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O que é PMMA e quais os riscos do uso em procedimentos estéticos?

por Esteticare 28 de outubro de 2024
28 de outubro de 2024
O que é PMMA e quais os riscos do uso em procedimentos estéticos

PMMA é um componente plástico com vários tipos de aplicação

O setor de estética sempre chega com novidades ou aprimoramentos, satisfazendo muitas pessoas mundo afora. Um desses procedimentos o PMMA. Entenda neste artigo como ele auxiliar nos procedimentos estéticos, mas especialistas também alertam sobre os riscos.

O que é PMMA?

O polimetilmetacrilato (PMMA) é um componente plástico com vários tipos de aplicação, tanto na saúde quanto em setores produtivos, a depender da forma de processamento e desenvolvimento da matéria-prima. O PMMA pode ser encontrado em lentes de contato, implantes de esôfago e cimento ortopédico. Mas, no campo estético, o polimetilmetacrilato pode ser utilizado para preenchimento cutâneo, em forma semelhante a um gel.

Quais são os riscos?

No entanto, pode haver complicações relacionadas ao uso do componente em procedimentos estéticos. Prova disso é que em 2020, uma influenciadora digital perdeu parte da boca e do queixo após fazer preenchimento labial com o polimetilmetacrilato. Recentemente, outra influencer, morreu após se submeter a um procedimento estético para aumentar os glúteos. De acordo com parentes, ela apresentou um quadro de infecção generalizada em razão da aplicação de PMMA.

Uso e limites de aplicação

No Brasil, o PMMA para preenchimento subcutâneo precisa ser registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por se tratar de um produto de uso em saúde da classe IV ou risco máximo. A agência reguladora afirma que apenas depois dessa análise que os produtos são liberados para venda e uso para proteger o paciente e também o consumidor.

Casos em que o componente está autorizado

O componente está autorizado para correção de lipodistrofia, um tipo de mudança no organismo que leva à concentração de gordura em algumas partes do corpo, em geral gerada pelo uso de medicamentos antirretrovirais em pacientes com HIV/aids, e correção volumétrica facial e corporal, uma maneira de tratar alterações como irregularidades e depressões no corpo fazendo o preenchimento em áreas afetadas por meio de bioplastia.

A Anvisa explica que a concentração de PMMA em produtos estéticos varia e há indicações claras dos locais do corpo onde as aplicações podem ser realizadas, como derme profunda, tecido muscular subcutâneo ou em nível intramuscular. Além disso, a dose usada é aquela necessária para correção de defeitos tegumentares ou da pele. Assim, depende de avaliação médica.

Por sua vez, em casos de atrofia facial associada ao HIV/aids, um dos fabricantes de PMMA registrados no país explica que a quantidade necessária varia de 4 a 12 mililitros (ml) para cada lado do rosto. Já em sequelas de poliomielite com atrofia de musculatura da panturrilha, a dose deve ser em torno de 120ml, implantada de uma vez ou em etapas sucessivas, com 45 dias de intervalo, dependendo da elasticidade da pele de cobertura.

É preciso ressaltar também que a aplicação do componente deve ser realizada apenas por médicos habilitados e treinados para o uso.

Etiqueta de rastreabilidade

A etiqueta de rastreabilidade consiste em um documento com dados como o número do registro, códigos, descrição do modelo, lote, razão social do fabricante e/ou importador. O regulamento vigente define que é obrigatório o fornecimento de, no mínimo, três etiquetas de rastreabilidade, que são fixadas no prontuário clínico do paciente, na documentação fiscal que gera cobrança pelo serviço e no documento que deve ser entregue ao paciente.

Segundo a Anvisa, a etiqueta de rastreabilidade é um direito do paciente e deve ser pedida sempre que o consumidor passar por procedimentos cirúrgicos como:

  • implantação de um dispositivo cardíaco ou ortopédico;
  • implantes de coluna ou articulações;
  • stents coronarianos;
  • implantes dentários;
  • válvulas cardíacas;
  • endopróteses vasculares;
  • implantes mamários;
  • preenchedores intradérmicos à base de PMMA.

Alerta

No mês passado, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) apresentaram, durante o I Fórum de Defesa do Ato Médico, um dossiê com uma lista de procedimentos estéticos considerados invasivos e a serem realizados apenas por médicos. São eles:

  • procedimentos que envolvem a aplicação de toxina botulínica, conhecida popularmente como botox;
  • preenchedores cutâneos para harmonização facial com ácidos hialurônico e polilático;
  • bioestimuladores de colágeno;
  • PMMA;
  • eletrocauterização e exérese de lesões como nevus, verrugas e queloides;- endolaser para tratamento de celulite;
  • peelings químicos como o de fenol, usado contra rugas e flacidez.

Fonte: Foto de freepik na Freepik

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