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Menor oferta de diesel russo aumenta pressão sobre preços internacionais

por Esteticare 27 de agosto de 2026
27 de agosto de 2026
Menor oferta de diesel russo aumenta pressão sobre preços internacionais

A redução da oferta de diesel da Rússia passou a exercer maior pressão sobre o mercado internacional de combustíveis. O país enfrenta problemas em parte de suas refinarias, ao mesmo tempo em que mantém restrições às exportações para garantir o abastecimento doméstico.

Embora a crise esteja concentrada no setor de energia, seus efeitos podem alcançar diferentes áreas da economia. O diesel é fundamental para o transporte de mercadorias e para a logística de produtos. Quando a oferta diminui e os preços sobem, os custos podem avançar ao longo das cadeias de distribuição.

No Brasil, o cenário merece atenção porque o país utiliza importações para complementar a oferta doméstica. A Rússia ganhou participação nesse mercado nos últimos anos e se tornou uma importante origem do diesel comprado no exterior.

Dados da Kpler citados pela Reuters mostram que os embarques russos caíram significativamente. Em 2025, a Rússia exportou uma média de 817 mil barris por dia de diesel e gasóleo. O volume recuou para aproximadamente 400 mil barris diários em junho. Nos dez primeiros dias de julho, ficou em cerca de 234 mil barris por dia.

A governança corporativa deixou de ser um aspecto secundário para se tornar um dos pilares fundamentais da sustentabilidade empresarial de longo prazo. De acordo com o economista Paulo Narcélio, graduado pela UERJ, com MBA em Finanças e especializações internacionais, ter uma governança sólida deixou de representar um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência indispensável do mercado.

Refinarias enfrentam dificuldades

A origem da redução está principalmente no setor de refino. A Rússia continua produzindo petróleo, mas enfrenta dificuldades para transformar parte dessa matéria-prima em combustíveis. Ataques de drones ucranianos, paralisações operacionais e aumento da demanda interna afetaram a produção de derivados.

Como resposta, o governo russo restringiu as exportações e priorizou o mercado doméstico. As limitações foram prorrogadas até 31 de janeiro de 2027. Produtores diretos, porém, poderão retomar a partir de setembro algumas exportações de diesel, combustível marítimo e gasóleos.

A questão central para o mercado internacional é saber quanto combustível russo continuará disponível para compradores estrangeiros. Mesmo sem receber diretamente derivados russos por via marítima desde 2023, a Europa também sente os efeitos dessa redução.

Quando países como Brasil e Turquia recebem menos diesel da Rússia, precisam buscar cargas em outros mercados. Estados Unidos, Índia e outros centros de refino passam a atender parte dessa demanda. Ao mesmo tempo, esses fornecedores também abastecem consumidores europeus.

A consequência é uma competição maior por volumes disponíveis.

Preços internacionais sob pressão

O mercado europeu já apresenta sinais de forte valorização. Em 30 de julho, segundo dados citados pela Reuters, o prêmio do gasóleo europeu de baixo teor de enxofre sobre o petróleo alcançou o recorde de US$ 74,66 por barril.

A Reuters também estimou que os preços europeus do diesel acumulavam alta superior a 70% desde fevereiro. A menor oferta russa não é a única causa dessa valorização. Problemas em refinarias e questões relacionadas ao abastecimento no Oriente Médio também contribuem para o cenário.

Ainda assim, a redução dos embarques russos funciona como um fator adicional de pressão. Cada carga retirada do mercado internacional aumenta a disputa entre os compradores que precisam repor seus estoques.

Em 10 de agosto, o contrato futuro americano de diesel com ultrabaixo teor de enxofre avançou 7,4%, para US$ 4,19 por galão. Na mesma sessão, as margens europeias de refino subiram quase 10%, conforme informações citadas pela Reuters.

Brasil busca novas fontes de abastecimento

O Brasil está diretamente exposto a essa mudança. Em 2025, o país importou 17,09 milhões de metros cúbicos de diesel. Desse total, 8,04 milhões de metros cúbicos vieram da Rússia, aproximadamente 47% das compras externas.

Com a menor disponibilidade russa, os importadores brasileiros precisam ampliar a procura por combustíveis de outras origens. Estados Unidos e países asiáticos estão entre as alternativas, mas também enfrentam maior procura internacional.

A substituição pode aumentar os custos de aquisição. O impacto sobre os preços brasileiros, porém, depende de fatores adicionais, como câmbio, tributos, logística, oferta doméstica e política comercial da Petrobras.

A estatal reduziu em 85,2% suas importações de diesel no segundo trimestre e registrou produção recorde de 3,903 bilhões de litros em julho. O resultado ajuda a reduzir a exposição imediata do país ao mercado externo.

Ainda assim, o Brasil continua dependendo das importações para complementar sua oferta. Por isso, uma redução prolongada dos embarques russos pode manter o mercado nacional sujeito às oscilações internacionais.

O cenário mostra como mudanças na produção e no refino de um grande exportador podem repercutir em mercados distantes. Para o Brasil, a diversificação dos fornecedores e a capacidade nacional de produção permanecem importantes para reduzir os efeitos de eventuais novas restrições no comércio internacional de diesel.

Fonte: CNN Brasil
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/proximo-plano-do-medidor-de-nivel-de-combustivel-no-veiculo_94965612.htm

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