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Por que roer unhas e procrastinar pode ser uma defesa do cérebro, segundo a ciência
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Por que roer unhas e procrastinar pode ser uma defesa do cérebro, segundo a ciência

por Esteticare 4 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

Roer as unhas até sentir dor, exagerar no consumo de alimentos ultraprocessados depois de um dia difícil ou abrir redes sociais justamente quando uma tarefa importante precisa começar costumam ser vistos como falhas de autocontrole. Pesquisas recentes em psicologia e neurociência, no entanto, indicam que esses comportamentos podem cumprir uma função inesperada. Em vez de simples vícios, eles atuariam como estratégias de autoproteção do organismo diante de ameaças emocionais percebidas como intensas.

A lógica parte de um princípio central da neurociência afetiva e da psicologia evolutiva. O cérebro humano não foi moldado para garantir felicidade ou produtividade constante, mas para preservar a sobrevivência. Esse sistema, que ajudou nossos ancestrais a reagir rapidamente a perigos concretos, permanece ativo mesmo em um contexto em que as ameaças são, em grande parte, simbólicas.

Segundo o psicólogo clínico Charlie Heriot-Maitland, autor de Controlled Explosions in Mental Health, a mente tende a escolher um dano menor e previsível quando se sente diante de um risco maior e difuso. Para ele, o cérebro prefere provocar um desconforto controlado a enfrentar uma ameaça emocional que pareça imprevisível ou avassaladora.

Um alarme que não desliga

No ambiente contemporâneo, o sistema de detecção de ameaças opera de forma quase permanente. Situações como críticas no trabalho, prazos apertados, medo de fracassar ou insegurança financeira ativam os mesmos circuitos cerebrais que, no passado, eram mobilizados diante de predadores ou disputas físicas. O corpo reage como se estivesse em perigo real.

Diante desse estado de alerta prolongado, o cérebro busca formas rápidas de alívio. É nesse ponto que surgem comportamentos automáticos, repetitivos e, muitas vezes, prejudiciais. Heriot-Maitland descreve essas reações como “explosões controladas”, pequenas descargas de tensão que funcionam como válvulas de segurança emocionais.

Roer as unhas como estratégia de controle

À primeira vista, atos como roer as unhas ou cutucar a pele parecem desprovidos de lógica. A ciência, porém, aponta que a previsibilidade é o elemento central. Quando a ameaça é emocional e abstrata, provocar um desconforto físico concreto direciona a atenção para algo tangível e conhecido.

Esse mecanismo cria o que pesquisadores chamam de “custo conhecido”. O indivíduo aceita um dano menor, localizado e sob controle para reduzir o impacto de uma angústia percebida como maior. A dor física, por ser limitada e previsível, torna-se mais fácil de administrar do que emoções difusas, como ansiedade, culpa ou medo de rejeição.

Procrastinação e proteção da autoestima

O mesmo raciocínio se aplica à procrastinação. A literatura científica classifica esse comportamento como self-handicapping, termo usado para descrever estratégias de autolimitação que protegem a autoestima. Ao adiar uma tarefa importante, a pessoa cria uma explicação alternativa para um possível fracasso.

Se alguém não estuda para uma prova e obtém um resultado ruim, pode atribuir o desempenho à falta de esforço. Essa narrativa é menos dolorosa do que enfrentar a possibilidade de ter se dedicado ao máximo e ainda assim falhado. Para o cérebro, preservar a autoimagem representa uma forma de autoproteção emocional.

Um mecanismo que não é só humano

Comportamentos de autossacrifício não são exclusivos da espécie humana. Em insetos sociais, indivíduos chegam a morrer para proteger a colônia. Entre pessoas, a lógica segue um princípio semelhante. Abre-se mão do bem-estar imediato, como saúde física ou desempenho, para reduzir um risco percebido como maior no futuro.

O problema surge quando esse sistema, desenvolvido para situações pontuais de vida ou morte, passa a operar continuamente. No contexto do estresse crônico do século XXI, estratégias que antes ofereciam alívio momentâneo podem se transformar em padrões prejudiciais, alimentando ciclos de ansiedade, culpa e frustração.

Caminhos para interromper o ciclo

Compreender esses comportamentos como mecanismos de defesa muda a forma de abordá-los. Terapias contemporâneas, como a Terapia Focada na Compaixão, propõem que o primeiro passo não seja eliminar o hábito à força, mas entender sua função psicológica.

A autocrítica excessiva tende a agravar o problema. Quando a pessoa se julga duramente por roer as unhas ou procrastinar, o cérebro interpreta esse julgamento como mais uma ameaça, reforçando a necessidade de recorrer às “explosões controladas” para se acalmar. Criar uma sensação interna de segurança, por meio de acolhimento e estratégias de regulação emocional, reduz a dependência desses comportamentos.

A ciência, portanto, sugere uma mudança de perspectiva. Em vez de enxergar esses hábitos apenas como falhas individuais, eles podem ser entendidos como sinais de um sistema nervoso sobrecarregado, tentando, da melhor forma que conhece, manter o equilíbrio.

Fonte: Portal Terra
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4 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Redes sociais e pertencimento digital entre jovens
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Redes sociais e pertencimento digital entre jovens

por Esteticare 15 de janeiro de 2026
escrito por Esteticare

A rápida circulação de memes, gírias e códigos próprios nas redes sociais ajuda a explicar um comportamento cada vez mais presente entre adolescentes e jovens adultos: a busca por pertencimento em comunidades digitais. Em plataformas como TikTok e X, antigo Twitter, compreender a linguagem interna de determinados grupos se tornou uma forma de aproximação social e de reconhecimento simbólico dentro desses espaços.

Esse tipo de linguagem pode surgir a partir de um termo, de um som, de um emoji ou de uma referência cultural específica. Quando viraliza, passa a funcionar como um marcador de identidade dentro de nichos virtuais. Entender o código sinaliza que o usuário está conectado, atento e alinhado ao ritmo do grupo. O problema aparece quando esse entendimento deixa de ser espontâneo e passa a ser visto como requisito para aceitação.

A velocidade com que tendências surgem e desaparecem nas redes cria um ciclo permanente de atualização. O jovem que acompanha sente que pertence, participa e não fica para trás. Quem não consegue acompanhar pode experimentar a sensação oposta. No ambiente digital, essa lógica se intensifica porque os algoritmos reforçam bolhas de interesse e entregam conteúdos semelhantes de forma contínua, o que acelera a sensação de urgência.

O funcionamento lembra as dinâmicas sociais do mundo offline, nas quais estar por dentro de uma conversa garante inclusão. A diferença é que, nas redes, essa dinâmica opera em escala maior, com menos pausas e maior exposição pública. Curtidas, comentários e visualizações transformam interações em métricas, ampliando a comparação constante entre pares.

O impacto na saúde mental

Manter-se atualizado o tempo todo para não ser excluído de grupos virtuais pode gerar ansiedade e estresse. A pressão para acompanhar todas as tendências se soma ao FOMO, sigla em inglês para fear of missing out, que descreve o medo de perder algo relevante. Esse receio contribui para o aumento do tempo de tela e para uma vigilância frequente das redes sociais.

Quando o adolescente não compreende uma gíria ou meme que circula entre amigos, sentimentos de inadequação e solidão podem surgir. A exclusão digital, embora imaterial, pode ser vivida de forma intensa, com impacto direto na autoestima e no bem-estar emocional. Ambientes criados para conexão acabam funcionando, em alguns casos, como espaços de cobrança e comparação permanente.

Estudos sobre comportamento digital indicam que a exposição prolongada a conteúdos altamente filtrados tende a reforçar padrões irreais de pertencimento e sucesso social. A sensação de que todos estão participando de algo relevante, enquanto o indivíduo está de fora, alimenta frustrações silenciosas e dificulta o descanso mental.

No ambiente escolar, professores e orientadores relatam que conflitos e inseguranças iniciados nas redes frequentemente se refletem em sala de aula. Comentários, exclusões e disputas simbólicas que ocorrem online atravessam o cotidiano presencial. Por isso, ações de educação digital, escuta qualificada e debates sobre uso consciente das plataformas ganham espaço como estratégia de prevenção e cuidado coletivo contínuo.

Essas iniciativas também ajudam a construir senso crítico e autonomia no uso das redes desde cedo.

Para pais e responsáveis, compreender esse cenário é mais eficaz do que tentar decifrar cada nova expressão que surge. A busca constante por referências pode indicar necessidades mais profundas, como aceitação, identidade e reconhecimento. Manter diálogo aberto sobre experiências online, sem julgamento ou minimização, ajuda a identificar sinais de sofrimento emocional e a oferecer apoio quando necessário.

A mediação adulta também passa por incentivar limites no uso das plataformas e valorizar experiências fora do ambiente digital. Atividades presenciais, convivência familiar e espaços de escuta contribuem para reduzir a dependência da validação online e fortalecem vínculos mais estáveis.

No cotidiano, vale observar a própria relação com as redes sociais. Se a permanência nas plataformas começa a gerar cansaço, irritação ou sensação de obrigação, é um sinal de alerta. Perguntas como “Eu preciso mesmo saber qual é o assunto mais falado do momento?”, “entender esse meme é tão importante assim?” ou “eu preciso mesmo saber o que está acontecendo no BBB 26?” ajudam a refletir sobre prioridades. Reconhecer padrões de comportamento é um passo relevante para preservar a saúde mental individual.

Fonte: Estado de Minas
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-usando-seu-telefone-celular-horizonte-da-cidade-fundo-da-luz-da-noite_1162688.htm

15 de janeiro de 2026 0 comentário
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Janeiro Branco reforça debate sobre saúde mental e segurança no trabalho
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Janeiro Branco reforça debate sobre saúde mental e segurança no trabalho

por Esteticare 14 de janeiro de 2026
escrito por Esteticare

A campanha Janeiro Branco tem ampliado, nos últimos anos, o debate sobre a relação entre saúde mental e acidentes de trabalho, tema que ganha relevância diante do aumento de registros associados ao estresse crônico, à sobrecarga emocional e a ambientes profissionais pouco saudáveis. Especialistas apontam que trabalhadores em sofrimento psíquico tendem a apresentar queda de atenção, lapsos de julgamento e maior propensão a falhas operacionais, fatores que elevam o risco de ocorrências no dia a dia das empresas.

Esse cenário passou a ser observado não apenas sob a ótica da saúde, mas também do direito do trabalho e da gestão de riscos. A discussão se intensificou com as mudanças recentes na Norma Regulamentadora nº 1, que passaram a exigir das organizações um olhar mais atento aos chamados riscos psicossociais, integrando a saúde mental às estratégias formais de prevenção de acidentes.

Atualizações da NR1 e novas responsabilidades

A NR1 estabelece diretrizes gerais de segurança e saúde no trabalho e, após as atualizações, reforça a obrigação de identificar, avaliar e gerenciar riscos psicossociais no ambiente corporativo. Assédio moral, jornadas excessivas, pressão constante por metas e ausência de pausas adequadas passaram a ser reconhecidos como elementos que afetam diretamente a segurança dos trabalhadores.

Esses fatores agora devem constar no Programa de Gerenciamento de Riscos, exigindo das empresas mudanças estruturais e uma atuação preventiva mais consistente. O prazo para adequação às novas exigências vai até 25 de maio de 2026. Até lá, empregadores precisam revisar processos, capacitar lideranças e implementar políticas que considerem o bem-estar psicológico como parte integrante da segurança do trabalho.

Janeiro Branco e a conscientização

Dentro desse contexto, o Janeiro Branco surge como ferramenta de conscientização ao estimular reflexões sobre cuidado emocional, prevenção e qualidade de vida logo no início do ano. A proposta da campanha é romper o silêncio em torno da saúde mental e incentivar atitudes práticas no cotidiano profissional.

Transtornos como ansiedade, depressão e síndrome de burnout afetam diretamente a atenção, o tempo de reação e a capacidade de tomada de decisão. Em setores como indústria, transporte e saúde, onde o nível de concentração exigido é elevado, esses impactos se tornam ainda mais críticos. A ausência de acompanhamento adequado pode aumentar significativamente o risco de acidentes, enquanto políticas preventivas ajudam a reduzir ocorrências e afastamentos.

Direitos assegurados pela legislação

Do ponto de vista jurídico, a legislação trabalhista garante proteção ao empregado que sofre acidente de trabalho, independentemente da gravidade. O advogado trabalhista Rafael Medeiros Arena, especialista em causas acidentárias, ressalta que os direitos não se limitam a casos extremos. “Todo trabalhador que sofre um acidente no exercício da atividade profissional possui direitos garantidos, mesmo quando o evento é considerado mais brando, incluindo estabilidade provisória e acesso a benefícios previdenciários”, afirma.

Nos episódios de maior gravidade, os efeitos se estendem às famílias, que enfrentam perdas financeiras e emocionais. Segundo Arena, o amparo legal também alcança esses familiares. “Quando o acidente resulta em morte ou incapacidade permanente, os familiares têm direito à indenização e a benefícios. Nesses casos é essencial buscar orientação para que esses direitos sejam plenamente respeitados”, explica.

Ambiente organizacional e análise técnica

A prevenção passa, necessariamente, pela responsabilidade das empresas em promover um ambiente de trabalho saudável. Para o perito trabalhista Edgar Bull, o clima organizacional exerce influência direta sobre a segurança. “Um ambiente de trabalho equilibrado, com respeito, comunicação e atenção à saúde mental, reduz de forma significativa a chance de acidentes”, diz.

Após a ocorrência de um acidente, a análise técnica adequada é decisiva para a correta apuração dos fatos. Bull destaca que avaliações superficiais podem gerar injustiças e responsabilizações equivocadas. “A avaliação correta da situação após o acidente é fundamental para identificar causas reais e responsabilidades, evitando conclusões precipitadas que prejudiquem o trabalhador”, pontua.

A negligência com a saúde mental no ambiente corporativo não provoca apenas danos humanos. Ela também gera consequências jurídicas e financeiras, como ações judiciais, penalidades administrativas e desgaste institucional. Ao trazer o tema para o centro do debate, o Janeiro Branco reforça que cuidar do equilíbrio psicológico dos trabalhadores é uma estratégia essencial de prevenção, segurança e sustentabilidade nas relações de trabalho.

Fonte: Portal Terra
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-senior-expressiva-posando_11196496.htm

14 de janeiro de 2026 0 comentário
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Corpo de verão
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Corpo de verão: Como essa busca influencia na saúde física e mental

por Esteticare 6 de dezembro de 2024
escrito por Esteticare

Corpo de verão sofre sempre uma pressão estética que pode resultar em estresse físico e emocional

Com a proximidade do verão, a busca por estar com shape perfeito para desfilar pela praia ou em uma piscina se intensificam. E isso atinge mais mulheres e jovens. Além disso, a estação pode desencadear uma série de gatilhos, como a distorção de imagem. Tudo isso impacta negativamente na saúde, na qualidade de vida e no bem-estar de grande parte da população, que adota comportamentos extremos para imprimir a imagem ideal.

Corpo de verão

Para ter o corpo de verão, alguns indivíduos que lutam contra transtornos alimentares ou lidam com problemas de autoimagem, podem ficar mais vulneráveis.

A pessoa que está insatisfeita com o corpo pode colocar sua mente para trabalhar de modo errado, gerando enfermidades como depressão e ansiedade. Isso ocorre porque durante o projeto para emagrecer e estar bem para o verão, mais pessoas relatam pular refeições, por exemplo, ou praticar atividade física de forma exagerada. Tudo isso resulta em criar uma obsessão por corpos sarados e definidos, mas prejudicando sua alimentação.

Pressão estética

Por sua vez, a pressão estética pode se intensificar para as pessoas que estão acima do peso, o que também gera preconceitos sociais como a gordofobia. Segundo dados da pesquisa Obesidade e Gordofobia, realizada pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e pela Sociedade Brasileira de Metabologia e Endocrinologia (SBEM), 85,3% das pessoas nessa condição já foram vítimas desse tipo de preconceito.

Cuidados com a saúde mental no verão

  • Jamais optar por dietas que prometam resultados desejados de modo rápido, pois pode trazer prejuízos à saúde física e mental. 
  • Não tome qualquer medicamento sem prescrição e acompanhamento médico.
  • Fique atento ao tipo de conteúdo consumido nas mídias sociais, pois as redes costumam reforçar a ideia de que os corpos precisam estar dentro de um padrão. 
  • Entenda que o corpo de verão é um corpo saudável, construído com equilíbrio durante todas as estações do ano.

Hábitos saudáveis

Por fim, ao criar hábitos saudáveis ao longo do ano todo, através do equilíbrio, há um resultado estético que reflete a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida, nutrindo o corpo e a mente.

Fonte: Foto de KamranAydinov na Freepik

6 de dezembro de 2024 0 comentário
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Apostas esportivas
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Apostas esportivas: Excesso afeta saúde mental e bem-estar

por Esteticare 8 de novembro de 2024
escrito por Esteticare

Apostas esportivas exige jogar com responsabilidade

Atualmente, o meio esportivo vem chamando a atenção do Brasil por conta de um cenário de apostas. No entanto, existem pessoas que fazem deste hábito uma profissão, o que pode gerar grandes problemas. Isso porque o excesso de apostas esportivas pode afetar a mente e o bem-estar de um ser humano.

Hoje, mais de 5 milhões de brasileiros estão envolvidos em apostas. Tal crescimento desordenado faz com que cerca de 20% dos apostadores desenvolvam vícios associados com o alto nível de stress, ansiedade e depressão.

Perigo das apostas

Em suma, o cérebro de um apostador atua com base na recompensa. Neste caso, a pessoa libera dopamina a cada vitória ou expectativa de que possa ganhar. Isso também ativa um sistema de recompensa, que necessita de mais estímulo para buscar o prazer do começo, levando ao vício, dizem os psicólogos.

Além disso, o setor de psicologia revela que o cérebro se desenvolve até os 22 anos, o que intensifica esse tipo de vício em um jovem. Entretanto, os estudos mostram que os adultos apostam muito, uma vez que possuem acesso ao dinheiro e facilidades para apostarem.

Estudo da Universidade de Cambridge

Segundo um estudo da Universidade de Cambridge, do Reino Unido, cuja tese indicou que os compulsivos mostram atividade na parte do cérebro associada ao impulso, o que pode influenciar em terríveis problemas financeiros.

Há uma distorção da percepção. Então, frequentemente a aposta engana de que uma pessoa pode controlar. Em outras palavrasm a pessoa que perde uma aposta pensa que da próxima vez ela pode ganhar.

Como se livrar do vício?

Fazer terapia para ter o autoconhecimento é um passo para se livrar do vício. Porém, nem todo mundo tem acesso à terapia. Conversar com familiares também pode ajudar, além de bloquear as contas de sites de apostas e exercícios físicos.

O benefício da dopamina para quem não vive com vício

Por fim, em geral, as pessoas que não possuem vício sentem prazer ao assistir televisão, ler um livro, na hora do exercício físico e trabalhar. Neste caso, o sistema de recompensa dessas pessoas está tudo bem, uma vez que existe alegria nas pequenas coisas.

Fonte: Foto de planktoncg na Freepik

8 de novembro de 2024 0 comentário
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Ansiedade climática
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Ansiedade climática: Entenda por que a condição afeta a saúde mental

por Esteticare 13 de setembro de 2024
escrito por Esteticare

Nos últimos dias, com focos de queimadas em 60% do Brasil, muitas pessoas passaram e desenvolveram algo que está sendo chamado de ansiedade climática. Isso porque lidar com o clima seco em meio aos incêndios podem desencadear riscos que vão além da saúde física e penetra nossa mente. Neste artigo aprenda a como lidar com esta condição.

Clima seco

O país vem enfrentando dias cinzentos e com altas temperaturas. Com o agravamento dos incêndios ao redor do país, o clima mais seco do que o normal tomou conta de diversos municípios, decretando estado de emergência.

Prova disso é que no início da semana, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta laranja de perigo para a baixa umidade em 12 estados do país, com níveis entre 12% e 20%. Além disso, São Paulo também subiu ao topo do ranking de cidades com o ar mais poluído do mundo.

Ansiedade climática

A situação que já causa desgaste físico nas pessoas, agora, também desencadeia riscos à saúde mental. O fenômeno ficou conhecido como ansiedade climática, e é caracterizado por sentimentos de impotência, angústia, mal-estar e medo em relação às alterações do clima.

Esse período seco também traz uma sensação de angústia bastante intensa. Trata-se de um sentimento de desesperança que pode, em diversos casos, evoluir para um quadro de depressão grave, em que o indivíduo deve procurar um profissional da saúde.

Preocupação cresce

Além disso, mais de 60% dos jovens brasileiros com idades de 16 a 25 anos afirmam que estão muito ou completamente preocupados com os efeitos das mudanças climáticas. É o que revelou um estudo feito em 2021, no segundo ano da pandemia de Covid-19, por pesquisadores do Reino Unido, Finlândia e Estados Unidos. Desde então, a situação só se agrava.

Redes sociais

Vale destacar que este agravamento também é em razão do Brasil ser o terceiro país que mais usa redes sociais no mundo. Portanto, a preocupação cresce ainda mais nos meios digitais. Em suma, o indivíduo que consome diariamente informações falsas e verdadeiras fica mais estressado.

Todavia, algumas pessoas são naturalmente mais vulneráveis, sobretudo se já estão fragilizadas emocionalmente ou enfrentaram períodos de forte estresse no passado.

Esses quadros estão se tornando cada vez mais frequentes, acompanhando as mudanças e tragédias do clima em todo o mundo. e isso engloba temperaturas extremas, queimadas no Brasil, além de oturos eventos climáticos graves. E por se tratar de ações incontroláveis, tais fenômenos ocasionam uma sensação ainda maior de abandono.

Como prevenir e tratar a ansiedade climática

Apesar de não existir uma fórmula certa para resolver esta questão, alguns hábitos podem ser tomados.

Isso inclui: praticar atividades físicas, meditar, manter uma alimentação balanceada, qualidade do sono e limitar o uso de redes sociais. Contudo, deve-se evitar praticar atividade física ao ar livre se o clima estiver muito e tiver muita fuligem na cidade.

Apoio psicológico

Mesmo mudando o estilo de vida, também é recomedável buscar apoio psicológico para enfrentar esse período difícil quando a pessoa apresenta sintomas de ansiedade em razão do clima.

O CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é um exemplo de serviço de saúde pública que oferece suporte psicológico em mais de duas mil unidades espalhadas pelo Brasil. A equipe de cada unidade conta com psicólogos e psiquiatras, que ajudam quem estiver sofrendo com esse tipo de estresse.

Fonte: Foto de freepik na Freepik

13 de setembro de 2024 0 comentário
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Crianças no SUS: Acesso a programas de saúde mental avança
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Crianças no SUS: Acesso a programas de saúde mental avança

por Esteticare 9 de agosto de 2024
escrito por Esteticare

Crianças no SUS terão acesso a tratamento específico

Recentemente, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou projeto de lei que assegura às crianças e aos adolescentes, acesso a programas de saúde mental, promovidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a prevenção e o tratamento específico.

Crianças no SUS – programas

Os programas de saúde mental para crianças no SUS promoverão a atenção psicossocial básica e especializada, de urgência e emergência e a atenção hospitalar.

De acordo com a enfermeira do SUS, Nathalia Belletato, qualquer transtorno deve ser tratado. E no caso das crianças, o quanto antes for identificado um abalo na saúde mental, ela deve ser tratada.

PL 4.928/2023

Vale destacar que o PL 4.928/2023, da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), recebeu parecer favorável da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) e segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

E segundo o texto, será preciso promover uma formação específica e permanente para os profissionais que atuam na prevenção e no tratamento de agravos de saúde mental que abordam crianças e adolescentes. Com isso, eles poderão identificar sinais de risco, além de realizar o devido acompanhamento. 

Medicamentos

Além disso, o projeto determina que as crianças e os adolescentes contemplados por programas sociais em tratamento de agravos de saúde mental terão direito a todos os medicamentos, bem como recursos terapêuticos prescritos, inteiramente gratuitos ou subsidiados, conforme as linhas de cuidado direcionadas às suas necessidades específicas.

Para a relatora, o PL em análise é uma obrigação moral e legal do Parlamento no exercício de sua função. É urgente a proteção à saúde mental das crianças e adolescentes que estão expostos aos perigos do século 21, sem o devido amparo.

Três emendas

No entanto, foi apresentada três emendas de redação, entre as quais, a que fala que apenas quem estiver inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal terão acesso gratuito a medicamentos e recursos terapêuticos necessários, eliminando o tratamento diferenciado. Essa parte do texto será retirada.

Isso porque é preciso lembrar também das crianças órfãs de feminicídios. Ou seja, elas também precisam de tratamento do agravo da saúde mental para se recuperarem deste trauma.  

*Foto: Reprodução/https://br.freepik.com/fotos-gratis/close-up-de-serio-menina-sentar-sofa-olhar-doutor-dar-medicina_3866164.htm#fromView=search&page=1&position=7&uuid=c51d0bb6-ed31-419f-a407-a4f5f69fc976

9 de agosto de 2024 0 comentário
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Afastamentos pelo INSS já representam 38%: Confira pesquisa
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Afastamentos pelo INSS já representam 38%: Confira pesquisa

por Esteticare 5 de julho de 2024
escrito por Esteticare

Afastamentos pelo INSS leventam uma pauta sobre a importância da implementação de estratégias eficazes que combatam de fato esses períodos de licença dos colaboradores

Atualmente, os transtornos de saúde mental são responsáveis por 38% de todas as licenças no INSS, o que representa um aumento significativo nos últimos anos.

De acordo com a pesquisa Panorama da Saúde Mental nas Organizações Brasileiras, de 2023. Vale destacar que entre 2020 e 2022, os casos de afastamento por essas razões já haviam aumentado 30%.

Esses aumentos provam que as empresas precisam tomar providências o quanto antes para cuidar da saúde mental de seus colaboradores.

Afastamentos pelo INSS

Além disso, os afastamentos pelo INSS devem gerar uma nova forma das companhias enxergarem seus funcionários. Segundo a plataforma Vittude, que conecta psicólogos a pacientes, apenas 4% das corporações brasileiras implementam programas estratégicos de saúde mental para acompanhar seus colaboradores.

Fatores que contribuem para este quadro alarmante

Muitos são os fatores que contribuem para o aumento dos problemas de saúde mental no ambiente de trabalho. Entre os quais: o estresse constante, a pressão por resultados e a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Pandemia

Por outro lado, a pandemia de Covid-19 também intensificou sentimentos de isolamento e incerteza, agravando a saúde mental dos trabalhadores. Segundo a enfermeira do SUS, Nathalia Belletato, é importante lembrar que o funcionário não está sozinho(a) nesta caminhada. E ressalta que é importante buscar ajuda especializada.

Como foi a pesquisa

O levantamento da Panorama ouviu mais de 24 mil trabalhadores, chegando à conclusão de que é preciso que as empresas invistam em estratégias para lidar com essas questões.

Por um ambiente de trabalho mais saudável

A criação de ambientes de trabalho mais saudáveis e o apoio a programas de saúde mental são passos fundamentais para melhorar o bem-estar dos funcionários.

Entretanto, muitas companhias ainda não têm este pensamento. Neste caso, apenas 4% delas contam com estruturas desenvolvidas para lidar com esses problemas de modo eficaz.

Por fim, ao implementar políticas e programas de apoio pode reduzir o número de afastamentos pelo INSS e assim elevar a produtividade e satisfação no trabalho.

*Foto: Reprodução/https://br.freepik.com/fotos-gratis/homem-cansado-de-tiro-medio-com-laptop-no-trabalho_25191977.htm#fromView=search&page=1&position=3&uuid=6ddf057a-ba9c-4188-a817-623415c141f8

5 de julho de 2024 0 comentário
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TDAH no SUS: Audiência Pública vai discutir tratamento
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TDAH no SUS: Audiência Pública vai discutir tratamento

por Esteticare 7 de junho de 2024
escrito por Esteticare

TDAH no SUS abrange que os pacientes recebam os respectivos remédios para conseguirem se tratar de fato

Em breve, ocorrerá uma audiência pública que vai reunir profissionais de saúde mental, que reivindicam que os remédios para o tratamento do TDAH, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, sejam oferecidos gratuitamente pelo SUS. Atualmente, o tratamento oferecido pela rede pública de saúde é exclusivamente a psicoterapia.

Para profissionais da rede pública de saúde é de suma importância que qualquer transtorno deve ser tratado, ainda mais num período pandêmico como o que já enfrentamos, uma vez que os problemas foram bem alarmantes nesta época, revelou a técnica de enfermagem, Nathalia Belletato.

O que é TDAH?

O TDAH é um distúrbio neurobiológico de causas genéticas, caracterizado por três sintomas principais: desatenção, hiperatividade e impulsividade.

Apesar de ser mais atrelado à fase do desenvolvimento infantil, o transtorno também pode ser diagnosticado em adultos. O Ministério da Saúde afirma que 7% da população brasileira possui o transtorno.

TDAH no SUS

Na tarde de ontem (5), ocorreu uma audiência pública para debater a questão do TDAH no SUS. Segundo a psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Déficit de Atenção com Hiperatividade, Iane Kestelman, a grande preocupação hoje é que a população de alta renda consegue tratar este transtorno. No entanto, as pessoas de baixa renda não têm acesso ao mesmo tratamento. Isso porque o NHS, que é o sistema de saúde inglês, no qual o SUS se baseou, faz o tratamento de TDAH, com a dispensação dessa medicação gratuita para a população.

E pelo fato de alguns remédios para o TDAH muitas vezes serem tão caros, mais do que nunca, o fornecimento pelo SUS é de extrema importância.

Novo protocolo no SUS

Desde 2022, há um novo protocolo para tratamento de TDAH no SUS em andamento, e que se segue a recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, ou seja, de negativa para a adoção dos medicamentos. Por sua vez, a Conitec avaliou que as evidências sobre a eficácia e a segurança desses remédios são baixas, diante do seu custo orçamentário. No entanto, profissionais de saúde mental questionam a decisão.

É o caso da psiquiatra Fabricia Signorelli, que diz que o remédio é vital para o tratamento do transtorno. Para ela, trata-se de um transtorno biológico e que, portanto, é necessária a reposição de neurotransmissores, que só é possível através de medicação. Sendo assim, o melhor tratamento deve unir medicação e psicoterapia.

Ela explica ainda que o transtorno pode prejudicar: escolaridade, taxa de desemprego, problemas conjugais, entre outras questões.

Associação Brasileira do Déficit de Atenção

Por fim, a Associação Brasileira do Déficit de Atenção reforça que o TDAH é amplamente reconhecido por especialistas e pela Organização Mundial de Saúde como um problema de saúde pública e que deve ser tratado como tal.

*Foto: Reprodução/https://br.freepik.com/fotos-gratis/jovem-frustrado-com-a-licao-de-casa-escrevendo-em-casa-menino-que-estuda-na-mesa-desenho-infantil-com-um-lapis_1188280.htm#fromView=search&page=1&position=1&uuid=9d351f82-af6b-4d5d-88d6-1b969a25f0e5

7 de junho de 2024 0 comentário
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Atendimento para saúde mental no Rio: HSF-RJ cria ambulatório
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Atendimento para saúde mental no Rio: HSF-RJ cria ambulatório

por Esteticare 26 de abril de 2024
escrito por Esteticare

Atendimento para saúde mental no Rio, através do Hospital São Francisco na Providência de Deus também compreende internações para pacientes psiquiátricos e com dependência química

Recentemente, o Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ), na Tijuca, inaugurou um ambulatório de atendimento completo em saúde mental. Para este setor, também contará com emergência psiquiátrica e internações para pacientes psiquiátricos e com dependência química.

Atendimento para saúde mental no Rio

De acordo com o diretor médico do hospital, Guilherme Machado, o atendimento para saúde mental no Rio vai abranger uma demanda que cresce ainda mais de pacientes e famílias que necessitam de acompanhamento fora do ambiente de internação.

Entre os problemas mais recorrentes, estão os distúrbios de ansiedade, depressão, transtornos de personalidade, TDAH e dependência química.

Segundo a enfermeira do SUS, Nathalia Belletato, a saúde mental é uma parte fundamental da saúde geral dos pacientes da rede pública. Portanto, a conscientização é vital, assim como ter um espaço adequado de atendimento.

Saúde mental no mundo

Por outro lado, a saúde mental no resto do mundo foi bastante impactada nos últimos anos, sobretudo no período de pandemia de Covid-19. Segundo a Organização Mundial de Saúde, só no primeiro ano pandêmico, houve aumento de 25% de pessoas com ansiedade e depressão. Atualmente, a situação não mudou, conforme revela o relatório Global Mind Project, publicado na Sapien Labs.

Para Ana Palmesciano, gerente do ambulatório, a inauguração do novo espaço impacta positivamente na oferta de serviços para o bem-estar mental dos pacientes. Ela disse ainda que a integração desses serviços de emergência psiquiátrica, internação para doenças mentais e dependência química resulta em uma abordagem holística e contínua para atender às diferentes necessidades dos pacientes e de seus amigos e familiares.

Equipe do ambulatório

A equipe é composta por profissionais de psicologia e de psiquiatria, que presta todo o suporte e acompanhamento aos pacientes. E é essencial que as pessoas busquem ajuda sem medo de serem julgadas e discriminadas.

Conforto aos pacientes

Márcio Nunes, diretor administrativo do HSF acrescenta que o novo ambulatório vai proporcionar mais conforto aos pacientes. Além disso, possibilitará uma maior integração com os demais serviços voltados à saúde mental que hoje estão disponíveis pelo hospital. O objetivo desta iniciativa também é ampliar o atendimento até o fim do ano, agregando outras especialidades, com foco no bem-estar dos pacientes.

*Foto: Reprodução/https://br.freepik.com/fotos-gratis/medico-de-vista-lateral-tomando-notas_28694293.htm#fromView=search&page=1&position=39&uuid=fbc503cd-5097-46fa-80c1-9d06f8e35f8f

26 de abril de 2024 0 comentário
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