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Compra de pescado na Semana Santa exige cuidados para evitar intoxicação, alerta Vigilância Sanitária

por Esteticare 2 de abril de 2026
2 de abril de 2026
Compra de pescado na Semana Santa exige cuidados para evitar intoxicação, alerta Vigilância Sanitária

Com a chegada da Semana Santa, cresce a procura por peixes e frutos do mar em feiras e supermercados. Diante desse aumento, a Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) reforçou orientações para que consumidores façam escolhas seguras e evitem problemas de saúde relacionados ao consumo de pescado.

O alerta envolve todas as etapas, da compra ao preparo. Segundo a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller, medidas simples podem reduzir significativamente os riscos. “Com atenção na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir um momento de celebração saudável”, afirmou.

Por se tratar de um alimento altamente perecível, o pescado exige cuidados específicos. A conservação inadequada favorece a deterioração rápida e aumenta a chance de contaminação por micro-organismos.

Como identificar pescado fresco

No momento da compra, alguns sinais ajudam a avaliar a qualidade do peixe. A nutricionista Jussara Salgado explica que características físicas e o odor são indicativos importantes do estado de conservação.

“O peixe deve ter carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e brilhantes, além de guelras vermelhas e cheiro suave, característico.”

Esses elementos indicam frescor. Por outro lado, alterações nesses aspectos podem sinalizar que o produto já iniciou processo de deterioração. Cheiro forte, especialmente semelhante ao de amônia, é um dos principais sinais de alerta.

Além da aparência, o consumidor deve observar as condições de exposição. O pescado fresco precisa estar mantido sob refrigeração, geralmente sobre gelo, sem contato direto com a água do degelo e protegido por material adequado.

“O pescado precisa estar sobre uma camada de gelo, sem contato direto, e protegido por plástico adequado. Já os congelados devem estar bem armazenados, sem sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida”, explicou a nutricionista.

Entre os principais pontos a serem observados estão:

  • carne firme
  • escamas bem aderidas à pele
  • olhos brilhantes
  • guelras avermelhadas
  • cheiro suave

Armazenamento e preparo em casa

Depois da compra, o tempo até a refrigeração deve ser o menor possível. O ideal é levar o pescado diretamente para casa e armazená-lo adequadamente.

Antes de guardar, recomenda-se fazer a limpeza, com retirada de vísceras, escamas e resíduos. Em seguida, o alimento deve ser mantido em recipiente fechado dentro da geladeira, evitando contato com outros produtos.

O prazo de consumo varia conforme a forma de preparo. Peixes destinados ao consumo cru devem ser ingeridos em até 24 horas. Já os alimentos cozidos podem permanecer refrigerados por até três dias.

A higiene durante o preparo também é um ponto central para evitar contaminações. “Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples, mas eficazes”, acrescentou Jussara Salgado.

Intoxicação alimentar é o principal risco

O consumo de pescado fora das condições ideais pode causar intoxicação alimentar. Os sintomas mais comuns incluem náuseas, vômitos e diarreia, podendo evoluir para quadros mais graves.

A superintendente Helen Keller destaca que a composição do pescado contribui para esse risco quando há falhas no manejo. “O pescado é um alimento rico em proteínas e muito sensível. Quando não é manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias e a produção de toxinas prejudiciais à saúde.”

Por isso, a recomendação é planejar as compras e evitar armazenar o alimento por longos períodos. O preparo deve ocorrer o mais próximo possível do consumo.

Pratos frios, como saladas com frutos do mar, exigem atenção redobrada. Devem ser mantidos sob refrigeração constante até o momento de servir, reduzindo a exposição a temperaturas inadequadas.

Atenção especial ao bacalhau

Tradicional na Semana Santa, o bacalhau também requer cuidados específicos. O processo de dessalgue, etapa essencial antes do preparo, deve ser feito sob refrigeração.

Deixar o alimento em temperatura ambiente durante esse processo aumenta o risco de contaminação. A orientação é realizar a troca de água sempre dentro da geladeira.

Fiscalização e papel do consumidor

Além das ações de fiscalização, a Vigilância Sanitária destaca a importância da participação do consumidor na identificação de irregularidades. Observar a higiene do local, as condições de armazenamento e a apresentação dos produtos ajuda a evitar problemas.

Caso sejam encontrados indícios de má conservação ou falhas sanitárias, a recomendação é acionar o órgão responsável no município. A medida contribui para a segurança coletiva e para a retirada de produtos inadequados do mercado.

Com cuidados que começam na escolha do pescado e seguem até o preparo, é possível reduzir riscos e manter a tradição da Semana Santa com segurança alimentar.

Fonte: Agência Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/peixe-robalo-cru-cozinhar-robalo-fresco_64727354.htm

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