratação calmante e protetor solar são o tripé da recuperação da pele. Também é importante beber mais água, descansar e evitar produtos fortes por alguns dias”.

Fonte: Metrópoles
Foto: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/um-grupo-de-mulheres-de-pe-uma-ao-lado-da-outra-d70xbyNCCwc

19 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Vigilância Sanitária do DF atualiza regras para funcionamento de serviços de estética
Estética

Vigilância Sanitária do DF atualiza regras para funcionamento de serviços de estética

por Esteticare 10 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

A Vigilância Sanitária do Distrito Federal, vinculada à Secretaria de Saúde do DF, publicou uma nova atualização das regras que tratam do licenciamento e do funcionamento de serviços de estética. A Instrução Normativa nº 01 foi divulgada no Diário Oficial do Distrito Federal nesta quarta-feira, 14, e estabelece requisitos sanitários para estabelecimentos que realizam procedimentos estéticos invasivos ou não, classificados como grau de risco II ou III.

O texto normativo se aplica aos serviços cuja classificação de risco é declarada pelo responsável legal do estabelecimento, conforme o tipo de procedimento oferecido ao público. A atualização amplia o olhar da fiscalização sanitária para além da estrutura física, incorporando critérios diretamente relacionados à segurança do paciente e à gestão dos riscos associados às práticas estéticas.

Segundo a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, a normativa representa uma mudança de abordagem. “Essa normativa traz um novo foco, incluindo a segurança do paciente. Com critérios baseados em risco potencial, atuamos como parceira da sociedade e dos profissionais qualificados, garantindo que a inovação tecnológica da estética ocorra de mãos dadas com a biossegurança e a ética”, afirma.

Graus de risco e critérios técnicos

Os procedimentos enquadrados como grau de risco II são considerados de risco médio e envolvem o uso de tecnologias mais complexas. Esse grupo exige ambientes controlados, adoção de protocolos específicos e a atuação de profissionais de saúde devidamente habilitados. A norma estabelece parâmetros mínimos de infraestrutura, organização dos fluxos de atendimento e controle sanitário para esse tipo de serviço.

Já os procedimentos classificados como grau de risco III são considerados de alto risco. Nessa categoria estão incluídas práticas invasivas, que envolvem rompimento da barreira da pele ou atuação em camadas mais profundas do corpo. Por esse motivo, os estabelecimentos precisam cumprir exigências mais rigorosas, como vistoria prévia da Vigilância Sanitária antes do início das atividades, além de controles mais detalhados sobre materiais, equipamentos e capacitação profissional.

De acordo com a gerente de Saúde da Vigilância Sanitária, Ana Paula Prudente, a instrução normativa não deve ser vista apenas como um instrumento de fiscalização. “É também uma orientação para que os próprios serviços adotem rotinas mais seguras, reduzam riscos e promovam a melhoria contínua da qualidade no atendimento, beneficiando diretamente os usuários”, destaca.

Atividades de baixo risco seguem norma anterior

Os serviços enquadrados como grau de risco I não foram alterados pela nova regulamentação. Esse grupo abrange procedimentos estéticos não invasivos, sem uso de substâncias injetáveis, geralmente realizados por profissionais da beleza, estetas e cosmetólogos. Essas atividades continuam regulamentadas pela Instrução Normativa nº 28/2021, que permanece em vigor para esse segmento.

A diferenciação entre os graus de risco busca tornar a regulação mais proporcional às práticas exercidas, evitando exigências excessivas para atividades de menor complexidade e, ao mesmo tempo, reforçando o controle sobre procedimentos com maior potencial de dano à saúde.

Documentação e penalidades previstas

Para obter ou manter o licenciamento sanitário, os estabelecimentos enquadrados nos graus de risco II e III devem apresentar uma série de documentos. Entre eles estão o plano de segurança do paciente, protocolos de atendimento para intercorrências clínicas, situações de urgência e emergência, além do projeto básico de arquitetura previamente aprovado pelos órgãos competentes.

Também é obrigatória a apresentação da relação nominal dos profissionais que atuam no local, acompanhada da comprovação de habilitação junto aos respectivos conselhos de classe. A medida busca assegurar que apenas profissionais qualificados executem procedimentos que envolvem riscos à integridade física dos pacientes.

O descumprimento das disposições previstas na Instrução Normativa nº 01 configura infração sanitária. Nesses casos, os responsáveis estão sujeitos às penalidades previstas na Lei Federal nº 6.437, de 1977, e na Lei Distrital nº 5.321, de 2014, que tratam das sanções aplicáveis às infrações à legislação sanitária.

A publicação da norma já está em vigor a partir da data de sua divulgação oficial, cabendo aos serviços de estética avaliar o enquadramento de suas atividades e adequar processos internos, documentos e rotinas operacionais, conforme o grau de risco declarado, para evitar sanções administrativas e garantir regularidade sanitária, conforme legislação vigente no Distrito Federal.

Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/jovem-fazendo-procedimento-especial-para-melhorias-na-pele_14481074.htm

10 de fevereiro de 2026 0 comentário
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