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Transformação do cérebro humano: a mente após a meia-noite

por Esteticare 16 de agosto de 2022
16 de agosto de 2022
Transformação do cérebro humano

Transformação do cérebro humano, segundo um estudo recente, a mente humana funciona à noite, mas também levanta hipótese negativa

Segundo um artigo recente, publicado em Frontiers in Network Physiology, há um momento da noite em que a mente humana se transforma. Porém, de acordo com a maioria dos estudos anteriores, até o momento, só examinou como o sono fragmentado ou insuficiente afeta o funcionamento do dia seguinte. Mas, este novo trabalho destaca as alterações na cognição e no comportamento que ocorrem quando alguém está acordado à noite.

Transformação do cérebro humano à noite

Contudo, a noite está ligada a um aumento de comportamentos impulsivos e desregulados. Neste trabalho, são considerados dados empíricos de quatro comportamentos:

  • suicídio ou autolesão;
  • crimes violentos;
  • consumo de álcool ou outras substâncias;
  • e ingestão alimentar.

A publicação deixa claro que as alterações dia-noite nos comportamentos desregulados examina como o humor, o processamento de recompensas e a função executiva diferem durante a vigília noturna. Além disso, os autores propõem a hipótese que chamaram de “A Mente Depois da Meia-Noite”.

Hipótese: “a mente depois da meia-noite”

Essa hipótese conhecida como “Mind After Midnight” em seu idioma original, diz que a mente humana se torna mais suscetível a pensamentos negativos e comportamentos destrutivos após a meia-noite se estiver em estado de alerta. Neste caso, acontecem alterações na cognição e no comportamento, o processamento de recompensas, o controle de impulsos e o processamento de informações são alterados, preparando o cenário para comportamentos desregulados e distúrbios psiquiátricos.

Comportamentos desregulados

Mudanças noturnas ocorrem no cérebro. O aumento do risco noturno de comportamentos desregulados é provavelmente decorrente do sono e alterações circadianas na neurofisiologia durante a vigília noturna.

Segundo o co-autor da hipótese Michael L. Perlis, Ph.D., a princípio, ele pensou que os suicídios são estatisticamente mais prováveis de serem planejados durante a noite. Já os homicídios e crimes violentos também são mais frequentes à noite, assim como os riscos de uso ilícito ou inadequado de substâncias como maconha, álcool e opioides.

Alimentação noturna

Por outro lado, as escolhas alimentares noturnas também tendem a ser pouco saudáveis, com mais carboidratos, gorduras e alimentos processados e mais calorias do que precisamos.

Entretanto, todos os aspectos desta hipótese requerem validação empírica. Os autores do estudo alertam que essas conclusões são apenas hipotéticas. Porém, recomendam ampliar os estudos que levem em consideração o efeito biológico da noite em geral.

Dessincronização do nosso relógio interno

Ao viver mais à noite e dormir durante o dia, o relógio circadiano se desajusta. O autor esclarece que a influência circadiana na atividade neural do nosso cérebro muda horas no decorrer de um dia, o que gera diferenças no modo como processamos e respondemos ao mundo.

Informação de forma positiva pela manhã

Todavia, a tendência de ver a informação de forma positiva é mais alta pela manhã, quando as influências circadianas estão sintonizadas com a vigília. No entanto, estão em seu ponto mais baixo à noite, quando as influências circadianas estão sintonizadas com o sono.

Com disso, deduzem ao ver o mundo de uma forma mais negativa e pouco otimista, tendem a tomar más decisões. E ainda é possível que o mapa mental que criam do mundo ao seu redor não coincida mais com a realidade.

O corpo, por sua vez, também produz naturalmente mais dopamina à noite. E isso pode atrapalhar sua motivação e sistema de recompensa e aumentar a probabilidade de se envolver em comportamentos de risco.

Por fim, fatores biológicos se cruzam na vigília noturna e levam à hipótese da “Mente depois da Meia-noite” que os autores propõem como uma estrutura para interpretar os achados atuais e um guia para futuras pesquisas e surtos.

*Foto: Reprodução

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