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Gordura abdominal na menopausa pode impactar memória e atenção, aponta estudo
Mente

Gordura abdominal na menopausa pode impactar memória e atenção, aponta estudo

por Esteticare 14 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Mulheres na pós-menopausa com maior acúmulo de gordura abdominal tendem a apresentar desempenho inferior em testes cognitivos. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica Menopause, que analisou a relação entre a distribuição de gordura corporal e funções como memória, atenção e capacidade de planejamento.

A pesquisa acompanhou mais de 700 mulheres, com idades entre 42 e 58 anos, durante quatro anos. Todas estavam na menopausa natural havia até três anos. Os dados fazem parte do Kronos Early Estrogen Prevention Study (KEEPS-Cog), investigação conduzida nos Estados Unidos para avaliar os efeitos do estrogênio no organismo feminino.

As participantes foram divididas em três grupos: um recebeu estrogênio por via oral, outro utilizou estradiol transdérmico e o terceiro recebeu placebo. Mulheres com diagnóstico de diabetes ou com alto risco cardiovascular foram excluídas, o que permitiu observar com mais precisão a relação entre gordura corporal e cognição sem a interferência desses fatores.

Medida corporal indica mais do que o peso

O principal indicador analisado foi a relação cintura-quadril, conhecida como RCQ. Esse índice compara a circunferência da cintura com a do quadril e ajuda a identificar a concentração de gordura abdominal, especialmente a gordura visceral, que envolve órgãos internos e está associada a riscos metabólicos.

Os resultados mostram que 61,5% das mulheres tinham circunferência abdominal superior a 80 centímetros, valor considerado de risco. Além disso, 28,7% apresentavam RCQ igual ou superior a 0,85, faixa que indica acúmulo significativo de gordura central.

Esse tipo de distribuição corporal se mostrou mais relevante do que o índice de massa corporal, o IMC, tradicionalmente utilizado para avaliar peso em relação à altura. Enquanto o IMC pode indicar sobrepeso ou obesidade de forma geral, ele não diferencia onde a gordura está localizada, um fator que, segundo os pesquisadores, faz diferença na saúde cerebral.

Mulheres com maior RCQ no início do estudo tiveram pior desempenho ao longo do acompanhamento em testes de memória verbal, atenção auditiva e visual e função executiva. Essas habilidades estão ligadas à organização de tarefas, tomada de decisão e controle de impulsos, aspectos centrais da vida cotidiana.

Alterações hormonais explicam parte do fenômeno

A redistribuição da gordura corporal na menopausa está diretamente ligada à queda dos níveis de estrogênio. Durante a fase reprodutiva, o hormônio favorece o acúmulo de gordura em regiões periféricas, como quadris e coxas. Com a redução hormonal, há uma tendência de centralização dessa gordura na região abdominal.

Esse processo ocorre mesmo quando o peso corporal total não se altera de forma significativa. Na prática, a balança pode permanecer estável, mas a composição corporal muda, com impacto no metabolismo.

O estrogênio também exerce funções importantes além da regulação da gordura. Ele participa da manutenção da saúde vascular, influencia o metabolismo da glicose e dos lipídios e atua diretamente no sistema nervoso central. Entre seus efeitos estão a modulação da plasticidade sináptica e do fluxo sanguíneo cerebral.

Com a diminuição desse hormônio, cria-se um ambiente mais propício a processos inflamatórios e à resistência à insulina, fatores que, de forma indireta, podem afetar o funcionamento cognitivo ao longo do tempo.

Terapia hormonal não mostrou prejuízo cognitivo

Um dos pontos avaliados pelo estudo foi o impacto da terapia hormonal na cognição. Os resultados não indicaram efeito negativo do uso de estrogênio, independentemente da forma de administração. Também não houve evidência de que a terapia fosse capaz de alterar a associação entre maior RCQ e pior desempenho cognitivo.

Apesar disso, especialistas ressaltam que a reposição hormonal não deve ser utilizada com o objetivo de prevenir demência. A indicação precisa considerar fatores individuais, histórico clínico e avaliação médica criteriosa.

Estilo de vida segue como principal estratégia

Diante dos achados, a atenção se volta para medidas práticas que podem reduzir riscos. A alimentação tem papel central, com foco na redução de produtos ultraprocessados e no consumo equilibrado de proteínas, vitaminas e minerais.

A atividade física regular também aparece como um dos pilares. Exercícios de força, combinados com atividades aeróbias, ajudam a diminuir a gordura visceral e a melhorar a sensibilidade à insulina, dois pontos diretamente ligados aos mecanismos observados no estudo.

O acompanhamento médico periódico completa o quadro de prevenção. Medidas simples, como a aferição da circunferência abdominal e o cálculo da relação cintura-quadril, podem oferecer sinais precoces de alterações metabólicas.

Os resultados reforçam a importância de olhar além do peso corporal ao avaliar a saúde de mulheres na menopausa. A forma como a gordura se distribui no corpo pode revelar riscos que não aparecem em indicadores tradicionais e que têm impacto direto no envelhecimento cognitivo.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/mulher-mais-velha-suada-usando-papel-agitando-ventilador-sofrendo-de-alta-temperatura-dentro-mulher-madura-infeliz-sentindo-se-mal-refrigerando-se-em-casa-sem-sistema-de-ar-condicionado_316043889.htm

14 de abril de 2026 0 comentário
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Evitar embranquecimento dos fios
Cabelos

Evitar embranquecimento dos fios: é possível reverter?

por Esteticare 28 de abril de 2023
escrito por Esteticare

Evitar embranquecimento dos fios, segundo cientistas de um estudo americano, pode ocorrer por conta do fluxo de células-tronco; entenda melhor

A maioria das pessoas, principalmente as mulheres, não aceita bem a chegada dos fios brancos. Portanto, esta parte recorre ao tingimento dos cabelos para disfarçar os famosos branquinhos. Além disso, a tonalidade branca, grisalha, chega para todos nós à medida que envelhecemos. E é justamente por este motivo que muitos não pensam como seria o processo que o torna os cabelos grisalhos. Contudo, após a menopausa, os fios nascem diferentes dos fios jovens, além da quantidade de glândulas sebáceas e chegada dos brancos.

Evitar embranquecimento dos fios

No entanto, agora, um grupo de cientistas acredita ter descoberto o mecanismo pelo qual os fios embranquecem. E isso poderá ajudar no desenvolvimento de um tratamento para evitar o enbranquecimento dos fios a partir da alteração das células e assim deter o processo.

Células-tronco

De acordo com um novo estudo publicado na revista científica Nature, coordenado por pesquisadores da Faculdade Grossman de Medicina da Universidade de Nova York (NYU), sugere que as células-tronco – que são capazes de se converterem em muitos tipos de células diferentes – teriam a capacidade única de se deslocarem entre os compartimentos de crescimento dos folículos pilosos onde podem ficar presas na medida em que o fio de cabelo envelhece, fazendo com que perca sua capacidade de maturar e mantenha sua coloração.

Além disso, o estudo se concentrou nas células-tronco de melanócitos (McSC) presentes na pele de humanos e ratos. Os cientistas descobriram que a cor da pele depende das McSC que, apesar de não desempenharem nenhuma função específica, continuam a se dividir dentro dos folículos pilosos ao girarem continuamente entre os compartimentos, onde recebem o sinal para se converterem em células maduras que geram os primeiros pigmentos proteicos responsáveis pela coloração do cabelo.

Pesquisa

Sendo assim, a pesquisa sugere que com o envelhecimento e os ciclos sucessivos de crescimento, queda e renascimento do cabelo, cada vez mais McSC ficam presas no compartimento celular chamado de protuberância do folículo piloso.

Essas células permanecem nesse compartimento, sem passar para o estado de trânsito-amplificação – a transformação entre o estado mais primitivo de célula-tronco para a fase seguinte de sua maturação – e, portanto, não conseguem migrar para o local previsto dentro desse compartimento, onde receberiam o sinal para se transformarem em células produtoras de pigmentos.

Reverter ou evitar o embranquecimento

Caso os resultados do estudo forem aplicáveis aos serem humanos, os pesquisadores acreditam que poderá proporcionar meios de evitar ou reverter a aparição de cabelos brancos. É o que explica Qi Sun, um dos pesquisador-chefe do estudo, bolsista de pós-douturado no centro Langone Health, da NYU.

“Nosso estudo amplia os conhecimentos básicos sobre como atuam as células-tronco de melanócitos para colorir o fio de cabelo.”

Ele ainda ressaltou que os novos mecanismos demonstram a possibilidade de que essa mesma posição fixa das células-tronco de melanócitos possa também existir nos seres humanos. E em caso positivo, “apresentará um caminho potencial para reverter ou evitar o mecanismo de envelhecimento do cabelo humanos, ajudando as células presas a se moverem novamente entre os compartimentos do folículo piloso em desenvolvimento”.

Função camaleônica das células-tronco de melanócitos

Por outro lado, para a coordenadora do estudo, Mayumi Ito, médica e professora do Departamento de Dermatologia Ronald O. Perelman, que integra o Departamento de Biologia Celular Langone Health da NYU, a perda da função camaleônica das células-tronco de melanócitos poderia ser a causa adjacente do embranquecimento e descoloração dos cabelos.

Ito afirma ainda que os resultados da pesquisa sugerem que a mobilidade e diferenciação reversível das células-tronco de melanócitos são essenciais para cabelos saudáveis e pigmentados.

Imagem intravital em 3D

Com a aplicação de técnicas de imagem intravital em 3D e do sequenciamento de RNA de célula única scRNA-seq, os cientistas conseguiram acompanhar os movimentos celulares quase em tempo real ao longo do processo de envelhecimento do folículo piloso.

Por fim, os pesquisadores se propuseram a realizar novos estudos sobre como restaurar a capacidade de movimento das McSC ou devolvê-las à sua localização original dentro do compartimento germinal, de onde podem produzir pigmentos.

*Foto: Reprodução/Unsplash (Nickolas Nikolic)

28 de abril de 2023 0 comentário
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