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Adoçantes podem gerar efeitos duradouros no organismo e atingir gerações futuras, indica estudo
Alimentação

Adoçantes podem gerar efeitos duradouros no organismo e atingir gerações futuras, indica estudo

por Esteticare 21 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Um estudo recente levanta um alerta sobre possíveis impactos de longo prazo associados ao consumo de adoçantes. A pesquisa sugere que alterações metabólicas e desequilíbrios na microbiota intestinal provocados por essas substâncias podem não se limitar a quem as consome diretamente, alcançando também gerações seguintes. Os dados ainda são preliminares, já que o experimento foi conduzido em camundongos, mas ampliam o debate sobre os efeitos dessas alternativas ao açúcar.

O tema ganha relevância em um contexto em que adoçantes são frequentemente utilizados como substitutos do açúcar, sobretudo em dietas voltadas à redução de calorias. A Organização Mundial da Saúde aponta que, em um primeiro momento, esses produtos podem contribuir para a diminuição do peso corporal. Ao mesmo tempo, há indícios de que o uso prolongado esteja associado ao aumento do risco de doenças como diabetes e problemas cardiovasculares, o que mantém o assunto em discussão na comunidade científica.

Experimento analisou três grupos de animais

O estudo, publicado na revista científica Frontiers, acompanhou inicialmente 47 camundongos divididos em três grupos distintos. Um deles recebeu água com sucralose, adoçante amplamente utilizado na indústria alimentícia. Outro grupo teve acesso à estévia, também comum em produtos voltados ao consumo humano. Já o terceiro grupo ingeriu apenas água, funcionando como controle.

Após essa etapa inicial, os pesquisadores observaram não apenas os animais expostos às substâncias, mas também duas gerações subsequentes. Os descendentes, tanto filhos quanto netos, não tiveram contato direto com os adoçantes. Ainda assim, foram avaliados para identificar possíveis efeitos herdados.

Os cientistas analisaram parâmetros relacionados ao metabolismo, incluindo a forma como o organismo processa a glicose e o estado da microbiota intestinal. A investigação buscou compreender se alterações observadas na geração original poderiam se manifestar mesmo na ausência de exposição direta.

Impactos na microbiota intestinal

Um dos principais focos do estudo foi a composição da flora intestinal. Os resultados indicaram que o equilíbrio entre bactérias benéficas foi afetado especialmente nos camundongos que consumiram sucralose e também em parte de seus descendentes diretos. Alterações semelhantes já vêm sendo discutidas em pesquisas anteriores sobre adoçantes.

Mudanças na microbiota têm implicações relevantes para a saúde. O desequilíbrio pode interferir na produção de ácidos graxos de cadeia curta, compostos fundamentais para o funcionamento adequado do intestino. Quando há alterações nesses ácidos, aumentam as chances de resistência à insulina e de processos inflamatórios.

O estudo também avaliou a expressão de genes associados à inflamação, como TLR4 e TNF. Nos animais que ingeriram sucralose, houve aumento da atividade desses genes, efeito que se estendeu à geração seguinte. No caso da estévia, a maior expressão genética foi observada principalmente nos descendentes, o que sugere um padrão diferente de impacto entre os dois adoçantes analisados.

Alterações na resposta à glicose

Outro ponto investigado foi a tolerância à glicose. Na geração original, os efeitos não foram considerados significativos. No entanto, entre os descendentes, surgiram alterações mais evidentes. Filhotes machos de camundongos expostos à sucralose apresentaram dificuldades na regulação da glicose no sangue.

Além disso, níveis elevados de glicose foram identificados tanto em machos descendentes do grupo que consumiu sucralose quanto em fêmeas descendentes do grupo exposto à estévia. Esses achados indicam que os efeitos metabólicos podem variar conforme o tipo de adoçante e também de acordo com o sexo dos animais.

De forma geral, os resultados apontam que os impactos foram mais consistentes entre os camundongos que consumiram sucralose e suas gerações seguintes. Uma das hipóteses levantadas é que esse adoçante permanece por mais tempo no trato digestivo, o que poderia favorecer maior interação com a microbiota intestinal.

Resultados exigem cautela na interpretação

Apesar dos achados, especialistas reforçam que é necessário interpretar os dados com cuidado. Como o estudo foi conduzido em animais, não é possível afirmar que os mesmos efeitos ocorram em humanos. Ainda assim, os resultados são considerados relevantes por indicarem possíveis caminhos para futuras investigações.

A persistência de alterações metabólicas ao longo de gerações chama atenção por sugerir mecanismos mais complexos do que os efeitos imediatos do consumo. Isso inclui possíveis influências epigenéticas, que afetam a forma como os genes se expressam sem alterar o código genético em si.

O estudo contribui para ampliar o entendimento sobre os impactos dos adoçantes, mas não estabelece conclusões definitivas. Pesquisas adicionais, especialmente em humanos, serão necessárias para confirmar se os efeitos observados se repetem fora do ambiente experimental. Enquanto isso, o tema segue em análise, com espaço para novas evidências e revisões científicas.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/closeup-de-senhora-derramando-o-acucar-enquanto-prepara-a-xicara-de-cafe-quente_3805858.htm

21 de abril de 2026 0 comentário
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China libera primeiro implante cerebral comercial voltado à recuperação de movimentos
Mente

China libera primeiro implante cerebral comercial voltado à recuperação de movimentos

por Esteticare 18 de março de 2026
escrito por Esteticare

A China autorizou o uso médico comercial do primeiro implante cerebral do mundo desenvolvido para auxiliar pacientes com tetraplegia. A aprovação foi concedida pelo órgão regulador de medicamentos do país e marca um avanço importante na área de interfaces cérebro-máquina, tecnologia que conecta diretamente o cérebro a dispositivos eletrônicos.

O sistema foi desenvolvido pela empresa chinesa Neuracle Medical Technology, sediada em Xangai. O dispositivo tem como objetivo ajudar pessoas que sofreram lesões na medula espinhal na região cervical e perderam a capacidade de controlar os movimentos das mãos.

A autorização coloca a China em posição de destaque em um campo tecnológico que vem sendo disputado por centros de pesquisa e empresas do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, por exemplo, companhias como a Neuralink, fundada por Elon Musk, também desenvolvem implantes cerebrais voltados à recuperação de funções motoras.

Como funciona o implante cerebral

O equipamento aprovado é um implante sem fio com tamanho semelhante ao de uma moeda. Ele é instalado na superfície externa do cérebro por meio de um procedimento considerado minimamente invasivo.

Durante a cirurgia, os médicos realizam um pequeno sulco no crânio para posicionar o dispositivo. Os eletrodos ficam localizados do lado de fora da dura-máter, a membrana que envolve o cérebro, o que evita a penetração direta no tecido cerebral.

Esses sensores têm a função de captar sinais neurais produzidos quando o paciente pensa em realizar um movimento. Mesmo em casos de paralisia, o cérebro continua emitindo esses sinais, embora eles não consigam chegar aos músculos por causa da lesão na medula espinhal.

O sistema interpreta esses impulsos elétricos e os transforma em comandos digitais. As informações são então enviadas para uma luva pneumática utilizada pelo paciente.

Quando a pessoa pensa em pegar um objeto, o implante identifica o sinal cerebral correspondente. A luva recebe o comando e executa o movimento mecânico, permitindo que a mão feche ou segure algo.

Quem pode passar pelo procedimento

Os critérios para utilização da tecnologia foram definidos durante os estudos clínicos conduzidos antes da aprovação regulatória.

Para participar do tratamento, os pacientes precisam ter entre 18 e 60 anos. Outro requisito é possuir diagnóstico de lesão medular cervical há mais de um ano.

Também é necessário que a pessoa mantenha algum nível de movimento nos braços, mas sem conseguir realizar ações de preensão com as mãos, como segurar objetos.

Esse perfil foi adotado porque a tecnologia depende da presença de sinais neurais associados à intenção de movimento. Mesmo quando a conexão com os músculos está comprometida, o cérebro ainda pode produzir esses impulsos.

Resultados observados nos testes

Os ensaios clínicos realizados com o dispositivo indicaram avanços na capacidade de manipular objetos entre os participantes.

De acordo com os dados divulgados pelos pesquisadores, os voluntários conseguiram executar tarefas simples do cotidiano após o treinamento com o sistema. Entre as atividades relatadas estão pegar objetos e realizar movimentos básicos com as mãos.

Os resultados também apontaram melhora no desempenho em atividades diárias, o que pode representar ganho de autonomia para pacientes com paralisia.

Os estudos foram conduzidos com pessoas diagnosticadas com tetraplegia causada por lesões na parte cervical da medula espinhal, um tipo de dano que costuma afetar diretamente os movimentos dos membros superiores.

Disputa global por interfaces cérebro-máquina

O avanço chinês ocorre em um momento de forte competição internacional na área de neurotecnologia.

Empresas e universidades de vários países investem em sistemas capazes de traduzir sinais do cérebro em comandos digitais. A expectativa é que essas tecnologias possam ampliar as possibilidades de tratamento para diferentes condições neurológicas.

Nos Estados Unidos, a Neuralink iniciou testes clínicos em humanos em 2024. A empresa busca desenvolver implantes cerebrais capazes de estabelecer comunicação direta entre o cérebro e computadores.

Apesar dos avanços nas pesquisas, a companhia ainda depende da aprovação da Food and Drug Administration para lançar um produto comercial.

A liberação do implante desenvolvido pela Neuracle Medical Technology indica que a China conseguiu avançar mais rapidamente na etapa regulatória. O movimento pode intensificar a disputa tecnológica em um setor considerado estratégico para o futuro da medicina.

Especialistas avaliam que as interfaces cérebro-máquina têm potencial para transformar o tratamento de paralisias, doenças neurodegenerativas e sequelas de lesões neurológicas graves. Com a autorização comercial concedida na China, essa tecnologia passa a entrar em uma nova fase de aplicação clínica.

Fonte: Veja
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/figura-medica-masculina-com-a-frente-do-cerebro-destacada_7061148.htm

18 de março de 2026 0 comentário
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Femtech ganha espaço na saúde digital e amplia soluções voltadas às mulheres
Corpo

Femtech ganha espaço na saúde digital e amplia soluções voltadas às mulheres

por Esteticare 10 de março de 2026
escrito por Esteticare

A tecnologia aplicada à saúde passou a incorporar, nos últimos anos, um olhar mais direcionado às demandas específicas das mulheres. Esse movimento estimulou o surgimento de produtos digitais e serviços criados desde o início para lidar com questões relacionadas ao corpo feminino, o que levou ao crescimento de um segmento conhecido como femtech.

O termo combina as palavras “fem”, de feminino, e “tech”, de tecnologia. Ele é usado para definir empresas, aplicativos, plataformas e dispositivos voltados à saúde feminina. O setor inclui desde ferramentas simples de monitoramento do ciclo menstrual até soluções mais complexas de acompanhamento médico e dispositivos conectados.

Com o avanço do uso de smartphones e a expansão da saúde digital, essas tecnologias passaram a alcançar um número cada vez maior de usuárias em diferentes países. Ao mesmo tempo, o crescimento do setor trouxe debates sobre privacidade, já que muitas dessas plataformas lidam com informações sensíveis relacionadas à saúde.

Tecnologia voltada para saúde feminina

A femtech reúne soluções tecnológicas voltadas principalmente para áreas como saúde reprodutiva, sexual, hormonal e bem-estar feminino.

Grande parte dessas ferramentas funciona por meio de aplicativos de celular que permitem registrar dados relacionados ao corpo, como ciclo menstrual, sintomas físicos e emocionais ou padrões hormonais. A partir dessas informações, os programas podem oferecer previsões e conteúdos informativos.

Outra frente envolve serviços digitais que conectam usuárias a profissionais da área da saúde. Plataformas desse tipo oferecem triagem, orientação e, em alguns casos, consultas remotas.

O crescimento desse mercado trouxe também questionamentos sobre o uso de dados pessoais. Informações sobre saúde estão entre os dados considerados mais sensíveis, o que aumenta a pressão para que empresas do setor adotem políticas claras de privacidade.

Nos Estados Unidos, esse tema já foi discutido judicialmente em casos relacionados a aplicativos de monitoramento menstrual. Um exemplo envolve o aplicativo Flo Health. Uma ação coletiva movida por usuárias resultou em um acordo que prevê pagamentos por parte da Google e da própria empresa.

Outro processo analisado por um júri norte-americano concluiu que a Meta coletou dados menstruais de usuárias de forma ilegal, com base na legislação de privacidade da Califórnia.

Aplicativos e dispositivos no mercado

O avanço da femtech está diretamente ligado à popularização dos smartphones e ao crescimento de aplicativos de saúde.

Ferramentas voltadas ao acompanhamento do ciclo menstrual e da fertilidade foram algumas das primeiras a ganhar espaço nesse mercado. Com o tempo, as plataformas passaram a incorporar novas funcionalidades e ampliar o tipo de serviço oferecido.

Hoje, o setor reúne soluções variadas, incluindo aplicativos de monitoramento de saúde, plataformas de atendimento remoto e dispositivos físicos conectados a aplicativos.

Algumas empresas se tornaram referências nesse mercado.

Flo

O Flo é um dos aplicativos mais conhecidos quando se fala em acompanhamento do ciclo menstrual. A plataforma permite registrar sintomas, acompanhar fases do ciclo e receber previsões de ovulação.

O aplicativo também oferece conteúdos educativos e recursos voltados ao acompanhamento da gravidez. Outra funcionalidade permite compartilhar determinadas informações com parceiros.

Clue

O Clue apresenta uma proposta semelhante à de outros aplicativos de ciclo menstrual, mas destaca o uso de dados e pesquisas científicas para acompanhar padrões do corpo.

A ferramenta registra informações relacionadas ao ciclo e busca identificar variações ao longo do tempo. O aplicativo também expandiu suas funcionalidades para outras fases da vida, como a perimenopausa.

Natural Cycles

O Natural Cycles utiliza dados corporais para estimar dias férteis e não férteis ao longo do ciclo menstrual.

A plataforma pode ser usada por mulheres que desejam planejar uma gravidez ou evitar a gestação, dependendo do objetivo da usuária.

Elvie

A empresa Elvie se destacou por desenvolver dispositivos físicos conectados a aplicativos. Entre os produtos estão uma bomba tira-leite e soluções voltadas ao período pós-parto.

Outro equipamento da empresa funciona como um treinador de assoalho pélvico. O dispositivo utiliza biofeedback conectado ao aplicativo para orientar exercícios e ajudar na execução correta das técnicas.

Esses produtos, porém, não estão disponíveis atualmente para usuárias brasileiras.

Startups brasileiras entram no setor

O avanço da femtech também pode ser observado no Brasil, onde startups começaram a desenvolver soluções voltadas a diferentes fases da vida das mulheres.

Essas iniciativas costumam combinar tecnologia digital, conteúdo informativo e serviços de acompanhamento.

Um exemplo é a Plenapausa, empresa brasileira criada em 2021. A plataforma foi desenvolvida com foco em mulheres que passam pela menopausa e pelo climatério.

A proposta inclui materiais educativos e ferramentas digitais que ajudam as usuárias a compreender sintomas e mudanças comuns nesse período da vida.

Com o crescimento do interesse por soluções digitais de saúde e bem-estar, empresas de femtech tendem a ampliar sua presença no mercado, oferecendo serviços que buscam atender necessidades específicas da saúde feminina.

Fonte: CNN Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/conexao-de-rede-social-com-mulher-conversando-por-video-e-sorrindo_13463126.htm

10 de março de 2026 0 comentário
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