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Valentino Garavani e o patrimônio de uma vida dedicada à moda, à arte e ao luxo residencial

por Esteticare 20 de janeiro de 2026
20 de janeiro de 2026
Valentino Garavani e o patrimônio de uma vida dedicada à moda, à arte e ao luxo residencial

Conhecido como o “Último Imperador da Moda”, o estilista italiano Valentino Garavani, que morreu na última segunda-feira, dia 19, em Roma, deixou um legado que ultrapassa as passarelas e a história da alta-costura. Ao longo de décadas, ele construiu um conjunto de residências marcadas por sofisticação estética, rigor curatorial e uma relação íntima com a arte, o design e o ato de receber convidados.

Valentino frequentava destinos associados ao luxo internacional e mantinha propriedades em cidades estratégicas da Europa e dos Estados Unidos. Suas casas, palácios e chalés eram concebidos como extensões naturais de sua visão criativa. Painéis de madeira nobre, espelhos antigos, tecidos raros e móveis históricos compunham ambientes pensados para refletir equilíbrio, tradição e elegância atemporal. O estilista também reunia um acervo de antiguidades e obras de arte de alto valor, incluindo peças assinadas por Pablo Picasso e Andy Warhol, integradas à decoração cotidiana.

A presença constante de flores era uma característica central dessas residências. Arranjos eram renovados diariamente e, em muitos casos, as flores vinham dos próprios jardins das propriedades. As rosas ocupavam lugar especial. Valentino costumava descrevê-las como “não apenas flores, mas a obra-prima mais icônica e reconhecível da natureza”, frase que ajuda a compreender sua relação simbólica com o tema, recorrente também no universo da moda.

Residências históricas na Europa

Entre os imóveis mais conhecidos do estilista estão uma mansão localizada na Via Appia Antica, em Roma, e o Palazzo Mignanelli, também na capital italiana. Ambos serviram como cenários para encontros sociais, eventos privados e momentos de recolhimento. Fora da Itália, Valentino tinha especial apreço pelo Château de Wideville, castelo do século 17 situado em Crespières, na França. O imóvel reunia arquitetura clássica, jardins formais e interiores restaurados com extremo cuidado, respeitando a história do local.

Na Suíça, o estilista mantinha um chalé em Gstaad, onde costumava organizar festas em um ambiente mais intimista, cercado por livros, móveis em estilo alpino e uma atmosfera menos formal, ainda que sofisticada. Os cães da raça pug faziam parte da rotina nesses espaços e acompanhavam Valentino em diferentes residências. Maggie, uma de suas cachorrinhas favoritas, chegou a ser homenageada ao ser bordada em um vestido de alta-costura da marca.

O vínculo entre arte e moradia também se expressava nos imóveis mantidos fora da Europa continental. A coleção de arte multimilionária do estilista era dividida principalmente entre uma mansão em Kensington, em Londres, e uma cobertura em Nova York, com vista para a Park Avenue. Nesses endereços, obras de arte conviviam com peças de design e mobiliário histórico, reforçando a ideia de que cada residência funcionava como um espaço curatorial vivo.

Refúgios italianos e vida no mar

Em território italiano, Valentino passou mais de três décadas aproveitando os verões em uma residência localizada em Siena. Após a venda desse imóvel, adquiriu a Villa La Pineta, em Capri, que se transformou em um de seus principais refúgios. A casa de campo, integrada à paisagem local, refletia uma abordagem mais relaxada do luxo, sem abrir mão da elegância característica do estilista.

Esse estilo de vida também se estendia ao mar. Valentino era proprietário do iate TM Blue, uma embarcação de 49 metros decorada em estilo náutico-chique. O interior reunia obras de arte, mobiliário sob medida e espaços projetados para longas estadias. Assim como suas casas, o iate funcionava como mais um cenário para encontros, contemplação e convivência.

Esse conjunto de propriedades, distribuído entre centros urbanos e destinos de lazer, ajuda a compreender como o estilista pensava o luxo como experiência completa. Para Valentino, moda, arquitetura, arte e paisagem formavam um mesmo discurso visual. Cada endereço, do castelo francês ao apartamento nova-iorquino, reforçava a coerência de um estilo construído com método, memória e sensibilidade estética ao longo de décadas, sem concessões desnecessárias.

Fonte: Portal Terra
Foto: https://pt.wikipedia.org/wiki/Valentino_Garavani

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