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Dieta cetogênica entra no debate sobre saúde mental, mas evidências ainda são limitadas
Alimentação

Dieta cetogênica entra no debate sobre saúde mental, mas evidências ainda são limitadas

por Esteticare 24 de março de 2026
escrito por Esteticare

A busca por alternativas no tratamento de transtornos mentais tem levado pacientes e pesquisadores a olhar com mais atenção para a alimentação. Entre as abordagens que ganharam espaço nos últimos anos está a dieta cetogênica, conhecida pelo alto consumo de gorduras e pela restrição de carboidratos. Embora tradicionalmente associada à perda de peso e ao controle da epilepsia, a estratégia alimentar passou a ser investigada também por seus possíveis efeitos no cérebro.

O interesse não surge por acaso. Casos individuais ajudam a impulsionar a discussão. A neurocientista Maya Schumer, de 32 anos, relatou ter convivido por mais de uma década com transtorno bipolar, enfrentando episódios persistentes de pânico, mania e depressão, mesmo após diferentes tratamentos com terapia e medicamentos. Em 2024, segundo ela, a situação chegou ao ponto mais crítico. Foi nesse contexto que decidiu testar a dieta cetogênica, por recomendação médica.

Após cinco meses com uma alimentação baseada em carnes, gorduras e baixa ingestão de carboidratos, ela observou redução nos ataques de pânico e melhora na concentração. A depressão, no entanto, só cedeu após a introdução de uma dose baixa de lítio. Combinando dieta e medicação, Schumer afirma que passou a se sentir mais estável.

O que caracteriza a dieta cetogênica

Criada na década de 1920 como tratamento para epilepsia, a dieta cetogênica tem como princípio induzir o corpo a um estado metabólico chamado cetose. Nesse processo, o organismo deixa de usar carboidratos como principal fonte de energia e passa a queimar gordura.

Para alcançar esse efeito, a alimentação prioriza itens como ovos, carnes, peixes, manteiga, castanhas e vegetais com baixo teor de amido, como folhas verdes e couve-flor. Em contrapartida, alimentos como arroz, pão, massas, açúcar, batata e a maior parte das frutas são reduzidos ou eliminados.

Segundo pesquisadores da área de psiquiatria metabólica, essa mudança pode estabilizar os níveis de açúcar no sangue e influenciar processos inflamatórios e químicos no cérebro, o que levantou hipóteses sobre possíveis impactos na saúde mental.

Estudos sugerem melhora, mas com limitações

Apesar do crescente interesse, as evidências científicas ainda são consideradas iniciais. Um dos primeiros indícios surgiu em 2017, quando um estudo de caso relatou melhora significativa em dois pacientes com transtorno esquizoafetivo após a adoção da dieta. Os sintomas teriam retornado rapidamente após a interrupção do regime alimentar.

Mais recentemente, ensaios pequenos trouxeram novos dados. Em um estudo de 2024 com 23 adultos diagnosticados com esquizofrenia ou transtorno bipolar, os sintomas apresentaram melhora média de 31% após quatro meses de dieta. Já uma pesquisa publicada em 2025, com 16 universitários com depressão maior, indicou redução de cerca de 70% nos sintomas após 10 a 12 semanas.

Há, no entanto, ressalvas importantes. Muitos participantes desses estudos também perderam peso e apresentaram melhora em indicadores físicos, como pressão arterial e inflamação. Esses fatores, por si só, podem influenciar o funcionamento cerebral e o bem-estar geral.

Outro ponto é a ausência de grupos de controle em parte das pesquisas. Isso dificulta separar o efeito direto da dieta de possíveis influências psicológicas, como o efeito placebo.

Um estudo mais robusto, publicado em fevereiro e conduzido com 88 pessoas com depressão clínica, incluiu essa comparação. Os participantes foram divididos entre um grupo que seguiu a dieta cetogênica e outro que apenas adotou hábitos alimentares mais saudáveis. Embora o grupo cetogênico tenha apresentado melhora maior, a diferença foi considerada pequena.

Riscos, desafios e necessidade de acompanhamento

Enquanto novas pesquisas estão em andamento, especialistas mantêm uma posição cautelosa. Um dos principais alertas envolve o risco de pacientes abandonarem tratamentos convencionais ao perceberem alguma melhora inicial com a dieta. Isso pode levar à piora dos sintomas ou até a crises graves.

Há também preocupações com os efeitos físicos de longo prazo. Versões populares da dieta costumam ser ricas em gorduras saturadas e pobres em fibras, o que pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Outro obstáculo é a adesão. A restrição alimentar é significativa e exige mudanças profundas no dia a dia, incluindo preparo frequente de refeições e eliminação de alimentos comuns na rotina brasileira, como arroz, feijão e frutas.

Diante desse cenário, a recomendação é clara entre os profissionais: qualquer tentativa de adotar a dieta cetogênica deve ser feita com acompanhamento médico. O monitoramento permite ajustes, inclusive em medicações, e reduz riscos associados a mudanças bruscas.

A relação entre alimentação e saúde mental segue como um campo promissor, mas ainda em construção. Por enquanto, a dieta cetogênica aparece mais como um possível complemento do que como substituição dos tratamentos já consolidados.

Fonte: Folha de São Paulo
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24 de março de 2026 0 comentário
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Medicamentos para emagrecer com semaglutida e tirzepatida exigem cuidado com alimentação e massa muscular
Alimentação

Medicamentos para emagrecer com semaglutida e tirzepatida exigem cuidado com alimentação e massa muscular

por Esteticare 3 de março de 2026
escrito por Esteticare

O avanço de medicamentos injetáveis para emagrecimento, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, alterou o tratamento da obesidade no Brasil. Fármacos à base de semaglutida e tirzepatida passaram a integrar protocolos clínicos após demonstrarem resultados expressivos na redução de peso corporal. Estudos apontam que pacientes podem eliminar entre 15% e 20% do peso inicial ao longo de um ano.

O efeito ocorre porque essas substâncias atuam em hormônios ligados ao controle da fome, como o GLP-1, aumentando a sensação de saciedade e retardando o esvaziamento gástrico. A ingestão alimentar diminui de forma significativa. Na prática, o paciente sente menos fome e passa a consumir menos calorias.

O desafio começa quando a redução do apetite leva também à piora da qualidade da dieta. Ao comer menos, parte das pessoas deixa de atingir a quantidade mínima de proteínas, fibras, vitaminas e minerais necessários ao funcionamento do organismo. O número na balança cai, mas nem sempre da maneira mais adequada.

Perda de massa muscular preocupa especialistas

A atenção da comunidade médica deixou de estar restrita ao peso total eliminado. A composição corporal passou a ser o foco. Pesquisas recentes indicam que até 40% do peso perdido com o uso dessas medicações pode corresponder à massa muscular, e não apenas à gordura.

A redução de músculos traz consequências relevantes. A força física diminui, o metabolismo desacelera e a manutenção do peso a longo prazo se torna mais difícil. Quanto menor a massa muscular, menor tende a ser o gasto energético basal. Esse cenário pode favorecer o reganho de peso após a interrupção do tratamento.

A nutricionista Larissa Luna, parceira da marca A Tal da Castanha, chama atenção para o risco de uma alimentação insuficiente durante o uso dos medicamentos. “O risco é perder peso com uma alimentação incompleta, sem o que é necessário para sustentar o corpo”, explica a especialista.

Segundo ela, a diminuição do volume de comida exige planejamento ainda mais rigoroso. Cada refeição precisa concentrar qualidade nutricional. Não basta comer pouco, é preciso comer melhor.

Três pilares para preservar músculos no emagrecimento

Profissionais de saúde defendem que o tratamento medicamentoso seja acompanhado de mudanças estruturais no estilo de vida. Três pontos são considerados fundamentais para reduzir a perda de massa magra.

O primeiro é o consumo adequado de proteínas. Carnes, ovos, laticínios, leguminosas e, quando necessário, suplementos proteicos devem ser distribuídos ao longo do dia. A proteína fornece os aminoácidos essenciais para a manutenção dos músculos.

O segundo pilar é o exercício físico, com ênfase em atividades de força, como musculação. O estímulo mecânico sinaliza ao organismo que aquela musculatura precisa ser preservada. Sem esse estímulo, o corpo tende a utilizar o tecido muscular como fonte de energia durante o déficit calórico.

O terceiro ponto é a hidratação. Há relatos de redução na sensação de sede entre usuários dessas medicações. A ingestão insuficiente de água pode favorecer quadros de constipação intestinal e desidratação. Manter o consumo regular de líquidos ajuda no funcionamento do organismo como um todo.

Guia orienta pacientes em uso de análogos de GLP-1

Com o aumento da procura por terapias com análogos de GLP-1, empresas do setor alimentício passaram a produzir materiais educativos voltados a esse público. A Positive Co., responsável pelas marcas A Tal da Castanha e Plant Power, lançou o e-book gratuito “Nutrição Consciente: o guia completo para o emagrecimento saudável durante o uso de análogos de GLP-1”.

O material foi elaborado por Larissa Luna e apresenta orientações sobre o funcionamento das medicações e estratégias práticas para organizar a alimentação com apetite reduzido. O conteúdo inclui 10 receitas pensadas para garantir aporte adequado de nutrientes mesmo em refeições menores.

O guia está disponível gratuitamente no link oficial da marca. A proposta é oferecer suporte complementar ao acompanhamento médico e nutricional, reforçando que o uso de semaglutida e tirzepatida não dispensa orientação profissional.

A consolidação dessas medicações no tratamento da obesidade representa um avanço terapêutico relevante. Ainda assim, especialistas reforçam que a eficácia e a segurança do processo dependem da combinação entre medicamento, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios. Emagrecer continua sendo mais do que reduzir números na balança, envolve preservar saúde metabólica e funcionalidade ao longo do tempo.

Fonte: Portal Terra
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3 de março de 2026 0 comentário
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Porções menores ganham espaço nos restaurantes dos EUA com avanço dos remédios para emagrecimento
Alimentação

Porções menores ganham espaço nos restaurantes dos EUA com avanço dos remédios para emagrecimento

por Esteticare 24 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

As porções fartas que por décadas marcaram a gastronomia dos Estados Unidos começam a perder espaço. Restaurantes de diferentes perfis, das grandes redes aos endereços independentes, vêm reduzindo o tamanho dos pratos como resposta a dois movimentos simultâneos. De um lado, o aumento persistente do custo de vida e da operação do setor. De outro, a expansão do uso de medicamentos para perda de peso, que reduzem o apetite e mudam o comportamento do consumidor.

A oferta de pratos principais menores, muitas vezes descritos como versões leves ou intermediárias, surge também como estratégia para atrair clientes com orçamento mais restrito, interessados em refeições mais baratas e menos calóricas. A mudança já aparece de forma concreta em grandes cadeias nacionais.

A rede de culinária asiática PF Chang’s, que opera cerca de 200 unidades no país, lançou no ano passado uma porção média para seus pratos principais. O movimento busca acomodar tanto clientes que querem gastar menos quanto aqueles que não desejam refeições muito volumosas.

No segmento de fast food, o ajuste também está em curso. O KFC vem revisando o tamanho das porções e a textura de seus produtos nas aproximadamente 4.000 lojas que mantém nos Estados Unidos. Segundo Chris Turner, presidente-executivo da Yum Brands, a adaptação faz parte de um esforço mais amplo para lidar com a desaceleração do consumo.

Custos elevados e menos clientes

O contexto econômico ajuda a explicar a mudança. O setor de restaurantes acumula cinco meses consecutivos de queda no fluxo de clientes e nas vendas, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Black Box Intelligence. A combinação de inflação persistente, salários pressionados e aumento nos preços de insumos afeta diretamente a rentabilidade dos estabelecimentos.

Além de custos maiores com energia e mão de obra, os restaurantes lidam com valores historicamente altos da carne bovina. Agora, enfrentam também uma transformação no padrão de consumo associada ao uso crescente de medicamentos para emagrecimento à base de GLP-1, conhecidos por suprimir o apetite. Analistas avaliam que a redução das porções pode ser uma resposta direta a esse novo cenário.

Estimativas do instituto de pesquisa Rand indicam que quase 12% dos norte-americanos já utilizam esse tipo de medicamento. Um levantamento da Morning Consult mostrou que esses usuários tendem a cozinhar mais em casa e a pedir menos comida quando frequentam restaurantes.

Redes tradicionais aderem ao novo formato

A mudança chegou também a marcas conhecidas pelo excesso. A rede italiana Olive Garden, famosa pela oferta ilimitada de sopa ou salada e pães, incluiu no mês passado sete itens em tamanhos reduzidos no cardápio de seus cerca de 900 restaurantes no país.

Para JP Frossard, analista de alimentos de consumo do Rabobank, o caminho é direto. “A resposta óbvia é reduzir as porções”, afirmou. “Reduzir as porções pode tornar os cardápios mais acessíveis e trazer os clientes de volta e isso também se encaixa bem com a questão do GLP-1”, acrescentou.

Historicamente, o tamanho das porções nos Estados Unidos cresceu de forma acelerada ao longo do século 20, impulsionado pela industrialização do pós-guerra e pelo barateamento de ingredientes como milho, trigo, açúcar, carne e óleos vegetais. Um estudo publicado em 2024 na revista Foods apontou que as porções consumidas no país eram, em média, 13% maiores do que as da França.

Especialistas em saúde pública há anos associam essa “distorção das porções” ao desperdício de alimentos e ao avanço da obesidade. O atual secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., recomendou recentemente que os americanos aumentem o consumo de proteínas, reduzam açúcar e ultraprocessados e “prestem atenção ao tamanho das porções” dentro da política Make America Healthy Again.

Consumidor sinaliza apoio à mudança

Pesquisas indicam que o público está disposto a aceitar a transformação. Um levantamento de 2024 da National Restaurant Association mostrou que 75% dos clientes preferem porções menores por um preço mais baixo.

Esse dado levou a rede de frutos do mar Angry Crab Shack a lançar um cardápio de almoço com cestas reduzidas de bacalhau empanado, cheeseburgers e sanduíches de lagosta frita com batatas. “Foi feito para oferecer preços mais acessíveis”, comentou Andy Diamond, presidente da rede.

Em Nova York, o restaurante italiano Tucci foi além. O estabelecimento criou no ano passado um chamado “cardápio Ozempic”, disponível sob solicitação. Nele, itens como almôndegas ou arancini são servidos individualmente, em vez da porção tradicional de três, por pouco mais de um terço do preço.

“Não estou defendendo os GLP-1. O que estou defendendo é que o cliente decida o que é certo para ele”, declarou Max Tucci, fundador do restaurante. “O apetite deles está reduzido e não queremos que saiam se sentindo estufados e como se tivessem desperdiçado comida”.

Mesmo assim, Tucci reconhece que ainda existe um público fiel às grandes porções que caracterizam os restaurantes ítalo-americanos. O desafio, agora, é equilibrar tradição, custos e um novo padrão de consumo que parece ter vindo para ficar.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/pena-de-injeccao-de-insulina-ou-caneta-de-cartucho-de-insulina-para-diabeticos-e-perda-de-peso_412398850.htm

24 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Fibras na alimentação ganham destaque por impacto na saúde do cérebro e na longevidade
Alimentação

Fibras na alimentação ganham destaque por impacto na saúde do cérebro e na longevidade

por Esteticare 3 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

Uma alimentação baseada em grãos integrais, frutas, leguminosas, nozes e sementes, alimentos reconhecidos pelo alto teor de fibras, tem sido associada a benefícios amplos para o organismo. Pesquisas recentes indicam que esse padrão alimentar contribui não apenas para a saúde metabólica, mas também para o funcionamento cerebral, com possível efeito na prevenção do declínio cognitivo ao longo da vida.

Os estudos apontam que as fibras influenciam diretamente o microbioma intestinal e fortalecem o eixo intestino cérebro, sistema responsável pela comunicação entre os dois órgãos. Essa interação tem sido considerada fundamental para processos que envolvem memória, humor e envelhecimento saudável.

A ampliação do consumo desse nutriente aparece como uma das mudanças alimentares com maior impacto na saúde cognitiva. Segundo Karen Scott, professora de microbiologia intestinal no Rowett Institute, da Universidade de Aberdeen, na Escócia, a deficiência de fibras está entre os principais fatores de risco relacionados à alimentação.

Mesmo com evidências consistentes, grande parte da população ainda consome quantidades abaixo do recomendado. Especialistas indicam cerca de 30 gramas por dia. Nos Estados Unidos, aproximadamente 97% dos homens e 90% das mulheres ingerem menos fibras do que o ideal. O Reino Unido apresenta cenário semelhante, com mais de 90% dos adultos abaixo da recomendação, situação também observada em diversos outros países.

Como as fibras atuam no organismo

A fibra é um tipo de carboidrato que não é facilmente degradado pelas enzimas digestivas. Por essa característica, atravessa o sistema digestivo quase intacta, promovendo benefícios importantes. Entre eles estão o aumento do volume fecal, a melhora do trânsito intestinal e a manutenção da sensação de saciedade por mais tempo.

A digestão mais lenta também ajuda a reduzir picos de glicose no sangue. Pesquisas indicam que pessoas que consomem mais grãos integrais costumam apresentar menor índice de massa corporal e menor acúmulo de gordura abdominal quando comparadas às que priorizam alimentos refinados.

O consumo adequado de fibras também se relaciona à expectativa de vida. John Cummings, professor emérito de gastroenterologia experimental da Universidade de Dundee, afirma que o nutriente deve ser tratado como essencial para a saúde. Uma revisão científica da qual ele participou apontou que indivíduos com maior ingestão apresentaram risco de mortalidade entre 15% e 30% menor em comparação com aqueles que consumiam menos fibras.

O estudo ainda associou o consumo adequado à redução do risco de doença coronariana, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2 e câncer colorretal, o que representa 13 mortes a menos para cada mil pessoas avaliadas. Os melhores resultados foram observados em dietas com ingestão diária entre 25 e 29 gramas.

Exemplos simples mostram como alcançar esses níveis. Uma batata assada com casca acompanhada de feijão e uma maçã pode fornecer cerca de 15,7 gramas de fibras. Um punhado de nozes, aproximadamente 30 gramas, acrescenta 3,8 gramas ao total diário.

Os efeitos positivos estão ligados à ação das bactérias intestinais. Ao digerirem as fibras, esses microrganismos produzem ácidos graxos de cadeia curta, como acetato, propionato e butirato. Segundo Cummings, esses compostos fornecem energia às células e estão associados à redução da mortalidade.

Relação entre fibras e saúde cerebral

O impacto das fibras também alcança o sistema nervoso. Scott explica que o butirato contribui para a manutenção da barreira intestinal, dificultando a passagem de substâncias nocivas para a corrente sanguínea e, consequentemente, para o cérebro.

“Quanto mais fibras você consome, mais butirato é produzido, e melhor a cognição pode ser preservada.”

Pesquisas reforçam essa associação. Um estudo publicado em 2022 com mais de 3.700 adultos identificou que maiores níveis de ingestão de fibras estavam relacionados a menor risco de demência. Outro levantamento com pessoas acima dos 60 anos indicou melhor desempenho cognitivo entre participantes com dietas mais ricas nesse nutriente.

Embora muitos resultados sejam observacionais, um ensaio clínico randomizado envolvendo pares de gêmeos indicou possível relação causal. Participantes que ingeriram suplemento de fibra prebiótica diariamente apresentaram melhor desempenho em testes cognitivos após três meses, em comparação com aqueles que receberam placebo. A análise das amostras fecais mostrou aumento de bactérias benéficas, incluindo Bifidobacterium.

Mary Ni Lochlainn, professora clínica de medicina geriátrica no King’s College London, liderou a pesquisa e destacou o potencial da alimentação na preservação da memória em idosos. “O mais empolgante no microbioma é que ele é maleável, e certos microrganismos parecem estar associados positivamente à saúde.”

Ela acrescenta que compreender o funcionamento da microbiota pode ajudar a reduzir impactos do envelhecimento físico e cognitivo. “É um recurso pouco explorado, e uma área ainda pouco estudada, sobre a qual estamos aprendendo cada vez mais”, afirmou, ressaltando que isso pode “tornar o envelhecimento mais fácil”.

Estudos adicionais relacionam a produção elevada de butirato à melhora do sono, à redução de sintomas depressivos e ao bem-estar geral. Pesquisadores também identificaram que pacientes com doença de Alzheimer apresentaram maior presença de marcadores inflamatórios e menor quantidade de bactérias produtoras desse composto.

Estratégias para aumentar o consumo

Especialistas destacam que pessoas com maior longevidade e melhor qualidade de vida tendem a apresentar microbiomas mais diversos. A variedade de fibras na alimentação contribui diretamente para essa diversidade.

O aumento do consumo pode ser feito com mudanças simples, como incluir leguminosas, entre elas feijão, ervilha e lentilha, em preparações diárias. Outra alternativa é substituir produtos refinados por versões integrais ou combinar os dois tipos gradualmente.

Lanches como pipoca, frutas, sementes e oleaginosas ajudam a elevar a ingestão total. Em alguns casos, suplementos podem ser indicados, especialmente para pessoas com dificuldades de mastigação ou deglutição.

Para Scott, o impacto do nutriente na saúde é significativo. “Aumentar o consumo de fibras é realmente a coisa mais benéfica que as pessoas podem fazer” pela saúde geral.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/fechar-uma-tigela-de-sementes-de-chia-e-outros-alimentos-saudaveis-na-mesa-da-cozinha_48614745.htm

3 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Alimentos frescos devem ficar mais caros que ultraprocessados em 2026
Alimentação

Alimentos frescos devem ficar mais caros que ultraprocessados em 2026

por Esteticare 13 de janeiro de 2026
escrito por Esteticare

Manter uma alimentação considerada saudável tende a pesar mais no bolso a partir de 2026. Uma projeção elaborada pela Universidade Federal de Minas Gerais em parceria com o Instituto de Defesa do Consumidor indica que, pela primeira vez, os alimentos in natura ou minimamente processados devem ultrapassar, em média, o preço dos produtos ultraprocessados. O estudo analisou a evolução dos valores praticados no país desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020, e aponta uma tendência de longo prazo que preocupa especialistas em saúde pública e economia.

De acordo com a pesquisa, itens como frutas, legumes, verduras e alimentos básicos frescos têm sido impactados por uma combinação de fatores estruturais. Custos de transporte, armazenamento, logística e combustível influenciam diretamente os preços finais desses produtos. Já os ultraprocessados, além de terem maior durabilidade e facilidade de distribuição, são baseados em commodities como milho e soja, que contam com incentivos fiscais e cadeias produtivas altamente subsidiadas no Brasil.

Para a nutricionista e pesquisadora do Idec, Ana Maria Maya, o debate sobre alimentação saudável precisa considerar o peso do custo no cotidiano das famílias. “Muitos profissionais de saúde diziam que ter uma alimentação saudável era uma questão de escolha”, afirma. “Mas isso não é verdade. Em uma população socioeconomicamente vulnerável, como o Brasil, precisamos considerar que o custo vai ser determinante para as escolhas alimentares”.

Preço, renda e insegurança alimentar

A elevação relativa dos alimentos frescos ocorre em um cenário marcado por informalidade no mercado de trabalho e instabilidade financeira. O professor de economia Valter Palmieri Jr., doutor em Desenvolvimento Econômico, explica que essas condições reduzem a capacidade de planejamento das famílias e afetam diretamente a dieta. “Quando os preços dos alimentos sobem, famílias mais vulneráveis perdem liberdade de escolha alimentar, o que reduz a variedade da dieta e aumenta a ansiedade em relação à comida, criando um ambiente propício ao sofrimento psíquico associado à alimentação”, diz.

Segundo ele, o ambiente econômico, cultural e social no Brasil favorece o consumo de ultraprocessados por diferentes vias. O preço mais baixo é apenas uma delas. A ampla oferta, a facilidade de acesso em qualquer região e o marketing agressivo tornam esses produtos ainda mais presentes no dia a dia. Paralelamente, a publicidade reforça padrões corporais idealizados e pouco realistas. “São incentivos contraditórios, que ampliam lucros, mas geram custos ocultos e pioram nossa relação e nosso comportamento com a comida”, avalia o economista.

A questão não se limita à renda ou à informação nutricional. Mesmo consumidores conscientes enfrentam barreiras concretas para manter uma alimentação equilibrada quando os preços dos alimentos frescos sobem acima da inflação média. O resultado, apontam os pesquisadores, é a substituição gradual por opções mais baratas, calóricas e pobres em nutrientes.

Ultraprocessados, compulsão e cuidado no discurso

A psiquiatra Nicole Rezende, pesquisadora e colaboradora do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, destaca outro aspecto relevante. Segundo ela, alimentos ultraprocessados possuem potencial adictivo. São desenvolvidos para serem hiperpalatáveis e concentram grandes quantidades de açúcar, sal, gordura e aditivos químicos, o que dificulta a moderação no consumo.

“Quanto mais fácil acessar um produto processado, com um ambiente que facilita isso, mais automáticas se tornam essas escolhas e pode-se observar um padrão semelhante ao das dependências químicas, em que a pessoa tenta reduzir o consumo mas não consegue. O cérebro fica muito exposto realmente a pistas que disparam essa vontade o tempo todo”. Esse cenário aumenta o risco de compulsão alimentar e a sensação de perda de controle.

Nicole ressalta, porém, que o enfrentamento do problema exige cuidado para não transformar a alimentação em um campo moral. “Isso pode gerar uma moralização, como se comer fosse errado, em vez de focar os alvos reais, que seriam design do produto, marketing, disponibilidade e custo”, afirma. Para ela, o pensamento de tudo ou nada tende a ampliar o sofrimento, reforçando ciclos de restrição, fissura, perda de controle e culpa.

Diante desse quadro, especialistas defendem políticas públicas que estimulem a produção e o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. Ana Maria Maya lembra que há anos a sociedade civil e organizações do terceiro setor pressionam por medidas desse tipo. Ainda assim, a recente reforma tributária criou o chamado imposto do pecado apenas para bebidas alcoólicas e adocicadas, sem prever incentivos fiscais capazes de reduzir o preço dos ultraprocessados ou tornar os alimentos frescos mais acessíveis para a população.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/vista-superior-de-uma-variedade-de-vegetais-frescos_12418301.htm

13 de janeiro de 2026 0 comentário
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Lancheira fit
Alimentação

Lancheira fit: Quais alimentos deve conter

por Esteticare 20 de outubro de 2024
escrito por Esteticare

Uma lancheira fit remete à importância da alimentação saudável na infância

Com a correria do dia a dia em famílias que levantam cedo, e tem que levar os filhos à escola e em seguida irem trabalhar, podem optar por colocar alimentos ultraprocessados nas lancheiras das crianças. Mas, o que pode parecer a opção mais rápida em vista do cotidiano agitado, pode contribuir de modo negativo no desenvolvimento físico e cognitivo de seus filhos.

De acordo com o dados do Ministério da Saúde, 10% das crianças brasileiras entre 5 e 10 anos estão acima do peso. O índice deve-se ao consumo regular de alimentos ultraprocessados, impactando diretamente na saúde infantil. E o resultado é menos energia e maior predisposição a problemas de saúde. Portanto, é de suma importância que os pais proporcionem hábitos alimentares saudáveis a seus filhos desde os primeiros anos de vida.

Lancheira fit

Diante desses números, é preciso gerar aos pequenos uma alimentação equilibrada, rica em variedade de grupos alimentares. Tal variedade garante que as crianças recebam a quantidade ideal de proteínas, carboidratos e frutas, e também de outros nutrientes necessários.

Com um cardápio semanal em mãos é possível prevenir excessos e facilitar a organização diária dos pais e montar uma lancheira fit.

Escolha dos alimentos

Além disso, os pais podem incluir a criança na seleção dos alimentos que irão compor a lancheira, pois assim pode aumentar a aceitação dos mesmos. Optar por alimentos que a criança já consome em casa reduz a chance de rejeição. Um exemplo é inserir pães variados com patês, bem como sucos naturais e água de coco para acompanhar as refeições.

Preparação

Alimentos essenciais: Inclua uma bebida, uma fruta, um carboidrato e uma proteína.

Bebidas saudáveis: Opte por chás, sucos naturais ou água de coco, mantendo a água como a escolha principal.

Frutas acessíveis: Elas já devem estar cortadas e descascadas para serem mais atraentes às crianças.

Pães variados: Varie entre pão francês, de forma ou de milho. Escolha recheios saudáveis.

Petiscos saudáveis: Frutas secas, mix de castanhas e cereais sem açúcar são opções nutritivas.

Suplementação na alimentação infantil

Por outro lado, é preciso destacar também que, em alguns casos, a suplementação infantil se faz necessária, principalmente para crianças que rejeitam determinados alimentos ou que apresentam peso e altura abaixo da média. Contudo, esse tipo de intervenção deve ser orientado por um pediatra ou nutricionista, após uma avaliação detalhada.

Prática de atividade física

Por fim, a criança, além de se alimentar saudável, também deve ter contato desde cedo com a prática de atividade física e momentos ao ar livre. Tudo isso pode contribuir para um desenvolvimento saudável, gerando um estilo de vida equilibrado desde os primeiros anos de vida.

Fonte: Foto de rawpixel.com na Freepik

20 de outubro de 2024 0 comentário
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Alimentação na terceira idade: 4 hábitos que você deve evitar
Alimentação

Alimentação na terceira idade: 4 hábitos que você deve evitar

por Esteticare 12 de julho de 2024
escrito por Esteticare

Alimentação na terceira idade envolve que a pessoa não perca nutrientes

As pessoas que chegam à terceira idade devem se preocupar ainda mais com sua alimentação. Ela deve ser saudável e balanceada, se possível acompanhada de um nutricionista que saberá elaborar um plano alimentar adequado.

Alimentação na terceira idade

A alimentação na terceira idade é de extrema importância para que as pessoas mantenham a saúde em dia. Isso porque o idoso perde força muscular e apresenta perda de peso. Sendo assim, a geração prateada pode estar propensa a mais problemas de saúde, como: quedas, fraturas, hospitalizações, deficiência, demência e morte prematura. Ao longo deste artigo, conheça quatro hábitos alimentares que devem ser evitados. Veja abaixo:

O que evitar

1 – Utilize sal na comida moderadamente

Colocar sal em excesso na comida pode acerretar em maior probabilidade de sofrer de hipertensão, além de ter efeitos sobre o sistema urinário e circulatório. Isso porque é comum haver uma redução do paladar em idade mais avançada. A solução é colocar mais ervas frescas e especiarias para deixar os pratos mais saborosos.

2 – Não pule as refeições principais

Apesar de ser mais trabalhoso preparar as refeições principais, como almoço e jantar, elas são fundamentais para a saúde do idoso. Sendo assim, não troque refeições completas por lanchinhos com café, leite e pão com manteiga, por exemplo. A longo prazo, este péssimo hábito poderá provocar sérias deficiências nutricionais. Neste caso, a solução é congelar alimentos como arroz e feijão, que otimiza o tempo de preparo das refeições diárias.

3 – Evite frituras ou pelo menos consuma em menor quantidade

Em pequenas quantidades, a gordura também auxilia na elaboração de uma dieta diversificada e que contenha fonte de energia para o organismo.

Além disso, a fritura é vista como vilã, uma vez que qualquer óleo, quando aquecido acima de determinadas temperaturas, passa por transformações em sua composição química e liberam uma substância tóxica, chamada acroleína. O consumo dela pode elevar o risco das pessoas desenvolverem doenças cardíacas, como: infarto, derrame, aterosclerose, além do câncer.

4 – Alimentos processados

Por fim, o consumo de doces, alimentos ultraprocessados e ricos em substâncias como conservantes e acidulantes, podem gerar maiores riscos de o idoso ter diabetes, problemas intestinais, de estômago e doenças do coração. Portanto, opte por alimentos in natura, como: frutas, verduras e legumes, ou os minimamente processados, como farinha, leite e castanhas. Diante de todos esses fatores, é possível ter uma alimentação bastante balanceada.

*Foto: Reprodução/https://br.freepik.com/fotos-gratis/cafe-da-manha-saudavel-comido-por-casal-senior_13187224.htm#fromView=search&page=1&position=1&uuid=d8a84a4c-5652-49b0-aa5a-df531b9121df

12 de julho de 2024 0 comentário
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Vitaminas e minerais: Qual a importância na velhice?
Alimentação

Vitaminas e minerais: Qual a importância na velhice?

por Esteticare 18 de junho de 2024
escrito por Esteticare

Vitaminas e minerais ao serem combinados proporcionam uma boa alimentação

Para que o corpo humano funcione bem é necessário ingerir vitaminas, aminoácidos, minerais e outros nutrientes que são produzidos naturalmente, ou encontrados em uma alimentação saudável e balanceada.

Vitaminas e minerais

No entanto, a ingestão de vitaminas e minerais deve ser feita com acompanhamento, porque em caso de absorção em excesso pode prejudicar sua saúde. Pesquisas inéditas, que foram ao ar no programa Globo Repórter, apresentaram as funções das vitaminas, bem como suas combinações de alimentos que formam uma alimentação equilibrada, saudável e com isso diminui os riscos da automedicação para obtenção dos nutrientes que faltam em nosso organismo.

Além disso, um grupo de voluntários com mais de 60 anos foi acompanhado por pesquisadores da Universidade do Extremo Sul Catarinense sobre a influência da vitamina D na memória e no aprendizado. Sendo assim, a pesquisa observou que indivíduos com insuficiência ou deficiência de vitamina D possuem maior declínio cognitivo. Ou seja, possuem menor capacidade de realizar atividades que estão diretamente relacionadas ao cotidiano. No entanto, também revelou que os níveis mais altos estavam atrelados a pessoas casadas ou idosos aposentados, por conta da maior exposição solar, uma vez que o Sol é a principal fonte de produção de vitamina D no corpo, e melhor alimentação, aliada à atividade física.

Por sua vez, um estudo da Universidade Federal de São Carlos (SP), em parceria com a University College London acompanhou mais de 3.000 pessoas acima de 50 anos durante quatro anos. E neste caso, homens e mulheres com obesidade abdominal tinham 36% mais risco de desenvolver insuficiência de vitamina D e 64% mais risco de desenvolver deficiência de vitamina D nos quatro anos subsequentes. Os estudos revelaram ainda que bons níveis de vitamina D podem garantir maior autonomia para as pessoas em idade mais avançada.

Pesquisa da UERJ

Uma pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro demonstra que a fase da vida de 25 a 30 anos é o melhor momento para o pico de massa óssea. Essa fase também pode ser chamada de idade do salto, já que o impacto estimula determinados tipos de célula que geram ação anabólica no osso.

Vitaminas de A a Z

Já as funções das vitaminas, de A a Z, ao serem combinadas aos alimentos, formam uma rica composição vitamínica. Exemplos fáceis de serem feitos: o pão com ovo, arroz com feijão, saladas verdes, legumes, entre outros. Porém, é preciso ficar atento para os riscos que uma má alimentação e automedicação podem provocar, seja uma deficiência ou até mesmo levar a uma Hipervitaminose. E ainda há o perigo da soroterapia, que tem diversos efeitos colaterais.

Conclusão

O maior estudo já realizado no Brasil sobre alimentação e nutrição infantil, constatou que cerca de 40% das crianças possuem carência de alguma vitamina ou sais minerais. Isso porque os níveis estão abaixo do recomendado pela OMS. E as deficiências de vitaminas mais importantes no organismo são: A, B12, ferro e zinco. Por fim, é de extrema importância garantir que as crianças tenham esses micronutrientes, associados ao poder das plantas, ricas em vitaminas e minerais, e os compostos que deixam as comidas mais coloridas, saborosas e que faz com que as crianças não criem barreiras para ingerirem esses alimentos saudáveis.

*Foto: Reprodução/https://br.freepik.com/fotos-gratis/vista-superior-de-alimentos-que-aumentam-a-imunidade-com-vegetais-e-peixes_21076773.htm#fromView=search&page=1&position=0&uuid=3c737cf6-1219-4078-bbe9-6b68b97720f9

18 de junho de 2024 0 comentário
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Sarcopenia: O que é e como combater?
Alimentação

Sarcopenia: O que é e como combater?

por Esteticare 30 de abril de 2024
escrito por Esteticare

A sarcopenia está associada à perda da massa muscular, sobretudo em idosos, portanto, é preciso suplementar; conheça 4 suplementos para esta finaldiade

Quando uma pessoa, com o passar dos anos, tem suas células do tecido muscuesquelético sem resposta aos estímulos como na época em que era mais jovem este fenômeno é chamado de sarcopenia. Em suma, trata-se da perda de força e massa muscular à medida que o indivíduo envelhece.

O que é sarcopenia?

Como dito acima, a sarcopenia faz a pessoa perder massa muscular e força motora. Neste último caso, a pessoa tem sua mobilidade e autonomia reduzida. A enfermidade ocorre em idosos, principalmente os que já estão na faixa dos 80+. Mas a boa notícia é que este quadro pode ser prevenido, o que garante às pessoas da terceira idade um envelhecimento mais saudável.

Dieta que combate a sarcopenia

De acordo com especialistas, quanto antes os cuidados com a saúde forem iniciados, melhor será o futuro da pessoa que envelhecer. Todavia, a perda de massa muscular começa por volta dos 50 anos. Sendo assim, é essencial organizar uma rotina que inclui uma boa alimentação aliada à prática de atividade física para o ganho de massa muscular.

Além disso, a alimentação deve priorizar alimentos ricos em proteínas. Para isso, os adultos devem comer aproximadamente 0,8 gramas de proteína por quilo de peso, os idosos devem ingerir diariamente 1,2 gramas de proteínas por quilo para evitar o aparecimento da sarcopenia.

Em suma, enquanto um adulto de 60 quilos deve comer ao menos 48 gramas de proteína ao dia, um idoso deve ingerir 72 gramas diárias.

Em contrapartida, ingerir esta quantidade de proteínas diariamente não é uma tarefa tão simples assim. Por isso, é importante a suplementação dessa falta de proteína.

4 suplementos que ajudam no combate da perda muscular

1 – Whey protein

A ingestão de whey protein, suplemento concentrado produzido a partir do leite ou da soja, é um dos maiores aliados para manter bons níveis de proteínas.

Para se ter uma ideia, cada scoop (medida) do produto pode oferecer até 30 gramas de proteína, ajudando a recuperar a massa muscular. Neste caso, o whey protein deve ser consumido em todas as refeições para que o idoso consiga obter os nutrientes necessários para o ganho de massa muscular. O recomendado, segundo nutrólogos, é de 20 a 40 gramas do suplemento ao dia.

2 – Creatina

A creatina é um grupo de aminoácidos que fornece energia rápida aos músculos, ajudando na hipertrofia. Ou seja, no ganho de massa ou na recuperação dela.

Além disso, também ajuda pessoas que já queiram prevenir a perda de massa magra. Seu consumo diário deve ser de 0,3 gramas por quilo de peso uma vez ao dia para combater a sarcopenia. Ela também deve ser consumida combinada a um treinamento físico de resistência, como a musculação.

3 – Cálcio e vitamina D

Por sua vez, o cálcio e a vitamina D também são suplementos que podem ser usados no combate á sarcopenia. Os dois desempenham um papel na construção de massa muscular, melhorando a síntese das proteínas obtidas na alimentação. Uma dose diária de 1,2 a 1,5 gramas de cada um destes minerais, dependendo da alimentação e dos hábitos individuais, ajudam mais ainda.

4 – Colágeno

Apesar das evidências científicas acerca dos benefícios do colágeno serem mais recentes que dos demais suplementos, estudos de 2022 para cá, revelam que sim, é possível conseguir recuperar a massa muscular a partir do uso desse suplemento. Isso porque a falta de colágeno pode gerar um maior desgaste de articulações e também da musculatura.

Segundo Alessandra Feltre, nutricionista da empresa de suplementos Puravida, a ingestão combinada de colágeno com proteína e creatina potencializa os benefícios para idosos.

*Foto: Reprodução/https://br.freepik.com/fotos-gratis/casal-alegre-aproveitando-o-suco-de-frutas-depois-de-fazer-ioga_4341293.htm#fromView=search&page=1&position=14&uuid=0e9d8daa-d44c-4deb-89a4-78c46102ea08

30 de abril de 2024 0 comentário
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Alimentação leve e saudável para idosos: Nutricionista dá dicas
Alimentação

Alimentação leve e saudável para idosos: Nutricionista dá dicas

por Esteticare 9 de abril de 2024
escrito por Esteticare

Alimentação leve e saudável para idosos inclui que nem sempre eles querem comer ou beber muita água; porém, é possível devolver a eles o prazer das refeições

Conforme ficamos mais velhos, os sabores dos alimentos vão ficando menos intensos. O mesmo ocorre com a sede. Isto porque as papilas gustativas ficam menos sensíveis, e a percepção de sede diminui, segundo explica a nutricionista da rede Cora Residencial Senior, Joice Abreu.

“São alterações neurológicas consideradas normais. O cérebro muda o ritmo de envio de mensagens ao corpo, e a percepção de sabor e sensação de sede já não são mais as mesmas, por isso, a forma de oferecer alimentos e hidratação [aos idosos] precisam ser adaptadas”, afirma a profissional.

Joice, que trabalha com nutrição especializada para a terceira idade, reúne dicas que podem passar a fazer parte da rotina de quem tem idosos na família, além de tornar mais agradáveis os momentos de refeição.

Alimentação leve e saudável para idosos

A orientação para uma alimentação leve e saudável para idosos é começar por incrementar o sabor do sal. “Em vez de preparar os alimentos com sal refinado comum, faça o sal temperado com ervas desidratadas: escolha ervas como manjericão, tomilho, alecrim e sálvia, acrescente porções ao sal e bata no liquidificador. As ervas conferem mais sabor às receitas e diminui a quantidade de ingestão de sal, o que contribui não apenas para o paladar, mas para a saúde como em todo”.

Outra dica da nutricionista é oferecer aos idosos carnes mais macias e sempre acompanhadas de molho, pois, “além de intensificar o sabor das carnes, ele torna a mastigação e a deglutição mais agradáveis e fáceis”, diz.

Hidratação, claro, é essencial. “A água é essencial. Existem maneiras de lembrar aos idosos a importância de beber água: deixe garrafas nos ambientes da casa em que o idoso permanece mais tempo. Lembre-os de, ao passarem pela cozinha, beberem um copo de água. Prepare água saborizada com limão, hortelã, maçã, laranja e deixe disponível na geladeira”, sugere Abreu.

Gerar um momento tranquilo

Ainda segundo a profissional, gerar um momento tranquilo, sem distrações ou agitação, nos horários de refeição também ajuda. Joyce orienta convidar o idoso à mesa e deixar que ele escolha o que quer comer, que se sirva e se alimente sozinho, exceto em casos de idosos que têm alguma limitação ou dificuldade e precisam de suporte.

“Preservar a autonomia do idoso é fundamental, assim como priorizar que as refeições sejam feitas em companhia, se possível. O ato de se alimentar deve incluir momentos de integração, socialização e prazer. Na hora de colocar a mesa, lembre-se: opte por talheres, copos e canecas mais leves. São mais confortáveis e fáceis de manejar”, recomenda a nutricionista.

Receitas

Abaixo, confira sugestões de receitas para os idosos

Sal de ervas

Ingredientes

  • 1 colher de sopa de páprica doce;
  • 1 colher de sopa de orégano desidratado;
  • 1 colher de sopa de manjerona desidratada;
  • 3 colheres de sopa de tomilho desidratado;
  • 3 colheres de sopa de alecrim desidratado;
  • 5 colheres de sopa de sal grosso.
Modo de preparo

Colocar todos os ingredientes em um processador/liquidificador e pulsar cerca de 10 vezes até obter mistura homogênea. Retirar e acondicionar em vasilha com tampa, previamente higienizada.

Validade: 4 semanas;

Indicação de uso: tempero aves, carnes, pescados, suínos, cordeiro, legumes.

Água saborizada

Opção 1: água saborizada com especiarias

Ingredientes

  • 1 litro de água;
  • 5 unidades de cravo;
  • 1 unidade de canela em pau;
  • 3 unidades de aniz estretlado;
  • 1 maça cortada em rodelas;
  • 10 cubos de gelo.
Modo de preparo

Colocar todos os ingredientes em uma jarra, misturar com água e servir.

Opção 2: água saborizada com ingredientes da horta

Ingredientes

  • 1 litro de água;
  • 3 galhos de alecrim;
  • 3 galhos de manjericão;
  • 4 galhos de hortelã;
  • 1 limão cortado em rodelas;
  • 10 cubos de gelo.
Modo de preparo

Colocar todos os ingredientes em uma jarra, misturar com água e servir.

Opção 3: água saborizada com toque de groselha

Ingredientes

1 litro de água;
2 colheres de sopa de xarope de groselha ou suco de groselha;
3 galhos de hortelã;
10 cubos de gelo.

Modo de preparo

Colocar todos os ingredientes em uma jarra, misturar com água e servir.

Veja mais dicas da nutricionista

  • Prepare carnes com acréscimo de molhos, preferindo carnes magras com menor quantidade de gordura;
  • Caso o idoso tenha dificuldade em mastigar alimentos, prefira pães macios, frutas macias, carnes desfiadas ou moídas, legumes bem cozidos ou purês/polenta, sopas;
  • Sirva de 5 a 6 refeições diárias;
  • Prepare as refeições com diferentes formas, sabores, cores, propiciando variedade alimentar;
  • Inclua nas refeições leite e derivados;
  • Prefira alimentos in natura ou minimamente processados e evite os ultraprocessados;
  • Atenção ao consumo excessivo de sal e açúcar.

*Foto: Reprodução/https://br.freepik.com/fotos-gratis/lindo-casal-de-velhos-prepara-comida-na-cozinha_6280090.htm#fromView=search&page=1&position=8&uuid=b8e45650-eff1-4991-aa71-56fcf9a8def5

9 de abril de 2024 0 comentário
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