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Atividade física regular ajuda a preservar autonomia e saúde no envelhecimento
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Atividade física regular ajuda a preservar autonomia e saúde no envelhecimento

por Esteticare 17 de março de 2026
escrito por Esteticare

Manter uma rotina de atividades físicas pode fazer diferença significativa na forma como o corpo envelhece. O alerta ganha destaque no Dia de Combate ao Sedentarismo, lembrado em 10 de março, data que chama atenção para os impactos da inatividade na saúde. De acordo com especialistas, movimentar-se com regularidade contribui para prevenir doenças, preservar a mobilidade e manter a autonomia nas atividades do cotidiano.

A médica e professora de geriatria da pós-graduação da Afya Vitória, Karoline Fiorotti, explica que o sedentarismo está diretamente relacionado ao aumento de doenças crônicas. Entre elas estão hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e níveis elevados de colesterol. A falta de atividade também favorece o surgimento da sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular.

Esse processo compromete funções essenciais do corpo. O equilíbrio, a marcha e a capacidade de reação ficam prejudicados, o que eleva a probabilidade de quedas, fraturas e internações hospitalares.

“O corpo do idoso responde muito rapidamente à inatividade. Em poucas semanas, já é possível observar perda de massa muscular, piora do equilíbrio e redução da capacidade cardiorrespiratória”, diz.

Movimentos simples já fazem diferença

A prática de exercícios não precisa, necessariamente, envolver treinos intensos ou atividades complexas. O professor da graduação de fisioterapia da Afya Centro Universitário Itaperuna, Raul Oliveira, lembra que ações comuns do dia a dia já exercem papel importante na manutenção da saúde.

Atividades como caminhar, levantar e sentar, subir pequenos degraus, alongar o corpo ou realizar tarefas domésticas ajudam a manter a força muscular e a mobilidade das articulações. Esses movimentos também contribuem para o equilíbrio e a coordenação motora.

Esses fatores são decisivos para que pessoas idosas mantenham independência em tarefas cotidianas. Tomar banho, vestir-se ou deslocar-se pela casa tornam-se mais seguros quando o corpo permanece ativo.

Além dos benefícios físicos, o exercício também impacta o funcionamento do cérebro. A prática regular favorece a circulação sanguínea cerebral, o que auxilia na preservação da memória e do raciocínio ao longo da vida.

Consequências do sedentarismo no envelhecimento

Especialistas apontam que os efeitos da falta de movimento costumam se tornar mais evidentes com o passar dos anos. Entre os impactos mais observados estão alterações físicas, cognitivas e emocionais.

A perda de massa muscular é uma das consequências mais frequentes. Quando o corpo se movimenta pouco, a musculatura perde força e volume de forma acelerada. Essa redução compromete a capacidade de executar tarefas simples, como subir escadas, levantar-se de uma cadeira ou carregar objetos leves.

Outro problema associado à inatividade é o aumento do risco de quedas. A combinação de fraqueza muscular e perda de equilíbrio torna a caminhada menos estável. Reflexos e coordenação também ficam prejudicados, ampliando a possibilidade de acidentes domésticos.

As articulações também sofrem com a falta de movimento. Quando permanecem longos períodos sem atividade, tendem a perder flexibilidade e mobilidade. Esse quadro pode favorecer dores persistentes e agravar doenças articulares, como a artrose.

Impactos na memória, nos ossos e no metabolismo

O sedentarismo não afeta apenas músculos e articulações. O funcionamento do cérebro também depende de estímulos físicos. Exercícios ajudam a melhorar a circulação sanguínea cerebral e contribuem para a manutenção das funções cognitivas.

Sem esse estímulo, o risco de declínio da memória e da capacidade de raciocínio aumenta com o passar do tempo.

A saúde óssea também pode ser prejudicada pela inatividade. Movimentar o corpo estimula a manutenção da densidade dos ossos. Quando esse estímulo não ocorre, os ossos tornam-se mais frágeis, favorecendo o surgimento da osteoporose e aumentando o risco de fraturas, principalmente no quadril e na coluna.

Outro efeito frequente é a piora de doenças crônicas. A falta de atividade física dificulta o controle da glicose no sangue, da pressão arterial e dos níveis de gordura circulantes. Esse cenário favorece tanto o surgimento quanto a progressão de problemas como diabetes, hipertensão e colesterol elevado.

Sono, saúde mental e imunidade

A ausência de movimento também interfere no padrão de sono. A prática de atividades físicas ajuda a regular o ciclo natural de sono e vigília. Quando o corpo permanece sedentário, é comum surgirem episódios de insônia, sono fragmentado e sensação de descanso insuficiente.

O impacto alcança ainda a saúde mental. Exercícios estimulam a produção de substâncias associadas ao bem-estar, como endorfina e serotonina. Sem essa liberação, aumenta a vulnerabilidade a sintomas de ansiedade e depressão.

A imunidade também pode ser afetada. Um organismo menos ativo tende a apresentar resposta imunológica mais lenta, o que eleva a suscetibilidade a infecções, especialmente as respiratórias.

Outro efeito observado é a alteração do funcionamento intestinal. O movimento corporal estimula naturalmente o trânsito intestinal. Na ausência dessa atividade, o intestino tende a funcionar de forma mais lenta, favorecendo episódios de constipação.

Diante desse conjunto de fatores, especialistas reforçam a importância de manter o corpo em movimento ao longo da vida. Mesmo atividades simples e adaptadas à condição física de cada pessoa podem ajudar a preservar a saúde e a autonomia durante o envelhecimento.

Fonte: Agência Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/casal-maturo-praticando-ioga-ao-ar-livre_10830383.htm

17 de março de 2026 0 comentário
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Por que a energia parece diminuir aos 40 anos e o que a ciência diz sobre essa fase da vida
Corpo

Por que a energia parece diminuir aos 40 anos e o que a ciência diz sobre essa fase da vida

por Esteticare 12 de março de 2026
escrito por Esteticare

A sensação de que o corpo funcionava melhor aos 20 anos é comum. Na juventude, muitas pessoas conseguem dormir pouco, trabalhar até tarde, sair à noite e ainda acordar no dia seguinte com disposição suficiente para cumprir a rotina. Já aos 40, essa mesma sequência tende a cobrar um preço maior. O cansaço parece persistir por mais tempo e a recuperação demora.

Essa diferença costuma ser atribuída apenas ao envelhecimento. Embora o avanço da idade tenha papel importante, especialistas apontam que a percepção de fadiga na meia-idade está ligada a uma combinação de mudanças biológicas e ao aumento das demandas da vida adulta.

Na prática, o organismo continua funcionando de forma eficiente, mas pequenas transformações fisiológicas começam a surgir exatamente quando responsabilidades profissionais, familiares e emocionais atingem níveis elevados.

A fase de maior vigor físico

No início da vida adulta, diversos sistemas do corpo operam em níveis considerados ideais.

A massa muscular costuma estar no ponto mais alto, mesmo em pessoas que não mantêm rotina regular de exercícios. Esse tecido desempenha um papel central no metabolismo. Músculos ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue e tornam tarefas diárias mais eficientes em termos de gasto energético.

Pesquisas indicam que os músculos esqueléticos continuam metabolicamente ativos mesmo quando o corpo está em repouso. Eles contribuem de maneira significativa para a chamada taxa metabólica basal, que representa a energia que o organismo utiliza apenas para manter funções vitais.

Quanto maior a quantidade de massa muscular, menor tende a ser o esforço necessário para atividades comuns do cotidiano.

Outro componente importante aparece dentro das células. As mitocôndrias, estruturas responsáveis por transformar nutrientes em energia utilizável, são mais numerosas e funcionam com maior eficiência durante essa fase da vida. Elas produzem energia com menos resíduos metabólicos e menos subprodutos inflamatórios.

O padrão do sono também costuma favorecer a recuperação física. Mesmo quando as noites são mais curtas, o cérebro produz maior quantidade de sono profundo, também chamado de sono de ondas lentas. Essa etapa está diretamente associada à restauração do organismo.

Os ritmos hormonais, por sua vez, apresentam estabilidade maior. Substâncias como cortisol, melatonina, hormônio do crescimento e hormônios sexuais seguem ciclos previsíveis ao longo do dia, o que contribui para níveis de energia mais constantes.

O que muda na meia-idade

A partir dos 30 anos, alguns desses sistemas começam a sofrer ajustes naturais. Nenhum deles entra em colapso, mas as alterações passam a ter impacto progressivo no funcionamento do corpo.

Um dos fatores mais conhecidos é a redução gradual da massa muscular. Esse processo ocorre naturalmente com o avanço da idade, principalmente quando não há prática regular de exercícios de força.

A perda costuma ser lenta, porém seus efeitos se acumulam. Com menos músculos disponíveis, tarefas comuns passam a exigir mais energia, ainda que essa diferença não seja percebida de forma imediata.

As mitocôndrias continuam produzindo energia, mas com menor eficiência. Na juventude, noites mal dormidas ou períodos de estresse costumam ser compensados com maior facilidade. Já por volta dos 40 anos, essa capacidade de compensação tende a diminuir, o que torna a recuperação mais lenta.

O sono também pode se tornar mais fragmentado. Muitas pessoas ainda conseguem dormir o número de horas recomendado, mas passam a ter menos períodos contínuos de sono profundo. A consequência é uma sensação de cansaço acumulado ao longo dos dias.

No campo hormonal, a meia-idade costuma ser marcada por maior variabilidade, especialmente entre as mulheres. As alterações não significam necessariamente falta de hormônios, mas sim flutuações mais frequentes.

Essa instabilidade pode interferir na regulação da temperatura corporal, na qualidade do sono e nos níveis de energia ao longo do dia. O organismo tende a lidar melhor com níveis mais baixos, desde que permaneçam estáveis, do que com oscilações imprevisíveis.

A carga mental da vida adulta

Além das mudanças físicas, a meia-idade costuma coincidir com o período de maior exigência cognitiva e emocional.

É comum que pessoas nessa faixa etária assumam posições de liderança, tomem decisões importantes no trabalho, cuidem da família e lidem com múltiplas responsabilidades simultaneamente. Esse acúmulo de tarefas exige esforço constante do cérebro.

O córtex pré-frontal, região responsável pelo planejamento, tomada de decisões e controle de impulsos, permanece altamente ativo durante essas atividades. Quanto maior a quantidade de decisões e preocupações diárias, maior o gasto de energia mental.

A chamada multitarefa cognitiva pode consumir energia de maneira comparável ao esforço físico prolongado.

O que acontece depois dos 60 anos

Existe uma ideia difundida de que a fadiga tende a aumentar continuamente com o passar do tempo. No entanto, relatos de muitas pessoas sugerem uma trajetória diferente.

Após os períodos de transição hormonal, o organismo frequentemente volta a apresentar maior estabilidade. Ao mesmo tempo, a rotina de vida pode se tornar menos sobrecarregada.

Responsabilidades profissionais diminuem, decisões complexas passam a depender mais da experiência acumulada e parte das pressões cotidianas deixa de existir.

O sono também não piora automaticamente com a idade. Quando o nível de estresse diminui e as rotinas de descanso são preservadas, a eficiência do sono pode até melhorar, mesmo com menos horas totais.

Outro ponto relevante envolve a capacidade de adaptação do corpo. Estudos mostram que músculos e mitocôndrias continuam respondendo ao treinamento físico mesmo em idades avançadas.

Programas de exercícios de força realizados por pessoas entre 60 e 70 anos, ou mais, podem aumentar a massa muscular, melhorar a saúde metabólica e elevar a sensação subjetiva de energia em poucos meses.

Mudança de ritmo, não declínio inevitável

Ao longo da vida adulta, a energia não desaparece de forma linear. O que ocorre é uma transformação na forma como o corpo administra recursos físicos e mentais.

A fadiga percebida na meia-idade muitas vezes reflete o encontro entre pequenas mudanças biológicas e o momento de maior pressão profissional, familiar e emocional.

Interpretar esse cansaço como sinal de fracasso pessoal ou como evidência de um declínio inevitável não corresponde ao que se observa na fisiologia humana.

A energia ao longo da vida permanece altamente influenciada por fatores como atividade física, qualidade do sono, organização da rotina e controle do estresse.

O corpo não retorna ao estado dos 20 anos. Ainda assim, a sensação de exaustão típica dos 40 pode representar apenas um período de adaptação a novas regras de funcionamento do organismo.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-exausta-e-cansada-com-cabelo-escuro-em-pe-contra-uma-parede-branca-com-os-olhos-fechados-segurando-o-dedo-indicador-na-tempora-pensando-em-algo-mulher-chateada-com-expressao-cansada_9762848.htm

12 de março de 2026 0 comentário
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Femtech ganha espaço na saúde digital e amplia soluções voltadas às mulheres
Corpo

Femtech ganha espaço na saúde digital e amplia soluções voltadas às mulheres

por Esteticare 10 de março de 2026
escrito por Esteticare

A tecnologia aplicada à saúde passou a incorporar, nos últimos anos, um olhar mais direcionado às demandas específicas das mulheres. Esse movimento estimulou o surgimento de produtos digitais e serviços criados desde o início para lidar com questões relacionadas ao corpo feminino, o que levou ao crescimento de um segmento conhecido como femtech.

O termo combina as palavras “fem”, de feminino, e “tech”, de tecnologia. Ele é usado para definir empresas, aplicativos, plataformas e dispositivos voltados à saúde feminina. O setor inclui desde ferramentas simples de monitoramento do ciclo menstrual até soluções mais complexas de acompanhamento médico e dispositivos conectados.

Com o avanço do uso de smartphones e a expansão da saúde digital, essas tecnologias passaram a alcançar um número cada vez maior de usuárias em diferentes países. Ao mesmo tempo, o crescimento do setor trouxe debates sobre privacidade, já que muitas dessas plataformas lidam com informações sensíveis relacionadas à saúde.

Tecnologia voltada para saúde feminina

A femtech reúne soluções tecnológicas voltadas principalmente para áreas como saúde reprodutiva, sexual, hormonal e bem-estar feminino.

Grande parte dessas ferramentas funciona por meio de aplicativos de celular que permitem registrar dados relacionados ao corpo, como ciclo menstrual, sintomas físicos e emocionais ou padrões hormonais. A partir dessas informações, os programas podem oferecer previsões e conteúdos informativos.

Outra frente envolve serviços digitais que conectam usuárias a profissionais da área da saúde. Plataformas desse tipo oferecem triagem, orientação e, em alguns casos, consultas remotas.

O crescimento desse mercado trouxe também questionamentos sobre o uso de dados pessoais. Informações sobre saúde estão entre os dados considerados mais sensíveis, o que aumenta a pressão para que empresas do setor adotem políticas claras de privacidade.

Nos Estados Unidos, esse tema já foi discutido judicialmente em casos relacionados a aplicativos de monitoramento menstrual. Um exemplo envolve o aplicativo Flo Health. Uma ação coletiva movida por usuárias resultou em um acordo que prevê pagamentos por parte da Google e da própria empresa.

Outro processo analisado por um júri norte-americano concluiu que a Meta coletou dados menstruais de usuárias de forma ilegal, com base na legislação de privacidade da Califórnia.

Aplicativos e dispositivos no mercado

O avanço da femtech está diretamente ligado à popularização dos smartphones e ao crescimento de aplicativos de saúde.

Ferramentas voltadas ao acompanhamento do ciclo menstrual e da fertilidade foram algumas das primeiras a ganhar espaço nesse mercado. Com o tempo, as plataformas passaram a incorporar novas funcionalidades e ampliar o tipo de serviço oferecido.

Hoje, o setor reúne soluções variadas, incluindo aplicativos de monitoramento de saúde, plataformas de atendimento remoto e dispositivos físicos conectados a aplicativos.

Algumas empresas se tornaram referências nesse mercado.

Flo

O Flo é um dos aplicativos mais conhecidos quando se fala em acompanhamento do ciclo menstrual. A plataforma permite registrar sintomas, acompanhar fases do ciclo e receber previsões de ovulação.

O aplicativo também oferece conteúdos educativos e recursos voltados ao acompanhamento da gravidez. Outra funcionalidade permite compartilhar determinadas informações com parceiros.

Clue

O Clue apresenta uma proposta semelhante à de outros aplicativos de ciclo menstrual, mas destaca o uso de dados e pesquisas científicas para acompanhar padrões do corpo.

A ferramenta registra informações relacionadas ao ciclo e busca identificar variações ao longo do tempo. O aplicativo também expandiu suas funcionalidades para outras fases da vida, como a perimenopausa.

Natural Cycles

O Natural Cycles utiliza dados corporais para estimar dias férteis e não férteis ao longo do ciclo menstrual.

A plataforma pode ser usada por mulheres que desejam planejar uma gravidez ou evitar a gestação, dependendo do objetivo da usuária.

Elvie

A empresa Elvie se destacou por desenvolver dispositivos físicos conectados a aplicativos. Entre os produtos estão uma bomba tira-leite e soluções voltadas ao período pós-parto.

Outro equipamento da empresa funciona como um treinador de assoalho pélvico. O dispositivo utiliza biofeedback conectado ao aplicativo para orientar exercícios e ajudar na execução correta das técnicas.

Esses produtos, porém, não estão disponíveis atualmente para usuárias brasileiras.

Startups brasileiras entram no setor

O avanço da femtech também pode ser observado no Brasil, onde startups começaram a desenvolver soluções voltadas a diferentes fases da vida das mulheres.

Essas iniciativas costumam combinar tecnologia digital, conteúdo informativo e serviços de acompanhamento.

Um exemplo é a Plenapausa, empresa brasileira criada em 2021. A plataforma foi desenvolvida com foco em mulheres que passam pela menopausa e pelo climatério.

A proposta inclui materiais educativos e ferramentas digitais que ajudam as usuárias a compreender sintomas e mudanças comuns nesse período da vida.

Com o crescimento do interesse por soluções digitais de saúde e bem-estar, empresas de femtech tendem a ampliar sua presença no mercado, oferecendo serviços que buscam atender necessidades específicas da saúde feminina.

Fonte: CNN Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/conexao-de-rede-social-com-mulher-conversando-por-video-e-sorrindo_13463126.htm

10 de março de 2026 0 comentário
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Exercício pelo prazer e não só pela balança amplia benefícios para corpo e mente
Corpo

Exercício pelo prazer e não só pela balança amplia benefícios para corpo e mente

por Esteticare 5 de março de 2026
escrito por Esteticare

A relação entre atividade física e estética atravessa séculos. Na Grécia Antiga, imagens de homens com músculos definidos simbolizavam força e virilidade. No fim do século 19, inspirado por esses ideais, Eugen Sandow estruturou o que hoje conhecemos como musculação como caminho para alcançar um corpo considerado ideal. Décadas depois, nos anos 1980, vídeos de ginástica popularizados por Jane Fonda reforçaram um padrão corporal associado à disciplina e à magreza. Nas redes sociais, influenciadoras fitness atualizam essa narrativa diariamente.

Mas o exercício nem sempre esteve restrito à aparência. O mesmo mundo grego que cultuava corpos atléticos também defendia o equilíbrio entre mente e corpo como fundamento do bem-estar. O psicanalista Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da USP, lembra que o movimento corporal era entendido como parte de uma vida saudável, não apenas como ferramenta estética.

Hoje, o sedentarismo é reconhecido como fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e diferentes tipos de câncer. Ao mesmo tempo, a pressão por um padrão de magreza segue forte no Brasil, país que ocupa posições de destaque no consumo de produtos e serviços ligados ao corpo. Nesse cenário, cresce a discussão sobre a possibilidade de praticar exercício físico sem que o emagrecimento seja o único objetivo.

Da pressão estética ao prazer no movimento

A influenciadora Ellen Valias, 44 anos, relata que encontrou na atividade física um apoio para a saúde mental. Na infância, enfrentou racismo e gordofobia na escola. Foi na aula de educação física, jogando basquete, que passou a associar o movimento a reconhecimento e protagonismo.

Na adolescência, porém, a pressão sobre o corpo se intensificou. A prática esportiva deixou de ser apenas fonte de prazer e passou a ser instrumento para emagrecer. “Eu me pesava antes de ir para a academia, treinava, me pesava na academia; chegava em casa, me pesava de novo”, conta. O ritual constante com a balança acabou esvaziando o gosto pelo exercício.

Em 2017, após uma crise de ansiedade em uma estação de metrô, Ellen decidiu rever sua relação com o próprio corpo. Começou a compartilhar reflexões nas redes sociais e se aproximou do movimento body positive, que defende a aceitação corporal. Também ingressou na faculdade de educação física.

“O corpo gordo é visto como um corpo a ser consertado, doente e invisibilizado”, diz. “E a pessoa tem que se sentir bem fazendo atividade física, que é acesso à saúde. A atividade física parece que é só para emagrecer, mas existem vários benefícios.”

Hoje, ela pratica musculação pensando na saúde mental, na disposição para brincar com os filhos, caminhar, correr e jogar basquete. Em 2022, concluiu a meia maratona do Rio de Janeiro. Para Ellen, exercitar-se no Brasil ainda é privilégio, diante das desigualdades de acesso a espaços seguros e orientação profissional. Mesmo assim, defende que cada pessoa faça o que estiver ao alcance.

Motivação que sustenta o hábito

Bruno Rodrigues, professor da Faculdade de Educação Física da Unicamp, observa que muitas pessoas iniciam treinos com foco na perda de peso. “No entanto, a ciência da motivação e da psicologia do esporte diz que não é necessariamente o motor que nos faz começar alguma coisa e que também nos mantém a fazer aquilo por muito tempo.”

Ele cita a teoria da autodeterminação, segundo a qual a motivação varia em qualidade. A motivação intrínseca, ligada ao prazer, ao bem-estar e à satisfação pessoal, tende a ser mais duradoura. Já a extrínseca, movida por pressão social ou recompensas externas, costuma ser mais instável. Quando o objetivo central é estético, a demora nos resultados pode gerar frustração e abandono.

Dunker pondera que os extremos são problemáticos. Quem frequenta a academia sem qualquer reflexão sobre limites pode exagerar. Por outro lado, quem treina apenas para atingir um resultado pode impor a si uma rotina desagradável e desistir. Em alguns casos, o exercício se transforma em punição, compulsão ou obsessão, especialmente entre pessoas com distorção de imagem ou transtornos alimentares. Quando a prática é guiada pelo olhar do outro, a ausência do treino pode provocar culpa e angústia.

Benefícios que vão além da balança

Os especialistas ressaltam que a atividade física regular reduz significativamente o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, AVC e diversos tipos de câncer. Também melhora a sensibilidade à insulina e o controle glicêmico, independentemente da perda de peso. Na saúde mental, contribui para redução de sintomas de ansiedade e depressão.

Rodrigues sugere ampliar a forma de medir conquistas. Melhorar o tempo na esteira ou na bicicleta, reduzir a frequência cardíaca em esforço, subir escadas sem cansaço excessivo, brincar com os filhos com mais disposição e ganhar autonomia no dia a dia são indicadores concretos de progresso.

Experimentar modalidades diferentes também ajuda a criar vínculo afetivo com o movimento. Dança, caminhada ao ar livre, natação e esportes coletivos oferecem experiências que ultrapassam o treino em si. Segundo Dunker, o exercício permite vivenciar a cidade, estabelecer trocas sociais e ampliar o contato com a natureza.

No fim, a mudança de perspectiva passa por uma ideia simples. “A relação saudável com a atividade física vai começar quando o corpo deixa de ser um projeto a ser corrigido e passa a ser um sistema a ser cuidado”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo
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5 de março de 2026 0 comentário
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Como retomar os exercícios após o Carnaval e transformar a intenção em hábito
Corpo

Como retomar os exercícios após o Carnaval e transformar a intenção em hábito

por Esteticare 25 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

A ideia de que o ano começa depois do Carnaval ainda faz sentido para muita gente. O fim da folia costuma marcar o momento de reorganizar a rotina e resgatar objetivos deixados de lado nas primeiras semanas de janeiro. Entre eles, a prática regular de exercícios físicos aparece com frequência, seja por questões de saúde, bem-estar ou disposição no dia a dia.

Datas simbólicas funcionam como gatilhos de motivação. Assim como a virada do calendário, o Carnaval cria um marco psicológico que ajuda a separar o descanso da retomada. No Brasil, esse intervalo acaba servindo como uma espécie de licença informal para adiar decisões. Passado o feriado, o corpo cobra movimento, mas o desafio é transformar a boa intenção em constância.

Para entender como estruturar esse retorno de forma sustentável, a reportagem ouviu o profissional de educação física Cacá Ferreira, gerente técnico corporativo da Cia Athletica. Segundo ele, criar uma rotina duradoura passa menos por força de vontade e mais por estratégia.

Metas menores ajudam a evitar frustração

Um erro comum de quem tenta retomar os exercícios é estabelecer objetivos ambiciosos demais logo no início. A distância entre a realidade atual e a meta final pode gerar desânimo precoce. Para quem passou semanas sem treinar, planejar cinco idas à academia por semana costuma ser inviável.

A orientação é começar com metas possíveis e de curto prazo. Duas sessões semanais, por exemplo, já representam uma mudança concreta e mensurável. Também vale priorizar objetivos que possam ser acompanhados ao longo da semana, e não apenas ao fim do ano. Marcar cada treino concluído tende a gerar mais satisfação do que esperar meses para avaliar o resultado.

Progressão gradual protege o corpo e a motivação

Outro ponto central é respeitar o ritmo de retomada. Tentar compensar o tempo parado com treinos intensos aumenta o risco de lesões e dificulta a adesão. O ideal é iniciar com exercícios leves ou moderados e avançar aos poucos, conforme o corpo responde.

Escolher cargas, distâncias ou intensidades que transmitam segurança ajuda a construir confiança. Mesmo terminar o treino com a sensação de que seria possível fazer um pouco mais pode ser positivo nesse momento inicial. “Assim, você tem certeza de que está pisando em chão firme e, na próxima vez, pode fazer um ajuste. Isso se chama princípio de progressão”, afirma Cacá.

Força e mobilidade criam base para evoluir

No começo, priorizar o desenvolvimento da força e da mobilidade facilita ganhos futuros. Essas capacidades funcionam como base para outras habilidades físicas, como potência, velocidade e coordenação. Musculação, treinamento funcional e aulas de ginástica localizada ajudam no fortalecimento muscular.

Já a mobilidade pode ser trabalhada com pilates, yoga e alongamentos orientados. Em paralelo, atividades aeróbicas, como caminhar, correr, nadar ou pedalar, contribuem para melhorar a capacidade cardiorrespiratória e a resistência. Segundo o especialista, focar esses pilares prepara o corpo para desafios mais complexos adiante.

Entender o próprio comportamento faz diferença

Nem todo mundo se motiva da mesma forma. Há quem dependa da interação social para manter a regularidade, enquanto outros preferem treinos mais reservados. Identificar esse perfil ajuda a escolher a modalidade e o formato mais adequados.

Para pessoas mais sociáveis, aulas coletivas, grupos de corrida ou treinos com amigos costumam aumentar o engajamento. “Convide os amigos que estavam junto no Carnaval para treinar junto. Isso vai energizar a pessoa”, diz Cacá. Já quem busca segurança e orientação individual pode se beneficiar do acompanhamento de um personal trainer, mesmo que de forma pontual.

O custo desse serviço nem sempre é acessível, mas o uso estratégico, como algumas sessões no início da retomada, pode ajudar a criar confiança e ritmo. O mais importante é testar possibilidades e observar o que gera mais prazer.

Nem toda tendência combina com você

A popularidade de uma modalidade não significa que ela seja adequada para todos. Crossfit, corrida de rua ou aulas da moda podem servir de inspiração, mas a escolha deve considerar preferências pessoais e conforto. Para quem está começando, o fator decisivo é encontrar uma atividade que desperte vontade de voltar na semana seguinte.

Natação, musculação, esportes coletivos ou práticas mais suaves oferecem caminhos diferentes para o mesmo objetivo. Ao alinhar expectativa, realidade e gosto pessoal, a chance de transformar o pós-Carnaval em um novo começo aumenta de forma concreta.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/retrato-de-uma-mulher-de-fitness-sorridente-em-fones-de-ouvido_7730030.htm

25 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Pós-Carnaval: como reorganizar o intestino e recuperar a energia depois dos excessos
Corpo

Pós-Carnaval: como reorganizar o intestino e recuperar a energia depois dos excessos

por Esteticare 17 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

Calor, noites curtas, álcool e alimentação desregulada costumam deixar marcas no organismo após o Carnaval. Especialistas apontam que a combinação favorece a chamada “ressaca intestinal”, quadro marcado por inchaço, alterações no trânsito intestinal e queda na disposição. A recuperação passa por hidratação adequada, sono regular e reequilíbrio da microbiota, com foco em fibras prebióticas e escolhas alimentares mais conscientes.

O Carnaval brasileiro coincide com o auge do verão. Em muitas cidades, os termômetros ultrapassam os 30 °C enquanto blocos e festas atravessam o dia e avançam pela madrugada. O corpo, submetido a esforço físico, privação de sono e consumo elevado de bebidas alcoólicas, responde nos dias seguintes.

É comum surgirem estufamento, gases, constipação ou diarreia, além de sensação de fadiga. Nutricionistas vêm usando a expressão “ressaca intestinal” para descrever esse conjunto de sintomas ligados ao desequilíbrio da flora intestinal.

O que acontece com o organismo na folia

O intestino é frequentemente chamado de “segundo cérebro” por sua relação com o sistema nervoso e com a produção de neurotransmissores como a serotonina. Ele participa da absorção de nutrientes e concentra parte significativa das células de defesa do corpo.

Durante o Carnaval, três fatores costumam agir em conjunto. O primeiro é o álcool, que pode prejudicar a barreira intestinal e favorecer processos inflamatórios. O segundo é o consumo excessivo de açúcar e gordura, comum em alimentos ultraprocessados e de preparo rápido. Em excesso, esses produtos fermentam no intestino e contribuem para gases e desconforto. O terceiro é a desidratação, agravada pelo calor intenso e pelo efeito diurético do álcool.

Essa combinação altera a microbiota intestinal. Bactérias consideradas benéficas diminuem, enquanto microrganismos associados a processos inflamatórios ganham espaço. O resultado aparece rapidamente no espelho e na rotina: barriga inchada, mal-estar, imunidade mais baixa e cansaço persistente.

Hidratação e sono como primeiros passos

A reorganização começa por medidas simples. A ingestão de água deve ser reforçada nos dias seguintes à festa. A ideia é compensar a perda de líquidos e auxiliar o funcionamento dos rins na eliminação de metabólitos do álcool.

Água mineral, água de coco e chás com ação diurética leve, como hibisco ou cavalinha, podem contribuir para reduzir a retenção de líquidos. A hidratação adequada também favorece o trânsito intestinal.

O sono é outro ponto central. Durante as fases mais profundas do descanso, o organismo libera hormônios ligados à regeneração celular e ao controle da inflamação. Após uma sequência de noites mal dormidas, priorizar pelo menos oito horas de sono por alguns dias ajuda a restabelecer o equilíbrio fisiológico.

Fibras prebióticas e o reequilíbrio da microbiota

Além de cortar excessos e retomar refeições mais equilibradas, especialistas destacam a importância das fibras prebióticas. Diferentemente dos probióticos, que são as próprias bactérias benéficas, os prebióticos funcionam como substrato para que esses microrganismos se desenvolvam.

Alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, aveia e leguminosas, favorecem a recomposição gradual da flora intestinal. Entre as fibras estudadas está a inulina, extraída de fontes como a chicória. Ela é reconhecida por estimular o crescimento de bactérias benéficas e auxiliar na regulação do intestino.

Nos últimos anos, a indústria de alimentos ampliou a oferta de produtos com esse perfil. Além de iogurtes e suplementos, surgiram bebidas funcionais que combinam gás e fibras prebióticas. A proposta é oferecer alternativa aos refrigerantes tradicionais, que costumam ter alto teor de açúcar e poucos nutrientes.

Bebidas funcionais ganham espaço

Um exemplo dessa tendência no Brasil é a Wondr. A marca aposta em refrigerantes com fibra prebiótica inulina na composição. A ideia é unir a experiência sensorial de uma bebida gaseificada a um ingrediente associado ao equilíbrio intestinal.

Ao substituir refrigerantes convencionais por versões com fibras, o consumidor reduz a ingestão de calorias vazias e amplia o aporte de componentes que contribuem para a saúde da microbiota. Para quem busca reorganizar o corpo após o Carnaval, a troca pode fazer parte de um conjunto de medidas.

Entre os possíveis benefícios do consumo regular de prebióticos estão a redução do inchaço abdominal, a melhora do funcionamento intestinal e o fortalecimento da imunidade, já que grande parte das células de defesa está associada ao trato gastrointestinal. Há ainda estudos que relacionam o equilíbrio da microbiota à produção de neurotransmissores envolvidos na regulação do humor.

Retomada gradual e escolhas conscientes

A recuperação pós-folia não exige medidas radicais. O mais efetivo é retomar a rotina alimentar, priorizar alimentos in natura, aumentar a ingestão de fibras e líquidos e garantir descanso adequado.

O organismo possui capacidade de adaptação e regeneração. Com hidratação consistente, sono regular e suporte nutricional adequado, os sintomas tendem a diminuir em poucos dias. O desconforto abdominal e a sensação de peso dão lugar a maior disposição.

Depois de um período de excessos, o equilíbrio volta a ser o eixo central. Ajustes simples, mantidos de forma contínua, ajudam não apenas na recuperação após o Carnaval, mas também na manutenção da saúde intestinal ao longo do ano.

Fonte: Portal Terra
Foto: https://br.freepik.com/imagem-ia-premium/festa-de-carnaval-brasileira-mulher-de-cabelo-encaracolado-em-traje-soprando-confete_181397045.htm

17 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Anvisa reforça alerta sobre canetas emagrecedoras e risco de pancreatite
Corpo

Anvisa reforça alerta sobre canetas emagrecedoras e risco de pancreatite

por Esteticare 12 de fevereiro de 2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou nesta segunda feira, 9, em Brasília, um alerta de farmacovigilância sobre os riscos associados ao uso inadequado de medicamentos agonistas do receptor GLP 1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. O comunicado chama atenção para a necessidade de reforçar as orientações de segurança diante do aumento de notificações de eventos adversos no Brasil e em outros países.

O grupo de medicamentos citado pela Anvisa inclui dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida, substâncias aprovadas no país para indicações específicas e que exigem prescrição médica. Segundo a agência, embora o risco de pancreatite já conste nas bulas, o crescimento dos relatos levou à emissão de um novo alerta direcionado a pacientes, profissionais de saúde e estabelecimentos de venda.

“Conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, esses medicamentos devem ser utilizados exclusivamente conforme as indicações aprovadas em bula e sob prescrição e acompanhamento de profissional habilitado”, destacou a Anvisa no comunicado oficial divulgado hoje.

De acordo com a agência reguladora, o acompanhamento médico é essencial devido à possibilidade de eventos adversos graves, entre eles a pancreatite aguda. Em alguns casos, a condição pode evoluir para formas necrotizantes e fatais, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e da interrupção imediata do uso diante de suspeitas clínicas.

A Anvisa esclareceu que o alerta não altera a avaliação de risco e eficácia das substâncias. “Apesar do alerta, não houve mudança na relação de risco e eficácia dessas substâncias. Ou seja, os benefícios terapêuticos ainda superam os efeitos adversos, de acordo com as indicações e modos de uso aprovados e constantes da bula”, informou a agência.

O documento também menciona um posicionamento recente da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido. No início do mês, a MHRA emitiu alerta sobre o risco, considerado pequeno, de ocorrência de pancreatite aguda grave em pacientes em tratamento com medicamentos da mesma classe.

Dados e medidas regulatórias

Levantamento da Anvisa aponta que, entre 2020 e 7 de dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos no Brasil. No mesmo período, houve seis notificações de casos suspeitos com desfecho de óbito, informação que contribuiu para o reforço das ações de monitoramento.

Em junho de 2025, a agência determinou a retenção obrigatória da receita médica para a venda das canetas emagrecedoras em farmácias e drogarias. A medida passou a exigir prescrição em duas vias, com a venda condicionada à retenção do documento, procedimento semelhante ao adotado para antibióticos.

As receitas têm validade de até 90 dias a partir da data de emissão. Segundo a Anvisa, a decisão buscou reduzir o uso fora das indicações aprovadas e ampliar a segurança dos pacientes. “A decisão teve como objetivo proteger a saúde da população brasileira, visto que foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas”, destacou a agência.

A Anvisa também alertou para os riscos do uso indiscriminado, especialmente para emagrecimento sem necessidade clínica. “A Anvisa destaca que o uso indiscriminado e fora das indicações autorizadas, especialmente para emagrecimento sem necessidade clínica, eleva significativamente o risco de efeitos adversos e dificulta o diagnóstico precoce de complicações graves”, completou.

Orientações e histórico

No comunicado, a agência orienta que usuários procurem atendimento médico imediato ao apresentar dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas e estar associada a náuseas e vômitos, sintomas sugestivos de pancreatite. Profissionais de saúde devem suspender o tratamento ao suspeitar da reação e não retomar o uso caso o diagnóstico seja confirmado.

A Anvisa reforçou ainda a importância da notificação de eventos adversos no sistema VigiMed, ferramenta utilizada para monitorar reações relacionadas a medicamentos e vacinas. Segundo a agência, o registro contribui para o acompanhamento contínuo da segurança desses produtos, que estão há pouco mais de cinco anos no mercado nacional.

Ao longo dos últimos anos, a Anvisa já emitiu outros alertas envolvendo canetas emagrecedoras, como o risco de aspiração durante procedimentos anestésicos e a associação entre o uso de semaglutida e perda de visão.

Fonte: Agência Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/ozempic-insulin-caneta-de-injeccao-ou-caneta-de-cartucho-de-insulina-para-diabeticos_192558913.htm

12 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Anvisa veta comercialização de canetas emagrecedoras irregulares no Brasil
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Anvisa veta comercialização de canetas emagrecedoras irregulares no Brasil

por Esteticare 21 de janeiro de 2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu proibir, em todo o território nacional, a venda, a fabricação, a importação, a distribuição, a divulgação e o uso de medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de produtos com retatrutida de todas as marcas e lotes. A medida foi tomada nesta quarta-feira, 21, e atinge substâncias que vinham sendo comercializadas de forma irregular e ficaram conhecidas popularmente como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

A decisão consta em resolução publicada no Diário Oficial da União e passa a ter efeito imediato. Segundo a Anvisa, os produtos não possuem registro, notificação ou qualquer tipo de cadastro junto à agência reguladora, requisito obrigatório para que medicamentos sejam comercializados legalmente no país. Sem esse processo, não há avaliação oficial sobre eficácia, segurança, composição ou condições de fabricação.

De acordo com o órgão, as canetas vinham sendo oferecidas principalmente pelas redes sociais, em especial por perfis no Instagram. A agência destaca que os medicamentos são produzidos por empresas desconhecidas e entram no mercado brasileiro à margem das normas sanitárias vigentes. Esse tipo de comercialização, além de ilegal, expõe consumidores a riscos diretos à saúde.

Em comunicado oficial, a Anvisa afirma que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, “não há garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade”. O órgão reforça ainda que, diante desse cenário, as chamadas canetas emagrecedoras não podem ser utilizadas “em nenhuma hipótese”, independentemente da promessa de resultados rápidos ou do custo reduzido em relação a medicamentos regularizados.

Venda irregular e riscos à saúde

A proibição ocorre em um contexto de crescimento da busca por medicamentos associados à perda de peso, impulsionada tanto por indicações médicas quanto por tendências difundidas nas redes sociais. Substâncias como a tirzepatida e a retatrutida vêm sendo estudadas e utilizadas, em ambientes controlados, para tratamento de diabetes e obesidade. No entanto, apenas versões que passaram por todas as etapas de análise e aprovação podem ser prescritas e vendidas legalmente.

No caso das canetas vetadas, a Anvisa ressalta que não existe qualquer comprovação de que o conteúdo corresponda ao que é anunciado. Sem controle de qualidade, não é possível saber se a dosagem está correta, se há contaminação ou se a substância declarada sequer está presente. A ausência dessas garantias pode levar a efeitos adversos graves, falha terapêutica ou agravamento de condições de saúde preexistentes.

A agência também chama atenção para o fato de que medicamentos injetáveis exigem cuidados ainda mais rigorosos. Problemas na fabricação, no armazenamento ou no transporte podem comprometer completamente o produto. Quando esses processos ocorrem fora da fiscalização sanitária, o risco ao usuário aumenta de forma significativa.

Além disso, a Anvisa reforça que a divulgação desses produtos também está proibida. Influenciadores, vendedores e qualquer pessoa física ou jurídica que promova as canetas emagrecedoras pode ser responsabilizada. A comercialização sem autorização configura infração sanitária e pode resultar em multas, apreensão de produtos e outras penalidades previstas em lei.

O órgão orienta que consumidores desconfiem de medicamentos vendidos fora de farmácias ou estabelecimentos autorizados, especialmente quando a oferta ocorre por meio de redes sociais ou aplicativos de mensagens. Preços muito abaixo do mercado, promessa de resultados rápidos e ausência de bula ou informações claras sobre o fabricante são sinais de alerta.

A resolução publicada no Diário Oficial da União reforça o papel da Anvisa na proteção da saúde pública e no combate ao comércio irregular de medicamentos. A agência mantém canais para denúncias e esclarecimentos e recomenda que qualquer suspeita de venda ilegal seja comunicada às autoridades sanitárias.

Com a decisão, fica formalmente proibido o uso das canetas emagrecedoras à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG e de retatrutida de todas as marcas e lotes em circulação no país. A Anvisa reforça que somente medicamentos registrados, prescritos por profissionais habilitados e adquiridos em estabelecimentos regulares oferecem segurança mínima ao paciente.

Fonte: Agência Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/vista-lateral-mulher-diabetica-verificando-seu-nivel-de-glicose_65609189.htm

21 de janeiro de 2026 0 comentário
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Uso de canetas emagrecedoras exige atenção redobrada entre idosos, alertam geriatras
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Uso de canetas emagrecedoras exige atenção redobrada entre idosos, alertam geriatras

por Esteticare 7 de janeiro de 2026
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O uso de canetas emagrecedoras por pessoas idosas exige cautela e acompanhamento médico para evitar o agravamento do declínio funcional. A avaliação é do presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Leonardo Oliva, em entrevista à Agência Brasil nesta terça-feira (6). Segundo ele, sem orientação adequada, pessoas com 60 anos ou mais ficam mais expostas aos efeitos adversos dessas medicações.

Entre os riscos imediatos estão náuseas, vômitos e dificuldade de ingestão de alimentos e líquidos, o que pode levar à desidratação e a distúrbios eletrolíticos. A médio prazo, também há risco de desnutrição, sobretudo quando o medicamento reduz de forma significativa o apetite.

Outro ponto de atenção destacado por Oliva é a perda de massa muscular associada ao emagrecimento. “Cerca de um terço do peso que a gente perde, com o uso dessas medicações, é peso em músculo, em massa magra. Não tem como a gente emagrecer apenas a gordura. O corpo perde gordura, mas perde também músculo”.

Perda muscular e impacto funcional

Na população idosa, a redução da massa muscular compromete a capacidade de realizar atividades do dia a dia. “Então, é algo muito significativo que, inclusive, pode não ser recuperado”, afirmou o presidente da SBGG.

O diretor-científico da entidade, Ivan Aprahamian, acrescenta que a combinação entre menor apetite, náuseas e perda rápida de peso pode precipitar síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física.

Tratamento da obesidade não é estética

Leonardo Oliva reforça que as canetas emagrecedoras são indicadas para o tratamento da obesidade, do diabetes e da apneia do sono, e não para fins estéticos. “Hoje, a gente vê os indivíduos que querem perder três quilos ou a gordura localizada, a barriga, utilizando essas medicações. Não há indicação médica para isso”.

Ele ressalta que se trata de “um tratamento muito bom, uma inovação fantástica da medicina que deve ser usada de maneira apropriada, para o diabetes, a apneia do sono ou a obesidade, que é uma doença grave crônica de difícil tratamento”.

A popularização desses medicamentos está ligada à busca pelo corpo perfeito. A SBGG alerta que o uso indiscriminado, sem supervisão médica, pode colocar a saúde em risco em idosos brasileiros.

Acompanhamento durante o tratamento

Especialistas defendem acompanhamento médico e nutricional contínuo, além de suporte de fisioterapeuta ou educador físico. A prática regular de atividade física é essencial para minimizar a perda muscular durante o emagrecimento.

Oliva orienta que não se busque emagrecimento rápido. “E esse emagrecimento precisa ser muito bem acompanhado, para que a gente consiga minimamente ingerir o que é necessário para manutenção do músculo e da saúde”.

Ele destaca a importância da ingestão adequada de vitaminas e minerais, aliada à prática regular de exercícios, especialmente musculação.

Conscientização e saúde integral

O presidente da SBGG afirma que o idoso precisa compreender que o corpo não responde da mesma forma que na juventude. Segundo ele, existe tendência genética ao acúmulo de gordura com o envelhecimento. “Então, existe uma tendência ao acúmulo de gordura com o envelhecimento, e a substituição de músculo por gordura como um processo de evolução da espécie mesmo”.

Essa predisposição torna-se um desafio, já que gordura em excesso é marcador de pior saúde. Para Oliva, a luta contra o ganho de peso deve estar vinculada à busca por saúde. “Não é só uma questão de balança, é uma questão de buscar ter mais saúde”.

Esse cuidado envolve alimentação adequada, atividade física e atenção à saúde emocional cotidiana.

Receita médica e mercado ilegal

Outro alerta diz respeito à compra dos medicamentos. Oliva destaca que as canetas devem ser adquiridas apenas com receita médica e em farmácias legalizadas. “Isso as torna mais perigosas ainda”, afirmou.

Segundo ele, a ausência de controle de qualidade aumenta o risco de contaminações. “Comprar medicação em mercado paralelo é colocar a saúde em risco de uma forma muito grande”.

Por fim, o geriatra enfatiza que a exigência de receita médica não é burocracia. “Na verdade, quando se impõe a necessidade de receita médica para se adquirir um medicamento, o que está sendo dito é que a pessoa só deve utilizar essa medicação após uma avaliação médica”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/vista-superior-mulher-diabetica-verificando-seu-nivel-de-glicose_65609406.htm

7 de janeiro de 2026 0 comentário
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Beber água antes de dormir: o que a medicina indica na prática
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Beber água antes de dormir: o que a medicina indica na prática

por Esteticare 24 de dezembro de 2025
escrito por Esteticare

A dúvida sobre beber água antes de dormir é comum e não tem resposta única. Médicos costumam explicar que o efeito varia conforme a quantidade ingerida, o horário e as condições de saúde de cada pessoa. Para quem passa o dia inteiro hidratando mal, um copo pequeno pode evitar sede intensa durante a madrugada. Para outros, especialmente quem já acorda à noite para urinar, o hábito tende a atrapalhar o descanso.

Durante o sono, o corpo segue ativo. A circulação continua, os rins filtram o sangue e os músculos se recuperam. Nesse contexto, a hidratação precisa ser suficiente para não gerar desconfortos, mas moderada para não estimular despertares frequentes. É essa linha fina que orienta a maioria das recomendações clínicas.

Quando um copo pequeno pode ser útil

Beber um copo pequeno de água pouco antes de deitar pode ajudar pessoas que acordam com a boca seca ou sentem sede no meio da noite. A hidratação leve contribui para evitar a desidratação silenciosa que ocorre ao longo das horas de sono, especialmente em ambientes secos.

Outro possível benefício está relacionado às cãibras noturnas. Quem passa o dia consumindo pouca água pode sentir o efeito justamente no período de repouso, principalmente nas pernas. Nesses casos, a hidratação adequada ao longo do dia, com um pequeno reforço à noite, costuma reduzir o problema.

Há ainda impacto indireto na pressão arterial. Manter um nível adequado de líquidos ajuda a circulação e pode evitar quedas bruscas de pressão ao levantar durante a madrugada. O ponto central é não tentar compensar à noite tudo o que faltou durante o dia.

Quando a água passa a atrapalhar o sono

O problema começa quando o copo vira garrafa. Ingerir grandes volumes de líquido antes de dormir aumenta a produção de urina e eleva a chance de acordar várias vezes para ir ao banheiro. Cada despertar quebra ciclos do sono profundo e prejudica a recuperação do organismo.

Esse efeito tende a ser mais evidente em idosos. Com o avanço da idade, alterações hormonais e da função renal favorecem a produção de urina durante a noite, condição conhecida como noctúria. Nesses casos, beber muita água perto da hora de deitar costuma piorar a fragmentação do sono.

Bebidas com cafeína e álcool também influenciam. Ambas estimulam a diurese e podem aumentar a vontade de urinar, além de interferirem na qualidade do sono. Por isso, o cuidado não envolve apenas a água, mas tudo o que é consumido nas horas finais do dia.

Distribuição da hidratação ao longo do dia

Mais importante do que o copo da noite é como a água é distribuída desde a manhã. Começar o dia bebendo água ajuda a ativar o organismo após horas de jejum e reduz a necessidade de ingerir grandes volumes no período noturno.

Outro momento indicado é cerca de 30 minutos antes das refeições. Um copo nesse intervalo auxilia a digestão e pode aumentar a sensação de saciedade, o que contribui para hábitos equilibrados. Ao longo da tarde, manter ingestões regulares evita chegar à noite com sede intensa.

Para quem tem sono leve ou bexiga sensível, uma estratégia simples é reduzir volumes maiores uma ou duas horas antes de deitar. Se a sede aparecer, a orientação costuma ser optar por pequenos goles, suficientes para aliviar o desconforto sem estimular o despertar.

Como encontrar o ponto de equilíbrio

Observar os sinais do corpo ajuda a ajustar o hábito. Boca seca, dor de cabeça ao acordar e urina muito concentrada podem indicar hidratação insuficiente ao longo do dia. Já acordar várias vezes à noite para urinar aponta excesso de líquidos perto do horário de dormir.

Quando o incômodo é frequente, vale procurar um médico. Pessoas com doença renal, insuficiência cardíaca ou que usam diuréticos precisam de orientações individualizadas. Na maioria dos casos, ajustes simples resolvem o problema sem medidas extremas.

No fim, a recomendação mais consistente é constância. Beber água regularmente durante o dia e manter moderação à noite costuma garantir hidratação adequada sem comprometer o sono adequada.

Fonte: Gazeta de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/a-femea-indiana-doente-e-insalubre-sofre-de-insonia-jovem-asiatica-tomando-medicamento-analgesico-para-aliviar-a-dor-de-cabeca-e-beber-um-copo-de-agua-sentada-na-cama-em-seu-quarto-em-casa-de-manha_6139015.htm

24 de dezembro de 2025 0 comentário
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