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Condicionamento cardiovascular: Cinco dicas para elevá-lo
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Condicionamento cardiovascular: Cinco dicas para elevá-lo

por Esteticare 18 de agosto de 2023
escrito por Esteticare

Condicionamento cardiovascular envolve o hábito de realizar atividades físicas é essencial para prevenir e tratar doenças crônicas

Todos sabem bem que a prática regular de atividade física pode trazer diversos benefícios à saúde. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o hábito de realizar exercícios físicos é essencial para prevenir e tratar doenças crônicas não transmissíveis. Além disso, segundo a mesma fonte, enfermidades relacionadas ao sedentarismo são responsáveis por 71% das mortes no mundo, incluindo as mortes de 15 milhões de pessoas entre 30 e 70 anos a cada ano.

Doenças cardíacas

Mas afinal de contas, pessoas com doenças cardíacas podem praticar atividade física?

Em primeiro lugar, é um mito acreditar que pessoas com doenças cardíacas não podem praticar atividades físicas. Neste caso, o Ministério da Saúde informa que a inatividade física, aliada ao sedentarismo, pode não só agravar os problemas, como também ocasionar novos. Assim como o restante do corpo, o coração também é um músculo e, logo, será beneficiado pela atividade física.

Condicionamento cardiovascular

Em suma, o condicionamento cardiovascular é a capacidade do coração para bombear sangue aos outros órgãos, que está associada à capacidade de conduzir oxigênio para todo o corpo.

Benefícios da atividade física para o coração

Sendo assim, a prática da atividade física, sob supervisão médica, traz inúmeros benefícios para a saúde cardiovascular. De acordo com Rizzieri Gomes, médico cardiologista focado na mudança do estilo de vida (MEV) de seus pacientes, os impactos positivos ligados à qualidade de vida e à prevenção de problemas cardíacos que ela proporciona são importantes.

“A atividade física pode ajudar a melhorar a autoestima e a qualidade de vida das pessoas, além de reduzir a pressão arterial, controlar o peso, melhorar a coagulação sanguínea e aumentar a capacidade cardiorrespiratória. Também é capaz de reduzir o risco de problemas cardíacos.”

Além disso, o médico ainda afirma que não há limites quando se trata de saúde e superação ao realizar as práticas.

“A atividade física constante melhora o condicionamento muscular e cardiorrespiratório, ajudando a evitar a perda de massa magra, na manutenção da saúde óssea e corporal da pessoa, reduzindo o risco de fraturas, de hipertensão, doença cardíaca coronária, AVC, diabetes, câncer de cólon e de mama, depressão e ansiedade.”

Dicas para aprimorar o condicionamento cardiovascular

Por fim, segundo o Dr. Rizzieri, para elevar seu condicionamento cardiovascular e conquistar mais qualidade de vida, é preciso seguir estes passos:

  • Explore diferentes modalidades de exercícios cardiovasculares, como corrida, ciclismo, natação ou pular corda, para trabalhar diferentes grupos musculares e manter o treino emocionante;
  • Não esqueça dos exercícios de fortalecimento muscular, pois um corpo mais forte proporciona um desempenho cardiovascular ainda melhor;
  • Mantenha-se hidratado. A água é a chave para um sistema cardiovascular saudável e em pleno funcionamento;
  • Faça pausas corretas, visto que o corpo precisa recompor suas reservas energéticas para não ter lesões e dores musculares;
  • Priorize o descanso e o sono adequado para que seu corpo se recupere e esteja pronto para enfrentar os desafios cardiovasculares.

*Foto: Reprodução/br.freepik.com/fotos-gratis/jovem-fazendo-esportes-e-jogging-correndo-em-um-parque_1211539

18 de agosto de 2023 0 comentário
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Osteopenia: quais são os melhores exercícios?
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Osteopenia: quais são os melhores exercícios?

por Esteticare 21 de julho de 2023
escrito por Esteticare

Osteopenia conta com atividade física de baixo impacto, como caminhada, elíptico ou subir escadas

Quem possui osteopenia deve praticar exercícios físicos regularmente para a melhora da saúde óssea. No entanto, tal atividade deve ser de baixo impacto. Entenda ao longe deste artigo quais são os melhores exercícios para quem tem esta condição que pode afetar o corpo.

O que é Osteopenia?

A osteopenia é uma condição associada à perda de massa nos ossos que ocorre de forma gradual. Esse estado pode levar a situações mais graves, como a osteoporose, doença que causa o comprometimento direto na resistência óssea pela perda de grande massa.

Neste caso, os ossos estão em constante processo de renovação, sendo a osteopenia um desequilíbrio neste processo. Nessa condição, ocorre um processo contínuo de decomposição e reconstrução, situações motivadas por 3 tipos de células: osteoblastos, osteócitos e osteoclastos.

Os osteoblastos são responsáveis pela reprodução da matriz óssea situada na composição do esqueleto. Os osteócitos são as células maduras, que têm o objetivo de regular a quantidade de minerais presentes no tecido ósseo. Já os osteoclastos são células gigantes, que realizam a reabsorção da massa envelhecida para substituí-las por matrizes novas.

Quais exercícios são recomendados?

A seguir, confira quais são os exercícios recomendados para as pessoas que possuem esta enfermidade.

Musculação

A musculação envolve atividades que fazem com que os músculos trabalhem contra alguma resistência, contribuindo para a construção desta, além da construção de força e de massa muscular. Inclui treinamento com pesos livres ou aparelhos de musculação, além do uso de faixas de resistência e uso do próprio corpo para fortalecer os principais grupos musculares (por meio de flexões, agachamentos, contrações e extensões). Mas deve ser feito com supervisão do profissional de educação física.

Aeróbicos com pouco ou nenhum impacto

O treinamento aeróbico de sustentação de peso, inclui: caminhada, elíptico, subir escadas ou aeróbico de baixo impacto. Por outro lado, atividades sem sustentação de peso, como natação e ciclismo, geralmente não contribuem para melhorar a densidade óssea.

Exercícios de agilidade e flexibilidade

Esses exercícios são particularmente úteis para reduzir o risco de queda. Podem ser estruturados para melhorar a coordenação motora e o equilíbrio estático e dinâmico, além do tempo de reação. O pilates é muito interessante para esse grupo, feito com fisioterapeuta.

Em suma, um regime de exercícios ideal inclui uma combinação de treinamento de força e resistência, treinamento aeróbico e exercícios que trabalham a flexibilidade, a estabilidade e o equilíbrio. No entanto, é importante destacar de ter uma equipe multidisciplinar (com educador físico, médico, fisioterapeuta e nutricionista) orientando todo o protocolo de exercícios físicos, para garantir os melhores efeitos na saúde óssea e na saúde geral.

*Foto: Reprodução/https://br.freepik.com/fotos-gratis/vista-lateral-mulher-malhando-com-halteres_29301517

21 de julho de 2023 0 comentário
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Corpo ativo na terceira idade
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Corpo ativo na terceira idade: saiba como manter o cérebro saudável

por Esteticare 23 de junho de 2023
escrito por Esteticare

Corpo ativo na terceira idade; especialista dá dicas de como manter uma boa qualidade de vida

Manter a saúde em dia é fundamental em todas as fases da vida. No entanto, na terceira idade é mais importante ainda. E não é só cuidar do corpo, apenas. A saúde mental também precisa de atenção e cuidado. Por isso, os idosos precisam de atividades que estimulem o cérebro e ajudem a manter a mente sempre trabalhando.

Corpo ativo na terceira idade

De acordo com dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 2 milhões de pessoas vivem com alguma forma de demência no Brasil e até 2050, este número pode triplicar em função do envelhecimento da população. É o que explica o geriatra Frederico Brina:

“Conviver socialmente, ler, jogar cartas ou praticar outras atividades que estimulem o raciocínio, por exemplo, são recursos que se utilizados rotineiramente, exercitam o cérebro e podem ajudar na prevenção de doenças como o Alzheimer, que é o tipo mais comum de demência diagnosticada nos pacientes idosos.”

Exercícios físicos

A prática de exercícios físicos também ajuda a manter a mente saudável e contribui para o tratamento de outros males, como: a hipertensão, o diabetes e a depressão. Para Frederico Brina, manter a mente ativa e estar aberto para aprender coisas novas também auxilia na autoestima do idoso, muitas vezes prejudicada por fatores socioculturais.

“No Brasil o idoso ainda sofre muito preconceito, seja no mercado de trabalho, no ambiente familiar, entre os vizinhos. Vemos exemplos de países como a Itália, que é uma das nações com a população idosa mais longeva do mundo e boa parte deles vivem de maneira independente, cuidam da própria vida, da casa e do dinheiro, sem necessitar do auxílio de outros familiares. A Sociedade Italiana de Gerontologia e Geriatria recalculou a idade em que consideram uma pessoa idosa e um italiano idoso é quem tem a partir de 75 anos. Isto se dá, dentre outras razões, ao estilo e hábitos de vida que a população está inserida.”

Além disso, no Brasil também pode-se observar esta mudança do estereótipo. Isso porque a maioria dos idosos com 60, 70 anos são muito mais ativos físico e mentalmente do que os idosos de 50 anos atrás com a mesma faixa etária. Isso tido associado à maior expectativa de vida da população.

Ambiente saudável

Por fim, o ambiente onde a pessoa está inserida é fundamental para manter corpo e mente saudáveis. Portanto, quando o idoso sente-se ativo é capaz de aprender também transmitir conhecimento para filhos e netos, por exemplo; seja ensinando algo ou mesmo contando suas experiências de vida. A pessoa na terceira idade sente-se viva, capaz e inserida naquele meio, o que favorece significativamente seu bem-estar e autoestima.

“Ensinar e transmitir conhecimento é uma maneira de estimular o cérebro e contribuir para a prevenção da perda de memória e, consequentemente, favorece na promoção da saúde como um todo.”

*Foto: Reprodução/br.freepik.com/fotos-gratis/casal-senior-treinando-juntos_10847288

23 de junho de 2023 0 comentário
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Rugas podem degenerar outras partes do corpo
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Rugas podem degenerar outras partes do corpo

por Esteticare 2 de junho de 2023
escrito por Esteticare

Rugas podem ser a causa do envelhecimento, e não a consequência

Associada a marcas do tempo, as rugas podem ser mais do que isso, sinais de velhice. É o que propõe uma série de novos estudos propõe que levanta a hipótese de que elas não são apenas resultado, mas também causa de envelhecimento, inclusive o de outros órgãos. Isso porque seriam emissárias de coquetéis químicos que transformam células em zumbis e degeneram precocemente o organismo, em especial o cérebro.

Rugas – o que causam?

De acordo com Cláudia Cavadas, líder do grupo de investigação de neuroendocrinologia e envelhecimento do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, em Portugal:

“Nossa pele não é somente uma barreira protetora e uma janela para o que acontece no interior de nosso corpo. À medida que envelhece e perde funções, ela também leva para outros órgãos problemas causados por agressões externas, como as provocadas pela radiação solar e o fumo. Se a sua pele tem sinais de envelhecimento, como as rugas, por dentro não é diferente.”

Ela coordenou um artigo que analisa resultados de pesquisas com novas hipóteses para o envelhecimento. O trabalho foi publicado na revista Trends in Molecular Medicine e tem chamado atenção.

Pele

A pele é muito mais complexa do que se costuma imaginar. É o maior órgão do corpo humano, nos protege de todo tipo de agressão, seja do sol, do fumo, da poluição, de substâncias químicas e ataques de micro-organismos nocivos. A pele produz vitamina D, associada à imunidade, trabalhando para a nossa regulação térmica.

Além disso, a passagem do tempo causa inexorável envelhecimento não apenas na pele, mas em todo o corpo. Nas mulheres, os órgãos envelhecem primeiro que nos homens. No entanto, na pele o envelhecimento é potencializado por fatores ambientais, como má alimentação, poluição, fumo e, principalmente, a radiação solar. Os raios solares degradam o colágeno e a elastina. O resultado são as rugas.

Contudo, a pele envelhecida apresenta alterações moleculares, celulares e estruturais. Dentre essas transformações está o acúmulo de células senescentes. Isto é, células envelhecidas, disfuncionais, como as existentes em rugas e manchas. A radiação UV também danifica o DNA e amplifica o processo de senescência.

E quando se acumulam, essas células senescentes podem induzir ou acelerar disfunções associadas ao envelhecimento em outras células da pele e demais órgãos e tecidos, afirma Cláudia.

A senescência afeta todo o corpo, e integra o processo normal de envelhecimento, mas na pele é pior porque não apenas ela é bombardeada por fatores externos quanto porque está conectada a outros órgãos e tecidos. É por isso que o acúmulo de células da pele envelhecidas, como as das rugas, afetam outras partes do corpo, diz a cientista.

Ela reforça que é como se as células senescentes fossem zumbis, que já não sabem bem o que são. Ou seja, não fazem o que deveriam e se portam como mortas-vivas levando sua sina a outras células.

Limpeza

Uma das primeiras perdas de função das células senescentes é a de limpeza. Geralmente, as células conseguem se livrar de restos de proteínas e outras estruturas imprestáveis. A ciência chama isso de autofagia. Neste caso, a célula envelhecida não se limpa como deveria, acumulando “lixo” em seu interior.

As células senescentes liberam proteínas causadoras de inflamação que danificam as células saudáveis a sua volta, como microzumbis. Seu acúmulo está relacionado a uma série de doenças da velhice, como câncer, males cardiovasculares, osteoartrite, diabetes do tipo 2, catarata e demências.

Na pele, os efeitos do acúmulo de células senescentes são visíveis. Ela fica mais fina, perde elasticidade, tem reduzida sua capacidade de regeneração e de funcionar como barreira contra agressões externas. Fica enrugada, manchada e com aparência quebradiça.

Isso é o que se vê. Contudo, a nova hipótese é que por estar conectada a outros órgãos, a pele exporte coquetéis aceleradores de velhice.

Impacto

O envelhecimento da pele já foi correlacionado com disfunções no sistema imunológico e no risco de doenças cardiovasculares, afirma o artigo. Já um sistema cutâneo neuroendócrino sustenta uma comunicação entre a pele e o cérebro.

Cláudia destaca que, por exemplo, o envelhecimento da pele induzido pela radiação ultravioleta (UV) possui impacto sobre o cérebro. Em estudos com animais se viu que a radiação UV reduz a formação de neurônios no hipocampo, estrutura cerebral ligada à fixação de memórias, ao aprendizado e às emoções.

O grupo da cientista estuda particularmente a associação entre as alterações na pele e as funções do hipotálamo. Esta é a região do cérebro que regula funções essenciais à vida, como metabolismo, fome, sono, crescimento e reprodução. Trata-se de um maestro que mantém o equilíbrio do organismo ao reger sinais metabólicos, hormonais, neuronais e ambientais.

Hipotálamo

Cláudia observa que o hipotálamo está envolvido na longevidade ao regular os níveis de hormônios essenciais ao funcionamento do organismo e cuja concentração declina com o avançar da idade.

Por fim, os cientistas dizem ainda que é uma questão em aberto se remover as rugas teria algum impacto no processo de envelhecimento do restante do corpo.

*Foto: Reprodução/Unsplash (freestocks – unsplash.com/pt-br/fotografias/_vJvLne0TwI)

2 de junho de 2023 0 comentário
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Órgãos do corpo feminino envelhecem mais que dos homens
Corpo

Órgãos do corpo feminino envelhecem mais que dos homens

por Esteticare 5 de maio de 2023
escrito por Esteticare

Órgãos do corpo feminino envelhecem a partir dos 19 anos, e do masculino aos 40 anos; entenda o por quê

O envelhecimento é um processo fisiológico natural irreversível cujas causas ainda são um mistério. As alterações que ocorrem em cada órgão de uma pessoa ou em diferentes indivíduos não são as mesmas. É o que prova duas investigações. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), isso afetará 21% da população mundial ainda nos primeiros deste século, que terá mais de 60 anos. Os trabalhos, um dinamarquês e outro espanhol, indicam que os sinais de envelhecimento começam mais cedo nas mulheres. Porém, evoluem mais lentamente do que nos homens, e que nem todos os órgãos de um mesmo indivíduo envelhecem da mesma forma.

Segundo Michel Ben Ezra, autor do estudo dinamarquês e pesquisador da Universidade de Copenhague:

“Pouco se sabe sobre as mudanças específicas que ocorrem com o envelhecimento em humanos.”

Além disso, Pablo Burraco, cientista da Estação Biológica de Doñana do Conselho Superior de Pesquisas Científicas, na Espanha (EBD-CSIC), e autor do estudo espanhol, compartilha da mesma opinião.

“Se alguém pensa que entende o envelhecimento, é porque não sabe.”

Ambos tentam desvendar os mecanismos desse processo.

Órgãos do corpo feminino envelhecem

Agora, uma pesquisa do Centro de Envelhecimento Saudável da Universidade de Copenhague, publicada na plataforma de pré-prints BioRxiv e ainda não revisada por pares, sugere que as mulheres apresentam os órgãos do corpo feminino envelhecem a partir dos 19 anos. No entanto, o processo é mais gradual. Porém, nos homens, as mudanças no corpo aparecem mais tarde, por volta dos 40 anos. Contudo, a diferença é que as alterações aceleram após essa idade.

Resultados

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram marcadores de senescência celular em 33 milhões de laudos de biópsia de 4,9 milhões de pessoas de todas as idades entre 1970 e 2018. Todavia, apesar da grande amostra, essa é uma das limitações do estudo: todos são indivíduos que realizaram exame para alguma patologia. É o que explicou Morten Scheibye-Knudsen, da Universidade de Copenhague e coautor do estudo, à revista New Scientist.

“As biópsias só foram feitas quando os participantes procuraram atendimento médico. Portanto, o envelhecimento masculino pode parecer começar mais tarde porque os homens tendem a procurar ajuda médica quando seus sintomas são mais avançados, ao contrário das mulheres.”

Maior diferencial

Já para Manuel Tena-Sempere, professor de Fisiologia da Universidade de Córdoba, na Espanha:

“Provavelmente o fator mais diferencial é a menopausa porque no caso da mulher há uma interrupção drástica da secreção dos hormônios ovarianos e isso tem uma repercussão importante no curto, médio e longo prazo que podem condicionar o envelhecimento feminino. No caso dos homens, se houver uma diminuição nos níveis de andrógenos, ela é gradual e seu impacto e consequências são muito diferentes.”

Estudo dinamarquês

O estudo dinamarquês indica ainda que nem todos os tecidos envelhecem da mesma forma, aspecto confirmado pelo estudo espanhol publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society B. Esta investigação centrou-se nos telómeros (extremidades dos cromossomos) cujo encurtamento é um marcador do envelhecimento biológico, revela Burraco.

“Os telômeros não são codificadores, mas são muito importantes quando as células se dividem. Encurtam-se ao longo da vida, mas também em resposta ao estresse, pelo que não são marcadores da idade cronológica, mas da biológica.”

Estudo espanhol

O estudo espanhol foi realizado em cinco tecidos diferentes de uma espécie de rã (Xenopus laevis) porque sua metamorfose, desde o embrião até as fases larval e adulta, permite observar mudanças muito rápidas.

“Podemos ver como essas mudanças de desenvolvimento afetam diferentes órgãos, como os animais que crescem mais rápido têm telômeros mais curtos.”

Contudo, o encurtamento dos telômeros ocorre durante a divisão celular. E toda vez que se dividem, não coseguem replicar as sequências originais e são encurtados, diz Burraco.

É um processo semelhante ao de uma cópia de uma cópia de um original. No caminho para a reprodução, os dados são perdidos:

“A proteína responsável pela replicação dos telômeros, a telomerase, não é capaz de completar o processo todo.”

O outro fator é o estresse sobre o órgão durante o seu desenvolvimento. Por exemplo, explica o cientista, “os radicais livres que são oxidantes atingem o DNA e o quebram”.

Intervenção

A identificação desses processos abre caminho para neles intervir. Há possibilidade de ação direta nos telômeros, graças às técnicas de edição de genes. No entanto, o pesquisador é cauteloso:

“Acho que seria possível, mas o problema é encontrar o equilíbrio porque (usar a edição de genes) poderia prolongar a vida, mas também causar muitos problemas. Você tem que entender até onde pode ir, produzir uma reprodução descontrolada de células pode acabar gerando câncer, por exemplo.”

Porém, é com essa linha que ele quer seguir a pesquisa, e analisar como o aumento da atividade da telomerase ou a redução do estresse oxidativo que afeta a dinâmica do envelhecimento.

*Foto: Reprodução/Unsplash (John Arano)

5 de maio de 2023 0 comentário
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Doenças ósseas em idosos
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Doenças ósseas em idosos: quais são as mais comuns e como preveni-las

por Esteticare 12 de abril de 2023
escrito por Esteticare

Doenças ósseas em idosos ocorrem por conta do corpo que se torna mais frágil nesta fase da vida

Com o passar do tempo e o aumento da idade é natural que haja um desgaste do corpo, provocando assim o surgimento de doenças, dores que não existiam até então. Portanto, mudar o estilo de vida nesta fase é de extrema importância para que se tenha uma melhor adaptação ao período da terceira idade. Neste artigo você vai conhecer quais são as doenças ósseas mais comuns em idosos e como preveni-las.

Doenças ósseas em idosos

Em primeiro lugar, normalmente, os ossos são atingidos durante essa fase, tendo em vista que se tornam mais frágeis com o passar do tempo e também são afetados pelos hábitos de vida das pessoas. Sendo assim, uma vida sem exercícios físicos e de má alimentação pode cobrar um preço alto em uma idade mais avançada.

No entanto, as doenças ósseas em idosos podem ser prevenidas com o propósito de aproveitar a melhor idade sem grandes preocupações.

Quais são as mais comuns?

Entre as doenças ósseas em idosos mais comuns, listamos duas importantes, confira a seguir:

Osteoporose

A doença mais conhecida dessa lista é caracterizada pela perda da densidade óssea. Esse fenômeno causa uma maior fragilidade nos ossos, o que contribui para fraturas acontecerem de forma mais fácil.

Dentre os diferentes fatores que podem levar ao surgimento da doença, além da idade, estão: diabetes, tabagismo, falta de exercícios físicos, falta de alimentos ricos em vitamina D e cálcio e a menopausa, que por causa da redução de estrogênio, também reduz o cálcio.

Neste caso, para se prevenir o desenvolvimento da osteoporose, é recomendada a prática de atividade física regularmente para fortalecer o corpo de modo geral, além da ingestão de cálcio e vitamina D e se manter afastado do cigarro.

Osteoartrose

Por outro lado, a osteoartrose, também conhecida apenas como artrose, é um tipo de artrite que ocorre quando o tecido que fica nas extremidades ósseas que se ligam sofra desgaste. Com isso, o osso fica mais espesso e forma saliências, os conhecidos “bicos de papagaio”.

Além disso, a patologia vem acompanhada por dores nas articulações atingidas geralmente na região lombar, no joelho, nas mãos, pescoço e quadris. Essa dor aparece no momento em que a pessoa afetada deseja realizar algum movimento mecânico que se utilize das articulações atingidas e desaparece quando se entra em repouso.

Contudo, fatores como obesidade, sobrecarga nas articulações e defeitos proprioceptivos, podem ser evitados como forma de prevenção dessa doença.

Tratamento

O tratamento é não curativo, mas de controle. Tem por objetivo desde o controle de dor até a melhora funcional da articulação atingida. Desde mudança de hábitos de vida, medicações orais, locais, infiltrações e até mesmo procedimento cirúrgico são medidas uteis para o tratamento.

Por fim, se você precisa de orientação médica para lidar com estas ou quaisquer outras doenças que acometam os ossos, procure um especialista neste tipo de enfermidade.

*Foto: Reprodução/Pixabay (Sabine van Erp)

12 de abril de 2023 0 comentário
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Treino para longevidade
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Treino para longevidade: estudos definem melhor horário

por Esteticare 17 de março de 2023
escrito por Esteticare

Treino para longevidade também influencia no emagrecimento ou hipertrofia; já a quantidade indicada é de 150 minutos semanais

Estudos sugerem que o melhor horário para praticar atividade física varia conforme o objetivo específico do indivíduo, como emagrecimento, ganho de massa muscular ou longevidade. Já o gênero do praticante e o melhor período de rendimento do dia também influenciam nos resultados. Saiba mais neste artigo.

Treino para longevidade

Em primeiro lugar, o segredo para viver mais, por exemplo, está no treino para longevidade após o almoço. É o que afirma um estudo liderado por pesquisadores chineses e publicado no mês de fevereiro na revista científica internacional Nature Communications. A descoberta foi feita a partir de dados coletados por sete anos em acelerômetros de mais de 90 mil britânicos.

Sendo assim, a conclusão foi de que Idosos, homens, pessoas menos ativas ou portadores de doenças cardiovasculares preexistentes são os grupos que mais se beneficiam do exercício físico entre 11h e 17h. Porém, os ganhos podem se estender ao corpo de qualquer pessoa. Além disso, os especialistas consideraram atividades de intensidade moderada, equivalente em esforço a uma caminhada rápida e intensa.

E no caso de câncer?

Por outro lado, mesmo que previna contra mortes de causas gerais e enfermidades cardiovaculares, os exercícios no período da tarde não foram os mais indicados contra o câncer. Nesse caso, aqueles que preferem a madrugada levam a melhor.

Contudo, os cientistas atribuem parte desse fenômeno à resposta metabólica do corpo à atividade física. Os horários da manhã e noite, por exemplo, são aqueles nos quais o corpo humano está mais suscetível a variações na pressão sanguínea. Além disso, o período da prática tem impacto no comportamento e nos aspectos ambientais dos praticantes, como o horário das refeições e a exposição à luz solar.

De acordo com Luciano Sales Prado, professor de educação física da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), pesquisas nessa área devem ser avaliadas com cautela. Isso porque ao comparar diferentes estudos, os resultados podem parecer conflitantes à primeira vista. Todavia, o especialista destaca que os participantes, os exercícios, o método e os parâmetros analisados variam entre os estudos.

Mas ele indica que a maior razão é a ausência de uma resposta universal. O melhor horário para quem busca colher resultados positivos para a saúde pode não ser o mesmo para aqueles que querem melhor desempenho. Um praticante de vôlei pode ter benefícios que um maratonista não consegue caso treine à tarde.

Escolher um turno para correr ou ir à academia é um processo multifatorial. Envolve gosto pessoal, imposição social por horários de trabalho ou estudo, fatores climáticos e até mesmo a lotação do local de treinamento. Especialistas acrescentam que a escolha do objetivo também deve entrar na conta.

Mulheres

Um estudo publicado no ano passado pela revista Frontiers of Physiology revelou que mulheres queimam mais gordura pela manhã e constroem mais músculos à noite. Para homens, a faixa horário ideal para o emagrecimento foi a oposta.

Para chegar nesses resultados, os cientistas acompanharam 30 homens e 26 mulheres ativos e saudáveis, com idades entre 25 e 55 anos, por 12 semanas. Divididos em dois grupos, os participantes se exercitavam antes das 8h30 da manhã ou depois das 18h, além de seguir a mesma dieta no período. Apesar da diferença de resultados, os autores destacam que houve melhora de saúde e desempenho de todos.

Vale destacar que no caso dos idosos, fazer musculação é essencial para a saúde dos ossos.

Para Daniel Rosa, professor e pesquisador da UFG (Universidade Federal de Goiás) outro fator importante é o cronotipo do indivíduo, característica que diferencia pessoas matutinas, vespertinas e noturnas, e pode ser influenciada tanto por fatores genéticos quanto fisiológicos, ambientais e sociais.

Atletas

Em 2015, pesquisadores do Reino Unido publicaram um trabalho analisando o rendimento de 20 atletas profissionais do hóquei que treinaram em diferentes horários do dia. Eles descobriram que a escolha de um turno menos adequado pode prejudicar em até 26% o rendimento do jogador. No trabalho, pessoas matutinas se beneficiaram de um treino em torno de meio-dia, enquanto as vespertinas renderam melhor por volta das 16h. Já as noturnas tiveram melhores resultados quando se exercitaram às 20h.

Rosa afirma que para um atleta, a diferença de milésimos dentro de uma competição faz diferença entre ganhar ou perder. E ainda ressaltou:

“É importante fazer atividade física independente do horário. Do ponto de vista de saúde, precisamos praticar no mínimo 150 minutos de exercícios moderados por semana.”

Já para o professor Luciano Prado o exercício físico não pode ser um grande sacrifício. E revela que uma pessoa que se exercita deve sentir uma satisfação ao final do treino. E isso também é influenciado pela adequada do horário.

Além disso, ele também desaconselha a exposição a temperaturas extremas, especialmente o calor, que pode gerar desidratação, hipertermia e atrapalhar o desempenho, encurtando o tempo de treino e a capacidade de esforço. Ambientes muito secos ou úmidos também podem ser um empecilho. Por isso, as primeiras horas da manhã ou o final da tarde podem ser bons momentos para quem mora em regiões muito quentes.

Insônia

Por outro lado, os especialistas também foram unânimes ao apontar que pessoas que sofrem com insônia devem evitar exercícios nas horas antes de dormir, principalmente aqueles mais intensos, sob o risco de alterar os padrões de sono e gerar ainda mais dificuldades para adormecer. Prado conclui:

“Na verdade, a atividade física de uma forma geral melhora o ciclo circadiano, principalmente quando é feito regularmente no mesmo horário. Mas se for feito antes de ir deitar, gera esse pequeno porém.”

*Foto: Reprodução/Unsplash (Capstone Events)

17 de março de 2023 0 comentário
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Suplementos de magnésio
Corpo

Suplementos de magnésio: saiba sua importância e quando tomar

por Esteticare 10 de fevereiro de 2023
escrito por Esteticare

Suplementos de magnésio recaem sobre alguns grupos de risco; confira

Nos últimos meses, muitas conversas ocorreram por meio das redes sociais sobre a importância dos suplementos de magnésio. Neste caso, diversas pessoas dizem que sintomas como dificuldades para dormir, tensão muscular e baixa energia são sinais de que você possui deficiência de magnésio e deveria tomar um suplemento.

Suplementos de magnésio

Acontece que muitos de nós provavelmente possuímos alguma deficiência de magnésio. Pesquisas indicam que a maioria das pessoas não consome a quantidade recomendada do mineral para atender às necessidades do corpo humano. Além disso, também se estima que, nos países desenvolvidos, 10 a 30% da população apresentem leve deficiência de magnésio. Sendo assim, é necessário consumir suplementos de magnésio.

Importância do mineral

Vale destacar que o magnésio é um dos muitos micronutrientes necessários para que o nosso corpo permaneça saudável.

Ele é fundamental para ajudar mais de 300 enzimas a realizar inúmeros processos químicos no corpo, que incluem a produção de proteínas, fortalecimento dos ossos, controle do açúcar no sangue e da pressão sanguínea e a manutenção da saúde dos nervos e músculos. O magnésio também age como condutor elétrico, que ajuda nos batimentos cardíacos e na contração dos músculos.

Diante de tudo isso, se você estiver ingerindo magnésio em quantidade suficiente, pode eventualmente ter uma série de problemas de saúde.

Porém, apesar de a maioria de nós, provavelmente, apresente alguma deficiência de magnésio, isso não significa que você precisa buscar suplementos para garantir a ingestão do mineral em quantidade suficiente. Na verdade, com o planejamento correto, a maior parte das pessoas pode conseguir todo o magnésio necessário na alimentação.

Sinais de deficiência

A maioria das pessoas com deficiência de magnésio não recebe diagnóstico. Isso porque os níveis de magnésio no sangue não refletem com precisão qual é a quantidade do mineral realmente armazenada nas nossas células.

Isso sem mencionar que os sinais de que os níveis de magnésio estão baixos só ficam óbvios quando surge a deficiência. Os sintomas incluem fraqueza, perda de apetite, fadiga, náuseas e vômitos.

Mas os sintomas e sua gravidade dependerão apenas do nível de magnésio no corpo. Quando não é diagnosticada, a deficiência de magnésio é associada ao aumento do risco de certas doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes tipo 2, enxaqueca e Alzheimer.

Embora qualquer pessoa possa desenvolver deficiência de magnésio, certos grupos estão em maior risco do que outros, incluindo crianças e adolescentes, pessoas mais idosas e mulheres após a menopausa.

Condições como doenças celíacas e doença inflamatória intestinal, que dificultam a absorção de nutrientes pelo corpo, podem tornar você mais propenso à deficiência de magnésio, mesmo com alimentação saudável. Pessoas com diabetes tipo 2 e indivíduos alcoólicos também têm maior propensão a ter baixos níveis do mineral.

Além disso, a ampla maioria das pessoas em países desenvolvidos encontra-se em risco de deficiência de magnésio devido a doenças crônicas, certos medicamentos (como diuréticos e antibióticos, que reduzem os níveis de magnésio) e à redução do teor de magnésio em produtos e dietas com alto teor de alimentos processados.

*Foto: Reprodução/Unsplash (Beyza Yilmaz)

10 de fevereiro de 2023 0 comentário
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Poder do corpo e mente
Corpo

Poder do corpo e mente: é possível atingir ambos?

por Esteticare 17 de janeiro de 2023
escrito por Esteticare

Poder do corpo e mente, segundo um psicólogo, sua resposta contraria quem pensa que é somente frase de rede social

Com o verão ocorrendo agora mesmo, as pessoas pensam mais em vida saudável e passam a praticar atividade física regular. Além disso, quem está habituado a se exercitar, costuma incentivar outras pessoas por meio das redes sociais. Portanto, uma frase do tipo: “o corpo alcança o que a mente acredita é só um clichê?” Sendo assim, psicólogo tira dúvida.

Poder do corpo e mente

Segundo Henrique Carpigiani, que atua na psicologia do esporte, gestão estratégica de pessoas e foi psicólogo da seleção principal de natação da Unisanta (Universidade Santa Cecília) de 2013 a 2018, em relação ao poder do corpo e mente:

“São diversas as estratégias da psicologia, que estão diretamente ligadas a atividade física. Tanto a parte de preparação física quanto a de esportes coletivos, como futebol, vôlei, basquete e demais. A nossa ideia de psicólogo de esporte na atividade física é conseguir inserir a atividade física no contexto daquele indivíduo.”

Benefícios

Contudo, ao ser questionado sobre os benefícios de quem mantém a parte mental forte juntamente ao corpo a partir de exercício físico diário, Henrique listou uma série de vantagens para aqueles que estão na ativa por hobby ou devido as suas questões profissionais.

“Algumas estratégias são bem aplicadas de começar e manter-se nessa atividade. Estabelecimento de meta de botar no ‘papel’ onde quer chegar e o ‘passo a passo’. O controle da ansiedade. O gerenciamento de stress para não abandonar esses objetivos e ‘cair’ na cachaça (risos). Manter uma boa rotina de preparação para que treine a sua atenção e evite uma lesão, acidente ou uma coisa pior.”

Portanto, tais respostas desse analista de comportamento apenas corroboram que essas frases não são em vão. Antes de começar qualquer esporte, a mente sã sempre em primeiro lugar, que aí aliada com uma alimentação saudável ajudam nas conquistas dos seus resultados.

Pesquisa de campo

Em contrapartida, há uma experiência que valida as teses do Henrique Carpigiani. Trata-se do Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM), de Fortaleza, que divulgou um estudo no segundo semestre de 2020, que garantiu a eficácia do exercício físico para o tratamento de transtorno mental.

Sendo assim, o HSM improvisou um campo de futebol na sua unidade, contou com as doações de tênis, roupas para os participantes desse experimento, que se dividiram em equipes. O resultado de imediato foi ver o ânimo dos integrantes na hora de se exercitarem.

Liderança

Por fim, à frente deste trabalho esteve a psicóloga Ré Moura, que admitiu que o exercício físico é fundamental no tratamento da saúde mental uma vez que melhora a autoestima. Também proporciona sensação de calma e bem-estar e minimiza os riscos da depressão. Além disso, não houve até o momento a atualização dessa linha de trabalho.

*Foto: Reprodução

17 de janeiro de 2023 0 comentário
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Teste genético
Corpo

Teste genético ajuda a mapear melhor a saúde

por Esteticare 29 de dezembro de 2022
escrito por Esteticare

Teste genético indica predisposição para desenvolvimento de doenças, eficácia de uso de medicamentos e cuidados no envelhecimento

Pelo fato de cada ser humano ser único, já que os pontos específicos de material genético presentes em cada pessoa armazenam dados únicos sobre o indivíduo. Isso inclui o modo como funciona seu organismo e em características de seu corpo, tais como: cor dos cabelos e da pele, tendência à calvície e à obesidade e, também, as chances de desenvolver doenças como câncer e diabetes.

Teste genético – como funciona

Com o avanço e desenvolvimento de novas tecnologias e do conhecimento científico, hoje já é possível fazer um mapeamento de todas essas características genéticas individuais e ter acesso a um grande dossiê sobre como um metabolismo específico funciona. Neste caso, com a popularização do teste genético, as pessoas podem fazer melhores escolhas comportamentais em saúde e bem-estar, inclusive adotando certos cuidados preventivos, a partir de seus resultados.

Testes genéticos preditivos

Os testes genéticos preditivos, ou seja, aqueles que analisam ancestralidade, saúde e bem-estar para uso pessoal e que são oferecidos diretamente ao consumidor, não precisam de indicação médica. É o que revela Ricardo Di Lazzaro, médico especialista em genética e cofundador da Genera, laboratório que trouxe essa tecnologia para o Brasil em 2010. A pessoa adquire o teste pelo site da empresa e recebe em casa o kit para fazer a coleta do DNA a partir da saliva, de forma simples e indolor.

“O material chega com todas as instruções, de maneira didática. É preciso apenas passar o swab, material parecido com aquele usado em exames para detectar Covid-19, na parte interna das bochechas e colocá-lo no envelope de devolução, que retornará para o laboratório. Em cerca de 45 dias, o cliente já recebe todos os resultados de forma online.”

Não se trata de diagnóstico

Por outro lado, Di Lazzaro explica que tais resultados não são diagnósticos. Porém, possibilitam que as pessoas cuidem melhor de sua saúde e que possam, por meio de ajuda médica, prevenir futuros problemas:

“Fizemos uma pesquisa que mostra que 70% das pessoas que realizaram o teste o utilizaram para melhorar sua saúde; 50% levaram os resultados para fazer acompanhamento com um profissional de saúde e quase 80% mudaram os hábitos para ter uma vida mais saudável”, afirma.

Contudo, a recomendação é que os resultados sejam avaliados junto a um médico para melhor acompanhamento e compreensão.

O que o mapeamento genético pode revelar sobre saúde?

O teste da Genera mapeia mais de 20 doenças diferentes, sempre embasado em literatura e pesquisas científicas. Alguns marcadores raros de doenças genéticas, como trombofilia e hemocromatose, são contemplados nos resultados, bem como doença celíaca, diabetes tipo 2, doença de Crohn, doença inflamatória intestinal e alguns tipos de câncer.

Além disso, o mapeamento indica ainda o perfil genético em relação à metabolização de alguns fármacos. Isto é, avalia se um medicamento possui risco de causar algum efeito colateral e, até mesmo, se pode ser eficaz ou não quando utilizado como tratamento.

Segundo Andressa Lohana de Almeida, médica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e residente em genética médica pela Universidade de São Paulo (USP), os testes genéticos também podem ser bons aliados nos consultórios.

“Eles nos ajudam a esclarecer causas de condições que levam, por exemplo, a malformações congênitas, déficit intelectual, erros inatos do metabolismo e infertilidade. Dependendo do resultado, o médico pode solicitar testes subsequentes, como exames de imagem ou bioquímicos, e encaminhar para outros profissionais, quando necessário”, diz.

A médica revela também que, dependendo da condição identificada, como a intolerância à lactose, é possível evitar os sintomas da condição. No caso de uma doença cardíaca, por exemplo, além de orientar mudanças no estilo de vida, é possível tentar controlar outras comorbidades que possam já estar presentes, para evitar que o quadro se desenvolva.

“E, em outras situações, como síndromes genéticas de predisposição ao câncer, é possível aplicar o rastreio para identificar e tratar a doença em sua fase inicial. Ainda há a possibilidade, mais rara, de oferecer ao paciente a cirurgia redutora de risco – o exemplo mais famoso é a retirada das mamas antes do desenvolvimento do câncer, quando se identifica um risco genético aumentado para esse tipo de tumor, como realizado pela atriz Angelina Jolie – e, com isso, temos uma forma de evitar que a doença acometa um determinado local.”

Resultado em mãos e agora?

Entretanto, Andressa reforça que aos receber o resultado de seu teste genético, procure um médico geneticista que saiba explicar corretamente o que diz cada indicador e recomendar as melhores formas de utilizar este mapeamento a favor de sua saúde.

Di Lazzaro também ressalta que o mais importante é que as pessoas façam uso desses resultados principalmente para ter mais qualidade de vida, e não apenas os guardem na gaveta. 

“Disponibilizamos até uma assessoria especializada para quem quiser tirar dúvidas, para que o teste tenha mesmo um impacto positivo na vida das pessoas.”

Painel de resultados

O painel de resultados do teste aponta também questões relacionadas à saúde do idoso, para que as pessoas possam envelhecer melhor.

“Aqui, nós comentamos, por exemplo, sobre o tremor essencial que não é propriamente Parkinson, mas que acomete muitas pessoas idosas, a deficiência de algumas vitaminas e até a densidade óssea, que são aspectos bem importantes do cuidado no envelhecimento. Tudo isso está contemplado no teste.”

Além dos dados específicos sobre predisposição de doenças, a Genera oferece resultados associados a atividades físicas, bem-estar e nutrição – que compõem muito do cuidado em saúde –, comportamento e ancestralidade, oferecendo um mapa de linhagem completo e a busca de parentes, quando possível.

Para mais informações além de verificar qual o melhor teste genético para você, acesse o site oficial da Genera.

*Foto: Reprodução

29 de dezembro de 2022 0 comentário
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