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Alimentação

Doença autoimune
Alimentação

Doença autoimune: qual é a alimentação específica?

por Esteticare 12 de maio de 2023
escrito por Esteticare

Doença autoimune requer ingestão de alimentos saudáveis com a função de cuidar do intestino

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença autoimune ocorre quando o sistema imunológico reconhece partes / proteínas do próprio organismo; corpo como um objeto estranho, perdendo a capacidade de diferenciar o que é próprio do que não é próprio. Com isso, eleva-se a produção de anticorpos contra suas próprias células, tecidos ou órgãos.

Doença autoimune

Em suma, todo o processo de uma doença autoimune começa pelo intestino, e a partir de uma má alimentação. Isso porque o que ingerimos pode ativar ou desativar doenças adormecidas em nós. Tudo começa na infância e está ligado a nossa alimentação.

Alimentos inflamatórios, como açúcar refinado, doces, sucos processados, refrigerantes, carboidratos como farinha branca, glúten, óleos de sementes como os de girassol, soja, canola, milho, alimentos com alto teor de conservantes como glutamato monossódico, são exemplos do que podem contribuir para piorar os sintomas de quase todas as doenças autoimunes conhecidas, como: artrite reumatoide, psoríase, artrose, lúpus, problemas dermatológicos como descamação da pele, dermatites autoimunes e até mesmo alergias inexplicáveis como: rinite, sinusite, e outras doenças sem causas aparentes. Todos esses alimentos podem aumentar a inflamação no corpo e piorar os sintomas provocando dores, fadiga, cansaço, desânimo, entre outros.

Dieta saudável

Por outro lado, uma dieta saudável e anti-inflamatória é importante para todos. Entretanto, pode ser particularmente importante para pessoas com doenças autoimunes.

Estudos

Alguns estudos revelam que certos alimentos podem agravar a inflamação e os sintomas das doenças, enquanto outros podem ajudar a reduzir a inflamação e melhorar a função imunológica.

Segundo um estudo realizado pelo Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia (NCBI), nos Estados Unidos, um grupo de pessoas com doenças inflamatórias no intestino, incluindo a Doença de Crohn e colite ulcerativa, seguiram uma dieta específica, chamada de protocolo autoimune (AIP), que resultou na diminuição dos sintomas.

O intestino é um dos órgãos mais importantes e relevantes quando o assunto é sistema imunológico e doenças autoimunes.

Alimentos anti-inflamatórios

Já alimentos anti-inflamatórios, como fígado de boi, vísceras de animais, coração de galinha, são ricos em vitaminas do complexo B, vitaminas K2 MK7 e poderosos antioxidantes, além de peixes ricos em ômega-3, DHA, e da própria luz solar que está ligada diretamente à produção de vitamina D3. Todos eles ajudam a reduzir a inflamação e melhorar a função imunológica.

Tais alimentos contêm vitaminas, minerais e antioxidantes que ajudam a manter o corpo saudável e fortalecem o sistema imunológico, não por ativação do mesmo, mas por uma ação anti-inflamatória, e adormecimento do sistema imunológico.

O que é uma doença autoimune?

A doença autoimune é uma desordem do sistema imunológico que se inicia na destruição da mucosa do intestino causada pela má alimentação, por uma disbiose intestinal, levando a dificuldade do intestino de filtrar/selecionar o que é bom ou ruim para o corpo. E é quando o próprio organismo não diferencia as células saudáveis e passa a atacar a si mesmo por uma alteração chamada de mimetismo molecular.

Por fim, a alimentação é um fator de risco que pode ocasionar inflamações no organismo e desencadear patologias diversas com manifestações clínicas. Portanto, há alimentos que devem ser evitados dentro de uma dieta para os portadores de doenças autoimunes, uma vez que podem sim, agravar um quadro inflamatório ou beneficiar o tratamento.

*Foto: Reprodução/Unsplash (Dan Gold – https://unsplash.com/pt-br/fotografias/4_jhDO54BYg)

12 de maio de 2023 0 comentário
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Dieta para diabetes
Alimentação

Dieta para diabetes: 10 alimentos que controlam essa doença

por Esteticare 21 de abril de 2023
escrito por Esteticare

Dieta para diabetes envolve uma alimentação equilibrada e de qualidade

Uma alimentação equilibrada e de qualidade é fundamental para controlar o diabetes. Afinal de contas, em 90% dos casos a doença está diretamente ligada a maus hábitos alimentares e de vida.

No entanto, fica uma pergunta: para além dos remédios e dietas, quais são os melhores alimentos para controlar os níveis de açúcar do nosso sangue?

Diabetes mellitus

É uma doença causada pela deficiência na produção de insulina pelo pâncreas (diabetes tipo 1), ou por uma resistência à ação desse hormônio (diabetes tipo 2). A insulina é um hormônio que tem como principal função transportar a glicose do sangue para dentro das células, produzindo energia para o corpo humano.

Sabendo disso, você vai conhecer neste artigo 10 alimentos que ajudam a controlar o diabetes.

1 – Abacate

O abacate é uma fruta muito especial por conter gorduras saudáveis, pouco açúcar e reduz o risco de síndrome metabólica, associada à diabetes e doenças cardíacas.

2 – Peixes ricos em ômega 3

Os peixes são excelentes fontes de proteína por não interferirem na glicemia. São também ricos nas formas ativas de ômega 3 (DHA e EPA) que tem ação anti-inflamatória no organismo e previnem doenças cardiovasculares. As melhores opções são truta, salmão, atum, linguado e cavalinha.

3 – Alho

O alho ajuda a reduzir o colesterol, estabilizar a glicemia e melhora o controle da pressão arterial. Portanto, é uma ótima alternativa para se incrementar na dieta para diabetes.

4 – Frutas vermelhas

Cereja, morango, amora, framboesa e pitanga possuem baixa carga glicêmica e antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres.

Os radicais livres são compostos que contêm um número ímpar de elétrons. Isso faz deles instáveis e passíveis no trato com as estruturas do organismo, causando estresse oxidativo. Tal processo está associado a doenças como Alzheimer, Parkinson, diabetes, doenças cardiovasculares, artrite reumatoide e câncer.

Já a antocianina, substância que dá a elas a cor vermelha, ajuda a reduzir os níveis de colesterol, glicose e insulina após uma refeição.

5 – Vinagre de maçã

O ácido acético no vinagre de maçã atua regulando algumas enzimas no trato digestivo. Alguns estudos revelam que melhora a resistência à insulina e reduz a glicemia. Recomenda-se o consumo de 1 ou 2 colheres de sopa por dia.

6 – Folhas verdes

Ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, o espinafre, alface, couve e acelga são imprescindíveis na dieta para diabéticos.

7 – Sementes de chia e linhaça

As sementes são ricas em fibras, micronutrientes, fitoquímicos antioxidantes e flavonoides. As fibras lentificam o processo digestivo e reduzem a absorção da glicose no intestino. Além disso, promovem a saciedade e auxiliam nas dietas para controle de peso.

8 – Mirtilo

O mirtilo possui poucas calorias, baixa carga glicêmica e é rico em nutrientes e fibras. Contam também com vitaminas C e K, manganês e outros minerais essenciais. Além disso, possui uma das maiores concentrações de antioxidantes de todas as frutas e vegetais.

9 – Amêndoas e castanhas

As amêndoas e castanhas são ricas em fibras, proteínas e gorduras saudáveis. Sendo assim, são ótimos em uma dieta para diabetes. Afinal, elas têm baixo índice glicêmico e são excelentes opções para o lanche.

Em pacientes diabéticos do tipo 2, elas ajudam a reduzir os níveis de insulina cronicamente elevados (que estão associados a obesidade, Alzheimer e câncer).

10 – Grãos integrais

Apesar dos alimentos integrais (arroz, aveia, trigo e quinoa) terem a mesma quantidade de calorias dos seus equivalentes refinados, eles causam menor pico de glicose, pois são ricos em fibras. Além disso, os alimentos integrais contêm mais nutrientes e fitoquímicos. Mesmo assim, por terem carga glicêmica média, devem ser consumidos com moderação por pessoas diabéticas.

11 – Ovos

Os ovos são excelentes fontes de proteína e têm carga glicêmica igual a zero. Ricos nas vitaminas A, B2, B5, B12, D, colina, fósforo e zinco, são também excelentes fontes de ômega 3 (DHA e EPA). Por fim, ajudam a regular a glicemia e o colesterol.

12 – Café

O café é rico em antioxidantes, contendo mais polifenóis do que chocolate, chá verde e vinho. Ele aprimora o desempenho mental e físico, e melhora a circulação no fígado e no cérebro. No entanto, recomenda-se um consumo moderado de café, e apenas até o horário do almoço. Isso porque a cafeína é uma substância estimulante e pode causar ansiedade e insônia.

13 – Açafrão

A curcumina, presente no açafrão, tem efeito anti-inflamatório, previne doenças cardiovasculares e reduz os níveis de glicose no sangue. Estudos mostram que ela contribui também para a saúde dos rins. Consumir açafrão com pimenta preta, que contém piperina, melhora a absorção da curcumina.

14 – Iogurte

O iogurte é um probiótico e contribui para a saúde intestinal. É rico em proteína e cálcio, contribui para a redução do apetite e controle do peso.

15 – Abobrinha

Outro vegetal muito nutritivo e rico em antioxidantes que ajuda no controle da glicemia, dos níveis de insulina e ajuda na perda de peso.

16 – Azeite de oliva

O azeite contém ácido oleico, um tipo de gordura saudável que ajuda a regular os níveis de colesterol, triglicérides e reduz o risco de doença cardiovascular.

Os pacientes diabéticos devem reduzir a quantidade de carboidratos consumida e escolher os de menor carga glicêmica. Na hora da refeição, uma boa dica é preencher a metade do prato com verduras e legumes não glicêmicos, como: espinafre, couve, acelga, brócolis, couve-flor, pepino, aspargos, cebola e pimentão.

Em seguida, complete com uma boa fonte de proteína e gordura saudável e, por fim, uma pequena porção de carboidrato, de preferência integral.

17 – Feijão

O feijão é uma excelente opção quando o assunto é dieta para diabetes. Afinal, eles são fontes de proteína à base de plantas e ainda satisfazem bastante o apetite, ajudando as pessoas a reduzirem a ingestão de carboidratos.

Além disso, ele também costuma gerenciar os açúcares no sangue por ser um carboidrato complexo. Isso ocorre porque ele, por ser um carboidrato complexo, é digerido mais lentamente do que os outros carboidratos e, com isso, evita os picos de insulina.

18 – Batata-doce

A batata doce é uma boa opção para diabéticos porque tem um índice glicêmico mais baixo do que o da batata inglesa. Além disso, ela também é uma ótima fonte de: fibras, vitamina A, vitamina C e potássio.

Por fim, é uma alternativa bastante prática porque pode ser desfrutada de várias formas e, claro, incluída em diversas receitas diferentes.

*Foto: Reprodução/Unsplash (Ella Olsson)

21 de abril de 2023 0 comentário
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Oficina de alimentação para idosos
Alimentação

Oficina de alimentação para idosos no Cras Extremo-Sul

por Esteticare 28 de março de 2023
escrito por Esteticare

Oficina de alimentação para idosos foi realizada pela Coordenação de Alimentação e Nutrição (Coanut), em Porto Alegre

Na última quinta-feira (23), 20 idosos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), acompanhados por técnicos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da região Extremo-Sul, participaram de uma oficina de alimentação saudável realizada pela Coordenação de Alimentação e Nutrição (Coanut) da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc).

Oficina de alimentação para idosos

Segundo o presidente da Fasc, Tiago Simon, que participou da abertura da oficina de alimentação para idosos.

“Esse momento é muito enriquecedor. O tema é cada vez mais fundamental para qualidade de vida, de saúde. Alguns produtos com alto teor de açúcares, gordura saturada e sódio devem ser evitados, pois causam danos já na infância.”

No caso das gorduras saturadas, por exemplo, a carne vermelha pode gerar riscos aos idosos.

Já a coordenadora da Coanut, Carolina Heineck da Cunha, ressalta a importância de conversar com idosos sobre a escolha correta dos alimentos, uma forma de integração e aprendizado mútuo.

“Uma alimentação saudável visa melhorar a qualidade de vida a curto, médio e longo prazo.”

Novas amizades e novos hábitos

Além disso, neste grupo, os idosos encontram e fazem novos amigos. O espaço também conta com prevenção à saúde mental e psíquica, destaca a coordenadora do Cras, Marizete Velloso. Ela conta ainda que o trabalho desenvolvido gera novos hábitos, desde atividades físicas até a alimentação. Trata-se de um investimento nas pessoas acompanhadas, porém, especialmente na terceira idade.

Horta

A área de nutrição da Fasc tem percorrido as regiões para dar dicas e orientações aos grupos. O próximo projeto é auxiliar na implantação de hortas comunitárias. O cultivo deve iniciar na segunda quinzena de abril, após algumas oficinas em sítios da região.

O aposentado Valdir Borges, 70 anos, cultiva um canteiro de flores na unidade de saúde do bairro Chapéu do Sol e uma horta com verduras em sua casa. Ele conta que vai auxiliar na implantação da horta no Cras.

“Eu me aposentei e ajudo no postinho e em casa tenho de tudo: couve, alface, repolho, abobrinha e até ervilha. Agora vou ajudar aqui no Cras.”

Grupos

A Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Fasc, conta com 11 grupos de SCFV Idosos, somando mais de 800 atendidos na cidade. Os idosos acessam o serviço depois de atendimento e avaliação das equipes de cada região.

*Foto: Reprodução/Unsplash (Aline Ponce)

28 de março de 2023 0 comentário
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Alimentos para hipertensos
Alimentação

Alimentos para hipertensos: confira os principais

por Esteticare 28 de fevereiro de 2023
escrito por Esteticare

Alimentos para hipertensos abrangem nutrientes ricos em potássio, como banana prata, abacate e laranja, entre outros

Muitas pessoas sofrem com pressão alta, e infelizmente ela não tem cura, mas pode ser controlada por remédios e também por uma alimentação adequada. Isso envolve alimentos saudáveis ricos em potássio, como banana prata, abacate e laranja, entre outros.

De acordo com Fernanda Taveira, especialista em nutrição da PROTESTE:

“A pressão alta, infelizmente, não tem cura, mas pode ser controlada com o tratamento adequado, que é feito com o uso regular de medicamentos, prescritos pelo médico, e com a adoção de hábitos de vida saudáveis.”

A seguir, confira quais são os alimentos saudáveis para hipertensos e quais devem ser evitados.

Alimentos para hipertensos

Prefira alimentos ricos em potássio

O potássio é essencial no controle da pressão arterial. Já foi demonstrado, inclusive, que uma dieta rica em potássio é capaz de suprimir a hipertensão causada pelo consumo excessivo de alimentos ricos em sódio. Veja a lista dos alimentos que contêm a substância:

sementes de girassol, uva passa (sem semente), amêndoas, espinafre, abacate, aveia, batata, banana-prata, beterraba, aipo, brócolis, maracujá, tomate, melão, cereja, milho verde, laranja, ameixa, vegetais, leguminosas, cereais integrais.

Aposte em alimentos ricos em cálcio

Invista nos alimentos que contêm cálcio, como queijo cottage, amêndoas, leite de vaca, iogurte, avelã, castanha do Brasil, espinafre, tofu, beterraba, sardinha, ameixa seca, ovo cozido, gérmen de trigo, laranja, abóbora, banana.

Fontes de magnésio

Já o magnésio inibe a contração dos vasos, incluindo artérias e veias do sistema cardiovascular. Portanto, contribui para o controle da pressão. As melhores fontes são:

farelo de trigo, semente de abóbora, castanha do Brasil, amêndoas, nozes, grão de bico, semente de girassol, aveia, arroz integral, granola, espinafre, ervilha em vagem, quiabo, uva passa (sem semente), mandioca, couve, lentilha, camarão, agrião, beterraba, abacate, figo e leite de vaca.

Alimentos que devem ser evitados para quem tem pressão alta

Evite o sódio em excesso

O sódio em excesso é um inimigo da pressão alta. Mas há uma quantidade ideal de consumo que é de 5 gramas de sal por dia (ou uma colher de chá). Vale lembrar que além do sal, há outros alimentos ricos em sódio:

  • carnes processadas (presunto, mortadela, bacon, paio);
  • defumados;
  • queijos (parmesão, roquefort, camembert, cheddar cremoso);
  • temperos prontos, catchup, mostarda, maionese;
  • sopas, caldos e refeições já preparadas;
  • vegetais enlatados como palmito, ervilha, milho, picles, cogumelos e azeitonas;
  • biscoitos, pastel, pizzas, batatas fritas, salgadinhos industrializados, amendoins, manteiga e margarina.

Reduza a cafeína

Por fim, evite o consumo de alimentos ricos em cafeína, como: refrigerantes, bebidas energéticas, achocolatados. Além disso, substitua o achocolatado por cacau em pó. Já o café, em doses habituais, não tem sido relacionado à maior incidência de hipertensão.

*Foto: Reprodução/Unsplash (congerdesign)

28 de fevereiro de 2023 0 comentário
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Esclerose múltipla
Alimentação

Esclerose múltipla: qual é a alimentação adequada?

por Esteticare 31 de janeiro de 2023
escrito por Esteticare

Quem tem esclerose múltipla deve priorizar alimentos ricos em gorduras insaturadas, como as sementes oleaginosas (amêndoas, nozes, castanhas), azeite de oliva extravirgem, linhaça, semente de chia e abacate

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica, degenerativa e de caráter inflamatório, que acomete a bainha de mielina. Diante desta enfermidade, fica clara a importância de priorizar uma alimentação anti-inflamatória, como açafrão da terra (também conhecido como cúrcuma), frutas vermelhas (morango orgânico, framboesa, amora, cereja), gengibre e brássicas (brócolis, repolho, couve, couve-de-bruxelas, repolho). Além disso, a pessoa com EM também deve consumir alimentos ricos em gorduras insaturadas, como as sementes oleaginosas (amêndoas, nozes, castanhas), azeite de oliva extravirgem, linhaça, semente de chia e abacate.

Esclerose múltipla – estudos

Estudos indicam que os ácidos graxos EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosa-hexaenoico) são importantes para formar adequadamente as membranas e reduzir o processo inflamatório da esclerose múltipla. Portanto, alimentos como sardinha, linhaça e semente de chia devem integram a rotina alimentar destes pacientes. De acordo com a nutricionista pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional, Nutrição Esportiva Funcional e Fitoterapia Funcional pela Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), Juliana Bueno, para alguns pacientes é indicado o consumo de óleo de peixe livre de mercúrio.

A nutricionista afirma ainda que a incidência da EM é maior em regiões de baixa exposição solar:

“Isso se deve provavelmente ao déficit de formação endógena de vitamina D, que ocorre após a exposição à radiação ultravioleta B.”

Esta vitamina interage com mediadores inflamatórios e com o sistema imunológico, protegendo o organismo. A nutricionista revela também:

“Tem sido observado que existem receptores de vitamina D no sistema nervoso central que regulam a produção de mielina pelos oligodendrócitos. Sendo assim, a suplementação de vitamina D pode auxiliar na redução da progressão da doença.”

O que não comer

Pessoas com EM precisam evitar os alimentos que geram inflamação. É o caso do açúcar refinado, que é considerado um dos alimentos mais inflamatórios. Portanto, deve ser eliminado do cardápio dos portadores da doença, explica a profissional.

“Outro ponto importante é que muitos estudos comprovam que a alimentação rica em gordura saturada e em gordura trans altera a estrutura das membranas e favorece a entrada de antígenos na barreira hematoencefálica e/ou acelera a degradação da mielina.”

Contudo, os alimentos industrializados, que são ricos em gordura trans, como salgadinhos, biscoitos e margarina, e os alimentos ricos em gordura saturada, como manteiga, carnes, queijos amarelos e leite, também devem ser evitados.

Alimentos com glúten

Em contrapartida, a nutricionista revela que alguns estudos têm evidenciado que a ingestão de alimentos com glúten pode estar associado ao desenvolvimento da doença. Chamado de mimetismo molecular, ele está envolvido em muitas doenças autoimunes. Trata-se da incapacidade do organismo de diferenciar as proteínas próprias das que não fazem parte do organismo. Com isso, ele passa a se proteger contra estruturas erradas, resultando em destruição de tecidos pelo sistema imunológico.

O consumo de alimentos com glúten provavelmente tenha sido relacionado com a EM por conta da função do mimetismo molecular entre os antígenos alimentares e a sequência de aminoácidos da bainha de mielina, explica Juliana.

Intestino

Assim como em outras doenças, o intestino é um elemento-chave também para a esclerose. Isso porque trata-se de órgão protetor, com a finalidade de evitar que elementos desagradáveis sejam absorvidos. Mas, quando temos a disbiose, que é quando o intestino apresenta mais bactérias patogênicas do que benéficas, o organismo perde a ação de seletividade e acaba por absorver moléculas grandes, que serão reconhecidas como invasoras, desencadeando a inflamação e, consequentemente, piorando a doença.

Vitamina B12

Por outro lado, o consumo de vitamina B12 é essencial para a produção da bainha de mielina. Isso porque ela é capaz de ser sintetizada pela microbiota intestinal. Sendo assim, fica clara a importância de cuidar da flora intestinal por meio de alimentos ricos em fibras e uso de probióticos, como Kefir, Kombucha e/ou suplementos. Além disso, os alimentos fontes de vitamina B12 são: carne de gado, frango, ostra, ovos, queijos, alga marinha nori e chlorella. Portanto, é fundamental que a vitamina B12 seja dosada nos pacientes com EM.

Por fim, a ingestão de magnésio é essencial para a contração e o relaxamento dos músculos. Ele tem papel muito importante na redução da fadiga e das dores musculares apresentadas pelos portadores da doença.

“Alimentos folhosos verdes escuros (couve, espinafre, rúcula), gergelim, brócolis, banana, repolho e cereais integrais devem fazer parte da rotina alimentar.”

Restrição calórica

Contudo, o controle de peso é um dos pontos-chaves quando se fala em cuidado com o processo inflamatório e controle da EM. A nutricionista Juliana concorda que a perda de peso deve ser incentivada a estes pacientes. No entanto, ressalta que grandes restrições calóricas devem ser evitadas, pois muitas vezes há deficiência de vitaminas, minerais e fitoquímicos importantes para reduzir a progressão e os sintomas da doença. E ao retirar alimentos descritos como “calorias vazias”, ou seja, que não agregam benefícios nutricionais, e introduzir grande quantidade de alimentos anti-inflamatórios podem ser boas alternativas para que estes pacientes percam peso. A nutricionista explica que automaticamente o valor energético consumido reduzirá drasticamente e, em grande parte dos casos, esta ação já será suficiente para controlar o excesso de peso.

Doença afeta mais mulheres do que homens

Outra característica da EM é que as mulheres têm pelo menos duas a três vezes mais chance de desenvolver a doença do que os homens, explicam especialistas.

A diferença pode estar em uma proteína do sistema imunológico chamada interleucina-33 (IL-33), pois ela ajuda as células do sistema imunológico a se comunicarem. Porém, outra razão pela qual mais mulheres desenvolvem esclerose múltipla do que homens pode ter a ver com hormônios reprodutivos. Antes da puberdade, meninos e meninas tendem a ter EM aproximadamente na mesma proporção. Mas, à medida que meninos e meninas entram na adolescência e na idade adulta, quando os corpos masculino e feminino produzem hormônios diferentes, as mulheres começam a ter EM em taxas mais altas do que os homens. Por fim, tal diferença leva os pesquisadores a considerar uma possível ligação entre os hormônios sexuais masculinos e femininos e a esclerose múltipla.

*Foto: Reprodução

31 de janeiro de 2023 0 comentário
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Pessoas com Alzheimer
Alimentação

Pessoas com Alzheimer pode consumir quais alimentos?

por Esteticare 10 de janeiro de 2023
escrito por Esteticare

Pessoas com Alzheimer podem estar sujeitos a sintomas de desnutrição; entenda

É normal no dia a dia esquecer-se de almoçar na hora certa ou simplesmente não conseguir comer no horário adequado. Entretanto, esta questão de esquecimento pode ser mais frequente em pessoas portadoras da doença de Alzheimer ou algum grau de demência. Portanto, este lapso pode provocar sintomas associados à desnutrição.  

Pessoas com Alzheimer – o que devem comer

Em pessoas com Alzheimer o ideal é que elas tenham uma alimentação equilibrada todos os dias. Pensando nisso, confira a seguir algumas dicas importantes, baseadas em estudos científicos, que pode ajudar na rotina do paciente com falta de memória.

Redobre a atenção

Pacientes com demência ou outras doenças que afetam a saúde mental apresentam sinais evidentes de que não estão se alimentando devidamente. Em suma, o mais perceptível costuma ser a perda de peso. No entanto, o déficit de atenção, problemas comportamentais e constante agitação também podem indicar uma alimentação inadequada.

Como deve ocorrer este tipo de alimentação

Em pacientes idosos, principalmente, é importante seguir uma dieta equilibrada e que garanta nutrientes fundamentais nessa fase da vida (confira aqui as necessidades nutricionais). Neste caso, o idoso com Alzheimer deve fazer ao menos três refeições ao dia, tomar muita água para se hidratar, além de ingerir frutas, legumes, fontes de carboidrato integrais, alimentos ricos em cálcio e que contenham pouco sal e gorduras saturadas.

E para quem vive sozinho?

Se o paciente com Alzheimer não convive com outras pessoas na maior parte do tempo. Algumas dicas podem ajudá-lo a se lembrar de se alimentar. Alarmes e relógios com avisos sonoros são boas opções, além de manter lanches acessíveis e de fácil localização pela casa, mesmo fora da cozinha.

Apoio familiar

Por fim, parentes e amigos que convivem com pessoas com problemas de memória devem incentivar o consumo de refeições à mesa sempre que possível. O convívio é capaz de tornar o hábito de se alimentar mais agradável e palatável para os pacientes com Alzheimer.

*Foto: Reprodução

10 de janeiro de 2023 0 comentário
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Declínio cognitivo a alimentos ultraprocessados
Alimentação

Declínio cognitivo a alimentos ultraprocessados: confira estudo com brasileiros

por Esteticare 16 de dezembro de 2022
escrito por Esteticare

Declínio cognitivo a alimentos ultraprocessados, por meio de pesquisa, associou ingestão de mais de 500 calorias por dia desses alimentos

Estudo feito com brasileiros associa declínio cognitivo a alimentos ultraprocessados. A pesquisa relacionou a ingestão de mais de 500 calorias por dia desses alimentos a queda mais rápida das funções cognitivas. Porém, as evidências ainda não são claras. Além disso, comer mais de 500 calorias por dia de alimentos ultraprocessados – como hambúrgueres, salgadinhos, pizzas congeladas e biscoitos embalados – é suficiente para aumentar o risco de declínio da função cognitiva, indica um novo estudo feito com quase 11 mil brasileiros.

Isso equivale a quase duas rosquinhas ou meia pizza congelada, dependendo da marca escolhida.

Vale destacar que pesquisa recente também evidenciou que pode aumentar risco de demência em até 28% ao consumir produtos ultraprocessados.

Declínio cognitivo a alimentos ultraprocessados

Contudo, a pesquisa feita com 10.775 homens e mulheres no Brasil, concluiu que pessoas que comeram mais alimentos ultraprocessados tiveram um ritmo de declínio cognitivo global 28% mais rápido do que as que comeram uma menor quantidade desses alimentos em um período de oito anos.

A ingestão de alimentos ultraprocessados nos EUA e no Reino Unido corresponde a mais de 50% da dieta alimentar de muitas pessoas, e o estudo – publicado na revista médica JAMA Neurology – indica as consequências negativas do consumo em excesso desses tipos de alimentos para a saúde.

Dieta alimentar é apenas um fator na saúde cognitiva

No entanto, os especialistas foram rápidos em apontar que as evidências não são tão claras. Segundo o nutricionista Duane Mellor, da Aston University, no Reino Unido, que não participou do estudo:

“O estudo fornece apenas uma associação entre a ingestão de alimentos ultraprocessados e o declínio cognitivo.”

E ainda acrescentou:

“O problema é que se tratam de dados empíricos, então há apenas evidências de associação – e não de causalidade.”

Impacto negativo

Mellor afirmou também que os pesquisadores já possuem muitos conhecimentos sobre o impacto negativo de alimentos ultraprocessados na saúde das pessoas. Entretanto, disse que é difícil saber se esses alimentos são piores do que dietas com alto teor de gordura adicionada, sal e açúcar.

Outros fatores

Por outro lado, os especialistas disseram que o estudo não considera outros fatores que contribuem para o declínio da saúde cognitiva.

“Pode ser mais o caso de que eles [pessoas com dietas ricas em alimentos ultraprocessados] estavam comendo menos alimentos [saudáveis], como vegetais, frutas, nozes, sementes e leguminosas.”

Saúde cognitiva

A saúde cognitiva é uma questão complexa, e seu declínio pode acontecer devido a muitos fatores além da dieta alimentar, como: sedentarismo, tabagismo, álcool e doenças cardiovasculares e metabólicas. Além disso, o estudo não incluiu esses fatores em suas análises.

Para Gunter Kuhnle, professor de nutrição e ciência alimentar da Universidade de Reading, no Reino Unido:

“Isso torna praticamente impossível tirar quaisquer conclusões [a partir dos dados apresentados pela pesquisa].”

Alimentos não saudáveis geram problemas de saúde

Críticas sobre estudos específicos à parte, pesquisadores de medicina em nutrição como Mellor concordam que dieta alimentar e nutrição são dois dos maiores fatores de risco atualmente para a saúde das pessoas em todo o mundo. Evidências revelam claramente que a obesidade é hoje um problema maior do que a fome mundial.

Alimentos ricos em gordura, açúcar e sal – ultraprocessados ou não – estão associados a muitos problemas: obesidade, doenças cardiovasculares, câncer e aumento da mortalidade por todas as causas.

De acordo com um relatório recente do Painel Global sobre Agricultura e Sistemas Alimentares para a Nutrição – um grupo independente de especialistas em nutrição e saúde – sugere que países em desenvolvimento, onde a venda de alimentos processados cresce a taxas mais rápidas, estão particularmente em risco nos próximos anos.

Ainda segundo o relatório, mais de 3 bilhões de pessoas não possuem acesso a uma dieta alimentar saudável, o que gera a má nutrição.

O que fazer para ter uma dieta saudável?

Nunca é tarde para começar a comer alimentos saudáveis. Estudos mostram que padrões alimentares saudáveis, como os da região do Mediterrâneo, ajudam a reduzir o declínio cognitivo e o risco de doenças cardiovasculares.

Por fim, a dieta mediterrânea enfatiza a ingestão de alimentos frescos e a redução de alimentos ricos em gorduras processadas, açúcares e sal.

“Tente desfrutar [de preferência com outras pessoas] de uma dieta simples e variada baseada em vegetais, nozes, leguminosas, sementes, frutas e grãos integrais e, se for o seu caso, de quantidades moderadas de laticínios e carnes não processadas.”

*Foto: Reprodução

16 de dezembro de 2022 0 comentário
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Lares de idosos
Alimentação

Lares de idosos terão mais regras na alimentação

por Esteticare 4 de novembro de 2022
escrito por Esteticare

Lares de idosos, assim como creches, farão parte do novo Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável 2022-2030 (PNPA)

Após escolas e hospitais, a Direção-Geral da Saúde (DGS) prevê, no novo Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável 2022-2030 (PNPA), uma alteração na oferta de certos alimentos noutros espaços. Isso inclui as creches, universidades, lares de idosos e locais de trabalho.

Regras alimentares

Até 2027, o novo programa pretende reduzir o teor de sal e açúcar em vários produtos, assim como reforçar o conhecimento sobre a dieta mediterrânica. Tais metas visam à redução do excesso de peso e obesidade – em especial nas crianças e adolescentes, em pelo menos 5% até 2030 -, que podem vir a ultrapassar o tabaco no ranking dos principais fatores de risco para a mortalidade em Portugal.

Dia Mundial da Alimentação

Divulgadas no Dia Mundial da Alimentação, entre as ações previstas está a mudança da oferta alimentar servida em espaços como creches, universidades, lares de idosos (locais de saúde e apoio), locais de trabalho e outras instituições públicas, sejam cantinas ou máquinas de venda automática.

Plano Nacional de Saúde

Além disso, o documento que apresenta as novas linhas de orientação estratégica do programa, desenvolvidas no contexto do Plano Nacional de Saúde, estará em consulta pública durante um período de 21 dias úteis.

Em declaração ao Jornal Nacional, Maria João Gregório, diretora do PNPA, explicou:

“O nosso foco têm sido as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas temos de trabalhar noutros contextos, nomeadamente com instituições onde as pessoas permanecem grande parte do dia e fazem grande parte das suas refeições.”

Ela disse ainda que os espaços que cuidam de crianças e idosos podem representar ganhos em termos de anos de vida a mais.

O programa prevê que os alimentos a restringir e a promoção de outras opções mais saudáveis serão definidos quer por orientações e legislação, quer pela definição de critérios para a aquisição pública de alimentos e serviços de alimentação. Recorde-se que hospitais e escolas já têm este tipo de restrições.

Ação conjunta

No entanto, em um futuro próximo, a responsável já adiante que, em ação conjunta com o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social, a DGS pretende expandir esta mudança a creches não só do setor, mas também a “todas as instituições que prestem cuidados a crianças nos primeiros anos de vida”.

Para os próximo cinco anos, a DGS pretende que, com o envolvimento da indústria alimentar, se consiga reduzir pelo menos 10% do teor de sal e 20% no teor de açúcar nos alimentos que mais contribuem para a ingestão destes. Além disso, também ao JN, Maria João Gregório adiantou, respectivamente, uma redução no queijo e produtos de charcutaria, e nos iogurtes e cereais de pequeno-almoço para crianças e jovens.

Os dados da DGS mostram ainda que 77% da população portuguesa ingere diariamente mais do que o valor recomendado pela OMS de 5 g de sal, e 24,3% consome mais açúcares livres (aqueles que são adicionados aos alimentos) num valor superior a 10% ao máximo recomendado pela OMS, sendo superior nas crianças (40,7%) e nos adolescentes (48,7%), de acordo com o último Inquérito Alimentar Nacional e de Atvidade Física (IAN-AF) de 2015-2016.

Dieta mediterrânica

Outra das metas definidas pelo novo programa tem em vista o aumento do conhecimento e das competências da população de Portugal sobre os princípios da dieta em pelo menos 20% até 2027, para que a consigam seguir.

Mudança nas porções

Entre as metas a alcançar, a médio prazo, a DGS deseja elevar o consumo diário de pelo menos 400 g de fruta e hortícolas em adultos, crianças e adolescentes. Segundo os dados do IAN-AF de 2015-2016, a população portuguesa come menos fruta e hortículas por dia do que recomendado pela OMS, tendo números mais preocupantes no grupo das crianças (72%) e dos adolescentes (78%).

A DGS pretende ainda a reduzir o consumo de carne processada até 2030, que ultrapassa as 50 g semanais em 7% da população, conforme o IAN-AF de 2015-2016.

Redução do uso de substitutos do leite materno

Por outro lado, com o intuito de fomentar a amamentação nos primeiros seis meses de vida, para ao menos 50% até 2030, o programa prevê legislação para regular o marketing de alimentos destinados a lactantes e crianças pequenas, assim como “restrições ao marketing inadequado de produtos alimentares que competem com o leite materno”.

Reforço nos cuidados primários

Além disso, a DGS pretende, em relação aos cuidados de saúde, reforçar e reorientar o SNS para uma alimentação saudável em todos os níveis. Todavia, o programa salienta, em particular, um melhoramento da capacitação dos profissionais dos cuidados primários de saúde para detectar precocemente os casos de excesso de peso e tratá-los mais rapidamente.

Inserido no Plano Nacional de Saúde 2021-2030 e alinhado com as recomendações da União Europeia e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o PNPA 2022-2030 possui três estratégias de prevenção da má nutrição que englobam toda a população portuguesa. Área de intervenção prioritária para a DGS face às projeções do Institute For Health Metrics and Evalution que sugerem que, em 2030, as mortes associadas aos erros alimentares, ao excesso de peso e à obesidade podem vir a ultrapassar as mortes atribuídas ao tabagismo.

Por fim, desde 2012, que o PNPA aposta na promoção da saúde, ao definir metas de prevenção e de controle – em nível de os ambientes alimentares, individual e dos cuidados de saúde – a todas as formas de má nutrição, como a alimentação inadequada, a desnutrição, o consumo inadequado de vitaminas e minerais, a pré-obesidade e a obesidade.

*Foto: Reprodução/Paulete Matos

4 de novembro de 2022 0 comentário
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Deveres com os idosos
Alimentação

Deveres com os idosos: comissão aprova punição à entidade que não cumprir

por Esteticare 11 de outubro de 2022
escrito por Esteticare

Deveres com os idosos faz com que a instituição que não fornecer vestuário e alimentação adequados terá de devolver em dobro os valores pagos pela família do idoso

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera o Estatuto do Idoso para prever punição civil às instituições de atendimento de longa permanência de pessoas idosas que não cumprirem os deveres e as obrigações legais.

Deveres com os idosos

Sendo assim, por recomendação do relator, deputado Felício Laterça (PP-RJ), o texto aprovado foi o substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família. Cotundo, o parlamentar fez apenas adequações no texto, que unifica dois projetos de lei (PL 2900/15, do ex-deputado Silas Brasileiro; e PL 7016/17, do ex-deputado Flavinho).

Além disso, também pelo texto substitutivo, no caso do descumprimento de obrigações – como fornecer vestuário adequado e alimentação suficiente ao abrigado, entre outros pontos –, a entidade deverá devolver em dobro os valores pagos pela pessoa idosa, por seus familiares ou pelo responsável legal.

Punição

O texto também eleva em 1/3 a pena pelo crime de expor pessoa idosa a perigo, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes, quando praticado por dirigente ou funcionário de entidade de atendimento ao idoso. A pena geral para esse crime é de detenção de dois meses a um ano e multa.

“Em 2021, foram 1.367 denúncias de violações de direitos em instituições de longa permanência de idosos”, observou Felício Laterça. “Esses números demonstram que as sanções previstas não têm sido suficientes para promover a adesão dessas entidades às suas obrigações legais.”

PL 9286/17

Assim como ocorreu na Comissão de Seguridade Social, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa decidiu ainda rejeitar o Projeto de Lei 9286/17, da deputada Leandre (PSD-PR), que trata de assunto semelhante.

Tramitação

Por fim, a proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, será votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

*Foto: Reprodução

11 de outubro de 2022 0 comentário
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Dieta cetogênica
Alimentação

Dieta cetogênica pode ajudar em quadros de Alzheimer

por Esteticare 20 de setembro de 2022
escrito por Esteticare

Dieta cetogênica é um tipo mais restrito da dieta low carb, e elimina ao máximo o consumo de carboidratos

Cada vez mais a dieta cetogênica ganha espaço dentre as opções de alimentação do público fitness e celebridades. Entretanto, um estudo publicado no periódico European Journal of Clinical Nutrition apontou que o estilo de regime pode ser interessante e benéfico principalmente para pessoas com doenças neurológicas, como no caso do Alzheimer.

Vale destacar que, recentemente, veio à tona que risco de demência aumenta em até 28% ao consumir ultraprocessados.

Dieta cetogênica

Em suma, a dieta cetogênica é um tipo mais restrito da já conhecida dieta low carb. Ou seja, ela elimina ao máximo o consumo de carboidratos, além de manter a ingestão de proteínas de forma moderada e aposta primordialmente em gorduras boas. Além disso, a alimentação já é muito usada para tratar crises de epilepsia, sendo também recomendada para pacientes que sofrem de obesidade, diabetes, alguns casos de câncer (pelo fato de as células cancerígenas se alimentarem de carboidratos) e lipedema.

O que diz o estudo

Segundo o atual estudo, uma revisão de 63 pesquisas publicadas entre 2004 e 2019 por pesquisadores da Universidade de Deusto, na Espanha, a dieta foi associada a uma preservação das funções cognitivas dos participantes.

Os cientistas se basearam nos bons resultados que o tipo de dieta demonstrou em pacientes que tinham convulsões. O levantamento também verificou o modo de alimentação e a relação com o Parkinson e a diabetes tipo 1. E apesar de particularidades entre as doenças, o artigo de revisão confirmou que elas compartilham semelhanças, como o estresse oxidativo e a neuroinflamação, e que o tipo de alimentação pode trazer o mesmo benefício a todas (em relação aos processos de cognição).

Os autores ainda ressaltaram:

“A dieta cetogênica não pode ser concebida como uma dieta milagrosa ou como a cura para doenças. No entanto, incentivar a pesquisa sobre seus benefícios cognitivos pode nos fornecer uma ferramenta poderosa para melhorar a qualidade de vida desses indivíduos.”

Epilepsia e crianças

Conforme divulgado pelo O Globo, um estudo publicado na revista científica The Lancet Neurology dividiu dois grupos de crianças epiléticas em que um adotou a dieta cetogênica e outro não. Ao final de três meses, aquelas que passaram pela mudança na alimentação tiveram uma redução de, em média, 75% nas convulsões. Para 7% dos que adotaram a dieta, a diminuição chegou a ser de 90%.

Em contrapartida, em outro estudo, agora de pesquisadores da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, analisou 14 idosos com comprometimento cognitivo leve, em que parte também adotou a dieta cetogênica. Os resultados mostraram benefícios modestos, porém, significativos quando ligados aos testes de memória. Esse artigo foi publicado no periódico Journal of Alzheimer’s Disease.

De acordo com Jason Brandt, professor de psiquiatria e autor do estudo:

“Se pudermos confirmar essas descobertas preliminares, o uso de mudanças na dieta para mitigar a perda cognitiva na demência em estágio inicial seria um verdadeiro divisor de águas. É algo que mais de 400 medicamentos experimentais não foram capazes de fazer na clínica ensaios.”

Conclusão

Por fim, é importante reforçar que mudar a alimentação para o estilo cetogênico é uma alteração brusca e agressiva. Portanto, é fundamental a orientação de um médico e fazer um acompanhamento. Isso porque para algumas pessoas, como gestantes, pacientes com problemas renais ou de fígado e que sofram de transtornos alimentares, a dieta cetogênica não é indicada.

*Foto: Reprodução

20 de setembro de 2022 0 comentário
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