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Alzheimer é a segunda doença que mais preocupa brasileiros quando o diagnóstico envolve pessoas próximas
Mente

Alzheimer é a segunda doença que mais preocupa brasileiros quando o diagnóstico envolve pessoas próximas

por Esteticare 11 de março de 2026
escrito por Esteticare

Uma pesquisa nacional realizada pelo instituto Datafolha indica que o Alzheimer ocupa o segundo lugar entre as doenças que mais preocupam os brasileiros quando se imagina um diagnóstico atingindo alguém próximo. O estudo foi encomendado pela farmacêutica Eli Lilly e divulgado nesta segunda-feira (9).

No ranking de preocupações, o câncer aparece em primeiro lugar com ampla vantagem. Na sequência surge o Alzheimer, seguido pela Aids e pelo Parkinson. O levantamento também aponta que uma parcela expressiva da população já convive com casos da doença no círculo social ou familiar.

De acordo com os dados, quatro em cada dez entrevistados afirmam conhecer alguém que recebeu diagnóstico de Alzheimer.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em todas as regiões do país, em dezembro do ano passado. Quando os participantes foram questionados sobre qual dessas doenças mais temiam que atingisse um familiar ou amigo, 75% citaram o câncer. O Alzheimer aparece na sequência, mencionado por 13% dos entrevistados. A Aids foi lembrada por 9%, enquanto o Parkinson surge com 1%.

Especialistas apontam que o temor em torno do Alzheimer está frequentemente ligado à falta de informação sobre a doença e ao estigma que ainda envolve os quadros de demência.

A geriatra Celene Pinheiro, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer, afirma que o medo pode levar parte da população a evitar a busca por diagnóstico e tratamento.

“O medo da doença faz com que muitos evitem procurar ajuda. Ainda existe a ideia de que demência é algo natural do envelhecimento, e isso não é verdade. Sempre que há mudanças cognitivas é preciso investigar.”

Doença preocupa mesmo fora da faixa de maior risco

Para a geriatra Claudia Suemoto, professora da disciplina de geriatria da Universidade de São Paulo, um dos resultados que mais chamam atenção é a presença do Alzheimer entre as principais preocupações de um grupo relativamente jovem.

“A média de idade da pesquisa é de 44 anos e apenas 22% têm 60 anos ou mais, que é justamente a população com maior risco para demência”, afirma. “É uma população que, em geral, não está em risco imediato. Mesmo assim, o Alzheimer aparece atrás do câncer entre os maiores medos”, diz a médica.

Suemoto também dirige o Biobanco para Estudos em Envelhecimento da universidade e observa que o envelhecimento da população brasileira tem ampliado a convivência com casos de demência dentro das famílias.

Esse fenômeno aparece no levantamento. Cerca de 41% dos entrevistados disseram já ter conhecido ou convivido com alguém diagnosticado com Alzheimer.

Mesmo assim, a pesquisa mostra que o reconhecimento da importância do diagnóstico precoce ainda é menor quando comparado a outras doenças.

Percepção sobre diagnóstico precoce

Quando perguntados sobre em quais doenças é mais importante identificar o problema logo no início para aumentar as chances de sucesso do tratamento, 84% dos entrevistados apontaram o câncer como prioridade. A Aids aparece em segundo lugar, com 10%.

No caso do Alzheimer, apenas 4% consideram que o diagnóstico precoce é fundamental. O Parkinson foi citado por 1%.

Apesar dessa percepção, praticamente todos os entrevistados concordam que buscar ajuda médica ao perceber sinais iniciais da doença é importante. O índice de concordância chega a 99%.

Na prática, porém, o comportamento costuma ser diferente. A pesquisa mostra que 60% dos participantes reconhecem que geralmente existe um intervalo prolongado entre os primeiros sinais, como lapsos de memória ou confusão mental, e a procura por atendimento especializado.

Para 88% dos entrevistados, as pessoas costumam procurar ajuda apenas quando os sintomas já se tornaram mais evidentes.

Celene Pinheiro afirma que essa demora está relacionada à forma como a doença ainda é percebida pela sociedade, muitas vezes associada apenas às fases mais avançadas.

“A doença de Alzheimer não tem cura, mas tem tratamento, e quanto mais cedo ele começa, melhores são os resultados.”

Segundo a especialista, intervenções que incluem medicação, prática regular de atividade física e estímulos cognitivos podem ajudar pacientes a preservar autonomia por longos períodos.

“Tem pessoas que viajam, vão ao teatro, ao cinema e mantêm vida social ativa. A realidade hoje é diferente da imagem que muitas pessoas ainda têm da doença.”

Alto número de casos sem diagnóstico

Outro ponto de atenção no Brasil é a quantidade de pessoas com demência que nunca recebem diagnóstico formal. Dados reunidos pelo Ministério da Saúde no Relatório Nacional de Demências, publicado em 2024, indicam que cerca de 80% dos casos no país não são identificados.

“Muitas vezes o diagnóstico ocorre apenas em fases mais avançadas, quando os sintomas já estão muito evidentes”, afirma Suemoto.

O percentual brasileiro é mais elevado que o registrado em outras regiões. Na Europa, a taxa de subdiagnóstico é de 53,7%. Na América do Norte, chega a 62,9%. Já em países asiáticos como China e Índia, os índices também são altos e ultrapassam 90%.

A demência é um termo usado para descrever um conjunto de doenças que provocam deterioração das funções cognitivas. O Alzheimer é a forma mais comum entre elas.

Essas condições costumam afetar memória, linguagem, planejamento e a capacidade de realizar tarefas cotidianas. Quando o comprometimento passa a interferir na rotina da pessoa, o quadro passa a exigir avaliação médica.

“Se alguém que sempre foi organizado começa a ter dificuldade para se comunicar, chega atrasado a compromissos ou não consegue mais realizar tarefas que antes fazia sem problema, isso pode indicar uma mudança cognitiva relevante”, diz Suemoto.

A especialista ressalta que ainda é comum que familiares e até profissionais de saúde interpretem esses sinais como parte natural do envelhecimento, sobretudo em pessoas muito idosas.

Segundo ela, alterações cognitivas que afetam a autonomia devem sempre ser investigadas. Mesmo em pessoas mais jovens, déficits cognitivos podem indicar outras condições médicas, como depressão, deficiência de vitamina B12 ou problemas na tireoide, o que também exige avaliação adequada.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/homem-idoso-enfrentando-doenca-de-alzheimer_16518588.htm

11 de março de 2026 0 comentário
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Prevenção do Alzheimer e outras demências: Conheça sete alimentos
Alimentação

Prevenção do Alzheimer e outras demências: Conheça sete alimentos

por Esteticare 13 de outubro de 2023
escrito por Esteticare

Prevenção do Alzheimer e outras demências inclui uma alimentação balanceada e saudável

Alimentação balanceada e saudável tem o poder de prevenir vários tipos de doenças. Manter a mente ativa, ter uma vida social satisfatória, adotar bons hábitos alimentares e praticar atividade física regularmente pode retardar e até mesmo prevenir doenças mentais como o mal de Alzheimer. Problemas que afetam o comportamento, a memória, a capacidade cognitiva e o pensamento, dificultando as atividades cotidianas, aparecem geralmente com a idade e são comumente associadas à demência. O Alzheimer é a causa mais comum de demência, responsável por 60% a 80% dos casos.

Prevenção do Alzheimer e outras demências

De acordo com a nutricionista Thais de Brito, do Spa Estância do Lago, as dietas ou recomendações alimentares, se forem seguidas adequadamente e combinadas com atividade física, atividades cognitivamente estimulantes e outras que desafiem o cérebro, podem resultar em uma redução ou até mesmo prevenção da demência em pessoas na terceira idade. “Uma alimentação saudável é um padrão alimentar que promove a melhor saúde física, mental e emocional. Ela engloba opções alimentares variadas e equilibradas que atendem às necessidades de nutrientes e energia. É sobre se sentir bem, ter mais energia, melhorar a saúde e o humor, e, consequentemente, a qualidade de vida”, detalha.

Gorduras saudáveis

A nutricionista frisa que alimentos ricos em gorduras saudáveis, como azeite de oliva, ovos, oleaginosas, peixes e óleos vegetais, produzem corpos cetônicos no fígado.

“Eles substituem a glicose como fonte de energia. A cetose crônica e os baixos níveis de glicose têm um efeito anticonvulsivante direto e indireto, além de estimular a produção de neurotransmissores inibidores”, diz a especialista, acrescentando que “devemos evitar alimentos ultra processados, ricos em gorduras adicionadas, sal e açúcar e, simultaneamente, pobre em proteínas e fibras, pois esses alimentos produzem toxinas e radicais livres, ambos prejudiciais  ao cérebro e ligados ao envelhecimento precoce”.

Sete alimentos

Confira abaixo os sete alimentos que previnem o Alzheimer e outras demências

Azeite de oliva – rico em antioxidantes, protege as células cerebrais, reduz o envelhecimento precoce e aumenta o HDL, o chamado colesterol bom.

Legumes – ingerir uma xícara de legumes variados (como beterraba, abobrinha, repolho, cenoura e abóbora) por dia. Os pigmentos que colorem os vegetais contêm diferentes compostos bio ativos que protegem o cérebro.

Peixes – o consumo deve ser preferencialmente assado ou grelhado. Peixes são ricos em ômega-3, que melhora o funcionamento dos neurotransmissores, reduzindo o risco de déficits cognitivos, além de aumentar a massa cinzenta. O atum e o salmão são os mais indicados.

Nozes – previnem distúrbios cerebrais, tendo a capacidade de proteger o cérebro contra o estresse oxidativo e a inflamação, que agravam a saúde cognitiva.

Frutas – morango, amora, framboesa, maçã e banana são ricas em flavonoides, necessários para a manutenção da função cognitiva e a redução do risco de demência e Alzheimer.

Chá verde – com efeito neuroprotetor, pode diminuir a atrofia cerebral relacionada à idade, já que é rico em polifenóis, como as catequinas.

Folhas verdes escuras – ricas em folato (vitamina B9), melhoram a capacidade cognitiva e a saúde mental.

*Foto: Reprodução/br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-senior-de-tiro-medio-olhando-pela-janela_25810452

13 de outubro de 2023 0 comentário
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Pessoas com Alzheimer
Alimentação

Pessoas com Alzheimer pode consumir quais alimentos?

por Esteticare 10 de janeiro de 2023
escrito por Esteticare

Pessoas com Alzheimer podem estar sujeitos a sintomas de desnutrição; entenda

É normal no dia a dia esquecer-se de almoçar na hora certa ou simplesmente não conseguir comer no horário adequado. Entretanto, esta questão de esquecimento pode ser mais frequente em pessoas portadoras da doença de Alzheimer ou algum grau de demência. Portanto, este lapso pode provocar sintomas associados à desnutrição.  

Pessoas com Alzheimer – o que devem comer

Em pessoas com Alzheimer o ideal é que elas tenham uma alimentação equilibrada todos os dias. Pensando nisso, confira a seguir algumas dicas importantes, baseadas em estudos científicos, que pode ajudar na rotina do paciente com falta de memória.

Redobre a atenção

Pacientes com demência ou outras doenças que afetam a saúde mental apresentam sinais evidentes de que não estão se alimentando devidamente. Em suma, o mais perceptível costuma ser a perda de peso. No entanto, o déficit de atenção, problemas comportamentais e constante agitação também podem indicar uma alimentação inadequada.

Como deve ocorrer este tipo de alimentação

Em pacientes idosos, principalmente, é importante seguir uma dieta equilibrada e que garanta nutrientes fundamentais nessa fase da vida (confira aqui as necessidades nutricionais). Neste caso, o idoso com Alzheimer deve fazer ao menos três refeições ao dia, tomar muita água para se hidratar, além de ingerir frutas, legumes, fontes de carboidrato integrais, alimentos ricos em cálcio e que contenham pouco sal e gorduras saturadas.

E para quem vive sozinho?

Se o paciente com Alzheimer não convive com outras pessoas na maior parte do tempo. Algumas dicas podem ajudá-lo a se lembrar de se alimentar. Alarmes e relógios com avisos sonoros são boas opções, além de manter lanches acessíveis e de fácil localização pela casa, mesmo fora da cozinha.

Apoio familiar

Por fim, parentes e amigos que convivem com pessoas com problemas de memória devem incentivar o consumo de refeições à mesa sempre que possível. O convívio é capaz de tornar o hábito de se alimentar mais agradável e palatável para os pacientes com Alzheimer.

*Foto: Reprodução

10 de janeiro de 2023 0 comentário
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Dieta cetogênica
Alimentação

Dieta cetogênica pode ajudar em quadros de Alzheimer

por Esteticare 20 de setembro de 2022
escrito por Esteticare

Dieta cetogênica é um tipo mais restrito da dieta low carb, e elimina ao máximo o consumo de carboidratos

Cada vez mais a dieta cetogênica ganha espaço dentre as opções de alimentação do público fitness e celebridades. Entretanto, um estudo publicado no periódico European Journal of Clinical Nutrition apontou que o estilo de regime pode ser interessante e benéfico principalmente para pessoas com doenças neurológicas, como no caso do Alzheimer.

Vale destacar que, recentemente, veio à tona que risco de demência aumenta em até 28% ao consumir ultraprocessados.

Dieta cetogênica

Em suma, a dieta cetogênica é um tipo mais restrito da já conhecida dieta low carb. Ou seja, ela elimina ao máximo o consumo de carboidratos, além de manter a ingestão de proteínas de forma moderada e aposta primordialmente em gorduras boas. Além disso, a alimentação já é muito usada para tratar crises de epilepsia, sendo também recomendada para pacientes que sofrem de obesidade, diabetes, alguns casos de câncer (pelo fato de as células cancerígenas se alimentarem de carboidratos) e lipedema.

O que diz o estudo

Segundo o atual estudo, uma revisão de 63 pesquisas publicadas entre 2004 e 2019 por pesquisadores da Universidade de Deusto, na Espanha, a dieta foi associada a uma preservação das funções cognitivas dos participantes.

Os cientistas se basearam nos bons resultados que o tipo de dieta demonstrou em pacientes que tinham convulsões. O levantamento também verificou o modo de alimentação e a relação com o Parkinson e a diabetes tipo 1. E apesar de particularidades entre as doenças, o artigo de revisão confirmou que elas compartilham semelhanças, como o estresse oxidativo e a neuroinflamação, e que o tipo de alimentação pode trazer o mesmo benefício a todas (em relação aos processos de cognição).

Os autores ainda ressaltaram:

“A dieta cetogênica não pode ser concebida como uma dieta milagrosa ou como a cura para doenças. No entanto, incentivar a pesquisa sobre seus benefícios cognitivos pode nos fornecer uma ferramenta poderosa para melhorar a qualidade de vida desses indivíduos.”

Epilepsia e crianças

Conforme divulgado pelo O Globo, um estudo publicado na revista científica The Lancet Neurology dividiu dois grupos de crianças epiléticas em que um adotou a dieta cetogênica e outro não. Ao final de três meses, aquelas que passaram pela mudança na alimentação tiveram uma redução de, em média, 75% nas convulsões. Para 7% dos que adotaram a dieta, a diminuição chegou a ser de 90%.

Em contrapartida, em outro estudo, agora de pesquisadores da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, analisou 14 idosos com comprometimento cognitivo leve, em que parte também adotou a dieta cetogênica. Os resultados mostraram benefícios modestos, porém, significativos quando ligados aos testes de memória. Esse artigo foi publicado no periódico Journal of Alzheimer’s Disease.

De acordo com Jason Brandt, professor de psiquiatria e autor do estudo:

“Se pudermos confirmar essas descobertas preliminares, o uso de mudanças na dieta para mitigar a perda cognitiva na demência em estágio inicial seria um verdadeiro divisor de águas. É algo que mais de 400 medicamentos experimentais não foram capazes de fazer na clínica ensaios.”

Conclusão

Por fim, é importante reforçar que mudar a alimentação para o estilo cetogênico é uma alteração brusca e agressiva. Portanto, é fundamental a orientação de um médico e fazer um acompanhamento. Isso porque para algumas pessoas, como gestantes, pacientes com problemas renais ou de fígado e que sofram de transtornos alimentares, a dieta cetogênica não é indicada.

*Foto: Reprodução

20 de setembro de 2022 0 comentário
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Composição corporal de idosos com Alzheimer
Corpo

Composição corporal de idosos com Alzheimer: conheça pesquisa da UFSCar

por Esteticare 30 de agosto de 2022
escrito por Esteticare

Composição corporal de idosos com Alzheimer terá estudo que avalia influência da densidade óssea, gordura visceral e massa muscular em paciente com a doença no Brasil

Uma pesquisa de pós-doutorado, desenvolvida no Laboratório de Análise da Função Articular (LaFar) do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), tem como objetivo analisar a composição corporal de idosos com doença Alzheimer, isso inclui: densidade mineral óssea, massa muscular e gordura. Além disso, o estudo convida voluntários que tenham doença de Alzheimer para avaliação gratuita no LaFar. A pesquisa é feita por Natália Oiring de Castro Cezar, docente do Departamento de Gerontologia (DGero) da UFSCar, e tem a participação de docentes do DGero e do DFisio e de alunos dos cursos de Fisioterapia e Gerontologia da Instituição.

Composição corporal de idosos com Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma demência, que pode ser definida como uma doença degenerativa. Ou seja, é um processo progressivo de perda das funções cerebrais, como memória, linguagem, atenção, capacidade de planejamento e alterações comportamentais. Tal síndrome representa um declínio do estado geral de uma pessoa e isso influencia seu desempenho nas atividades de vida diária, como: autocuidado, continência, transferências e alimentação. Segundo a pesquisadora da UFSCar, a estimativa é que, no Brasil, existam 1,2 milhão casos de DA. No mundo, quase 35,6 milhões de pessoas diagnosticadas com Alzheimer.

Estudos recentes

Contudo, de acordo com Oiring, estudos mais recentes sobre o tema apontam uma correlação entre o desenvolvimento do Alzheimer, o acúmulo de gordura visceral e a osteosarcopenia – junção de osteoporose (baixa densidade mineral óssea) e sarcopenia (perda de massa muscular devido ao envelhecimento).

“Isso indica que idosos com pior qualidade do osso, menos músculo e acúmulo de gordura na região dos órgãos parecem ser mais propensos à doença de Alzheimer ou à piora dela.”

E também ressaltou:

“Meu estudo pretende reforçar essa relação e constatar este fato no Brasil, visto que todos os demais estudos são da América do Norte e Europa.”

Fator de risco

Em contrapartida, a professora pondera que  a presença desses três componentes – baixa densidade mineral óssea, gordura visceral e perda de massa muscular do corpo – é fator de risco e não a causa da DA.

“Logo, a preservação destas variáveis apenas diminuem a probabilidade, além da possível melhora do curso clínico da doença uma vez já instalada.”

Mais idosos com osteosarcopenia e acúmulo de gordura

Todavia, Piting disse ainda que esperam encontrar mais idosos com osteosarcopenia e acúmulo de gordura nos grupos com doença de Alzheimer, quando comparado com os idosos preservados cognitivamente:

“Essa piora vai ser mais intensa conforme a gravidade da doença de Alzheimer. Essas reduções não estão apenas relacionadas com nível de atividade física diminuída nessa população, mas sim à fisiopatologia da doença de Alzheimer.”

Além disso, a pesquisadora explica que as informações encontradas no estudo serão capazes de subsidiar essa relação incerta atualmente entre a doença de Alzheimer, acúmulo de gordura visceral e sarcopenia.

“É esperado que esse estudo contribua com a prática clínica dos profissionais de saúde e na elaboração de intervenções e medidas preventivas apropriadas, além da clareza da importância de avaliação de sarcopenia, densidade mineral óssea e de acúmulo de gordura.”

Voluntários

O estudo já avaliou idosos preservados cognitivamente (sem a demência) e, na etapa atual, está recrutando e avaliando voluntários, homens ou mulheres, com 65 anos ou mais, que tenham doença de Alzheimer, leve ou moderada.

Testes

Por fim, os participantes passarão por testes clínicos, cognitivos, avaliação física e de composição corporal, que serão feitos em visita única ao LaFar da UFSCar, com duração média de uma hora. Vale lembrar que os participantes precisam estar em jejum de quatro horas e não podem ter implantes metálicos e outras doenças neurológicas, além da doença de Alzheimer.

Serviço

Pessoas interessadas em participar do estudo devem entrar em contato pelo e-mail [email protected]  ou pelo celular (16) 99623-6507 e fazer o agendamento com Eduarda Senni, estudante de Gerontologia que integra a equipe de pesquisa.

*Foto: Reprodução

30 de agosto de 2022 0 comentário
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Vacinas e remédios comuns entram no radar da ciência na prevenção da demência
Mente

Vacinas e remédios comuns entram no radar da ciência na prevenção da demência

por Esteticare 29 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Tomar a vacina anual contra a gripe pode ir além da proteção contra o vírus sazonal. Estudos recentes indicam que a imunização está associada a uma redução no risco de demência em idosos. Em alguns casos, a diferença observada chega a 40% quando se comparam pessoas vacinadas com aquelas que não receberam a dose.

Um trabalho divulgado no início deste mês reforçou esse cenário. A pesquisa mostrou que idosos que receberam uma versão de dose mais alta da vacina, geralmente indicada para pessoas com 65 anos ou mais, apresentaram probabilidade ainda menor de desenvolver Alzheimer em relação aos que tomaram a formulação padrão.

Apesar dos resultados consistentes, ainda há cautela na interpretação. Parte dos especialistas ressalta que fatores comportamentais podem influenciar os dados. Pessoas que mantêm o calendário vacinal em dia tendem também a seguir tratamentos médicos e adotar hábitos que favorecem a saúde como um todo. “As pessoas que tendem a se vacinar são as que vão ao médico e depois seguem as orientações para tomar seus remédios para pressão arterial e colesterol, que também reduzem o risco de Alzheimer”, diz o autor principal do estudo, Paul Schulz, professor e neurologista da UTHealth Houston, universidade de ciências da saúde nos EUA.

No entanto, o fato de diferentes doses da mesma vacina apresentarem resultados distintos sugere que o efeito não se explica apenas por comportamento. Para os pesquisadores, isso aponta para um possível papel biológico direto da imunização na proteção cerebral.

Vacina contra herpes-zóster ganha força nas evidências

Outro imunizante que tem chamado atenção é o contra herpes-zóster. Pesquisas conduzidas em diferentes países indicam que pessoas vacinadas apresentam um risco entre 15% e 20% menor de desenvolver demência.

Grande parte dos estudos analisou versões mais antigas da vacina, mas há indícios de que formulações mais recentes, como a Shingrix, possam oferecer proteção ainda maior. A implementação em larga escala em alguns países permitiu observar os efeitos em condições próximas a um experimento natural.

“É um conjunto de evidências realmente convincentes de uma relação de causa e efeito”, afirma Pascal Geldsetzer, epidemiologista da Knight Initiative for Brain Resilience em Stanford, que conduziu parte da pesquisa.

Uma das hipóteses para explicar o fenômeno envolve o papel da inflamação. Ao evitar infecções, as vacinas reduzem a ativação do sistema imunológico e, consequentemente, processos inflamatórios associados ao risco de demência. No caso do herpes-zóster, esse mecanismo pode ser ainda mais relevante, já que o vírus atua diretamente no sistema nervoso.

Controle cardiovascular aparece como fator relevante

Medicamentos usados no tratamento de hipertensão e colesterol alto também estão no centro das investigações. Estatinas e anti-hipertensivos têm sido associados a uma redução de 10% a 15% no risco de demência.

A explicação mais aceita está ligada ao controle de fatores de risco conhecidos. Pressão arterial elevada e níveis altos de colesterol comprometem a circulação sanguínea e podem afetar o cérebro ao longo do tempo. Ainda assim, os estudos não são conclusivos.

Ensaios clínicos apresentam resultados variados. Um estudo realizado na China em 2025 apontou menor incidência de demência entre pacientes hipertensos tratados. Já uma pesquisa de 2009 com estatinas não identificou benefício na prevenção do declínio cognitivo em pessoas com doença vascular ou alto risco.

Há também uma dúvida importante: indivíduos sem indicação clínica desses medicamentos poderiam utilizá-los preventivamente? Dois grandes ensaios em andamento buscam responder a essa questão.

Anti-inflamatórios dividem resultados

A relação entre inflamação e Alzheimer levou pesquisadores a investigar o papel de anti-inflamatórios. A teoria é plausível, já que a inflamação cerebral é considerada um dos mecanismos da doença.

Na prática, porém, os dados são inconsistentes. Alguns estudos associam o uso de ibuprofeno a menor risco de demência, enquanto outros não identificam efeito ou até sugerem aumento do risco. Uma revisão publicada em 2020 foi direta ao afirmar que não há evidências que sustentem o uso de aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroides como estratégia preventiva.

Tratamentos para diabetes entram na pauta

O diabetes tipo 2 é reconhecido como fator de risco para demência, o que levou pesquisadores a avaliar se medicamentos usados no controle da doença poderiam ter efeito protetor.

A metformina e os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2, conhecidos como SGLT2, aparecem em estudos com resultados modestos, mas positivos. Esses medicamentos ajudam a regular a glicose e a insulina, fatores que influenciam diretamente a saúde das células cerebrais.

Há também evidências de que esses tratamentos reduzem inflamação e podem diminuir os níveis de beta-amiloide, proteína associada ao Alzheimer. Ensaios clínicos estão em andamento para testar essas hipóteses.

Outra linha de investigação envolve os análogos do GLP-1, como a semaglutida, princípio ativo do Ozempic. Estudos observacionais indicaram redução de até 45% no risco de Alzheimer entre usuários, mas testes clínicos recentes não confirmaram benefício no tratamento da doença já instalada.

O cenário atual é de cautela. As associações existem, mas a ciência ainda busca respostas definitivas sobre causa e efeito. Até lá, especialistas reforçam a importância de estratégias já consolidadas, como vacinação, controle de doenças crônicas e acompanhamento médico regular.

Fonte: Folha de São Paulo
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29 de abril de 2026 0 comentário
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Atividade física regular ajuda a preservar autonomia e saúde no envelhecimento
Corpo

Atividade física regular ajuda a preservar autonomia e saúde no envelhecimento

por Esteticare 17 de março de 2026
escrito por Esteticare

Manter uma rotina de atividades físicas pode fazer diferença significativa na forma como o corpo envelhece. O alerta ganha destaque no Dia de Combate ao Sedentarismo, lembrado em 10 de março, data que chama atenção para os impactos da inatividade na saúde. De acordo com especialistas, movimentar-se com regularidade contribui para prevenir doenças, preservar a mobilidade e manter a autonomia nas atividades do cotidiano.

A médica e professora de geriatria da pós-graduação da Afya Vitória, Karoline Fiorotti, explica que o sedentarismo está diretamente relacionado ao aumento de doenças crônicas. Entre elas estão hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e níveis elevados de colesterol. A falta de atividade também favorece o surgimento da sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular.

Esse processo compromete funções essenciais do corpo. O equilíbrio, a marcha e a capacidade de reação ficam prejudicados, o que eleva a probabilidade de quedas, fraturas e internações hospitalares.

“O corpo do idoso responde muito rapidamente à inatividade. Em poucas semanas, já é possível observar perda de massa muscular, piora do equilíbrio e redução da capacidade cardiorrespiratória”, diz.

Movimentos simples já fazem diferença

A prática de exercícios não precisa, necessariamente, envolver treinos intensos ou atividades complexas. O professor da graduação de fisioterapia da Afya Centro Universitário Itaperuna, Raul Oliveira, lembra que ações comuns do dia a dia já exercem papel importante na manutenção da saúde.

Atividades como caminhar, levantar e sentar, subir pequenos degraus, alongar o corpo ou realizar tarefas domésticas ajudam a manter a força muscular e a mobilidade das articulações. Esses movimentos também contribuem para o equilíbrio e a coordenação motora.

Esses fatores são decisivos para que pessoas idosas mantenham independência em tarefas cotidianas. Tomar banho, vestir-se ou deslocar-se pela casa tornam-se mais seguros quando o corpo permanece ativo.

Além dos benefícios físicos, o exercício também impacta o funcionamento do cérebro. A prática regular favorece a circulação sanguínea cerebral, o que auxilia na preservação da memória e do raciocínio ao longo da vida.

Consequências do sedentarismo no envelhecimento

Especialistas apontam que os efeitos da falta de movimento costumam se tornar mais evidentes com o passar dos anos. Entre os impactos mais observados estão alterações físicas, cognitivas e emocionais.

A perda de massa muscular é uma das consequências mais frequentes. Quando o corpo se movimenta pouco, a musculatura perde força e volume de forma acelerada. Essa redução compromete a capacidade de executar tarefas simples, como subir escadas, levantar-se de uma cadeira ou carregar objetos leves.

Outro problema associado à inatividade é o aumento do risco de quedas. A combinação de fraqueza muscular e perda de equilíbrio torna a caminhada menos estável. Reflexos e coordenação também ficam prejudicados, ampliando a possibilidade de acidentes domésticos.

As articulações também sofrem com a falta de movimento. Quando permanecem longos períodos sem atividade, tendem a perder flexibilidade e mobilidade. Esse quadro pode favorecer dores persistentes e agravar doenças articulares, como a artrose.

Impactos na memória, nos ossos e no metabolismo

O sedentarismo não afeta apenas músculos e articulações. O funcionamento do cérebro também depende de estímulos físicos. Exercícios ajudam a melhorar a circulação sanguínea cerebral e contribuem para a manutenção das funções cognitivas.

Sem esse estímulo, o risco de declínio da memória e da capacidade de raciocínio aumenta com o passar do tempo.

A saúde óssea também pode ser prejudicada pela inatividade. Movimentar o corpo estimula a manutenção da densidade dos ossos. Quando esse estímulo não ocorre, os ossos tornam-se mais frágeis, favorecendo o surgimento da osteoporose e aumentando o risco de fraturas, principalmente no quadril e na coluna.

Outro efeito frequente é a piora de doenças crônicas. A falta de atividade física dificulta o controle da glicose no sangue, da pressão arterial e dos níveis de gordura circulantes. Esse cenário favorece tanto o surgimento quanto a progressão de problemas como diabetes, hipertensão e colesterol elevado.

Sono, saúde mental e imunidade

A ausência de movimento também interfere no padrão de sono. A prática de atividades físicas ajuda a regular o ciclo natural de sono e vigília. Quando o corpo permanece sedentário, é comum surgirem episódios de insônia, sono fragmentado e sensação de descanso insuficiente.

O impacto alcança ainda a saúde mental. Exercícios estimulam a produção de substâncias associadas ao bem-estar, como endorfina e serotonina. Sem essa liberação, aumenta a vulnerabilidade a sintomas de ansiedade e depressão.

A imunidade também pode ser afetada. Um organismo menos ativo tende a apresentar resposta imunológica mais lenta, o que eleva a suscetibilidade a infecções, especialmente as respiratórias.

Outro efeito observado é a alteração do funcionamento intestinal. O movimento corporal estimula naturalmente o trânsito intestinal. Na ausência dessa atividade, o intestino tende a funcionar de forma mais lenta, favorecendo episódios de constipação.

Diante desse conjunto de fatores, especialistas reforçam a importância de manter o corpo em movimento ao longo da vida. Mesmo atividades simples e adaptadas à condição física de cada pessoa podem ajudar a preservar a saúde e a autonomia durante o envelhecimento.

Fonte: Agência Brasil
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17 de março de 2026 0 comentário
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Fibras na alimentação ganham destaque por impacto na saúde do cérebro e na longevidade
Alimentação

Fibras na alimentação ganham destaque por impacto na saúde do cérebro e na longevidade

por Esteticare 3 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

Uma alimentação baseada em grãos integrais, frutas, leguminosas, nozes e sementes, alimentos reconhecidos pelo alto teor de fibras, tem sido associada a benefícios amplos para o organismo. Pesquisas recentes indicam que esse padrão alimentar contribui não apenas para a saúde metabólica, mas também para o funcionamento cerebral, com possível efeito na prevenção do declínio cognitivo ao longo da vida.

Os estudos apontam que as fibras influenciam diretamente o microbioma intestinal e fortalecem o eixo intestino cérebro, sistema responsável pela comunicação entre os dois órgãos. Essa interação tem sido considerada fundamental para processos que envolvem memória, humor e envelhecimento saudável.

A ampliação do consumo desse nutriente aparece como uma das mudanças alimentares com maior impacto na saúde cognitiva. Segundo Karen Scott, professora de microbiologia intestinal no Rowett Institute, da Universidade de Aberdeen, na Escócia, a deficiência de fibras está entre os principais fatores de risco relacionados à alimentação.

Mesmo com evidências consistentes, grande parte da população ainda consome quantidades abaixo do recomendado. Especialistas indicam cerca de 30 gramas por dia. Nos Estados Unidos, aproximadamente 97% dos homens e 90% das mulheres ingerem menos fibras do que o ideal. O Reino Unido apresenta cenário semelhante, com mais de 90% dos adultos abaixo da recomendação, situação também observada em diversos outros países.

Como as fibras atuam no organismo

A fibra é um tipo de carboidrato que não é facilmente degradado pelas enzimas digestivas. Por essa característica, atravessa o sistema digestivo quase intacta, promovendo benefícios importantes. Entre eles estão o aumento do volume fecal, a melhora do trânsito intestinal e a manutenção da sensação de saciedade por mais tempo.

A digestão mais lenta também ajuda a reduzir picos de glicose no sangue. Pesquisas indicam que pessoas que consomem mais grãos integrais costumam apresentar menor índice de massa corporal e menor acúmulo de gordura abdominal quando comparadas às que priorizam alimentos refinados.

O consumo adequado de fibras também se relaciona à expectativa de vida. John Cummings, professor emérito de gastroenterologia experimental da Universidade de Dundee, afirma que o nutriente deve ser tratado como essencial para a saúde. Uma revisão científica da qual ele participou apontou que indivíduos com maior ingestão apresentaram risco de mortalidade entre 15% e 30% menor em comparação com aqueles que consumiam menos fibras.

O estudo ainda associou o consumo adequado à redução do risco de doença coronariana, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2 e câncer colorretal, o que representa 13 mortes a menos para cada mil pessoas avaliadas. Os melhores resultados foram observados em dietas com ingestão diária entre 25 e 29 gramas.

Exemplos simples mostram como alcançar esses níveis. Uma batata assada com casca acompanhada de feijão e uma maçã pode fornecer cerca de 15,7 gramas de fibras. Um punhado de nozes, aproximadamente 30 gramas, acrescenta 3,8 gramas ao total diário.

Os efeitos positivos estão ligados à ação das bactérias intestinais. Ao digerirem as fibras, esses microrganismos produzem ácidos graxos de cadeia curta, como acetato, propionato e butirato. Segundo Cummings, esses compostos fornecem energia às células e estão associados à redução da mortalidade.

Relação entre fibras e saúde cerebral

O impacto das fibras também alcança o sistema nervoso. Scott explica que o butirato contribui para a manutenção da barreira intestinal, dificultando a passagem de substâncias nocivas para a corrente sanguínea e, consequentemente, para o cérebro.

“Quanto mais fibras você consome, mais butirato é produzido, e melhor a cognição pode ser preservada.”

Pesquisas reforçam essa associação. Um estudo publicado em 2022 com mais de 3.700 adultos identificou que maiores níveis de ingestão de fibras estavam relacionados a menor risco de demência. Outro levantamento com pessoas acima dos 60 anos indicou melhor desempenho cognitivo entre participantes com dietas mais ricas nesse nutriente.

Embora muitos resultados sejam observacionais, um ensaio clínico randomizado envolvendo pares de gêmeos indicou possível relação causal. Participantes que ingeriram suplemento de fibra prebiótica diariamente apresentaram melhor desempenho em testes cognitivos após três meses, em comparação com aqueles que receberam placebo. A análise das amostras fecais mostrou aumento de bactérias benéficas, incluindo Bifidobacterium.

Mary Ni Lochlainn, professora clínica de medicina geriátrica no King’s College London, liderou a pesquisa e destacou o potencial da alimentação na preservação da memória em idosos. “O mais empolgante no microbioma é que ele é maleável, e certos microrganismos parecem estar associados positivamente à saúde.”

Ela acrescenta que compreender o funcionamento da microbiota pode ajudar a reduzir impactos do envelhecimento físico e cognitivo. “É um recurso pouco explorado, e uma área ainda pouco estudada, sobre a qual estamos aprendendo cada vez mais”, afirmou, ressaltando que isso pode “tornar o envelhecimento mais fácil”.

Estudos adicionais relacionam a produção elevada de butirato à melhora do sono, à redução de sintomas depressivos e ao bem-estar geral. Pesquisadores também identificaram que pacientes com doença de Alzheimer apresentaram maior presença de marcadores inflamatórios e menor quantidade de bactérias produtoras desse composto.

Estratégias para aumentar o consumo

Especialistas destacam que pessoas com maior longevidade e melhor qualidade de vida tendem a apresentar microbiomas mais diversos. A variedade de fibras na alimentação contribui diretamente para essa diversidade.

O aumento do consumo pode ser feito com mudanças simples, como incluir leguminosas, entre elas feijão, ervilha e lentilha, em preparações diárias. Outra alternativa é substituir produtos refinados por versões integrais ou combinar os dois tipos gradualmente.

Lanches como pipoca, frutas, sementes e oleaginosas ajudam a elevar a ingestão total. Em alguns casos, suplementos podem ser indicados, especialmente para pessoas com dificuldades de mastigação ou deglutição.

Para Scott, o impacto do nutriente na saúde é significativo. “Aumentar o consumo de fibras é realmente a coisa mais benéfica que as pessoas podem fazer” pela saúde geral.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/fechar-uma-tigela-de-sementes-de-chia-e-outros-alimentos-saudaveis-na-mesa-da-cozinha_48614745.htm

3 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Experiências mais variadas previnem contra doenças degenerativas
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Experiências mais variadas previnem contra doenças degenerativas

por Esteticare 17 de novembro de 2023
escrito por Esteticare

Experiências mais variadas, segundo estudo, ajudam a prevenir o Alzheimer e outros problemas cognitivos, além de criar uma inteligência artificial mais associada ao funcionamento do cérebro

Recentemente, pesquisadores alemães compararam a atividade cerebral de ratos criados em laboratório em diferentes ambientes. Com isso, eles descobriram que aqueles que tiveram experiências mais ricas tinham mais atividade no hipocampo, sugerindo a presença de uma rede neural mais robusta e conectada, relata o Science Alert.

Por conta do seu papel central no aprendizado e na memória, o hipocampo humano geralmente é afetado por doenças generativas como Alzheimer.

Experiências mais variadas fazem a diferença

Além disso, os cientistas disseram que os achados, baseados nas ferramentas tecnológicas utilizadas pela equipe de Amin, podem ajudar a prevenir disfunções do cérebro e ainda levar a novos métodos de inteligência artificial baseados no cérebro. Portanto, é importante ter experiências mais variadas.

“Os resultados foram muito mais valiosos do que imaginávamos”, disse o neurocientista e engenheiro biomédico Hayder Amin, do Centro Alemão para Doenças Neurodegenerativas. “Conseguimos provar que os neurônicos dos ratos em ambientes mais diversos são muito mais interconectados do que aqueles criados em ambientes mais comuns.”

Comparando o tecido do cérebro

Os cientistas compararam o tecido do cérebro de dois grupos de ratos de 1 ano de idade, com diferentes experiências nos seis meses anteriores. Um grupo viveu em jaulas convencionais, sem nada especial ou atividades diferentes, só água comida, e lugar para dormir. O outro grupo tinha uma jaula maior, brinquedos, túneis, tubos de plástico, labirintos e pequenas casas.

Por fim, para examinar os cérebros, foi usado um neurochip com 4.906 eletrodos, capaz de registrar a atividade de milhares de neurônios de uma vez. Desse modo, foi possível medir a conectividade entre o hipocampo inteiro e a camada mais externa do cérebro, que comanda diversos processos cognitivos.

*Foto: Reprodução/br.freepik.com/fotos-gratis/demencia-de-perda-de-memoria-e-conceito-de-alzheimer-criado-com-tecnologia-generative-ai_40871019

17 de novembro de 2023 0 comentário
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Perdas cognitivas: Voluntariado protege cérebro de idosos
Mente

Perdas cognitivas: Voluntariado protege cérebro de idosos

por Esteticare 12 de setembro de 2023
escrito por Esteticare

Perdas cognitivas, segundo pesquisa, mostra que trabalho voluntário melhora execução de tarefas básicas e contribui para memória

Em julho deste ano, uma pesquisa divulgada durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, em Amsterdã, na Holanda, indicou que o voluntariado protege o cérebro de idosos contra demência e perdas cognitivas.

Perdas cognitivas – estudo

Além disso, o estudo sobre perdas cognitivas, realizado pela Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, mostrou a análise que o estudante de doutorado Yi Lor, em colaboração com a professora da instituição Rachel Whitmer, epidemiologista e PhD, fez sobre os hábitos de 2.476 idosos. Dentre eles, 43% realizavam trabalho voluntário.

A pesquisa evidenciou que o voluntariado estava relacionado a melhores pontuações em ações executivas (como planejamento, organização, interação humana) e em avaliações de memória. O estudo também apontou que pessoas que se envolviam em trabalho voluntário várias vezes na semana apresentavam níveis mais elevados de função executiva.

Outros estudos

Além desta pesquisa mais recente, outros estudos já evidenciaram a importância de os idosos permanecerem ativos visando à preservação da saúde. Para a médica neurologista dos Hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru Gabriella Maria Martins Favero, há muitos benefícios na interação social.

“Atualmente consideramos as habilidades sociais um dos pilares da cognição e o isolamento social em idosos é um dos principais fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento de demência. O estímulo a atividades comunitárias, como o voluntariado, é essencial para reduzirmos a incidência de declínio cognitivo com o passar dos anos.”

Time que faz o bem

Nos hospitais, a presença de voluntários modifica o ambiente nos corredores. Um grupo que busca realizar ações positivas para aqueles que estão enfrentando problemas de saúde, como as 362 pessoas que colaboram nos hospitais: Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR). O projeto completa 17 anos em 2023 e teve início no Hospital Universitário Cajuru, que é referência em atendimentos a traumas e opera exclusivamente pelo SUS.

Por fim, para a coordenadora do voluntariado dos hospitais, Nilza Brenny, é com orgulho que esta ação desempenha. Ela, que lidera o projeto desde o início e contempla com gratidão tudo que foi possível vivenciar diz que começou com um ou dois voluntários.

“Hoje somos quase 400. Atuamos com um olhar mais humanizado, procurando compreender a perspectiva do outro. Sinto como se fôssemos parte integrante do coração dos hospitais.”

*Foto: Reprodução/br.freepik.com/fotos-gratis/aproxime-os-voluntarios-trabalhando-juntos_20825635

12 de setembro de 2023 0 comentário
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