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Simpósio internacional debate pesquisa em saúde e uso da inteligência artificial
Saúde

Simpósio internacional debate pesquisa em saúde e uso da inteligência artificial

por Esteticare 25 de agosto de 2026
escrito por Esteticare

A Faculdade de Medicina FACERES promove, de 26 a 29 de agosto de 2026, a 7ª edição do Simpósio Internacional de Ensino e Pesquisa em Saúde (SIEPS). O encontro será realizado em formato totalmente online e terá participação gratuita. A programação também inclui a 6ª edição do Café Virtual dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).

Com o tema “E agora? Como fazer pesquisa em saúde?”, o evento reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir os principais desafios relacionados à produção científica na área. Entre os assuntos previstos estão metodologia de pesquisa, questões éticas, tecnologias emergentes e divulgação científica.

A programação foi organizada para atender estudantes, pesquisadores, professores, profissionais da saúde, integrantes de Comitês de Ética em Pesquisa e demais interessados. Durante os quatro dias de atividades, serão discutidas diferentes etapas da pesquisa, desde a elaboração de uma pergunta até a apresentação dos resultados e sua repercussão social.

Inteligência artificial ganha espaço na pesquisa

Um dos destaques do simpósio será a discussão sobre modelos de inteligência artificial aplicados à pesquisa em saúde. O avanço dessas ferramentas tem ampliado as possibilidades de uso de recursos tecnológicos em diferentes etapas da investigação científica, mas também levanta questões relacionadas à responsabilidade e aos critérios para sua utilização.

O evento pretende abordar o assunto junto a outros temas ligados à escolha de desenhos e metodologias de estudo. A proposta é discutir como diferentes estratégias podem ser utilizadas na condução de pesquisas e quais aspectos precisam ser considerados durante o desenvolvimento dos trabalhos.

As questões éticas também ocupam espaço na programação. Entre os temas previstos está a realização de pesquisas com povos indígenas, assunto que envolve cuidados específicos na elaboração e na condução de estudos.

Outro eixo do SIEPS trata do impacto social da produção científica. A divulgação dos resultados será discutida a partir de estratégias voltadas à comunicação do conhecimento produzido em pesquisas. A programação ainda contempla boas práticas clínicas e garantias para a realização ética de estudos com seres humanos.

Ética em pesquisa será tema de encontro virtual

A programação do dia 29 de agosto será marcada pelo 6º Café Virtual dos Comitês de Ética em Pesquisa. A atividade amplia as discussões do simpósio e concentra atenção nos processos de avaliação ética e na regulamentação da pesquisa no Brasil.

Entre os assuntos previstos estão as próximas etapas da normatização, o papel dos assessores dos Comitês de Ética em Pesquisa e as particularidades da avaliação de projetos desenvolvidos nas áreas de Ciências Humanas e Sociais.

Para a professora doutora Tamara Veiga Faria, organizadora do evento, a realização conjunta do SIEPS e do Café Virtual cria uma oportunidade de aproximar diferentes participantes envolvidos com a produção científica. A proposta também é fortalecer a relação entre ensino, pesquisa, ética e sociedade.

A organização informa que o encontro deverá gerar material para compartilhamento com a Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP). Dessa forma, os debates realizados durante a programação poderão contribuir para o diálogo sobre os processos de avaliação e condução ética de pesquisas.

Especialistas participam das atividades

A programação reúne professores e pesquisadores de diferentes instituições. Entre os nomes anunciados estão Amanda Fidelis de Oliveira, Ândria Milano San Martins, Paula Buck Ruiz, Andrea Ribeiro, Cristiane Spadacio, Daniela Maysa de Souza e Lígia Eduarda Pereira Monterroso.

Também fazem parte da lista Tamara Veiga Faria, Francine Aguiar, Ângela das Neves Oliveira Filatieri, Carla Camargo Cassol e Carlos Fernando Collares, além de outros convidados.

Como será realizado pela internet, o simpósio poderá ser acompanhado por participantes de diferentes localidades. A gratuidade da programação amplia o acesso às atividades e permite a participação de estudantes e profissionais interessados em temas relacionados à pesquisa em saúde.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas por meio da plataforma oficial do evento, conforme as orientações disponibilizadas pela organização.

A 7ª edição do SIEPS coloca em discussão temas que atravessam a pesquisa em saúde atualmente. Metodologias, ética, inteligência artificial, boas práticas clínicas e comunicação científica estarão reunidas em uma programação voltada à formação e ao debate entre diferentes áreas do conhecimento.

Fonte: Terra
Foto: https://www.magnific.com/br/vetores-gratis/ilustracao-vetorial-de-pessoas-desenvolvendo-habilidades-profissionais_423536896.htm

25 de agosto de 2026 0 comentário
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Brasil reduz casos de malária e alcança menor registro desde 1978
Saúde

Brasil reduz casos de malária e alcança menor registro desde 1978

por Esteticare 20 de agosto de 2026
escrito por Esteticare

O Brasil registrou em 2025 o menor número de casos de malária contraídos no território nacional desde 1978. Foram 118.037 registros, uma redução de 14,8% em relação ao ano anterior. Os óbitos também diminuíram, passando de 56, em 2024, para 39 em 2025, queda de 30%.

Os dados foram apresentados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (17), durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília. Segundo o ministro, os resultados estão relacionados ao início da oferta da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS), além da expansão do diagnóstico, dos testes e do tratamento adequado.

A forma mais grave da doença também apresentou redução. Em 2025, houve queda de 30,7% nos casos graves de malária. A estratégia de enfrentamento inclui medidas voltadas à prevenção de novos episódios, especialmente nos pacientes infectados pelo tipo mais comum do parasito.

Com trajetória profissional como pesquisador, gestor na esfera pública e executivo na saúde privada, o médico cardiologista Hans Dohmann é mestre pela UERJ e doutor pela UFRJ. Atualmente, ocupa o cargo de diretor médico na Stone, à frente do projeto do Hospital Virtual Verde.

Tafenoquina amplia prevenção de recaídas

A tafenoquina foi incorporada ao SUS em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso a partir de 35 quilos. Administrado em dose única, o medicamento atua sobre a forma do parasita que permanece no fígado e pode evitar que a malária volte a se manifestar depois do tratamento inicial.

Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas haviam utilizado a tafenoquina no país. Desse total, 3.920 tratamentos foram realizados nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), reforçando a presença da estratégia em áreas atendidas pela saúde indígena.

Desde março de 2026, o medicamento também passou a contar com uma formulação pediátrica, indicada para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o tratamento.

A apresentação pediátrica estava disponível em 54 municípios e 17 DSEIs. Mais de 2,4 mil profissionais de saúde foram capacitados para utilizar a formulação, segundo os dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Resultados no território Yanomami

No DSEI Yanomami, 1.515 pessoas receberam tafenoquina. Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária diminuíram 61,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Considerando os meses de janeiro a julho, os casos da doença recuaram 55% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.

A malária é provocada por parasitos do gênero Plasmodium e chega às pessoas por meio da picada de fêmeas infectadas do mosquito Anopheles, conhecido como mosquito-prego. A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra.

Os principais sintomas incluem febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. Também podem ocorrer prostração e outros sinais de agravamento. Convulsões, alteração da consciência, hipotensão arterial ou choque, dispneia ou hiperventilação e hemorragia estão entre os sinais de gravidade.

A ampliação do acesso ao diagnóstico permanece parte da resposta. A identificação da infecção permite iniciar o tratamento adequado e acompanhar a evolução dos pacientes. No balanço apresentado pelo Ministério da Saúde, a redução observada combina a incorporação da tafenoquina com a expansão da oferta de testes e das medidas de cuidado, incluindo a atenção aos grupos atendidos pelos DSEIs.

Brasil Saudável prevê metas até 2030

Durante o congresso, Padilha também apresentou metas do programa Brasil Saudável, iniciativa que reúne 14 ministérios e estabelece ações para eliminar ou reduzir, como problema de saúde pública, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical até 2030.

A relação inclui tuberculose, hanseníase, HIV/aids, malária, hepatites virais, tracoma, oncocercose, doença de Chagas, esquistossomose, geo-helmintíases e filariose linfática. Também estão contempladas as infecções de transmissão vertical por sífilis, hepatite B, doença de Chagas, HIV e HTLV.

O Brasil já obteve certificações de eliminação para algumas doenças e formas de transmissão. Em setembro de 2024, foi reconhecida a eliminação da filariose linfática, conhecida como elefantíase. Em dezembro de 2025, o país recebeu a certificação de eliminação da transmissão vertical do HIV.

A estratégia também acompanha doenças que estão próximas das metas de eliminação, considerando critérios definidos por organismos internacionais de saúde. No caso da malária, a redução dos casos, das recaídas e das mortes representa um dos indicadores observados nas ações de controle da doença no país.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/mosquito_4108199.htm

20 de agosto de 2026 0 comentário
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Justiça mantém proibição para dentista realizar cirurgias plásticas após casos de lesões em pacientes
Saúde

Justiça mantém proibição para dentista realizar cirurgias plásticas após casos de lesões em pacientes

por Esteticare 30 de julho de 2026
escrito por Esteticare

A Justiça Federal confirmou, em decisão definitiva, a proibição de uma cirurgiã-dentista realizar cirurgias plásticas como rinoplastia, procedimento no nariz, e blefaroplastia, cirurgia das pálpebras. A sentença também impede que a profissional divulgue ou ofereça esses serviços em anúncios, redes sociais, sites ou qualquer outro canal de comunicação.

O processo tramita em segredo de Justiça, motivo pelo qual a identidade da dentista não foi divulgada. Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 3 mil.

A sentença consolida uma liminar concedida em 2025 e segue parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF). A ação foi proposta pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), que questionou a realização de procedimentos considerados privativos da medicina.

Pacientes relataram lesões após procedimentos estéticos

Segundo informações apresentadas pelo Cremero, ao menos quatro mulheres recorreram ao Judiciário depois de sofrerem graves lesões físicas e estéticas decorrentes de procedimentos realizados na clínica da profissional. Conforme consta no processo, as pacientes precisaram ser submetidas a cirurgias reparadoras e enfrentaram longos períodos de internação para recuperação.

Durante o andamento da ação, a dentista contestou a atuação do Conselho Regional de Medicina, sustentando que a fiscalização de sua atividade caberia exclusivamente ao Conselho Regional de Odontologia. A profissional também afirmou que, no período em que realizou os procedimentos, existia uma decisão judicial autorizando dentistas a executarem determinados procedimentos estéticos.

Ainda conforme manifestação apresentada ao Ministério Público Federal, ela informou que não reside mais em Rondônia e que deixou de realizar esse tipo de intervenção.

Apesar desses argumentos, o MPF entendeu que a mudança de estado não elimina a possibilidade de repetição da prática em outra localidade, nem afasta os danos registrados pelas pacientes envolvidas no caso.

Justiça reforça limites da atuação profissional

Na análise do processo, o Ministério Público Federal concluiu que a profissional desrespeitou a Lei do Ato Médico ao executar procedimentos considerados exclusivos de médicos. O órgão também apontou descumprimento de normas estabelecidas pelos conselhos de Medicina e de Odontologia, entendendo que essa atuação colocou a segurança dos pacientes em risco.

Outro ponto destacado foi a legitimidade do Conselho Regional de Medicina para fiscalizar situações em que atividades privativas da medicina sejam exercidas de forma irregular, mesmo quando praticadas por profissionais de outra categoria.

O MPF também esclareceu que a decisão judicial citada pela dentista como justificativa teve duração limitada. Segundo o órgão, a autorização permaneceu válida por apenas 65 dias, não sendo suficiente para respaldar os procedimentos realizados posteriormente.

Com a confirmação da sentença, a Justiça determinou que a profissional remova qualquer publicidade relacionada à rinoplastia, blefaroplastia e demais procedimentos alcançados pela decisão. A obrigação inclui conteúdos publicados em redes sociais, páginas na internet e até perfis que venham a ser criados futuramente.

A medida busca impedir novas ofertas desses serviços enquanto permanecer vigente a proibição judicial.

Cuidados antes de realizar procedimentos estéticos

O caso chama atenção para a importância de verificar a qualificação do profissional antes de se submeter a procedimentos estéticos invasivos. De acordo com a orientação do Ministério Público Federal, a análise deve ir além das imagens divulgadas nas redes sociais ou de campanhas publicitárias.

O órgão recomenda que o paciente consulte os conselhos profissionais responsáveis pela fiscalização para confirmar se o profissional possui habilitação compatível com o procedimento oferecido e se atua dentro dos limites estabelecidos para sua profissão.

Essa verificação é considerada uma etapa importante para reduzir riscos e garantir que intervenções cirúrgicas sejam realizadas por profissionais autorizados para cada especialidade.

A decisão da Justiça Federal também reforça que normas que delimitam a atuação das diferentes categorias da saúde têm como objetivo preservar a segurança dos pacientes e assegurar que procedimentos invasivos sejam executados por profissionais habilitados conforme a legislação vigente.

Com a manutenção da sentença, permanecem válidas tanto a proibição de realizar cirurgias plásticas como rinoplastia e blefaroplastia quanto a vedação para divulgar esses serviços. A multa diária de R$ 3 mil continua prevista para eventual descumprimento, enquanto a decisão busca evitar novas ocorrências semelhantes e reforçar a observância dos limites legais no exercício das profissões da área da saúde.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/uma-dentista-linda-a-trabalhar-numa-clinica-dentaria_6423621.htm

30 de julho de 2026 0 comentário
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Adoçantes podem gerar efeitos duradouros no organismo e atingir gerações futuras, indica estudo
Alimentação

Adoçantes podem gerar efeitos duradouros no organismo e atingir gerações futuras, indica estudo

por Esteticare 21 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Um estudo recente levanta um alerta sobre possíveis impactos de longo prazo associados ao consumo de adoçantes. A pesquisa sugere que alterações metabólicas e desequilíbrios na microbiota intestinal provocados por essas substâncias podem não se limitar a quem as consome diretamente, alcançando também gerações seguintes. Os dados ainda são preliminares, já que o experimento foi conduzido em camundongos, mas ampliam o debate sobre os efeitos dessas alternativas ao açúcar.

O tema ganha relevância em um contexto em que adoçantes são frequentemente utilizados como substitutos do açúcar, sobretudo em dietas voltadas à redução de calorias. A Organização Mundial da Saúde aponta que, em um primeiro momento, esses produtos podem contribuir para a diminuição do peso corporal. Ao mesmo tempo, há indícios de que o uso prolongado esteja associado ao aumento do risco de doenças como diabetes e problemas cardiovasculares, o que mantém o assunto em discussão na comunidade científica.

Experimento analisou três grupos de animais

O estudo, publicado na revista científica Frontiers, acompanhou inicialmente 47 camundongos divididos em três grupos distintos. Um deles recebeu água com sucralose, adoçante amplamente utilizado na indústria alimentícia. Outro grupo teve acesso à estévia, também comum em produtos voltados ao consumo humano. Já o terceiro grupo ingeriu apenas água, funcionando como controle.

Após essa etapa inicial, os pesquisadores observaram não apenas os animais expostos às substâncias, mas também duas gerações subsequentes. Os descendentes, tanto filhos quanto netos, não tiveram contato direto com os adoçantes. Ainda assim, foram avaliados para identificar possíveis efeitos herdados.

Os cientistas analisaram parâmetros relacionados ao metabolismo, incluindo a forma como o organismo processa a glicose e o estado da microbiota intestinal. A investigação buscou compreender se alterações observadas na geração original poderiam se manifestar mesmo na ausência de exposição direta.

Impactos na microbiota intestinal

Um dos principais focos do estudo foi a composição da flora intestinal. Os resultados indicaram que o equilíbrio entre bactérias benéficas foi afetado especialmente nos camundongos que consumiram sucralose e também em parte de seus descendentes diretos. Alterações semelhantes já vêm sendo discutidas em pesquisas anteriores sobre adoçantes.

Mudanças na microbiota têm implicações relevantes para a saúde. O desequilíbrio pode interferir na produção de ácidos graxos de cadeia curta, compostos fundamentais para o funcionamento adequado do intestino. Quando há alterações nesses ácidos, aumentam as chances de resistência à insulina e de processos inflamatórios.

O estudo também avaliou a expressão de genes associados à inflamação, como TLR4 e TNF. Nos animais que ingeriram sucralose, houve aumento da atividade desses genes, efeito que se estendeu à geração seguinte. No caso da estévia, a maior expressão genética foi observada principalmente nos descendentes, o que sugere um padrão diferente de impacto entre os dois adoçantes analisados.

Alterações na resposta à glicose

Outro ponto investigado foi a tolerância à glicose. Na geração original, os efeitos não foram considerados significativos. No entanto, entre os descendentes, surgiram alterações mais evidentes. Filhotes machos de camundongos expostos à sucralose apresentaram dificuldades na regulação da glicose no sangue.

Além disso, níveis elevados de glicose foram identificados tanto em machos descendentes do grupo que consumiu sucralose quanto em fêmeas descendentes do grupo exposto à estévia. Esses achados indicam que os efeitos metabólicos podem variar conforme o tipo de adoçante e também de acordo com o sexo dos animais.

De forma geral, os resultados apontam que os impactos foram mais consistentes entre os camundongos que consumiram sucralose e suas gerações seguintes. Uma das hipóteses levantadas é que esse adoçante permanece por mais tempo no trato digestivo, o que poderia favorecer maior interação com a microbiota intestinal.

Resultados exigem cautela na interpretação

Apesar dos achados, especialistas reforçam que é necessário interpretar os dados com cuidado. Como o estudo foi conduzido em animais, não é possível afirmar que os mesmos efeitos ocorram em humanos. Ainda assim, os resultados são considerados relevantes por indicarem possíveis caminhos para futuras investigações.

A persistência de alterações metabólicas ao longo de gerações chama atenção por sugerir mecanismos mais complexos do que os efeitos imediatos do consumo. Isso inclui possíveis influências epigenéticas, que afetam a forma como os genes se expressam sem alterar o código genético em si.

O estudo contribui para ampliar o entendimento sobre os impactos dos adoçantes, mas não estabelece conclusões definitivas. Pesquisas adicionais, especialmente em humanos, serão necessárias para confirmar se os efeitos observados se repetem fora do ambiente experimental. Enquanto isso, o tema segue em análise, com espaço para novas evidências e revisões científicas.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/closeup-de-senhora-derramando-o-acucar-enquanto-prepara-a-xicara-de-cafe-quente_3805858.htm

21 de abril de 2026 0 comentário
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China libera primeiro implante cerebral comercial voltado à recuperação de movimentos
Mente

China libera primeiro implante cerebral comercial voltado à recuperação de movimentos

por Esteticare 18 de março de 2026
escrito por Esteticare

A China autorizou o uso médico comercial do primeiro implante cerebral do mundo desenvolvido para auxiliar pacientes com tetraplegia. A aprovação foi concedida pelo órgão regulador de medicamentos do país e marca um avanço importante na área de interfaces cérebro-máquina, tecnologia que conecta diretamente o cérebro a dispositivos eletrônicos.

O sistema foi desenvolvido pela empresa chinesa Neuracle Medical Technology, sediada em Xangai. O dispositivo tem como objetivo ajudar pessoas que sofreram lesões na medula espinhal na região cervical e perderam a capacidade de controlar os movimentos das mãos.

A autorização coloca a China em posição de destaque em um campo tecnológico que vem sendo disputado por centros de pesquisa e empresas do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, por exemplo, companhias como a Neuralink, fundada por Elon Musk, também desenvolvem implantes cerebrais voltados à recuperação de funções motoras.

Como funciona o implante cerebral

O equipamento aprovado é um implante sem fio com tamanho semelhante ao de uma moeda. Ele é instalado na superfície externa do cérebro por meio de um procedimento considerado minimamente invasivo.

Durante a cirurgia, os médicos realizam um pequeno sulco no crânio para posicionar o dispositivo. Os eletrodos ficam localizados do lado de fora da dura-máter, a membrana que envolve o cérebro, o que evita a penetração direta no tecido cerebral.

Esses sensores têm a função de captar sinais neurais produzidos quando o paciente pensa em realizar um movimento. Mesmo em casos de paralisia, o cérebro continua emitindo esses sinais, embora eles não consigam chegar aos músculos por causa da lesão na medula espinhal.

O sistema interpreta esses impulsos elétricos e os transforma em comandos digitais. As informações são então enviadas para uma luva pneumática utilizada pelo paciente.

Quando a pessoa pensa em pegar um objeto, o implante identifica o sinal cerebral correspondente. A luva recebe o comando e executa o movimento mecânico, permitindo que a mão feche ou segure algo.

Quem pode passar pelo procedimento

Os critérios para utilização da tecnologia foram definidos durante os estudos clínicos conduzidos antes da aprovação regulatória.

Para participar do tratamento, os pacientes precisam ter entre 18 e 60 anos. Outro requisito é possuir diagnóstico de lesão medular cervical há mais de um ano.

Também é necessário que a pessoa mantenha algum nível de movimento nos braços, mas sem conseguir realizar ações de preensão com as mãos, como segurar objetos.

Esse perfil foi adotado porque a tecnologia depende da presença de sinais neurais associados à intenção de movimento. Mesmo quando a conexão com os músculos está comprometida, o cérebro ainda pode produzir esses impulsos.

Resultados observados nos testes

Os ensaios clínicos realizados com o dispositivo indicaram avanços na capacidade de manipular objetos entre os participantes.

De acordo com os dados divulgados pelos pesquisadores, os voluntários conseguiram executar tarefas simples do cotidiano após o treinamento com o sistema. Entre as atividades relatadas estão pegar objetos e realizar movimentos básicos com as mãos.

Os resultados também apontaram melhora no desempenho em atividades diárias, o que pode representar ganho de autonomia para pacientes com paralisia.

Os estudos foram conduzidos com pessoas diagnosticadas com tetraplegia causada por lesões na parte cervical da medula espinhal, um tipo de dano que costuma afetar diretamente os movimentos dos membros superiores.

Disputa global por interfaces cérebro-máquina

O avanço chinês ocorre em um momento de forte competição internacional na área de neurotecnologia.

Empresas e universidades de vários países investem em sistemas capazes de traduzir sinais do cérebro em comandos digitais. A expectativa é que essas tecnologias possam ampliar as possibilidades de tratamento para diferentes condições neurológicas.

Nos Estados Unidos, a Neuralink iniciou testes clínicos em humanos em 2024. A empresa busca desenvolver implantes cerebrais capazes de estabelecer comunicação direta entre o cérebro e computadores.

Apesar dos avanços nas pesquisas, a companhia ainda depende da aprovação da Food and Drug Administration para lançar um produto comercial.

A liberação do implante desenvolvido pela Neuracle Medical Technology indica que a China conseguiu avançar mais rapidamente na etapa regulatória. O movimento pode intensificar a disputa tecnológica em um setor considerado estratégico para o futuro da medicina.

Especialistas avaliam que as interfaces cérebro-máquina têm potencial para transformar o tratamento de paralisias, doenças neurodegenerativas e sequelas de lesões neurológicas graves. Com a autorização comercial concedida na China, essa tecnologia passa a entrar em uma nova fase de aplicação clínica.

Fonte: Veja
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/figura-medica-masculina-com-a-frente-do-cerebro-destacada_7061148.htm

18 de março de 2026 0 comentário
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Femtech ganha espaço na saúde digital e amplia soluções voltadas às mulheres
Corpo

Femtech ganha espaço na saúde digital e amplia soluções voltadas às mulheres

por Esteticare 10 de março de 2026
escrito por Esteticare

A tecnologia aplicada à saúde passou a incorporar, nos últimos anos, um olhar mais direcionado às demandas específicas das mulheres. Esse movimento estimulou o surgimento de produtos digitais e serviços criados desde o início para lidar com questões relacionadas ao corpo feminino, o que levou ao crescimento de um segmento conhecido como femtech.

O termo combina as palavras “fem”, de feminino, e “tech”, de tecnologia. Ele é usado para definir empresas, aplicativos, plataformas e dispositivos voltados à saúde feminina. O setor inclui desde ferramentas simples de monitoramento do ciclo menstrual até soluções mais complexas de acompanhamento médico e dispositivos conectados.

Com o avanço do uso de smartphones e a expansão da saúde digital, essas tecnologias passaram a alcançar um número cada vez maior de usuárias em diferentes países. Ao mesmo tempo, o crescimento do setor trouxe debates sobre privacidade, já que muitas dessas plataformas lidam com informações sensíveis relacionadas à saúde.

Tecnologia voltada para saúde feminina

A femtech reúne soluções tecnológicas voltadas principalmente para áreas como saúde reprodutiva, sexual, hormonal e bem-estar feminino.

Grande parte dessas ferramentas funciona por meio de aplicativos de celular que permitem registrar dados relacionados ao corpo, como ciclo menstrual, sintomas físicos e emocionais ou padrões hormonais. A partir dessas informações, os programas podem oferecer previsões e conteúdos informativos.

Outra frente envolve serviços digitais que conectam usuárias a profissionais da área da saúde. Plataformas desse tipo oferecem triagem, orientação e, em alguns casos, consultas remotas.

O crescimento desse mercado trouxe também questionamentos sobre o uso de dados pessoais. Informações sobre saúde estão entre os dados considerados mais sensíveis, o que aumenta a pressão para que empresas do setor adotem políticas claras de privacidade.

Nos Estados Unidos, esse tema já foi discutido judicialmente em casos relacionados a aplicativos de monitoramento menstrual. Um exemplo envolve o aplicativo Flo Health. Uma ação coletiva movida por usuárias resultou em um acordo que prevê pagamentos por parte da Google e da própria empresa.

Outro processo analisado por um júri norte-americano concluiu que a Meta coletou dados menstruais de usuárias de forma ilegal, com base na legislação de privacidade da Califórnia.

Aplicativos e dispositivos no mercado

O avanço da femtech está diretamente ligado à popularização dos smartphones e ao crescimento de aplicativos de saúde.

Ferramentas voltadas ao acompanhamento do ciclo menstrual e da fertilidade foram algumas das primeiras a ganhar espaço nesse mercado. Com o tempo, as plataformas passaram a incorporar novas funcionalidades e ampliar o tipo de serviço oferecido.

Hoje, o setor reúne soluções variadas, incluindo aplicativos de monitoramento de saúde, plataformas de atendimento remoto e dispositivos físicos conectados a aplicativos.

Algumas empresas se tornaram referências nesse mercado.

Flo

O Flo é um dos aplicativos mais conhecidos quando se fala em acompanhamento do ciclo menstrual. A plataforma permite registrar sintomas, acompanhar fases do ciclo e receber previsões de ovulação.

O aplicativo também oferece conteúdos educativos e recursos voltados ao acompanhamento da gravidez. Outra funcionalidade permite compartilhar determinadas informações com parceiros.

Clue

O Clue apresenta uma proposta semelhante à de outros aplicativos de ciclo menstrual, mas destaca o uso de dados e pesquisas científicas para acompanhar padrões do corpo.

A ferramenta registra informações relacionadas ao ciclo e busca identificar variações ao longo do tempo. O aplicativo também expandiu suas funcionalidades para outras fases da vida, como a perimenopausa.

Natural Cycles

O Natural Cycles utiliza dados corporais para estimar dias férteis e não férteis ao longo do ciclo menstrual.

A plataforma pode ser usada por mulheres que desejam planejar uma gravidez ou evitar a gestação, dependendo do objetivo da usuária.

Elvie

A empresa Elvie se destacou por desenvolver dispositivos físicos conectados a aplicativos. Entre os produtos estão uma bomba tira-leite e soluções voltadas ao período pós-parto.

Outro equipamento da empresa funciona como um treinador de assoalho pélvico. O dispositivo utiliza biofeedback conectado ao aplicativo para orientar exercícios e ajudar na execução correta das técnicas.

Esses produtos, porém, não estão disponíveis atualmente para usuárias brasileiras.

Startups brasileiras entram no setor

O avanço da femtech também pode ser observado no Brasil, onde startups começaram a desenvolver soluções voltadas a diferentes fases da vida das mulheres.

Essas iniciativas costumam combinar tecnologia digital, conteúdo informativo e serviços de acompanhamento.

Um exemplo é a Plenapausa, empresa brasileira criada em 2021. A plataforma foi desenvolvida com foco em mulheres que passam pela menopausa e pelo climatério.

A proposta inclui materiais educativos e ferramentas digitais que ajudam as usuárias a compreender sintomas e mudanças comuns nesse período da vida.

Com o crescimento do interesse por soluções digitais de saúde e bem-estar, empresas de femtech tendem a ampliar sua presença no mercado, oferecendo serviços que buscam atender necessidades específicas da saúde feminina.

Fonte: CNN Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/conexao-de-rede-social-com-mulher-conversando-por-video-e-sorrindo_13463126.htm

10 de março de 2026 0 comentário
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