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Consumo de ultraprocessados cresce no Brasil e pressiona sistema de saúde
Alimentação

Consumo de ultraprocessados cresce no Brasil e pressiona sistema de saúde

por Esteticare 31 de março de 2026
escrito por Esteticare

A presença de alimentos ultraprocessados na dieta dos brasileiros aumentou de forma expressiva nas últimas décadas. Nos anos 1980, esses produtos respondiam por cerca de 10% das calorias consumidas no país. Hoje, já representam 23%. O avanço não é isolado. Estudos internacionais publicados na revista científica The Lancet mostram que o fenômeno se repete em diversos países.

A base conceitual para entender esse cenário surgiu no Brasil. Em 2009, o pesquisador Carlos Monteiro, da Universidade de São Paulo, desenvolveu, junto com sua equipe, a classificação NOVA. A proposta nasceu da necessidade de explicar o crescimento de doenças como obesidade e diabetes, cada vez mais associadas ao padrão alimentar contemporâneo.

A classificação divide os alimentos em quatro categorias. O primeiro grupo reúne itens in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, arroz e feijão. O segundo inclui ingredientes culinários, como óleo, sal e açúcar. O terceiro engloba alimentos processados, caso de conservas e pães. Já o quarto grupo é formado pelos ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos recheados e bebidas açucaradas.

Para Monteiro, a mudança no padrão alimentar está menos ligada a escolhas individuais e mais ao ambiente em que essas escolhas são feitas. “Não existe uma epidemia de falta de força de vontade, as pessoas são as mesmas. O que mudou foi o sistema alimentar. O sistema alimentar hoje é muito não saudável e acaba estimulando as pessoas a quase compulsoriamente consumir alimentos ultraprocessados”, afirma.

Reportagem mostra impacto no cotidiano

O tema é abordado no episódio “Ultraprocessados na Mesa dos Brasileiros”, exibido nesta segunda-feira (30), às 23h, na TV Brasil, dentro do programa Caminhos da Reportagem. A produção apresenta como identificar esses produtos, discute seus efeitos e mostra iniciativas que buscam reduzir o consumo.

Entre os exemplos, estão relatos de pessoas que mudaram a alimentação e uma escola pública em Águas Lindas de Goiás que investe em refeições baseadas em alimentos frescos. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar, considerado referência internacional.

Impacto econômico e mortes evitáveis

O crescimento do consumo de ultraprocessados traz consequências diretas para o sistema de saúde. Um estudo da Fiocruz Brasília, em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde, estima que esses produtos geram custos superiores a R$ 10 bilhões por ano no Brasil.

Além do impacto financeiro, há efeitos na mortalidade. Segundo o pesquisador Eduardo Nilson, análises indicam que até 57 mil mortes anuais poderiam ser evitadas se o consumo desses alimentos fosse eliminado.

Os dados reforçam o alerta entre cientistas e entidades da sociedade civil, que defendem medidas mais firmes para conter o avanço desses produtos na dieta da população.

Tributação ainda limitada

A reforma tributária aprovada em dezembro de 2023 introduziu mudanças no sistema de impostos, com implementação gradual entre 2026 e 2033. Apesar disso, os alimentos ultraprocessados não foram incluídos no imposto seletivo, criado para desestimular produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

A única exceção são as bebidas açucaradas, como refrigerantes, que poderão ter tributação adicional. A coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Kelly Santos, explica que o novo modelo prevê incentivo a alimentos saudáveis, com redução ou isenção de impostos, e maior carga tributária para itens considerados não saudáveis.

A definição da alíquota para bebidas açucaradas ainda depende de regulamentação por lei complementar. “É uma medida já aplicada em outros países, como México e Chile, que nos inspiram a desenvolvê-la aqui no Brasil também”, afirma.

Publicidade e rotulagem entram no debate

Além da tributação, especialistas apontam a necessidade de ampliar a regulação da publicidade. A diretora executiva da ACT Promoção da Saúde, Paula Johns, cita o histórico de restrições à propaganda de cigarro como exemplo de política eficaz.

Ela destaca que muitos produtos ultraprocessados são divulgados com apelos que podem induzir o consumidor ao erro. “Você vê aqueles biscoitos recheados com várias alegações de que eles têm vitaminas. Então, tem todo um contexto de promoção desses alimentos que cria uma impressão de que eles são muito bons”, diz. “É mais importante você ter um marcador que indique que aquilo é um alimento ultraprocessado”, defende.

Riscos maiores para crianças

O consumo desses produtos desde a infância preocupa especialistas. A chefe de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil, Luciana Phebo, ressalta que a exposição precoce pode afetar o desenvolvimento integral.

“Desenvolvimento do sistema nervoso, do sistema imunológico, do sistema digestivo, enfim, de todo o corpo, das suas dinâmicas. Ser desde cedo afetado por ultraprocessado vai levar esse corpo a muitas outras doenças crônicas”, alerta.

Mudanças possíveis na rotina

Casos individuais mostram que a reversão desse quadro é possível, embora exija acompanhamento e mudança de hábitos. O estudante Luan Bernardo Marques Gama, de 13 anos, foi diagnosticado com pré-diabetes após consumo frequente de produtos ultraprocessados.

“Eu era tipo uma formiga. Era bala, chocolate, presunto, suco de caixinha, refrigerante, aqueles biscoitos.”

A mãe, Cecília Marques, relata que a família precisou reorganizar a alimentação após o diagnóstico, somando a outros problemas de saúde. Com orientação profissional, Luan passou a integrar um programa de acompanhamento voltado a jovens com sobrepeso ou obesidade.

A nutricionista Ana Rosa da Costa explica que o processo envolve educação alimentar e participação da família. “As compras são um processo dessa educação nutricional, leitura de rótulo, ver também que a criança consegue fazer esporte. O Luan aderiu supercerto. Ele demorou apenas um ano dentro do programa e recebeu alta”, afirma.

O avanço dos ultraprocessados segue como um dos principais desafios da alimentação contemporânea no Brasil, com efeitos que ultrapassam o campo individual e alcançam o sistema de saúde, a economia e as políticas públicas.

Fonte: Agência Brasil
Foto: https://br.freepik.com/imagem-ia-premium/office-break-room-with-games-and-snacks-luxury-office-workspace-building_253611395.htm

31 de março de 2026 0 comentário
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Lancheira fit
Alimentação

Lancheira fit: Quais alimentos deve conter

por Esteticare 20 de outubro de 2024
escrito por Esteticare

Uma lancheira fit remete à importância da alimentação saudável na infância

Com a correria do dia a dia em famílias que levantam cedo, e tem que levar os filhos à escola e em seguida irem trabalhar, podem optar por colocar alimentos ultraprocessados nas lancheiras das crianças. Mas, o que pode parecer a opção mais rápida em vista do cotidiano agitado, pode contribuir de modo negativo no desenvolvimento físico e cognitivo de seus filhos.

De acordo com o dados do Ministério da Saúde, 10% das crianças brasileiras entre 5 e 10 anos estão acima do peso. O índice deve-se ao consumo regular de alimentos ultraprocessados, impactando diretamente na saúde infantil. E o resultado é menos energia e maior predisposição a problemas de saúde. Portanto, é de suma importância que os pais proporcionem hábitos alimentares saudáveis a seus filhos desde os primeiros anos de vida.

Lancheira fit

Diante desses números, é preciso gerar aos pequenos uma alimentação equilibrada, rica em variedade de grupos alimentares. Tal variedade garante que as crianças recebam a quantidade ideal de proteínas, carboidratos e frutas, e também de outros nutrientes necessários.

Com um cardápio semanal em mãos é possível prevenir excessos e facilitar a organização diária dos pais e montar uma lancheira fit.

Escolha dos alimentos

Além disso, os pais podem incluir a criança na seleção dos alimentos que irão compor a lancheira, pois assim pode aumentar a aceitação dos mesmos. Optar por alimentos que a criança já consome em casa reduz a chance de rejeição. Um exemplo é inserir pães variados com patês, bem como sucos naturais e água de coco para acompanhar as refeições.

Preparação

Alimentos essenciais: Inclua uma bebida, uma fruta, um carboidrato e uma proteína.

Bebidas saudáveis: Opte por chás, sucos naturais ou água de coco, mantendo a água como a escolha principal.

Frutas acessíveis: Elas já devem estar cortadas e descascadas para serem mais atraentes às crianças.

Pães variados: Varie entre pão francês, de forma ou de milho. Escolha recheios saudáveis.

Petiscos saudáveis: Frutas secas, mix de castanhas e cereais sem açúcar são opções nutritivas.

Suplementação na alimentação infantil

Por outro lado, é preciso destacar também que, em alguns casos, a suplementação infantil se faz necessária, principalmente para crianças que rejeitam determinados alimentos ou que apresentam peso e altura abaixo da média. Contudo, esse tipo de intervenção deve ser orientado por um pediatra ou nutricionista, após uma avaliação detalhada.

Prática de atividade física

Por fim, a criança, além de se alimentar saudável, também deve ter contato desde cedo com a prática de atividade física e momentos ao ar livre. Tudo isso pode contribuir para um desenvolvimento saudável, gerando um estilo de vida equilibrado desde os primeiros anos de vida.

Fonte: Foto de rawpixel.com na Freepik

20 de outubro de 2024 0 comentário
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Alimentação adequada impacta a saúde e a beleza da pele
Alimentação

Alimentação adequada impacta a saúde e a beleza da pele

por Esteticare 1 de dezembro de 2023
escrito por Esteticare

A alimentação adequada, segundo especialistas, há comidas que favorecem ou retardam o envelhecimento precoce

A relação entre alimentação e saúde da pele é tão significativa que os profissionais de saúde advertem que a dieta pode influenciar positiva ou negativamente nos resultados de tratamentos estéticos. O que ingerimos, por exemplo, pode influenciar a formação de manchas e enfraquecer as defesas naturais do tecido cutâneo. Portanto, o cuidado com a pele começa pelos alimentos que consumimos no dia a dia.

Alimentação adequada

De acordo com a Dra. Ana Maria Pellegrini, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, é possível sintetizar as recomendações de uma alimentação adequada na seguinte direção: “Dietas menos inflamatórias diminuem a degradação do colágeno, uma proteína que mantém nossa pele mais firme. Recomendamos frutas ricas em antioxidantes, verduras, legumes e proteínas”, explica a médica.

Para consumir com cuidado

Por sua vez, a Dra. Marcella Garcez, nutróloga, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), dá alguns sinais do que manter longe da despensa: “Alguns alimentos, quando consumidos em excesso, podem contribuir para o envelhecimento precoce da pele devido aos seus efeitos negativos e oxidantes, levar à piora da hidratação, alterar os vasos sanguíneos e aumentar o risco de doenças inflamatórias e oxidativas, fatores que levam ao envelhecimento precoce ou acelerado.”

Ainda segundo ela, os alimentos que podem causar esses efeitos, são: aqueles “ricos em açúcar adicionado, como doces e guloseimas; os ricos em gorduras saturadas e gorduras trans, como os alimentos gordurosos de origem animal, fast foods, frituras de imersão, produtos de panificação, carnes processadas como os frios e embutidos; alimentos industrializados ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados e macarrão instantâneo; consumo excessivo de sal; bebidas alcoólicas e cafeinadas”.

Envelhecimento da pele

 A Dra. Ana Maria Pellegrini explica ainda que a radiação solar está em primeiro lugar como fator extrínseco acelerando o envelhecimento da pele. Porém, hábitos de vida como tabagismo, alcoolismo, estresse, vida sedentária, poluição e, especialmente, alimentos com alto índice glicêmico e ultraprocessados devem ser citados e considerados no processo de envelhecimento da pele.

Importância das proteínas para a pele

A atenção principal deve ser voltada ao consumo de proteínas. “Não adianta gastar fortunas em tratamentos estéticos com bioestímulo de colágeno, lasers, peelings etc. Se não há tijolos disponíveis para a fabricação de colágeno na pele, se os nutrientes necessários (aminoácidos) não são ofertados”, explica a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

A médica diz que 70% de nossa pele é composta por proteínas. Mas para conseguir “bater a meta” da proteína diária não é fácil só com uma alimentação adequada. “Por exemplo, uma pessoa com 70kg que faz atividade física de moderada intensidade, precisa de cerca de 100g de proteína por dia. Um bife bovino de 100g tem cerca de 30g de proteínas, um ovo apenas 6g. E ingerir a quantidade recomendada de proteínas fica ainda mais difícil quando sabemos que conseguimos absorver apenas 30g de uma vez, e que com a idade diminui a capacidade de absorvermos proteínas”, afirma.

Por isso, o acompanhamento de um nutricionista é fundamental para uma dieta equilibrada.

Equilíbrio entre micro e macronutrientes

A nutróloga analisa que existem diversos alimentos que são fontes de micronutrientes (antioxidantes, vitaminas e minerais) e macronutrientes importantes para a pele. “Os antioxidantes na dieta podem desempenhar um papel importante na prevenção do envelhecimento da pele e anexos cutâneos, pois são compostos que ajudam a proteger as células do corpo contra os danos causados pelos radicais livres, moléculas instáveis que podem causar estresse oxidativo, que está associado ao envelhecimento prematuro da pele e a uma variedade de problemas dermatológicos”, explica a Dra. Marcella Garcez.

Entre os principais micronutrientes para a pele, estão:

  • Vitamina C: um cofator na produção de colágeno;
  • Vitamina E: protege a pele contra os danos causados pela exposição ao sol e pelos radicais livres;
  • Vitamina A: conhecida por sua capacidade de estimular a renovação celular e reduzir rugas e manchas na pele;
  • Carotenoides: entre eles o betacaroteno, precursor da vitamina A, encontrados em alimentos como cenouras, abóbora, batata-doce e tomate, que ajudam a proteger a pele contra danos causados pelos raios UV;
  • Selênio e o zinco: essenciais para a síntese endógena de enzimas antioxidantes pelo corpo, que ajudam a reduzir o envelhecimento precoce ou acelerado da pele.

“Também podemos incluir na lista os polifenóis, encontrados em alimentos como chá-verde, vinho tinto e frutas vermelhas, pois eles têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias”, acrescenta a médica.

Ômega 3 e silício para a saúde da pele

A nutróloga também recomenda os alimentos ricos em ácidos graxos do tipo ômega 3, como os peixes de água fria, nozes, sementes como chia e linhaça, folhas verde-escuras e algas, importantes para a proteção antioxidante do compartimento lipofílico da pele e anexos cutâneos.

A farmacêutica e gerente científica da Biotec Dermocosméticos, Patrícia França, destaca a importância do silício como outro elemento indispensável. “[…] Uma das suas principais funções está relacionada à síntese de colágeno tipo I e aumento da expressão da atividade da enzima prolina hidroxilase, substâncias importantes para firmeza, sustentação e hidratação da pele”, explica.

Alguns alimentos contêm silício, mas ele não é devidamente absorvido: “A questão é que sob a forma de ácido ortosilícico, ele tende a se polimerizar no organismo transformando-se em sílica insolúvel (inativa) pouco absorvida no estômago. O silício orgânico para ser absorvido pelo organismo e se tornar ativo para desempenhar as suas funções ideais precisa estar ligado a macromoléculas e ser hidrossolúvel […]”, explica.

Hidratação sempre

Por fim, vale lembrar que o consumo adequado de água é essencial. “A hidratação adequada e o consumo de água têm um impacto significativo no aspecto da pele, especialmente quando se trata de retardar os sinais de envelhecimento”, explica a Dra. Marcella Garcez.

Segundo ela, a água ajuda a manter a hidratação da pele e, com isso, favorece a elasticidade, importante para evitar a flacidez e a perda de firmeza cutânea. “A água também ajuda o organismo a eliminar toxinas e resíduos, além de regular a temperatura corporal e a circulação sanguínea, o que pode influenciar a saúde e o aspecto da pele”, finaliza.

*Foto: Reprodução/br.freepik.com/fotos-gratis/bife-de-frango-coberto-com-gergelim-branco-ervilhas-tomates-brocolis-e-abobora-em-um-prato-branco_10037987

1 de dezembro de 2023 0 comentário
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Dieta biogênica: O que é e quais são os benefícios?
Alimentação

Dieta biogênica: O que é e quais são os benefícios?

por Esteticare 15 de setembro de 2023
escrito por Esteticare

Dieta biogênica consiste em consumir alimentos in natura e ingeri-los da forma mais natural

Bastou uma postagem da cantora Gaby Amarantos no último final de semana para movimentar a internet. Isso porque Gaby afirma ter adotado uma alimentação biogênica que resultou na perda de 14 quilos. “Sim, eu tenho feito enemas (lavagem intestinal), bebido muito suco vivo, comida viva, trilha, caminhadas e me sentido leve e mais conectada comigo e com a natureza”, escreveu na postagem.

Dieta biogênica

Segundo a nutricionista Daniele Borges, a dieta biogênica consiste em consumir alimentos in natura e ingeri-los da forma mais natural possível, sem passar por processamentos ou adições. “Uma alimentação à base de alimentos biogênicos leva em consideração a retirada de processados. Nesse tipo de refeição, são utilizadas sementes de girassol, amêndoas, castanhas de caju, nozes, brotos, sementes germinadas, frutas e hortaliças”, explica.

Como mudar a rotina

Sendo assim, para mudar sua rotina e adotar este tipo de alimentação, pode-se começar com a ingestão de um mamão com semente de girassol e castanhas no café da manhã, ou em lanches entre as refeições. No almoço ou jantar, opte por abobrinha, vagem e brócolis. Contudo, a nutricionista diz ainda que é importante alinhar a alimentação com a prática de exercícios físicos.

Cuidados a se tomar

Por outro lado, a nutricionista explica que há alguns cuidados a tomar. Apesar de o consumo de alimentos naturais ser rico em nutrientes, ingerir somente hortaliças em detrimento de proteínas pode ocasionar falta de vitaminas.

“Isso pode gerar cansaço, dor de cabeça e até hipovitaminose (carência de vitaminas essenciais). Por isso, a recomendação é sempre procurar um nutricionista para prescrever a estratégia nutricional que mais se adequa a você. A avaliação profissional determina a melhor escolha de alimentos com base no cálculo base de calorias e nutrientes necessários para cada um.”

*Foto: Reprodução/br.freepik.com/fotos-gratis/postura-plana-de-pratos-com-grao-de-bico-e-pimenta-preta_7087759

15 de setembro de 2023 0 comentário
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Merenda escolar do RJ
Alimentação

Merenda escolar do RJ: Eduardo Paes sanciona lei que melhora condição

por Esteticare 14 de julho de 2023
escrito por Esteticare

Merenda escolar do RJ, segundo a nova lei, estimula a venda ou oferta de alimentos naturais ou minimamente processados

A Prefeitura do Rio de Janeiro dá um grande passo no combate à obesidade infantil, considerada uma doença crônica, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Sendo assim, desde quarta-feira (12), está em vigor na cidade a lei municipal que promove a saúde e determina a substituição de bebidas e alimentos ultraprocessados em todas as cozinhas e cantinas de escolas – públicas e privadas – de ensino infantil e fundamental. Além disso, o prefeito Eduardo Paes sancionou a lei proposta pela Câmara de Vereadores por meio do decreto nº 52.842.

Merenda escolar do RJ

Com isso, o objetivo da nova lei é promover ambientes saudáveis para os alunos dentro das escolas e que, consequentemente, impacta positivamente na merenda escolar do RJ. Vale destacar que no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, de 2019, 29% das crianças de 5 a 9 anos de idade estão acima do peso e 13% são obesas. É o que explicou o secretário municipal da Casa Civil, Eduardo Cavaliere:

“As nossas crianças precisam ser protegidas. A obesidade pode provocar doenças graves, como diabetes e hipertensão. As crianças precisam ter acesso apenas a alimentos saudáveis dentro da própria escola. Como poder público, precisamos estar alertas não só com a educação, mas também com a saúde.”

O que são alimentos ultraprocessados?

São considerados alimentos ultraprocessados os produtos industrializados. Ou seja, que são pobres nutricionalmente e ricos em calorias, constituídos por cinco ou mais ingredientes, especialmente:

  • gorduras vegetais hidrogenadas;
  • os óleos interesterificados;
  • amido modificado;
  • xarope de frutose;
  • isolados proteicos;
  • agentes de massa;
  • espessantes;
  • emulsificantes;
  • corantes;
  • aromatizadores;
  • e realçadores de sabor.

O que não terá mais nas escolas do Rio

Como exemplos do que não poderão ser distribuídos nas escolas cariocas, temos: biscoitos recheados, refrigerantes, salgadinhos, chocolates, entre outros. Portanto, agora nestes locais devem ser oferecidos nos lanches: sucos naturais, chás, água de coco, leite batido com frutas e aveia e frutas in natura, por exemplo.

Prazo para mudanças

As escolas têm o prazo de 180 dias para se adequar às novas regras para venda e oferta de alimentos dentro das instituições. O não cumprimento resultará em notificação no prazo de 10 dias, advertência e, em casos de escolas particulares, multa diária de R$ 1.500, até que a irregularidade seja sanada. A fiscalização ficará a cargo da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde. Além disso, o estabelecimento de ensino poderá responder solidariamente por infrações cometidas pelo responsável pela cantina ou serviço de alimentação terceirizado, instalado em suas dependências, ressalta o secretário de Saúde, Daniel Soranz:

“Incentivar o consumo de produtos minimamente processados é uma tendência dos países desenvolvidos, e nada melhor que ensinar este consumo saudável para as crianças, que são os principais influenciadores de consumo na família. Para o Brasil, que tem a maior produção agropecuária do mundo, faz muita mais sentido. Lembro que esta não é a lei do não pode e sim uma lei que abre caminho ao consumo mais saudável.”

Campanhas de incentivo

A Prefeitura do Rio também vai desenvolver campanhas que estimulem o consumo de alimentos in natura e minimamente processados, além de incentivar a aquisição de gêneros alimentícios produzidos no âmbito local pela agricultura familiar e pelos empreendedores familiares rurais.

Contudo, na rede municipal, a Unidade de Nutrição Annes Dias (Unad) conta com uma equipe de nutricionistas para produzir e fornecer materiais que orientam os profissionais nas unidades de ensino sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O programa possui várias referências, entre elas o Guia Alimentar da População Brasileira, que foi uma das bases para a nova regulamentação. A alimentação nas escolas municipais é composta em sua maior parte por alimentos in natura ou minimamente processados. É o que confirmou o secretário de Educação, Renan Ferreirinha:

“Nossa merenda já é muito saudável e um orgulho da rede municipal de ensino. É uma grande operação logística servir mais de um milhão de refeições por dia para nossos alunos. E é com esse trabalho que nossas escolas desenvolvem, nas crianças, o hábito de uma alimentação saudável que elas levarão para o resto de suas vidas.”

Em números

Atualmente, a Secretaria de Educação serve o equivalente a 400 toneladas de alimentos por dia, nas 1.549 escolas municipais. Atende 660 mil alunos. Vale lembrar que refrigerantes, doces, biscoitos recheados, frituras e outros ultraprocessados foram excluídos dos cardápios há alguns anos, para promover o compromisso de oferecer uma alimentação nutritiva e equilibrada para os alunos, seguindo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Por fim, a SME também desenvolve projetos de hortas nas escolas e estimula a compra de produtos da agricultura familiar.

*Foto: Reprodução/Flickr (Sergio Amaral/MDS – flickr.com/photos/mdsgovbr/16263422845)

14 de julho de 2023 0 comentário
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